Notas iniciais
Uau, nem eu acredito que eu estou conseguindo finalmente atualizar o capítulo. Como de costume eu gostaria de me desculpar pela p**a demora, tive vários problemas pessoais, além de um bloqueio enorme. Mas vamos lá, não é mesmo. Façam uma boa leitura! ♥



NARRADOR PVD

— Preciso de mais luz ao redor dela. – disse a loira para sua assistente, que rapidamente posicionou o refletor no ângulo correto. — Helena, quero que você sente e apoie seus braços nos joelhos flexionados, costas levemente curvadas. O seu cabelo... — Emma se levanta e caminha até a modelo, colocando todos os fios negros para trás dos ombros. — Isso, mantenha. Não se mova até eu mandar.

— Falando assim, eu fico da maneira que quiser. — murmura a garota sentada no chão.

Emma em um único sinal de aversão revira os olhos e mantém o foco em somente fotografa-la.

— Ótimo, só levante um pouco mais o queixo! — disse e ela o fez. Emma se curvou e apertou várias vezes o botão da câmera. — Isso, isso! Minnie, ajude Helena a retirar o top e cobrir o busto com os cabelos, pode usar o tapa-sexo se preferir.

— Desculpe, mas eu desejo não usá-lo, tudo mais ao natural... sabe como é. — a mulher de olhos verdes responde.

— Certo, como preferir. — deu de ombros, se abstendo mais uma vez do flerte. — Apenas seja rápida, é o último ensaio de hoje.

Enquanto Minnie, a nova assistente do estúdio ajuda Helena a se preparar, Emma se joga na cadeira e massageia suas têmporas, sabendo que teria que falar com James à respeito do comportamento impróprio da modelo no decorrer dos ensaios, e por mais que ela fosse uma das melhores, a situação estava se complicando. Além da atitude ser totalmente anti-profissional.

— Posso te ajudar com uma massagem, parece tensa chefinha.

(Helena — Fucking bitch)

Swan respira fundo e imediatamente nega com a cabeça. Não se vira, pois imagina suas condições físicas, a visão não será nada agradável na posição que está. Sente os polegares caminharem pela costura de blazer azul-marinho, engole seco e congela.

— Tire essas mãos sujas do que não lhe pertence ou perderá todos os seus dedos.

Todos os pelos do corpo da loira se arrepiam ao reconhecer a voz no ambiente.

O barulho de saltos alertam a aproximação repentina.

— Quem você pensa que é para falar assim comigo?

— Tem certeza de que não imagina, querida? — os lábios vermelhos soltam um riso sarcástico.— Pergunte para a sua "chefinha". – usa o mesmo tom que a garota havia usado.

Por que eu pareço estar encrencada? — pensa Emma.

— Quem é essa louca, Emma?

Ok. Você não deveria ter dito isso, Helena. Não mesmo.

— Louca?! Eu vou te mos...

Antes que Regina concluísse a frase com atos e tudo virasse uma confusão que não poderia ser controlada, Emma intervem. Levantou-se em um pulo da cadeira e segurou a mulher mediana pelo quadril, sentindo Regina tremer e se forçar para frente. A olhou de perto, notando a veia saltada em sua testa, os olhos semicerrados e os lábios desinquIetos, sussurrando algumas palavras de baixo calão. Linda — disse para si própria.

— Isso não é necessário, ok? – fala para que somente Regina escute.

Regina bufa, mas nada diz e logo assente com a cabeça. Quando Emma percebeu que seria seguro para todos ali, a soltou.

— Helena, se cubra. — nota os seios da mulher expostos pela primeira vez. Obedeceu relutante, mas claro, sem deixar de revirar os olhos. — Estamos em um ambiente profissional aqui, preciso que respeite as pessoas e me respeite também. Aliás, essa é Regina Mills, minha namorada.

Swan não precisa voltar os olhos em Mills para saber que ela está sorrindo, a conhecia bem.

— Você nunca disse que tinha namorada! – exaltou-se, descendo o olhar minucioso pelo corpo menor. Emma segura o pulso de Regina, notando o seu quase avançar.

— E eu não precisava dizer. Aqui é o meu trabalho, entenda, o que eu faço ou deixo de fazer fora daqui é problema inteiramente meu. — tomou ar. — Independente do ocorrido, há dias que suas atitudes veem me decepcionando e precisaremos conversar sobre isso em conjunto, eu, você e James. Mas por hora, se vista e vá embora. A sessão está terminada.

— Tínhamos um último lote de fotos. Calvin Klein pediu. — diz com desdém. — Você até me pediu para tirar a roupa.

— Deixe que do meu trabalho cuido eu. Minnie entrará em contato para conversarmos, até lá você está proibida de pisar no estúdio. – a paciência da loira some. — Quero que alguém acompanhe Helena até a saída assim que ela terminar de se vestir. — olhou por cima dos ombros da modelo, tendo a certeza de que estavam sendo o centro das atenções. — Estão todos dispensados!

A mulata, Minnie, tomou as rédeas da situação e fez com que Helena se retirasse do local sem causar mais nenhuma confusão. Só percebeu que ainda tinha os dedos no pulso de Regina quando teve que acenar para a equipe em sinal de despedida.

— O que foi isso? — girou os calcanhares, tendo seu rosto novamente para observar.

— Eu quem devo perguntar. Desde quando recebe massagem de alguém quase nua?

— Certo, isso foi constrangedor e estranho. Em minha defesa, ela nunca havia me tocado ou se quer chegado tão perto assim. Helena estava naquelas condições por conta das fotos que iríamos fazer. Não vi quando ela se aproximou.

— Minha intuição sobre ela nunca foi boa. Eu disse a você!

— Eu sei, eu sei. Estava certa sobre tudo. – sorriu de canto, tomando o espaço pessoal da outra. — Mas algo me intriga, desde quando você passou a ter crises de ciúmes?

Regina pende a cabeça para trás e gargalha, colocando uma das mãos no ombro de Emma para ter mais equilíbrio em seu movimento.

— Isso não foi uma crise de ciúmes. – revira os olhos. — Eu só não gosto de pessoas aproveitadoras tocando o que é meu. E a sua modelo estava com toda certeza aproveitando da sua "inocência" esse tempo todo, para fisgar você.

— Como você mesmo me ouviu dizer... tudo começou há dias, mas decidi apenas ignorar e fazer o meu trabalho. Mas hoje a situação transbordou qualquer limite. — ela balança a cabeça de cima para baixo, como se concordasse plenamente. — Vamos esquecer dela, por agora, quero saber o motivo de me dar a honra de sua presença?

— Modesta. – dá de ombros e ajeita a pequena lapela do blazer da outra, se aproximando um pouco mais. — Estou com o vestido de Mary Margareth.

— Achei que nos encontraríamos na Apple's daqui... — levanta o braço e encara o relógio de pulso. —... duas horas. Está adiantada. Onde está?

— Sim estou, estava ansiosa e decidi sair um pouco antes do combinado, algum problema com a minha interrupção? — arqueia uma de suas sobrancelhas. — Onde está o que, Swan?

— A maneira como diz o meu nome com essa prepotência toda, é instigante, sabia? – sibila tranquila, levando uma de suas mãos na curva da cintura da morena. — O vestido, onde está?

— No carro.

— Hum... – os olhos verdes baixam para o corpo a sua frente, tendo agora a oportunidade para analisar as vestes de sua namorada.

O fato de Regina não ser nem um pouco casual, fazia a libido de Emma crescer de forma evasiva e incontrolável. E, não fora diferente ao notar o corpo menor se cobrir com uma calça social preta de cintura-alta, uma camisa transparente, composta por um blazer aberto da mesma cor. Tons escuros, exceto pelo scarpin em seus pés e o lenço em seu pescoço com listras e bolinhas brancas. Detalhes. Os detalhes faziam Emma quase enlouquecer.

Emma aproveita-se da mão que apoia na cintura da mulher e a traz mais para perto, sentindo a respiração da morena quente e alterada contra a sua face. Deu vez às suas vontades e tomou os lábios latinos para si. Regina não se faz de rogada, logo permite que a língua de Emma a invada e encontre com sua.

Canela e hortelã se misturavam. Quente é pouco demais para defini-las.

— Emma. — disse uma Regina ofegante, tentando recuperar ar ao quebrar o beijo.

Swan mantém os olhos atentos nas expressões latinas, controlando sua própria respiração ao avançar de forma delicada sobre a pele âmbar, ignorando totalmente o chamado da outra. Regina tomba a cabeça para o lado e expõe de bom grado o seu pescoço, sentindo a boca macia lhe arrepiar por inteira. Usufrui de suas mãos apoiadas no blazer da outra, espalmando em seu peito.

Emma continua com os beijos por demorados segundos até ser barrada pelo tecido da camisa de Regina. Leva suas mãos aos pequenos botões e os desabotoa até a altura de seu umbigo, não deixando de observar cada novo pedaço de pele à mostra.

— Alguém pode nos ver. — sussurra a morena quando Emma fez menção de se abaixar e tomar o seu colo novamente.

— Estamos sozinhas... — estala a língua e olha ao redor, apenas para constatar que está certa. — Eu mandei todos embora.

As últimas palavras ditas lentamente arrepiam a latina tão de repente que a faz estranhar. Mas logo soube que toda aquela autoridade e a nova maneira da loira se portar é o motivo de sua calcinha molhar.

— Uhn... Isso parece interessante. — ainda estão perto por Emma manter uma das mãos no quadril da outra, impedindo que a mesma se afastasse. Posição a qual Regina gosta, pois pode sussurrar aquelas palavras quase em seus lábios. — No que mais você consegue mandar?

— Eu adoraria responder; você, mas nós duas sabemos que você não deixaria...

— Nem na cama? — provoca, raspando a língua propositalmente pelos lábios de Emma, mas não a beija. As mãos da mulher mais alta se apertam ainda mais, onde uma delas apalpa sua bunda fortemente por cima da calça.

Regina se apoia ainda mais nos ombros de sua namorada, sentindo as pernas bambearem pelo aperto inesperado. Emma gosta de vê-la daquela maneira e ignora a pergunta, tem a resposta bem ali. Regina tornaria-se passiva na cama, até ela quiser e quando sentir vontade.

Continuou com as ações que começará e, sua língua molhou cada parte entre o meio dos pequenos seios e o bojo do sutiã. A mão que antes provocou Regina, agora, sobe a camisa e desliza sob a pele quente das costas e, encontra o feixe da única peça que impedirá a língua excitante da loira continuar; a fez livre e deixou o bojo sem alças cair ao chão da mesma forma que o lenço preso em seu pescoço.

Os admira, como sempre fazia e, assim que se dá por satisfeita chupa vagarosamente os mamilos já entumecidos. O polegar e o indicador ajuda o outro a manter-se excitado enquanto a língua ronda o bico esquerdo, para logo assim intercalarem. Regina se mantém curvada, olhando ser chupada pela namorada. A calcinha encharca-se cada vez mais, a cada segundo o seu equilíbrio torna-se pior. Seu sexo pulsa com aquela tortura, pois além de sentir o membro quente em sua pele, seus olhos são fanáticos pela arte de observá-la fazer.

" Oh, Merda" – pensou.

Swan desliza a mão que está nas nádegas da outra e a leva para o cós da calça, a braguilha é rapidamente aberta e o tecido desliza pelas pequenas pernas. A loira levanta os olhos rapidamente para os castanhos, apenas para ter certeza se a outra está de acordo com as suas atitudes.

Quando teve o seu passe livre, continuou com o caminho de beijos e só agora pode observar a lingerie que a abraça. Caleçon Vermelho. Em sua cabeça, a calcinha de renda ou outra qualquer, jamais será tão atrativa no corpo de outra pessoa. De joelhos a loira ficou, com o nariz e a boca tão próximos à intimidade da morena que pode sentir o cheiro de rosas tão familiar do seu óleo de banho. Arrasta seus dedos pelas laterais das coxas torneadas e de relance capta os castanhos aveludados ao olha-la de baixo para cima, a visão tão tentadora molhou sua intimidade bruscamente.

Regina morde sadicamente seu lábio inferior, sentindo correntes elétricas por todo o seu corpo pela maneira que Emma a olha e descansa suas mãos nas laterais de suas coxas, escorrendo vez ou outra pela polpa de sua bunda.

— Se você... — sussurra com a voz grave. — Se você... se visse desse ângulo... — suas mãos apertam as nádegas com um pouco mais de força, fazendo a morena gemer surpresa.

Regina nada disse e apesar de muito excitada, deixou com que Emma tomasse as rédeas e fizesse em seu tempo. Quis dar poder à namorada. Gostava de dominar todas as situações, mas pareceu ainda mais interessante dar gosto à "nova", corajosa e provocadora Emma Swan.

A mulher ajoelhada arrasta os dois polegares pela renda vermelha vagarosamente até chegar no limite da peça, abraça as laterais do tecido e o abaixa até que ele não fizesse mais parte daquele corpo. Emma se levanta e oferece uma das palmas a outra mulher, que rapidamente aceita sem questionar para onde a levaria naquelas condições.

Há apenas alguns passos de onde as roupas pretas encontram o chão, as duas estão em um dos cenários do estúdio. Regina acompanha Emma sem nada dizer e observa como o mesmo parece uma das suítes mais caras de um hotel cinco estrelas. O dossel tule com leves tons de dourado descia pelas grandes pilastras ao redor de uma cama queen size, onde a roupa de cama seguiu a mesma paleta de cores, dourado e branco. A mulher dos olhos negros para seu observar quando quase tropeça no corpo de Emma parado a sua frente. Sorri um pouco desconcertada pela situação, mas a sensação que logo se esvai ao encontrar as esferas esmeraldas lhe queimando até a alma.

— O que é isso? — pergunta se referindo ao cenário.

— Apenas algo que mandei criar há algum tempo para fazer algumas fotos. Ficou pronto essa semana... — morde o lábio, ainda perdida no corpo da latina.

— A ideia é ótima. Parabéns. — suspira. — Porém, não sei se fico confortável ao imaginar que tipo de fotografias irá fazer aqui. Ou melhor, a quem irá fotografar.

Emma contém o riso, pois sabe que suas palavras se referem a Helena. E, claro que sua namorada por mais que negue, está com ciúmes.

— Chega de falar banalidades, não temos muito tempo... — sussurra e vê Regina concordar ligeiramente com a cabeça.

Swan inverte as posições, toca os ombros da mulher mais baixa e a empurra de costas lentamente para o móvel acolchoado. Arrasta Regina até o meio da cama e sorri maliciosamente quando se coloca entre as suas pernas. Levanta o tronco e se desfaz de seu blazer o mais rápido que consegue, estira as mangas de sua camisa branca e se abaixa, ficando há poucos centímetros da boca da outra.

— Ainda está usando muita roupa. — indaga Regina, querendo com certeza ver um pouco mais da pele alva.

Emma sorri sem mostrar os dentes e com apenas uma das mãos desabotoa todos os pequenos botões da camisa, dando a Regina a visão maravilhosa de seus médios seios em um sutiã azul turquesa. Retira sua camisa após o ato, fazendo os olhos castanhos brilharem ao passar por cada pedaço de pele, cada pinta... cicatrizes... tudo

Mais. — exige.

A loira ignora totalmente o pedido e se abaixa ainda mais. De modo inesperado para a mulher abaixo de si, os dentes abraçam de forma excitante os lábios carnudos, fazendo com que a mesma solte um gemido rouco em sua boca. Enquanto a loira prolonga o beijo a invadindo com sua língua, os dedos gélidos vão se aquecendo a medida que toca com ganância a pele extremamente quente de Regina. Os mamilos logo se tornaram rijos e a respiração pesou ainda mais quando Swan ameaçou tocar o seu íntimo, mas retraiu o toque e voltou a acariciar a barriga de forma lenta.

— Emma... — Mills gemeu em protesto e separou seus lábios, aproveitando para tomar um pouco de ar.

Atordoada pelo tão pouco, Mills levou suas mãos às costas de Emma e em poucos segundos abre o feixe do sutiã, libertando os seios de sua amada. Em sua necessidade excessiva e excitação palpável a trouxe mais colada para seu corpo, fazendo seus mamilos entumecidos serem abraçados pelos rosados. Regina foi quem iniciou o beijo e, foi Emma quem gemeu dessa vez na boca da outra.

A loira então se esfrega o quanto pode no corpo menor, sentindo Regina levantar o quadril diversas vezes à procura de mais contato. Sua mão então desce novamente, abraçando o íntimo de Regina com toda palma.

Regina ofega.

Swan desfaz o beijo à muito custo e, ataca o pescoço com mordidas e chupões de arrancar o fôlego. Com certeza a pele latina ficaria marcada, mas ali, Regina se quer se importa. Quer ser devorada, ser marcada. Sua boca abandona a parte sensível e se concentra ao lado de sua orelha;

— Sabe por que você não deve se preocupar com a maneira que farei o meu trabalho aqui... nesse ou em qualquer outro ambiente? — sussurrou.

— Hum... — Regina disse de olhos fechados, quase perdendo a coerção da frase de Emma ao sentir a voz grave e a respiração entrecortada tão de perto. Não queria conversar.

Emma libera um tapa no sexo totalmente molhado de Regina.

— Preste atenção. — a voz de Emma soou mais grave e, aquilo sem dúvidas deixava a mulher mais sexy. — Responda.

— Emma... — sibilou o nome de sua namorada, tentada com as ações e atitudes de Emma.

— Responda. — diz, séria. Os dedos se envolvem com o clítoris de Regina, a masturbando lentamente.

— Por que? — enfim ela disse, em um fio de voz.

— Por que para qualquer lugar que eu olho... — capturou as esferas avelãs, enquanto seus dedos separam os pequenos lábios. — Eu... — a invade, fazendo um riso esboçar na boca da mais nova. O dedo-do-meio entra e sai devagar, constatando o quão lubrificada Regina está. — ... penso em como farei você... gozar.. — o segundo dedo preenche o seu íntimo de forma surpresa. Swan sente suas costas serem machucadas e com o mesmo sorriso no rosto, conclui; — ... chamando o meu nome.

Emma move-se devagar com seus dedos para dentro de Regina, em sua volta para estocar novamente, deixa propositalmente a palma de sua mão roçar no ponto mais sensível de seu íntimo. E então, com muito mais determinação ela a invade novamente.

— Swan... — gemeu de súbito, arranhando ainda mais a pele alva.

— Isso... Assim mesmo. — disse sem humor, satisfeita por estar certa e excitada demais para deixar de continuar.

O ritmo é estabelecido por ambas de acordo com suas necessidades. Regina de ser tão bem preenchida e, Emma por dar um prazer imensurável a mulher que tanto ama. Os olhos esmeraldas capturam todas as feições do rosto da outra. Tem os olhos fechados e a boca entreaberta que ameaça a deixar um tímido gemido escapar e Emma queria ouvi-lo, da mesma forma que queria realizá-la.

As entranhas de Regina ficam cada vez mais apertadas, alertando a loira um orgasmo logo lhe tomaria. Swan deixa a mão livre escorrer pelas pequenas pernas, passando a tocar cada canto de pele morena sem deixar de estocá-la com a destra. Os olhos castanhos se abrem e uma mordida aos lábios carnudos é lançada. Tesão. Luxúria. Paixão.

Emma curva-se um pouco mais, alcançando o clítoris sensível com o dedão. A mão que antes acalentava a pele latina, foi ao alto dos cabelos negros para conseguir apoio e dar suporte aos movimentos que se intensificam. Regina abraça o corpo da outra como pode, arranhando e apertando à medida que sua boceta se incendeia. Os dois dedos completamente lubrificados entram e saem cada vez mais depressa, enquanto a masturbação no broto inchado continua, levando Regina a um passo do precipício.

Dentro...

Fora...

Dentro...

Fora...

Dent-ro...

For..a...

Dent...r..

Foi naquele instante o desfalecer, o gemido entrecortado, o revirar dos olhos, o corpo suado tornar-se trêmulo. Regina gozou. Forte. Extraordinário. Inefável.

A pele marcada pelas arranhões foi libertada assim que Regina sentiu-se em sua órbita novamente. Os olhos castanhos capturam os esmeraldas e um amável sorriso brota no rosto de ambas.

— Ainda estou tremendo por dentro. — comenta, respirando profundamente.

— Acredito que isso seja bom. Podemos repetir a dose mais tarde, se quiser tremer por dentro novamente. — riu e beijou-lhe a testa, saindo de seu íntimo com cuidado.

— Ah, essa proposta é irrecusável. Mas acho que estou lhe devendo... — sua mão foi para a braguilha da calça social.

A loira sorriu de lado e segurou as pequenas mãos, barrando-a.

— Meus dias... — disse simplesmente. Regina recolheu as mãos, entendendo perfeitamente o que ela quis dizer. — E você poderá me compensar assim que acabar, não pense que irei esquecer! — brincou.

— Ah, pode ter certeza que eu irei, sem você nem precisar me lembrar. — se aproximou um pouco mais, selando os lábios de sua namorada calorosamente.

— Eu não quero estragar esse nosso momento, mas precisamos ir... — disse entre os lábios latinos, sabendo que se começassem novamente, não parariam tão cedo. — James precisa que tudo saia como combinado, amor...

A respiração da mais velha falhou miseravelmente. Amor...

— Branca precisa do vestido... — Emma estalou os dedos sob os olhos de Regina. — Ei...

— Ah, é... ó bem... desculpe. — balançou a cabeça de um lado para o outro, tirando todos aqueles pensamentos da cabeça.

Emma riu da cara que Regina fez, confusa.

— Sugiro que me ajude a levantar, pois eu sei que minhas pernas ainda estão moles. E ah, você terá que dirigir também.

— Com todo prazer, mademoiselle.

REGINA MILLS

Me sento naquele pequeno banquinho de madeira, alinhando meu grosso casaco na pouca luz que a rua permitira. Passo os dedos lentamente pelos fios castanhos, notando o aconchego de suas mãozinhas ao redor do meu pescoço. Emma está ao meu lado, dispersa olhando através da lente de sua câmera. Focada demais para perceber que eu admirava o seu perfil, e que os seus rápidos sorrisos me arrancavam profundos suspiros.

— Vamos! Dê só uma olhadinha. — desviei rapidamente, quase sendo pega pelas esferas esverdeadas.

— Isso é tão estranho, a gente não deveria estar aqui. Já pensou se eles nos vêem? Insano demais até mesmo para você. – indaguei, tomando a câmera em uma das mãos, enquanto a outra o segura pelas costas.

— Auch, essa doeu. Mas pense qual seria a parte legal de organizar um super jantar de noivado se a gente não pudesse ver o resultado final? Essas reações são magníficas, irei fotografar para registrar o momento.

— Ok, só irei participar dessa sua loucura porque a sua visão de fotógrafa prodígio parece ter razão. Ficaremos até você conseguir suas fotos, mas depois precisamos ir por dois motivos, o primeiro é que temos o nosso próprio jantar para comparecer, Zelena matará a nós duas se atrasarmos e o outro, — beijei a cabeça do menino. — Seu filho acabou adormecendo em meu colo, mas a barriguinha dele não para de roncar. Ele dormiu com fome.

— Ele está a cada dia mais pesado... se você quiser eu posso pega-lo antes que os seus braços fiquem dormentes. — estendeu os dois braços, fazendo menção de tomar Henry para si.— Não vamos nos atrasar, eu prometo.

— Deixe-o, está quentinho aqui. Eu estou bem quanto a isso. — levo finalmente a câmera para o meu rosto, buscando um ponto de equilíbrio para poder olhar através da lente. — Você prometer não se atrasar é o eufemismo do século...

Emma não mentiu ao revelar que aquele momento lhe traria boas fotografias. Apesar de estarmos do outro lado da rua, a lente consegue focar tranquilamente na mesa dos dois. Sua amiga, Blanchard, usa um vestido vermelho sem alças onde mangas abraçam sutilmente os seus ombros. Há pouca maquiagem em seu rosto, mas totalmente muda sua feição devido a pele tão clara. Parece muito feliz ao conversar com James, o sócio de Emma. Eles brindam e cada um leva sua taça de champaghe à boca para logo assim, o homem se colocar de pé.

— Emma... — entrego-lhe a câmera. — Acho que ele fará o pedido agora.

Ela arregala os olhos e rapidamente toma o objeto de minhas mãos. Posso ouvir então, cliques e mais cliques. Semicerrei os olhos e tive a minha própria visão da cena, podendo acompanhar o sorriso de Mary Margareth ao olhar para seu amado que ainda estava ajoelhado.

— Ugh... — dissemos em conjunto ao ver os dois se beijarem. Emma me encarou, tão sorridente quanto sua amiga dentro do restaurante. — Acho que ela disse sim. — comentou.

— É, pelo beijo eu aposto que a resposta foi positiva. Conseguiu capturar antes que ficasse nojento?

— Ainda bem que sim. — deu de ombros, guardando a câmera na bolsa própria para o objeto. — Acho que já podemos ir, tenho o suficiente para o início de um lindo álbum de casamento.

Assim que chegamos em casa, Emma colocou Henry para dormir no sofá e ajudou Ruby a organizar os pratos e talheres, enquanto eu subi para tomar uma ducha rápida. Ao retornar, Zelena terminará de colocar à mesa, me aguardando para iniciar a ceia.

— Diga Gina, o que acha da minha nova namorada? — apontou para Ruby, lançando-lhe um beijo.

— Nova? Eu já sabia que isso aconteceria, não era de se duvidar, já que essa loba fedida dorme em casa quase todos os dias. — disse em um leve sarcasmo, adotando um apelido que eu sabia que a morena reviraria os olhos.

— Disse a sem coração, galinha. — retrucou em tom de riso.

Minha vez de revirar os olhos. Emma tomou o vinho e balançou a cabeça negativamente para a outra.

— Galinha?!

— Oh, desculpe... ex galinha com um meio coração agora.

— Respeite a realeza, ralé. — todas riram em uníssono. — Qual é, estou mentindo?

— Acho melhor parar a troca de elogios antes que a comida esfrie, por que se deixar elas vão continuar pelo restante da noite, não é Emma? — interrompeu Zelena, servindo-lhe com um pouco de massa. — Querido, quer um pouco?

Henry afirmou com a cabeça, desatento ao assunto, pois estava morrendo de sono. Acabará de acordar.

— Oh, com certeza vão! – abraçou meus dedos por debaixo da mesa, sorri instantaneamente. — Vamos tirar uma foto?

— Ah... não. – disse.

— Sim! — Ruby quase saltou da mesa, já arrastando sua cadeira para perto de Zelena.

— Desde que eu fique sexy e linda, claro! – disse uma ruiva com a boca um pouco avermelhada pelo molho de tomate.

— Três contra um, amor. – engoli seco, tentando ver se mais alguém ficava chocado com aquela palavra, mas não, todos pareciam normais.

— Ei! Eu não votei! — exclamou o garoto.

— Certo, filho. Quer tirar uma foto em grupo?

— Claro! — sorriu grande, para a minha tristeza.

Será que eu era a única que odiava fotografias?

Lavada. Anota essa Regina. — provocou Ruby.

Revirei os olhos e apenas a ignorei dessa vez, me ajeitando para que Emma pudesse clicar a foto.
Henry com toda pressa se senta em meu colo, o abraço e deixo meu queixo em seus pequenos ombros e nossos rostos colados.

— Todos prontos?!— afirmamos em conjunto. — Digam xxxxxxx......

— XXXXXXxx!

Mais tarde naquela mesma noite...
Quando a brisa tinha cheiro de chuva
Quando o eflúvio de canela, maçã e sexo se misturavam nos finos lençóis
Quando as luzes se apagaram...
Eu entendi que após anos e anos... aquela fora a primeira vez que a nossa família estava completa
Família...

F a m í l i a

Notas finais
Eu não acredito que ainda exista pessoas acompanhando a história, mas eu preciso terminá-la de qualquer forma. Caso ainda estejam ai, o último capítulo já está pronto e amanhã (no mais tardar) eu já o postarei. Obrigada e espero que tenham curtido.