Notas iniciais
SORRY, I'M LATE! É isso aí minha gente, vou postar e sair correndo... Não quero ser morta por causa do capítulo que vem a seguir! PS: Não consegui responder a todos os comentários, mas amanhã eu respondo tudinho! ~~relevem os erros, pfvr ~~ bye bye ♥

Eu não sabia exatamente para onde deveria guiar os meus pensamentos, para Henry, que com certeza deveria ter feito uma bagunça grande na casa, por isso Branca deveria estar me ligando ou se pensava em Regina Mills me prensando sobre a porta de sua sala mais uma vez.

O que eu vou dizer pra ela amanhã? O mesmo papinho de sempre? Regina não é boba, ela sabe que eu me entregaria se o telefone não tocasse. E eu iria, admito. Por mais que aquilo fosse errado, que Mills não fosse uma mulher digna, meu corpo queria aquele atrito, aquela boca em lugares onde a necessidade foi molhada pelas mordidas em minha pele. Não conseguiria me manter sã, inflexível às suas tentações, afinal de contas não é atoa quando dizem: "as mulheres sabem provocar" e, a morena, fazia isso muito melhor do que qualquer pessoa que eu já conheci. Estou no campo minado de Regina e sei que em sua próxima jogada, ela terá o que tanto quer... O que eu sinto? Desejo. Curiosidade. Ansiedade. O que eu tenho? Medo. Receio. Confusão. Que Droga! Não poderia me sentir pior?

Coloquei toda a angústia para dentro novamente, Branca não poderia me ver daquela maneira, saberia apenas pela minha expressão facial que alguma coisa teria mudado. Apanhei o ninho de chaves para destrancar a porta e a abri, vagarosamente.

— Oi gente... cheguei. – respirei fundo, retirando a jaqueta e colocando-a sobre o sofá, rolando os olhos para todos os cantos, procurando por um dos dois.

Não obtive respostas, estranhei. Caminhei até a cozinha e os chamei um pouco mais alto, porém tudo continuava em silêncio. Subi até a metade das escadas, parando quando encontrei uma poça de sangue em um dos degraus. Meu coração começou a lançar as batidas desesperadas e ao revistar toda a casa, me preocupei ainda mais.

Voltando ao andar debaixo com mais pressa, avistei na mesinha da sala um papel em branco. Na suposição que aquilo me daria alguma pista do que estava acontecendo, corri até lá e peguei o papel.

Não levei cinco segundos para terminar de ler. Aquele nome arrancou de mim um suspiro agoniante e logo tratei de pegar a minha bolsa saindo dali o mais depressa possível, sabendo que algo ruim teria acontecido para eles estarem no Presbyterian Morgan Stanley Children's Hospital.

Tomei o primeiro táxi que passou por mim, nem chequei se havia alguém na minha frente que já havia pedido parada, eu apenas entrei. Dei as coordenadas para o velho senhor, contando cada ponteiro do relógio e cada semáforo que passava. Eu estou nervosa, preocupada, pensando inúmeras coisas, até mesmo besteiras.

Me identifiquei de uma forma rude com a mulher atrás do balcão, o atendimento ali era péssimo e lento demais. Precisava agilizar as coisas, mesmo que tivesse que ser um pouco hostil.

Minhas pernas tremem enquanto sigo a enfermeira pelos corredores do hospital, olhava para dentro de cada quarto que passávamos esperando encontrar logo o de meu filho, querendo mais do que nunca ver aqueles olhinhos castanhos.

— Aqui, senhora. – sorriu a mulher loira, se afastando e apontando para a porta de vidro.

Não enrolei para entrar, ao menos bati.

Branca estava sentada de cabeça baixa na poltrona ao lado da cama, com o barulho do vidro se arrastando ela levantou, sorrindo quando me viu.

— Branca! – abracei-a com força, olhando por cima dos ombros da mulher, encontrando Henry dormente sobre a maca. – O que foi que aconteceu?

Desfiz o abraço e fui até ele, acariciando as bochechas rosadas e depositando um beijo demorado em sua cabeça. Henry suspirou e eu me afastei, vendo o menino despertar preguiçosamente.

— Oi macaquinho... – disse carinhosamente, sorrindo.

— O-oi... maca-... aí... quinha. – no som inesperado e no movimento de repuxe foi que eu enxerguei que o seu braço esquerdo estava imobilizado por um gesso.

— O que você fez aí? – perguntei com tom de preocupação, olhando para Branca de relance.

— Ele caiu da escada, Emma. – disse a mulher baixinha, voltando a se sentar.

— Como?! – balbuciei. – Henry Daniel! Quantas vezes eu já te disse que você não deve correr na escada?

— Mas eu não estava...

— Hum... Por que será que eu não acredito nisso, ein? – semicerrei os olhos, beliscando a sua barriga de leve. – Você vai ficar um bom tempo de castigo viu mocinho...

— Emma... – senti uma mão pousar sobre o meu ombro. – Ele não estava corren...

O mesmo barulho que eu fiz quando cheguei, pairou sob a atmosfera do quarto, interrompendo Branca. Olhamos todos nós na mesma direção.

— Olá. Acho que você deve ser a mãe do Henry, correto? – o homem de branco estendeu uma das mãos, enquanto a outra segurava o prontuário. Afirmei com a cabeça, respondendo ao cumprimento. – Sou o Dr. Whale... como vai?

— Bem... ou melhor, aliviada por ser apenas um braço quebrado.

Ele sorriu sem graça, intercalando o olhar entre o papel e os meus olhos. Engoli seco, sentindo que alguma coisa não estava certa.

— Quando eu vou poder ir pra casa? – Henry cortou o silêncio.

— Vamos fazer assim garotão... – o doutor foi para perto do meu filho, sorrindo ao falar com ele. – Se você me prometer ficar bem e, essa máquina aqui não apitar na próxima uma hora, eu dou alta para você. Combinado?

— Sim! Combinado! – disse ele contente, fazendo todos rirem.

— Então é isso? O que foi que aconteceu? Ele está mesmo bem?

O homem de olhos azuis se aproximou devagar, suspirando de um passe a outro.

— Seu filho teve sorte em ter sido apenas uma fratura leve... Ele se recuperará em algumas semanas... – engoliu seco, olhando para Branca e Henry. – Srta...

— Swan. – completei.

— Isso, certo... Srta. Swan, será que poderia me acompanhar até a minha sala para conversarmos melhor?

Franzi o cenho e afirmei com a cabeça.

— Branca, fica com ele só alguns minutinhos?

— Sim, Emma... Claro. – assentiu com a cabeça.

Comecei a seguir o médico, saindo do quarto.

— Mãe?

— Oi? – olhei para trás.

— Podemos pedir uma pizza quando chegarmos em casa?

— Veremos. – pisquei para ele, apressando os passos para alcançar Whale.

Eu nunca espero nada da sala de um médico, sempre tudo tão organizado, com cores tão claras que chegam a doer à vista e a do homem não ficou de fora, é exatamente como imaginei.

Sentei-me na cadeira de frente para ele, assim como recomendado. Olhei naqueles olhos temorosos e senti a nuca começar a suar.

— Então Srta. Swan... – respirou com pesar. – Como Henry sofreu uma queda perigosa e de acordo com a sua amiga, o menino já se encontrava inconsciente quando caiu... Eu e mais alguns médicos do hospital, optamos por fazer uma tomografia e uma ressonância magnética para vermos se existia algum fator que causara isso ou se existia algum dano interno... – ele retirou aqueles plásticos escuros e colocou sobre a mesa. Nesse momento meu coração já nem batia mais, o medo corroía-me em forma de arrepios. – De acordo com os exames a queda não ocasionou nada além do membro quebrado. – sorri, mas ele ainda continuou sério.

— O quê? O que está acontecendo?

— Eu sinto muito, você precisará ser forte, tudo bem? – assenti com a cabeça, imaginando o pior. – Srta. Swan, infelizmente, detectamos uma massa grande no canto esquerdo do cérebro de seu filho. Partes essas que conhecidas como; Fala, escrita, lógica... Partes importantes que ultimamente são afetadas pelo autismo, caso à senhora queira intender melhor o quão o assunto é delicado.

— Não... – disse com lágrimas nos olhos. – Ele não pode ter isso na cabeça... Ele é tão inteligente... Vocês só podem ter trocado os exames! – não aceitei, aquilo deveria ser um engano.

— Eu não posso imaginar o quanto isso deve ser doloroso, mas me assusta o fato do garoto não ter mostrado nenhum sintoma no grau de gravidade que se encontra. Precisamos analisar com mais afinco a situação, mas creio eu, que a única saída seria a retirada do mesmo, dada a porcentagem que o tumor já abrangeu do cérebro...

Fiquei estática processando todas aquelas informações, sentia o choro ir chegando devagar, esquentando a ponta do nariz e o queixo a tremer. Limpei o lacrimejo que arriscou a cair, apertando os dedos nas têmporas fortemente.

— O que podemos fazer? – falei depois de alguns minutos, respirando fundo e levantando a cabeça.

— Como eu disse, Sra. Swan. Precisamos de mais alguns exames... Mas posso adiantar que sessões de quimioterapia podem apenas impedir que o tumor não evolua tão rápido, porém, não o fará sumir.

— Então... Ele vai precisar de cirurgia?

— Sim... Henry não tem outra opção...

— Quanto... – limpei a garganta. – Quanto tempo nós temos até a cirurgia?

— Arrisco a dizer que apenas algumas semanas, caso queira impedir que o seu filho não fique com nenhuma sequela. Vamos garantir que isso não venha a acontecer Srta. Swan... Mas preciso lhe informar que não sou adepto a cirurgias desse tipo...

— Como assim? O que quer dizer com isso?

— Tenho uma amiga no Grey’s Sloan Memorial Hospital que é considerada a melhor cirurgiã pediatra dos Estados Unidos da América... Podemos encaminhar o caso do Henry para ela. Srta. Swan, Arizona Robbins é a melhor chance que o seu filho tem.

— Eu... Eu não sei como vou fazer isso... São seis horas de viagem até Seattle ... Eu trabalho...

— Podemos conciliar as coisas, não se preocupe. Conversarei com a Arizona, e pedirei para que a cirurgia seja feita aqui.

— Obrigada. – suspirei, levantando. – Mas ainda sim... o custo será alto... Não tenho a mínima ideia de como vou conseguir todo esse dinheiro doutor!

— Entendo... – falou sem graça, revirando alguns papéis que estavam em sua mesa. – Olha... já vi algumas situações parecidas... – riscou com a caneta o papel em branco. – Vá até esse banco, acredito que eles possam ajuda-la com essa questão. – entregou-me sutilmente, mostrando os dentes amarelados.

— Obrigada. – guardei-o no bolso do jeans, levantando ao perceber que a conversa já havia acabado. – Eu posso fazer alguma coisa pra ele? Para ajuda-lo até essa cirurgia?

— Apenas... fique com ele e aproveite.

Aquelas palavras, embora tenham sido ditas com a intenção de fazer eu me sentir melhor, apenas me deixou mais aflita, com medo de tudo dar errado. Passei as mãos fortemente pelo rosto e abri a porta, saindo da sala do médico e seguindo para o quarto para podermos ir para casa.

A pior dor que uma mãe pode sentir é quando o seu filho fica enfermo e ela precisa entregar suas esperanças nas mãos de outro alguém, pois não tem um diploma, uma longa faculdade de medicina para poder ajuda-lo, saber como curá-lo... E isso, isso estava me matando por dentro.

Atordoada demais para prestar atenção nas graças do garoto ao brincar com uma caneta no seu gesso branquinho, me calei o percurso inteiro. Branca por sinal, estava mais quieta do que o habitual, não perguntou-me nada, nem ao menos com Henry ela falou. Talvez ela soubesse que algo saiu realmente dos eixos.

— Hey... Tá tudo bem? – perguntou baixinho, destrancando a porta.

— Na verdade... – Henry passou como um furacão na sua frente. Semicerrei os olhos. – Se eu ver você correndo Sr. Henry, eu juro que eu mesmo trato de quebrar as suas pernas, viu?!

— Desculpa... – disse ele sorridente, andando dessa vez.

Certifiquei-me para ver se ele subira as escadas corretamente e somente quando ele chegou ao topo, desviei do olhar de Branca e notei o pequeno conjunto de degraus bem à nossa frente, fui até lá e me sentei, encarando as árvores se balançarem na penumbra da noite pelo forte vento. Não demorou muito para ela se sentar ao meu lado, seguindo os olhos para a mesma paisagem. Suspirei e encolhi os joelhos, apoiando o meu rosto sob eles.

— Henry está doente. – meu coração se apertou. – Muito doente.

— Como assim? O que ele tem?! – senti sua mão alisar o meu ombro devagar.

Procurei as palavras certas, mas não havia o certo para aquilo. Quanto mais eu me preparava para contar, mais o meu peito parecia que ia explodir. Então, eu apenas deixei sair:

— Henry tem um tumor na parte esquerda do cérebro. – senti o rosto molhar, enxuguei as lágrimas rapidamente, mas elas não paravam de descer. – Ele precisa fazer uma cirurgia, que talvez... talvez seja em Seattle.

— Oh, meu deus Emma! Como? Ele parece estar tão bem. Isso... Isso é surreal! – disse chocada, puxando-me levemente para um abraço. Deixei a cabeça cair nos seu colo, como as crianças costumam fazer com as suas mães. – Por que tão longe? Eu sinto muito...

— O estado dele é delicado... Tem uma médica no Grey’s Sloan que pode ajuda-lo. – tremi os dentes. – Como eu fui deixar... acontecer? – choraminguei. – Ele é o meu filho, droga! Tem que ter dado algum sinal... Eu... Eu não sei o que eu vou fazer, eu não sei...

— Oh, minha querida... Isso não foi culpa sua... – passou as mãos pelas minhas costas. – O Henry vai sair dessa... Você sabe que vai!

O silêncio caiu para ambas, não havia mais o que dizer. Eu tenho esperança, claro que tenho, mas o medo me deixava insegura, receosa que a qualquer momento o ser mais precioso da minha vida inteira fosse arrancado de mim.

— Branca... – falei depois de um tempo.

— Oi, Emma?

— Eu não tenho dinheiro para pagar o tratamento. E muito menos para ir até Seattle.

Um longo suspiro fugiu de seus lábios e ela afagou suavemente o meu cabelo.

— Nós vamos dar um jeito... Nós vamos... Agora vamos para dentro, vamos dormir... Amanhã o dia será longo e precisamos estar dispostas para ele, okay?

— O...k...a...y...

— Emma...

— Sim?

— Não perca suas esperanças... Elas valem muito...

— Eu... Eu não vou...

Notas finais
Arizona Robbins!!! Não vou fazer nenhuma pergunta dessa vez, quero que deem a real opinião sobre o capítulo... seja um elogio (o que eu acho que esse não terá nenhum kkkk) , críticas, xingamentos e etc... Um beijão e um ótimo carnaval pra todos vocês! "Vejo" vocês em breve, Evil kisses :*