The Last Chance
39 Capítulo 38 - PVD DUPLO
Notas iniciais
EMMA NOLAN SWAN
Observar Regina sob os primeiros raios de sol tornou-se especial em todas as manhãs. Mantive os olhos fixos no seu rosto sereno, deslizando os dedos por seus ombros e costas de forma delicada. Não tinha pretensão de acorda-lá com aquilo, dormimos tarde na noite passada e eu sabia que algumas horas de sono a mais seriam essenciais em seu dia agitado.
Deixo um beijo em seu rosto, levanto da cama de forma sutil e silenciosa. Pego o hobby prateado na poltrona e me cubro, olho mais uma vez para cama e a deixo descansar, saindo do quarto à procura de um banho quente.
Precisei de um pouco mais de trinta minutos embaixo daquela água para finalmente despertar. Encarei o reflexo no espelho por alguns instantes, vendo os arranhões de Mills em minhas costas e quadril. Meu cérebro rapidamente voltou a noite passada, fazendo um calor correr por entre as minhas pernas de forma repentina. Sorri com os pensamentos libidinosos e assim, me cobri novamente com o cetim e decidi ir até a cozinha, pensando em fazer algo para comer, ou melhor, "comermos".
Coloquei uma playlist de fundo para animar um pouco mais, nada muito alto, ainda queria que a morena dormisse. Sabia o quão irritada Regina ficava se alguém bagunçasse a sua cozinha e mesmo com a maior cautela do mundo, sentia que ela me mataria ao ver algumas coisas que eu deixei fora do lugar. Mas bem, talvez ela me desse algum tipo de desconto pela incrível bandeja de café da manhã. Como último, mas não menos importante, despejei o café fumegante em sua xícara branca. Peguei nas laterais de prata da bandeja e quando estava prestes a tirá-la dali, um par de mãos me abraça por trás e sinto o corpo mediano se encostar ao meu.
— Bom dia. — sussurrou com a voz rouca em meu ouvido, seu hálito cheira a hortelã.
Não precisei ao menos me virar, o cheiro, o toque, eu sei quem é.
— Era pra eu te dar o "meu" bom dia com essa belezura aqui na cama, mas você adora estragar as minhas surpresas. Assim você me chateia.
Ela solta uma risada bem ao pé do ouvido, me arrepiando um pouco.
— Desculpe-me por estragar, mas você estava linda rebolando enquanto preparava tudo. — seus braços me apertam e ela deixa um beijo suave no meu pescoço. — Apenas não resisti à você.... E sendo sincera, você deveria ter medo de mim ao fazer esse estrago na minha cozinha. — seu tom muda para o grave, mas o leve tom de brincadeira passeia pelas sílabas.
— Mills... — a olhei de lado, querendo sussurrar aquelas palavras pertinho dos seus lábios. — Eu não tenho medo de você...
— Desde quando? — sussurrou no mesmo tom.
As mãos da mulher passam de forma lenta pela lateral do meu corpo. A carícia chega um pouco abaixo do único tecido que me cobre e sinto os dedos apertarem a minha carne, deixando as palavras enroscadas em minha garganta.
Eu sabia, as coisas estavam esquentando.
— Desde que... – suas mãos foram subindo, levando consigo a barra do hobby.
— Desde quando ein? – fechou os dentes em meu lóbulo, me fazendo arrepiar por completo. Jogo a bunda para trás como reflexo e a sinto ainda mais colada.
— Desde quando você abriu as suas pernas para mim. — com um misto de coragem e provocação falei baixo, virando totalmente o meu corpo para encara-lá.
O cabelo molhado cai por seus ombros, enquanto os olhos castanhos são grandes jabuticabas, pupilas dilatadas. Os lábios afastados são banhados pelo movimento lento de sua língua. E antes mesmo que eu terminasse de observar o que ela faz, suas mãos me empurram para trás e me jogam contra o balcão.
Consigo ouvir o barulho da louça tremer com o impacto. Mas não houve tempo para se quer dizer algo, já que ela se aproximou e instigou um beijo. Mills provoca e quer domínio.
Levo as mãos para o seu quadril e toco no único tecido que encontro em seu corpo. Separo os lábios por um instante, querendo ter aquela vista. O tato não estava errado, Regina usa apenas uma calcinha de cor preta. Enquanto todo o resto do seu corpo é banhado pela nudez. Os mamilos estão assanhados pedindo para serem adorados. Deixo a mão direita escorrer lentamente por seu colo, enquanto a outra mão a trás mais para perto e faz seu corpo se erguer um pouco mais. Escorro o indicador do meio dos pequenos seios até o fim de seu abdômen, parando sobre a renda. A pele quente atiça e Regina torna-se a cada segundo mais irresistível. Me permito prová-la, e faço meus lábios capturarem com maestria um dos seios, ouvindo um gemido tímido escapar pela boca da morena.
A medida que deixo minha língua intercalar entre seus mamilos tesos, uma de suas pernas abraça o meu quadril e eu a seguro com a mão livre.
— Eu queria que tivesse um espelho aqui, apenas para ver como você está aberta para mim agora. – falo, olhando em seus olhos, prendendo o bico entre os dentes e o soltando de forma lenta. — Me diz, como ter medo?
— Você brinca com fogo, Swan. – sua perna sai do meu quadril com facilidade e quando cogito em contestar, a mesma se instala em meu centro. — E você vai queimar...
E no sorriso que ela abre a sinto queimar meu âmago. Pele com pele. A perna se move mais uma vez e meu sexo se molha com tamanha provocação.
Regina se afasta de repente, abro os olhos para observá-la. Não estava longe, apenas alguns centímetros para poder me encarar. Dei-lhe um meio sorriso quando ela levou uma das mãos para o laço do hobby e assim o desfez, abrindo-o por completo. Agora, as duas mãos ajudam para que o tecido caia por meus ombros.
Na vigia de seus olhos eu me vi exposta por entre as paredes da grande cozinha e como sempre, toda timidez desapareceu na frente daquela mulher.
Roubou-me mais um beijo, muito mais quente e muito mais selvagem. Meu ventre se agita com a sua língua em minha boca e sinto que necessito de cada vez mais. Regina desce os lábios por meu pescoço e assim os selos vão se espalhando por ombros até alcançarem os meus seios. Enquanto a boca quente abraça o meu bico esquerdo, o direito é rodeado de forma lenta pelos dedos. Me excito,. Me arrepio,.
Então, ela para e me encara. Séria e tão sexy ao mesmo tempo. Ah você me fode só com esse olhar. — pensei.
— Suba. — ronronou.
Fitei seus olhos intensos para entender o que ela queria e assim, usei os braços para me impulsionar para sentar sobre o balcão de granito.
— Abra.
A ordem é tão excitante quanto a dona de suas palavras; obedeço, de novo.
Não havia expressão mais fodida do que a que ela fez ao me ver daquela forma. Regina se ajoelha e em nenhum momento ela desvia o olhar.
— Peça. — por pura diversão, ela toca com um dedo a minha fenda. Rápida e sutil.
— Você só pode estar brinc....
— Peça. — usou um tom mais firme.
O nível de excitação daquele cômodo está a níveis elevados e incontroláveis. Sinto minha boceta pulsar com o ar quente de sua respiração.
— Chupe.
Nada mais disse e como pedido, sua língua me enche de tesão. Arrepio-me e tento por um segundo fechar as pernas, mas ela impede bruscamente, me encarando enquanto arrasta sua língua pelo meu clitóris. Uso uma mão para me apoiar no balcão e a outra não resiste e me empurra para o desejo de emaranhar os dedos em seu lindo cabelo. Podia ouvir os meus próprios gemidos ecoarem-se pela imensa cozinha, sua língua me enlouquece. Por mais excitante que fosse, agradeço mentalmente por estarmos sozinhas por que seria impossível ela me ter daquela forma em total silêncio, seríamos ouvidas até mesmo do quarto.
O membro quente sobe e desce com pressão, ameaçando em giros incompletos a minha entrada. — Vai... por favor... me fode... — imploro, querendo mais.
Não preciso ver seus lábios, pois sei que ela está sorrindo com a minha súplica. E quando pensei que ela continuaria a me torturar, a língua molhada e rígida se arrisca em minha entrada, rodeando levemente para depois invadir com calma.
— Awhh...
Os olhos aveludados me encaram por cima do feito de sua dona, sensuais e instigantes. Movo meu quadril, respeitando os seus movimentos de entra e sai, criando um ritmo lento e delicioso. Suas mãos apertam as minhas nádegas, ameaçando inúmeras vezes marcá-las com tapas, mas suas ações eram incompletas e sentia um certo nível de preocupação em me machucar.
O entra e sai passou a ganhar rapidez, me fazendo escorrer ainda mais em seus lábios macios. Impulsionei o meu sexo, querendo-a o mais profunda possível. Senti-a me na borda do paraíso.
— Regina... — tentei empurrar a sua cabeça. — Regina eu estou quase... Ôh.... meu deus... — grunhi, segurando um dos meus seios.
Dois de seus dedos encurralam o meu broto inchado, enquanto a língua continua a me penetrar com astúcia. A visão é como estar no inferno e ao sentir tal sanção, eu poderia explodir em sua boca em um ou dois segundos. A mão livre sobe por meu abdômen até o meio dos meus seios, descendo como uma cascata vermelha, onde suas unhas marcam a minha pele. Meu corpo todo estremeceu com o ato e na sua última investida clamei pelo seu nome, me desmanchando em um orgasmo delirante.
Regina continuou ali, chupando devagar, me fazendo ainda mais sensível.
— Agora sim tenho o meu bom dia. — levantou, lambendo os lábios, depositando um selo rápido em minha boca. Se esticou para pegar a xícara de café que estava ao meu lado. — Bom dia, Swan. – saiu andando, me deixando com um sorriso bobo no rosto e ainda sim, bamba demais para ir em sua direção.
Você ainda irá me matar...
Depois da manhã intensa e de mais um banho, levei Regina para a empresa e segui para o meu trabalho e como de costume, eu estava alguns minutos atrasada.
Um pouco antes de começar a editar e organizar os ensaios que faria naquele dia, telefonei para casa querendo saber como estavam as coisas por lá. Srt. B como de costume, sempre atendia ofegante, acalmando somente ao me ouvir dizer que aquela não era uma ligação de emergência. Troquei algumas palavras com Henry, sorrindo inconsciente quando ele diz inúmeras vezes sentir saudades de Regina.
Com as coisas nos eixos, decidi que era a hora de colocar "a mão na massa".
Ao abrir minha pasta a procura dos cartões de memória, me deparei com as fotos que havia revelado no dia anterior, tendo agora a certeza que estava esquecendo de algo. Apanhei o pequeno pacote e o coloquei de lado, imaginando fazer uma surpresa para agradar aquele sorriso tão lindo e por fim, entregar as fotografias.
Para que eu pudesse dar continuidade nos serviços do dia as coloquei em minha bolsa, pegando os cartões e dando início às edições que James havia solicitado há alguns dias.
Obviamente eu teria muito a aprender sobre o ramo, mas acreditava que eu estava fazendo o meu melhor e que sim, as novas fotos estavam magníficas. Editadas e codificadas, as enviei para o homem e segui para um dos estúdios, começando uma nova sessão de fotos com as modelos.
Alguns cliques e pronto, mais uma revista teria o meu nome estampado, onde claro, só faria a empresa crescer ainda mais.
Voltando ao meu escritório, dei uma olhada em meu relógio de pulso ao ouvir o meu estômago resmungar, — Pelo jeito, você tem razão em reclamar, já passa do 12:00 — falei para mim mesmo, pegando a bolsa e saindo para almoçar com um plano a ser seguido.
Entrar naquele prédio novamente me enchia de lembranças, onde um misto de saudade pairava em meu coração. Respirei fundo ao entrar nas enormes portas de metais, tendo lapsos de memória de todas as coisas que já aconteceram naquele elevador.
— Emma! — disse em tom de alegria, correndo em minha direção com os braços abertos.
— Oi, Bel. – a abracei brevemente. – Já faz um tempo que não nos vemos.
— Você sumiu desde aquele dia. Está toda diferente, engomadinha! — fez careta. — O que faz aqui?
— Acho que você imagina o por quê. Aquela noite me rendeu bons problemas.
— É, eu sei. Me perdoe, nunca deveria ter apresentado vocês.
— Você não tem culpa, deixa pra lá. – lancei um olhar sincero, não querendo de maneira nenhuma lembrar de Ariel.
— Sim, mas fiquei mal pela situação. Mas então, o que perdeu na Apple's Gold?
Olhei ao redor, notando quase todos me olharem de forma esnobe.
— Eu preciso entregar umas coisas para a Regina e, claro, chamá-la pra almoçar.
— Chegou tarde, companheira. Sua morena caliente saiu há 30 minutos e não deu previsão de volta. Acredito que ela tenha saído para resolver algum problema, sabe como é né? Quando ela está irritada aqueles olhos nos queimam feito bolas de fogo.
— Ah, aquela mulher e suas saídas. — brinquei. — Eu sei como é, não duvide. Já que eu fiquei sem a minha namorada, gostaria de almoçar comigo e com o Henry?
— Ela não parecia muito feliz quando saiu, muito pelo contrário. E sobre o convite, eu aceito, óbvio! Jamais nego comida e você sabe. – olhou atrás de mim. — Mas, cadê o garoto?
— Almoçaremos em casa, depois eu lhe trago de volta, ainda tenho que voltar para o estúdio também.
— Tudo bem então, deixe-me só desligar a minha máquina e avisar Zelena que eu estou saindo para almoçar.
— Certo, vou retirando o carro do estacionamento e te espero na entrada principal, não demore e mande um beijo a Zel.
— Okay, desço em no máximo cinco minutos.
REGINA MILLS
Apesar da manhã inefável ao lado de Emma, meu bom humor foi à baixo quando recebi a ligação do homem calvo afirmando que a investigação havia sido concluída. Marcamos como de costume no mesmo restaurante e dessa vez eu havia chegado primeiro e o aguardava impaciente.
Meus pensamentos estavam focados em me deixar ainda mais nervosa, temendo que minhas suposições estivessem certas. O copo de uísque estava quase no fim quando o vi entrar pelas enormes portas de vidro, e ao mesmo tempo que senti certo alívio, o medo acabou com aquele último gole.
— Está atrasado. — ralhei, semicerrando os olhos.
— Desculpe. Horário de pico, tudo congestionado. — disse ele, retirando o seu grosso casaco e se sentando em minha frente. O perfume barato, o óculos torto. Nada mudou.
— O que você descobriu? — indaguei, sem rodeios.
— Eu adoraria comer antes de começarmos.
— Eu não vim aqui para almoçar, Archie. Me diga o que descobriu e eu irei embora, assim você pode comer o seu sanduíche horrível.
— Parece que alguém está com pressa. O lanche daqui é muito bom...
— Por deus, não me faça estrangula-lo. Sejamos diretos e profissionais aqui!
— Você me faz perder a fome mesmo. Vamos lá, Senhorita Mills. — tomou ar e voltou a me encarar.– Como havíamos conversado da outra vez, Cora Mills e Robert Gold se afastaram assim que ela se apaixonou por seu pai, Henry. Mas como se entendiam como melhores amigos, tentavam ao menos um contato mínimo. De acordo com alguns amigos antigos, Gold nunca se recuperou do amor perdido, e quando você nasceu, tudo piorou. De bares em bares, ele foi sobrevivendo até que Cora interviu mais uma vez em sua vida, querendo ajudá-lo a sair daquele buraco negro. Vizinhos da época relatam que suas visitas eram constantes e demoradas, que A mulher sempre carregava um bebê consigo. Alguns anos se passaram e gritos foram ouvidos da casa ao lado. A mesma mulher havia voltado, porém estava grávida e segurava a mão de outra garotinha assustada de cabelos escuros. Por fim, a visita foi a mais rápida de todas onde Cora Mills saiu aos prantos da casa do homem e nunca mais voltou.
— Ainda está confuso. Por mais que eu tente, não consigo me lembrar desse dia.
— Sou muito bom no que eu faço e não poderia deixar essa incógnita no caso, então, tomei a liberdade de entrar na casa de Robert para procurar mais pistas sobre esse dia. Confesso que não foi fácil, já que a casa é maior do que o prédio onde vivo, mas haviam cartas de amor não entregues, fotos de sua mãe e Zelena em uma gaveta de seu criado-mudo. Ponderei que poderia ser apenas uma obsessão, mas a adoração dele parecia ter algum tipo de fundamento. Algo maior. Coletei uma amostra do DNA do homem e pedi para um amigo meu compará-lo ao de Zelena e ao seu, — retirou o envelope de sua bolsa e o colocou encima da mesa.— aqui está o resultado.
— Como conseguiu o meu DNA e o de minha irmã? — semicerrei os olhos.
— Como disse, sou muito bom no que eu faço.
— Se eu souber que você invadiu a minha casa também, eu mando decapitar você. – falei, vendo o homem engolir seco. — Me entregue.
O homem se ajeitou na cadeira e apanhou a bolsa ao lado, tomando entre os dedos um envelope marrom, me entregando em seguida. — Eu ainda não o vi, achei que seria invasão de privacidade.
— Algo sensato. — "Meu humor dizia tudo". — Preciso abrir isso sozinha. Já depositei a última parte pelo pagamento dos seus serviços. Obrigada. Você pode ir, agora.
O homem rapidamente se levantou sem contestar, ele sabia que pelo tom usado não havia se quer chances de eu querer ele por perto.
Ao vê-lo cruzar a porta, me aninhei ainda mais no canto do banco, não demorando mais um segundo se quer para retirar as folhas que ali guardavam. Regina Mills. O primeiro teste de paternidade era o meu e assim que desci os olhos para ver o resultado, certo alívio pousou em meu coração ao ver que Henry Mills era de fato o meu pai biológico.
— Graças a Deus. — murmurei baixo, passando para a folha seguinte.
De volta ao pivô da investigação, me atentei ainda mais ao teste da minha irmã, enchendo os olhos de água ao chegar ao resultado no fim da folha. Zelena Mills, é filha de Robert Gold.
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Como havia aprendido, um bom banho pode descarregar toda negatividade e acalmar o coração. Assim fiz ao chegar em casa depois do restante daquele intenso dia.
Eu sabia desde o começo! Não era normal a sua presença, nunca foi. Mas como? Como minha mãe conseguiu mentir para o homem que a amava e, o pior; trai-lo sem escrúpulos algum? Não teve ao menos a decência de contar a sua própria filha! Como conseguiu viver sabendo que sua filha mais nova era fruto de uma traição? Por Deus!
Deitei de costas para a cama embrulhada a um roupão branco, enquanto a minha mente se acendia novamente. De nada adiantou o banho, pois os pensamentos estavam dilacerando qualquer chance de calmaria. Uma sensação de ódio e ira. Não que aquilo mudaria algo em relação ao carinho e amor que eu tinha com a minha (agora) "meia" irmã, mas com a fato da mentira, do oportunismo de Gold todo esse tempo, pois era óbvio que ele tinha noção daquilo, óbvio!
Uma batida na porta fez o meu peito saltar com o susto, estava tão atordoada que até um simples assovio me traria a mesma reação.
— Ei princesa, a sua gatinha está lá embaixo te procurando. — um par de olhos azuis e cabelos ruivos apareceram no vão que a porta deixou.
— Emma? – me sentei, olhando em sua direção.
— Claro, quem mais seria senhorita Mills?
— Tudo bem, diga que já irei descer.
Da mesma forma que entrou, Zelena se esvaiu com rapidez.
Respirei fundo e me levantei, caminhando até a penteadeira e escovando meu cabelo com certa brutalidade. Não precisava de muito para saber que meu estado de espírito não era um dos melhores.
— Oi, Emma. – murmurei ao ver a mulher de costas, encarando a lareira com curiosidade e desatenta ao meu aproximar.
— Oi, Gina. — se virou, com um sorriso no canto dos lábios.
A loira deu alguns passos e selou os meus lábios rapidamente.
— Então, o que faz aqui? – perguntei, tentando esconder um pouco da irritabilidade.
— Passei na Apple's no meu horário de almoço, mas você não estava lá. Ia te convidar para tomar ou comer algo, pra compensar... sabe? – deu de ombros.
— Desculpa, Swan.. Eu não estou com um pingo de fome ou sede, eu estou cansada e só quero conseguir dormir.
Ela franziu o cenho, colocando as mãos nos bolsos de sua calça jeans.
— Está me dispensando?
— Só por essa noite. — respondi séria, esperando que ela entendesse e não se chateasse.
— Fiquei sabendo que você não estava muito acessível hoje. Na minha cabeça a nossa manhã foi ótima, por isso fui atrás de você no meu intervalo e também, por que noite passada eu esqueci de te entregar isso. — tirou do bolso um pequeno envelope, me entregando. — Se eu fiz algo que você não gostou, por favor, me diga.
Rasguei o lacre e retirei algumas polaroids dali. Eram fotos nossas. Fotos extremamente maravilhosas. Foi inevitável não sorrir com aquilo, foi inefável ao sentir o coração se aquecer.
— Elas são lindas, Emma. — há conexão chegava a ser palpável nas fotografias. — Obrigada.
— Eu sei, eu as tirei. Caso você encontre alguma perdida quando visitar a minha casa, só gostaria de deixar claro que eu revelei várias em meu total interesse, e o melhor, são fotos só suas. Pois como profissional e humana, eu gosto de observar a 8ª maravilha do mundo.
— Você é pervertida, isso sim. — disse calmamente. — Obrigada mesmo, eu amei cada uma delas.
— Não precisa agradecer. — sorriu, de aproximando um pouco mais. — Agora me diga, por que estava ou ainda está irritada? E claro, por que não quer passar a noite ao lado da sua sexy e funny girlfriend?
— Emma...
— Você sabe que pode confiar em mim...
— Eu sei, é só que não é o melhor momento para isso. Ainda preciso absorver e acalmar os meus sentimentos antes de contar a alguém. E eu adoraria passar a noite contigo, ainda mais depois dessas fotos, mas hoje... hoje eu só quero ficar sozinha para tentar organizar a minha mente.
— Mas você está bem né? Nós estamos bem?
— Sim e sim. Não é nada relacionado a nós, eu te prometo. Eu estou com problemas reais e não quero descontar em você apenas por não saber lidar com eles agora. Você foi quente essa manhã e pretendo te acordar várias vezes dessa e de outras formas. O dia começou da melhor forma possível, apenas não prosseguiu assim. Apenas não se preocupe com "nós".
— Certo, talvez você precise mesmo ficar sozinha. Raramente você fala pelos cotovelos. — brincou e deu um meio sorriso. — Bom, então eu vou deixar você descansar. Mas de qualquer forma se precisar de algo, não se importe em ligar a qualquer horário.
— Obrigada por compreender. — dessa vez quem se aproximou foi eu.
Eu não usava saltos ou qualquer calçado que me fizesse ganhar alguns centímetros, então, com os pés erguidos fiquei ao alcance do seu rosto e assim, capturei seus lábios macios.
Emma apertou as mãos ao redor do meu quadril quando minha língua tocou a sua, diferente de sua reação, meu corpo se arrepiou. Emma estava fria como gelo, enquanto o meu corpo ao redor dos aquecedores da casa era fogo. A junção dos corpos era um misto de sensações. Um choque térmico excitante. Com uma mordida nos lábios e antes que as coisas esquentassem de forma incontrolável, findei o beijo.
— Ainda bem que você parou. – sussurrou com a testa colada à minha.— Caso contrário eu me recusaria a voltar para a minha casa.
— Eu imaginei. – sussurrei. A abracei forte e me afastei um pouco, me recompondo. — Obrigada mais uma vez pelas fotos.
Emma nada mais disse apenas acenou com a cabeça e deu-me mais um selinho, saindo do meu campo de visão em poucos segundos. Enfim soltei a respiração que mal percebi que prendi e assim voltei ao meu quarto, querendo apenas dormir um pouco e deixar a nova informação de lado por enquanto.
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