Notas iniciais
Olá, como vocês estão? Peço desculpas pela demora, essa última semana foi bem intensa e não estava conseguindo concluir o capítulo de uma forma que eu gostaria. Mas.. kkk Aqui estou. Peço desculpas por qualquer erro de português, é um cap beeeem HOT, então segurem na mão de deus e boa leitura kkk!




NARRADOR

Emma observou por vários minutos o topo de cabelos castanhos esvoaçarem pela brisa que cortava seus corpos. Henry e ela estavam na sacada pela primeira vez desde a cirurgia, voltando às suas origens ele começou a desenhar no céu negro, sorrindo a cada novo formato que ele encontrava nas estrelas. Gratidão definia aquele momento.

Com os olhos atentos em todos os lugares a mulher notou um carro luxuoso se aproximar parando em frente ao apartamento e, poucos minutos depois ouviu a campainha tocar. Blanchard atenderia se não estivesse em um jantar com James, obrigando Emma a sair daquele pequeno conforto. Desceu com Henry em seus braços e o deixou na sala-de-estar, entretido em um programa qualquer.

Ao abrir a porta de madeira, sorriu com os olhos ao ver sua namorada ali parada, segurando uma grande caixa de pizza nas mãos.

O céu-esmeralda não era banhado pelas avelãs há semanas, onde a saudade transbordou-se em ambos ao se reencontrarem. Regina acompanhou o sorriso de sua amada, sentindo o ritmo de seus batimentos aumentarem.

— Alguém pediu o jantar? — perguntou a morena brincando, abrindo a tampa da caixa de pizza.

— Olha, não pedimos. Mas ainda bem que bateu na minha porta, pois com uma cliente como eu, seu chefe vai lhe dar uma boa promoção. – brincou.

— Agora eu não sei quem está vendendo o que. — conteve o riso — Como você está, Emma?

— Melhor agora. Vamos, entre! – a puxou de forma delicada.

Regina fez o que foi lhe dito e adentrou no apartamento, ouvindo as gargalhadas de Henry ao fundo. Sentiu-se aquecida por um abraço que recebeu pelas costas, sentindo o farejar da mulher em seu pescoço e ombros.

— O que está fazendo? – perguntou intrigada. — Está me cheirando?

— Apenas verificando. Esse novo perfume com uma leve essência de queijo, parece muito bom. – Emma brincou, apertando os braços ao redor da cintura da outra. — Eu estava com saudades de você.

— Faz um tempinho que a gente não se encontra, peço desculpas. Zelena precisava de mim para você sabe... lidar com Gold. — Mills disse com sinceridade, virando-se para encarar a loira novamente. — Eu senti saudades também.

— Ginaaaa! — um grito de alegria cortou qualquer conexão de ambas, Henry vinha correndo em sua direção.

Rapidamente a morena entregou a caixa para sua namorada e se agachou para recebe-lo em seus braços. Buscou equilíbrio e recebeu aquele abraço de bom grado, levantando com ele no colo.

— Oi macaquinha!

Regina olhou de imediato para Emma, sabendo que aquele era um apelido que os dois costumavam a compartilhar. A loira assentiu com a cabeça e sussurrou um "tudo bem".

— Oi monkey. — beijou-lhe as bochechas, um pouco sem jeito pela maneira que foi abordada, mas grata pelo significado que poderia ter.

— Que cheiro bom, mom. — disse ele olhando para Emma.

— Alguém pressentiu que nós estávamos com fome e trouxe pra gente.

— A gente pode comer agora? — lambeu os lábios, fixando os olhos na mulher que o carregava.

Regina simplesmente afirmou com a cabeça e se deslocou ao lado de Emma para a sala. A loira se encaminhou de pegar as bebidas, trazendo consigo uma garrafa de vinho para as duas e uma caixinha de suco para seu filho. Despejou igualmente o líquido vermelho para ambas e assim começaram a comer.

Henry parecia vidrado em cada cor que aparecia na televisão, mordendo entre rápidos intervalos o seu suculento pedaço de massa com queijo. As mulheres mais velhas comeram em silêncio, comentando uma coisa ou outra à medida que se saciavam. O vinho limpava o paladar e trazia conforto para o âmago. Quando se sentiram satisfeitas, os olhos acompanharam o seriado que passava na televisão. Game of Thrones, é de fato a melhor programação para um domingo à noite.

O ponteiro então começou a correr, onde os segundos tornaram-se minutos e sucessivamente horas. A programação já era outra, mas os três ainda estavam ali, Emma ao lado de Regina e Henry na poltrona ao lado. Swan percebeu sua ansiedade atingir o limite quando sua perna esquerda começou a tremer, a sensação de frio na barriga por estar com Regina ao seu lado havia voltado. As mãos da mulher mais nova se escorreram por baixo do cobertor e tocou sutilmente a coxa da outra, que com um drástico arrepio Regina a encarou, lambendo os lábios como única reação.

Emma se esticou um pouco mais, acariciando aquela parte e sentindo a mulher se contorcer silenciosamente com o ato.

— Você quer mais vinho? — Emma perguntou baixo. Regina balançou a cabeça, querendo mais uma taça. — Vamos até a cozinha... preciso de ajuda com o saca-rolhas. — apertou os dedos, quase rasgando a meia-fina da outra.

Regina não precisava se fazer de desentendida, sabia exatamente que Swan não precisava de ajuda nenhuma. Suas intenções são claramente outras.

A loira levantou e se certificou que o garoto ainda continuava entretido e quase sorriu ao ver que na verdade, ele já estava dormindo. Seguiu o seu caminho e esperou pela morena na cozinha com a garrafa fechada de vinho. Quando finalmente a outra mulher chegou ao ambiente, Emma lhe deu as costas e se abaixou para pegar o abridor em uma das gavetas, dando a Regina uma visão tentadora de sua bunda em um shorts extremamente curto. Mas Emma não fora inocente, ela sabia exatamente o que concederá com o movimento.

— Eu sei o que está tentando fazer... E-m-m-a... — a boca vermelho carmesim sussurrou, onde o grave de sua voz ficou ainda maior quando disse o nome de sua namorada.

— E o que eu estou tentando fazer, Srta Mills? — achou o que procurava, mas se manteve de costas.

— Emma, vire-se.

Emma respirou profundamente e fez o que lhe foi dito. Os olhos verdes rapidamente capturaram o grosso casaco preto no chão, envolta de um vestido da mesma cor. Sentiu o calor irradiar na baixa temperatura ao subir os olhos devagar. Saltos vermelhos abraçam os pequenos pés. A meia preta camufla a pele âmbar de suas coxas. A calcinha minúscula faz par com o corpete, respeitando a mesma paleta de cores. Estava diante de uma tentada obra de arte. Antes que deixasse cair, colocou a garrafa na prateleira sem ao menos desviar os olhos da morena.

Regina então, avançou de encontro a outra, parando a centímetros para observá-la de perto. Os bicos entumecidos marcavam o tecido branco, enquanto a parte de baixo era uma quantidade mínima de tecido. Levou o polegar e o indicador até os seios, prendendo os mamilos em seu meio delicadamente. Emma mordeu os lábios, sentindo o tesão ao ato rápido da morena. Mas nada disse e nem se quer se mexeu. Ficaram se entreolhando em silêncio, como se estivessem hipnotizadas uma pela outra. Os lábios vermelhos se umedeceram com a ponta da língua e Swan a conhecia tão bem, que sabia ser uma maneira filha da puta de dizer que queriam ser beijados, e assim ela o fez. As mãos da mulher mais baixa se espalmaram nos seios da outra, sentindo sua boca ser dominada pela companheira. O tesão queimou-lhe o corpo quando a língua de Emma invadiu o céu de sua boca, procurando de maneira habilidosa brincar com a sua.
Swan a segurou pelo quadril com as duas mãos, colando seus corpos ao máximo. Estavam quentes como labaredas.

— Vam-os... – Regina tentou acabar com qualquer espaço que havia sobrado entre elas, querendo mais contato. — Vamos para o seu quarto. – finalmente concluiu a frase, atordoada com a língua de Emma que agora fazia caminhos molhados por seu pescoço.

Emma afirmou com a cabeça, relutando para deixar a pele morena fugir de sua boca. Era tanta saudade que gostaria de aproveitar cada segundo. Pediu para que a mulher fosse na frente e, aproveitou para colocar o seu filho na cama antes de ir ao encontro da sua irresistível amada. Mills sabia exatamente qual era o quarto naquele corredor, e audaciosa ou não, se jogou de bruços na cama da loira. Esperou tão ansiosa pela outra, que não percebeu o seu aproximar. Sentiu o inferno em seu ventre novamente.

A boca, agora manchada, conteve o gemido quando sentiu o corpo da outra se colocar encima do seu, onde a nádega coberta pelo tecido negro abraça gradativamente o sexo da loira. Emma inebriou-se com o perfume doce que irradiava da pele e dos cabelos sedosos, fazendo o corpo abaixo do seu se arrepiar por inteiro. Regina empinou um pouco mais a bunda, ouvindo o grunhir da loira com o seu movimento.

Emma sem mais se conter, levou as mãos para as costas da mulher, desenhando alguns círculos na pequena parte que o corpete não cobria. Sobre suas digitais sentiu a pele quente e começou a desfazer os pequenos laços para poder ver e trocá-la ainda mais. Com um pouco de impaciência ela a libertou, tendo agora as costas nuas.

— Eu amo o seu tom de pele. — disse ao se arrastar um pouco sobre o corpo abaixo de si, saltitando demorados selos por sua coluna vertebral. — You're so damn hot...

A medida que os beijos foram descendo cada vez mais, Regina sentia o corpo estremecer. Swan parou a trilha de beijos ao chegar nos furinhos que ela tinha no quadril. Qualquer permissão que ela precisasse pedir foi concedida quando a outra abriu um pouco mais as pernas. Abaixou a calcinha de forma delicada até que ela passasse pelos finos saltos em seus pés, no caminho de volta dedilhou cada cantinho de pele que conseguiu. Decidiu manter a morena com as meias pretas, onde as mesmas seguiam dos pés às suas coxas. Com uma mão de cada lado apertou a parte avantajada com força, fazendo Regina gemer um pouco mais alto dessa vez. Emma se inclinou e deixou a língua se escorrer para a intimidade de sua amante, sentindo o quão molhada a morena estava.

Regina se conteve em seus gemidos ao sentir a ponta da língua de sua companheira ir até o seu clítoris e voltar vagarosamente por todo o sexo, rondeando a entrada pacientemente. O ato instigante é repetido incontáveis vezes, hora rápida outra mais devagar. Seu corpo estava em chamas e sabia que a qualquer momento poderia vir, que aqueles movimentos poderiam fazê-la gozar sem ao menos ser invadida diretamente. Sensação que não passou despercebida pela boca da loira, onde logo começou a sentir a retração do broto inchado. Swan abandonou a intimidade com muito custo e refez o caminho pelo corpo abaixo de si da mesma forma que desceu, aos beijos.

Quando Regina pensou em reclamar, curtos selinhos lhe arrepiaram da cabeça aos pés e a boca agora abraçou o seu pescoço com delicadeza, mas precisão. Ao mesmo tempo de suas ações com os lábios, Emma deu atenção a intimidade da latina com um de seus magníficos dedos.

Mills gemeu contra o travesseiro, sendo aplacada pela maravilhosa sensação de preenchimento. Moveu o seu quadril e arrebitou um pouco mais abunda, queria que o dedo fosse mais fundo. Swan sente o tecido de sua camiseta ser aquecido ao rasparem na pele quente de Regina, assim como todo o seu corpo a medida que ia aumentando os movimentos. A sensação é gostosa para ambas e por mais que fosse Regina quem estivesse recebendo todo aquele carinho, o centro de Emma pingava com os toques de sua pele alva com a dela, independentemente se ela ainda estivesse usando suas veste encima da mulher.

Emma notou o quanto a mulher estava lubrificada e impulsionava o seu corpo cada vez mais rápido, foi então que ela acrescentou mais um dedo na boceta de Regina.

— Oh, Emma... Isso... — gemeu com a voz rouca e abafada, onde seus atos os empurraram mais fundo e mais rápido.

As sensações de ter Regina daquela forma, de fode-la de bruços era inefável para Emma. Sentia a boceta da mais velha abraçar os seus dedos tão deliciosamente que era impossível não se molhar inteira e querer ouvir cada vez mais os seus gemidos. Passou o braço livre ao redor do pescoço macio, levantando um pouco o tronco de Mills. Os olhos esmeraldas passaram rapidamente por suas mãos e pernas, amando literalmente a forma que seus corpos se encaixavam.

— Por favor... eu preciso de mais... Forte. — a mulher de cabelos escuros gemeu desesperada, precisava gozar.

Atentamente a loira apertou ainda mais o pescoço de Mills, tomando cuidado para não enforcá-la, e fez lhe o que a outra implorou. A boceta pingava em êxtase à suas bombadas, entrando e saindo com mais força. Dobrou um pouco os dedos para alcançar o ponto g da namorada, e soube que havia conseguido quando a outra começou a rebolar de forma gostosa e rápida.

— É assim que você quer, hum? — os lábios rosados sussurram bem perto dos fios negros, enquanto os dedos aumentavam a velocidade.

Regina não conseguia responder, estava concentrada demais nas sensações que queimavam o seu sexo. Ela sabia que Emma a dominava e estava amando a maneira que aqueles malditos dedos estavam fodendo a sua boceta. Seu corpo subia e descia com pressa. O fôlego nem se quer existia, estava mais do que pronta para receber aquela sensação. Apertou os dedos nos lençóis brancos quando a loira usou o seu sexo para empurrar sua mão dentro dela de forma forte e rápida, como se estivesse usando uma cinta. Foi ai, ao imaginar e ser preenchida tão deliciosamente por ela que sentiu o orgasmo lhe tomar todo corpo, fazendo-a tremer à medida que sua boceta se contraia nos dedos da mais nova.

Emma permaneceu ali, apenas observando a mulher embaixo de si se contorcer por inteira e ao redor dos seus dedos. Apreciou cada mínimo espasmo, sentindo-se ainda mais molhada por ter feito sua namorada gozar assim. Se afastou quando viu que ela já estava mais relaxada, saindo dela com cuidado e se deitou ao seu lado.

Regina ainda precisou de alguns minutos para se recompor, estava ofegante e tão sensível para se virar que poderia gozar de novo só em cruzar pernas.

EMMA NOLAN SWAN

Seus braços estavam ao redor do travesseiro. Não tinha a visão de seu rosto, apenas conseguia ouvir a respiração descompassada em meio ao silêncio. Os cabelos estavam esparramados e suas costas brilhavam com as poucas gostas de suor. Me arrastei sobre a cama, tentando não fazer tanto barulho. Estiquei um dos braços e deixei meus dedos correrem pelo meio de suas costas, caminhei com eles até chegar ao quadril, engolindo seco ao chegar tentada perto de sua bunda novamente, parte essa maravilhosa demais para não ser apreciada. Trilhei o caminho de volta no mesmo tempo em que desci, notando os pelos arrepiados em sua nuca.

— Está tudo bem? – disse baixinho, bem perto. — Está silenciosa, me deixa preocupada.

— Não faz isso. – a voz entrecortada é manhosa. — Sua respiração contra a minha pele, seu toque... eu estou muito sensível...

— Quer que eu pare? – perguntei provocando. Me esticando um pouco e deixando um beijo atrás de sua orelha.

Prestei atenção aos sons quase silenciosos que ela emitia, como se abrisse a boca para falar, mas algo a impedia. Continuei com os toques bem mais lentos e sutis.

— Definitivamente... – falou pesadamente.— não é o que eu quero.

Me afastei um pouco quando notei as costas irem tombando para trás, dando mais espaço para que ela pudesse se aconchegar.

Os castanhos são como jabuticabas na meia luz. A boca já completamente sem batom é atrativa tão quanto se estivesse delineada pelo mesmo. Mãos ao redor do cabelo desgrenhado, como se ela estivesse pensando, relaxando. Abaixei o olhar e até mesmo as saboneteiras da mulher são encantadoras. O colo descoberto é pura tentação. Os belos seios se mantém no lugar que deveriam estar, sendo enfeitados por mamilos bem desenhados em tons que se não se misturavam tão facilmente em uma paleta de cores, o bico mais rosado e a aréola em um tom mais caramelo, quase seguindo para o marrom. Os seus seios são literalmente considerados pequenos, mas couberam e cabem tão redondamente na palma da minha mão que jamais seria um problema. Eu os amo inteiramente assim. Eu a amo assim.

Se Regina não me interrompesse, eu tenho absoluta certeza de que teria divagado por várias horas sobre a sua anatomia. Eu nunca me cansaria. Como já disse tantas vezes em silêncio; "Perfeição. Nenhum único defeito."

— Me diga, o que tanto se passa nessa sua cabeça? – perguntou.

— Sinceramente, você. — a essa altura, eu não precisava mais esconder os meus sentimentos, nem para mim ou para ela. — Eu acho... Não... Eu tenho certeza de que o seu corpo me tira do eixo, ele me fascina, Regina!

Ela sorri de forma genuína e eu me encanto um pouco mais, porém, no virar dos segundos suas ações deliberaram certa malícia. Com uma perna de cada lado, ela se sentou próxima ao meu sexo e as mãos se livraram dos saltos vermelhos.

— Eu preciso confessar Emma... – seus dedos apanham a barra da minha camiseta, subindo-a. Sinto minha barriga ficar à mostra. — O seu corpo também me fascina. Cada mínimo detalhe dessa pele alva, desses músculos sem esforços, me atraem. Você é bonita. Gostosa... Extremamente sexy. E não é só isso... tem muito mais...

Eu nunca soube de fato como reagir aos elogios porque eles sempre me deixavam envergonhada, corada. Dessa vez, não fora diferente e jamais seria, ainda mais estando com Regina Mills.

— Eu gosto quando você fica envergonhada com as coisas que eu te digo. – parou suas mãos, faltava milímetros para ela expor meus seios. — Você é fofa. – dei um meio sorriso, sentindo as bochechas que estavam quase se normalizando, ficarem quentes novamente.

— Acho que não é muito conveniente você me chamar de fofa quando está prestes a me deixar nua. — falei assim que criei coragem.

Nos últimos dias eu estava tendo uma puta coragem.

— Acho que essa foi a maneira mais sútil de você me mandar calar a boca. – comentou. – E você está certa... Eu estou prestes a te deixar nua.

Dessa vez não foram as bochechas que se aquecerem. Foi muito, muito mais abaixo delas.

Não mentiu.

Senti a pele arrepiar-se não só com a pouca brisa que entrava pela janela, mas sim pela vigília dos olhos negros em todo meu corpo despido antes de se curvar. As mãos pequenas se pousavam ao lado de meus cabelos, onde seu rosto estava perto o suficiente para que eu pudesse sentir sua respiração quente. Ela me analisava com astúcia, onde se perdia em pensamentos só seus.

— Eu gosto dos seus olhos. — falou o mais baixo que conseguiu, descendo o polegar pelo canto da minha bochecha. — São expressivos. E seus cílios, quase ficam invisíveis com essa pouca luz. – o dedo se aquietou, parando para fazer um carinho gostoso. — Suas maçãs são coradas naturalmente. Sua pele... sua pele é delicada, limpa e macia...

Tentei não corar, mas é algo inevitável. Ela sorriu em meio a pausa, me fazendo suspirar ainda mais.

— Sua boca... ela é...

— É o que, Regina? — disse com rouquidão, ansiosa demais para o breve silêncio que ela fez.

— Ela é... tão... tão...

minha

Me perdi no momento em que a palavra dita com tamanha autoridade se despejou, onde seus lábios macios se empurram para os meus de forma lenta. Seu tronco se abaixa e ela une todas as partes possíveis de nossos corpos. A palavra quente estava longe de descrever as sensações que corriam em minhas veias. O beijo se aprofunda e eu deixo minha língua à mercê da sua, dando a ela total controle ali. Uma de minhas mãos abraça o seu quadril, enquanto a outra se aconchega em sua nuca, depois de um caminho torturante pelo meio de suas costas. É uma espécie de abraço, excitante abraço.

Quando meus pulmões clamaram por um pouco de oxigênio quebrei o beijo lentamente. A medida que ia recuperando o meu fôlego, Regina parecia querer perder ainda mais o seu. Fechei os olhos, e os fios de seus cabelos se enrolaram ainda mais em meus dedos quando sua boca chupou o meu pescoço. Gemi baixinho, sentindo os seios pequenos rasparem nos meus. Ela movia-se tão rapidamente que gemidos e arrepios eram o que me restaram ao receber seus chupões. Meus mamilos estavam túmidos e totalmente sensíveis onde até o mais simples assoprar fazia o meu centro pulsar em agonia. Desceu por minha barriga de forma lenta, hora mordendo hora chupando.

E lá estavam aqueles olhos aveludados em mim novamente quando ela parou em meu ápice. A língua brincava entre os seus dentes, fazendo menção de tocar a pele. Suas mãos seguravam as minhas coxas, me deixando totalmente aberta para ela. Mordi meu lábio inferior com a visão, controlando minhas mãos para não empurra-lá para o meu sexo.

E então, sem avisos ou prévias ela desceu o rosto, escorrendo o membro quente diretamente em encima do meu clitóris. É tão quente que faltavam palavras para descrever as sensações que o meu antro tinha a cada novo movimento. Apanhei seus cabelos, retirando grande parte do seu rosto para poder observá-la. Tentadora.

— Por favor. Eu estou quente demais. — supliquei sem ao menos me conter, eu a queria dentro de mim. — Por favor...

Se quer desviou suas esferas negras para me encarar, parecia concentrada em me enlouquecer com suas lentas chupadas. Cogitei que havia dito baixo demais e que ela não me ouvirá, mas um de seus dedos provocou a minha entrada e os olhos enfim me deram atenção.

Sentia a pulsação mover o meu quadril lentamente, querendo que ela continuasse com suas ações. Mas estava parada e me encarava da maneira que poderia carregar minha alma, e de fato poderia. Foi quando achei que teria que lhe implorar novamente, que dois dedos me invadiram sem aviso.
Fechei os olhos com a sensação, abrindo a boca em um perfeito "O". Ela estava dentro de mim. Com movimentos lentos foi ganhando espaço e profundidade, fazendo minha boceta piscar a cada vez que retrocedia e sua língua se movia.

Dentro, fora.
Dentro, fora.
Dentro, fora.
Dentro, dentro, fora...
Dent... fo...ra

Me perdi quando seus movimentos se intensificaram e suas investidas ficaram mais fortes e rápidas. Abri novamente os olhos, tendo a surpresa dos seus olhos ainda me observando. Fiz um trejeito com uma das mãos para que ela subisse, e assim obedeceu mantendo suas estocadas em minha boceta.

Os lábios inchados e vermelhos foram tão convidativos que os tomei ferozmente. Quase deixando um gemido escapar ao sentir meu gosto em sua língua. De feroz, tornou-se selvagem.

Eu estava mais do que entregue.

Sou sua. – ronronei.

Colou nossas testas assim que ouviu, mantendo os olhos fechados. A mão livre dedilhou por minha face suave e muito diferente da que me invadia.
Abriu, mostrando-me os castanhos mais intensos de suas fases. Engoli seco, hipnotizada.

— Eu te amo.

Absorvi cada única palavra de sua frase, tendo o seu encarar carregando a mais pura verdade. Seu tom era baixo, rouco e nada apressado. Fechei os olhos e sabia que bastava aquilo para senti-la totalmente dentro de mim. Minhas mãos foram para as suas costas e no torpor da sensação, cravei minhas unhas em sua pele bronzeada, sentindo cada músculo do meu corpo se contrair ao redor de seus dedos. Minha boca entreaberta soltou um gemido em seus lábios, quase os tocando. Gozei.

Alguns minutos depois meu corpo se arrepiou inteiro pelo abandono da pele latina, onde ela se colocou ao meu lado com o rosto de frente para o meu. Passei os olhos por todo a sua musculatura, e por mais que suas meias -finas fossem tentadoras (sim ela ainda estava com elas), a plenitude que carregava em seus olhos era divina demais para não ser observada. Levou uma mão ao redor da minha barriga, se aconchegando e colocando seu queixo em meu ombro.

Faltavam-me palavras e então decidi que o silêncio poderia valer mais do que qualquer uma delas. Beije-lhe a testa, vendo um curto sorriso aparecer no canto de seus lábios. Regina nada disse também, parecia apreciar a quietude. Os olhos castanhos piscavam cada vez mais lentos, me fazendo adorar e vigiar a mulher mais velha caindo no sono aos poucos. Quando ela enfim adormeceu e sua respiração ficou pesada, me estiquei até o criado-mudo e apanhei a taça ainda cheia, tomando cuidado extremo para não acordá-la. Sorvi o vinho lentamente, deixando algumas gotas escapar ao olhar novamente para o corpo de Regina Mills. Não havia nada lhe cobrindo e a visão era como estar no inferno novamente.

— Eu ainda vou morrer de amor por você. — sussurrei ao levar a taça aos lábios, sabendo que demoraria mais algumas horas até me sentir satisfeita por velar o seu sono.

(...)

— Ei, Emma. Eu preciso da sua ajuda! – levei a mão ao peito pelo susto, tirando os olhos da tela do computador e encarando a porta, notando o topo de cabelos loiros aparecerem no batente.

— Oi, James. Que susto, cara! – assumi. — Entra aí.

O homem que vestia uma jaqueta verde musgo e calças pretas se sentou na cadeira de frente a minha mesa, os azuis de seus olhos e a maneira que começou a roer suas unhas mostrou toda a sua impaciência.

— No que eu posso ser útil? Parece bem nervoso.

— E eu estou, bastante na verdade. — se contorceu na cadeira e retirou algo do bolso, colocou sobre a tampa de madeira e me encarou. Era uma caixa pequena de veludo.

— O que é isso? – abaixei os olhos para o objeto, tentando entender um pouco mais.

— Você sabe que eu amo a sua amiga, não sabe? – afirmei com a cabeça. — Quero que seja sincera se acha que eu estou ficando louco e que isso seja coisa da minha cabeça, ou sei lá, que está muito cedo para isso. Eu só... sabe... sei lá...

— Vá direto ao ponto pra eu tentar te ajudar e entender o que está havendo.

— Quero pedir Blanchard em casamento. – arregalei os olhos e levei uma das mãos à nuca, coçando. — Parece tão assustador assim? A sua expressão não é uma das melhores.

— Oh... Eu... Éh... – gaguejei. — Eu só fiquei surpresa, achei que seria algo relacionado ao estúdio e afins, não esperava por isso. — fui sincera, respirando fundo para não dizer qualquer merda e acabar com as esperanças do rapaz. — Eu não posso responder por ela, você sabe. Mas fico contente que pense dessa forma, sei do amor que compartilham e como são compatíveis. B vai amar e pular de alegria.— disso eu tinha absoluta certeza, já que em muita de nossas conversas ela divaga sobre o futuro dos dois. — Ela o ama e vocês vivem tão juntos que até já parecem casados. Mas assim, não vejo como eu posso ser útil nisso. Como posso ajudar você?

O sorriso que antes envergonhado ganhou profundidade e quase chegou em suas orelhas.

— Obrigada por dizer isso, estava realmente confuso se é a coisa certa ou não. – tossiu.— Eu preciso de ajuda porque eu quero que seja perfeito, sabe? Ela merece que seja. Preciso que me ajude a planejar e até mesmo que consiga uma reserva naquele restaurante caro que levou Regina aquela vez, lembra? Quando emprestou o meu carro.

— Certo, eu não tenho tanta criatividade quanto pensa. Regina é a criativa. Se me permitir, posso contar a ela e nós o ajudamos, que tal?

— Certo! Certo! Qualquer ajuda será bem-vinda. Apenas Branca não pode desconfiar ou saber de nada, confio em vocês. Nós homens, você sabe, somos muito desajeitados quando se trata de planejamento.

— Oh, eu com certeza sei. Falarei com a minha namorada. Quanto ao restaurante, só me dizer a data que eu consigo a reserva.

— Digamos que eu não consiga esperar tanto. — seus olhos foram para a pequena caixa de veludo vermelho, suas mãos rapidamente a tomaram e ele a abriu.

— Que lindo... — disse ao analisar o anel de brilhantes. — De quando estamos falando exatamente?

— Talvez... sexta-feira à noite. Acha que dá tempo?

— Quando disse que não conseguia esperar tanto, não brincou. — falei sincera, pensando um pouco mais sobre isso. — Mais tarde eu entro em contato com restaurante para já fazer a reserva de vocês, e no decorrer da semana a gente vai combinando as outras coisas.

— Ótimo, Emma! Você acha que ela vai gostar?

— Eu tenho absoluta certeza que sim...

— Agora eu vou te deixar voltar ao trabalho, sei que estamos atolados de serviço. — guardou a caixinha no bolso e deu a volta à mesa, parando ao meu lado. — Obrigado.

— Você não precisa agradecer, eu sei que fará a minha amiga feliz. — me levantei e o abracei. Respeitosamente suas mãos se apoiaram em minhas costas, dando leves batidas.

— Esse é o meu maior objetivo, fazê-la feliz.

Após o homem deixar a sala com um sorriso bobo no rosto, apanhei o meu celular e liguei para Regina, já contando a nova notícia e pedindo sua ajuda para planejar os detalhes. Foi notória a sua empolgação para colaborar com aquilo e sua atitude só me fez sorrir ainda mais, pois aquilo não era para mim, ou até mesmo para nós, era para uma amiga, totalmente fora do seu cunho pessoal.

Teria eu, encontrado também a minha garota da sorte?

Com certeza.

Notas finais
E ai? Esquentaram? De antemão, é bom avisar que o tempo vai correr, assim como aconteceu. Mas prometo não deixar nenhum detalhe importante passar. Obrigada por estarem presentes e boas vindas a quem começou a ler agora. Comentem, vejo vocês em breve.