The Last Chance
1 Casa Nova
Notas iniciais
O céu estava nublado, como se um pintor estivesse com raiva de sua obra perfeita e tornando-a sombria. Porém, eram apenas as nuvens de inverno, provavelmente de uma tempestade, de Nova Iorque.
O jato particular- o que eu achava desnecessário para mim- começou a pousar e os respingos de chuva ficaram cada vez mais fortes. Saindo, a aeromoça puxou um guarda-chuva para me proteger, me afastei por impulso, fiz um sinal que não queria e continuei seguindo. Quando visualizei uma mulher parada, ruiva e com um belo terninho para negócios de alguma marca famosa. Conheci ela de longe, minha prima próxima, quase uma irmã mais velha, e que namorava um cara que voava em uma lata velha, que denomina-se Homem de ferro.
Virginia Pepper Potts. Parecia preocupada e com uma aura de raiva, seja que for, quem deixou Pepper naquela situação estaria encrencado, digo isso porque já fui vitima de seus olhares e broncas. Quando percebeu minha presença, desligou o telefone e sorriu, e como eu estava com saudades dos seus sorrisos carinhosos. Tentei sorrir, de verdade, mas pela sua cara, meu sorriso saiu uma careta.
– Sinto muito, querida...- falou ao me abraçar, como não houve resposta ela continuou- Você deve estar cansada, vamos para a torre
Guiando-me para o carro percebi um cara com um sorriso simpático, previ que ele era o motorista que Pepper me falara, Happy, que é amigo do Tony Stark. Já dentro do carro.
– Lory, sei que vai ser difícil para você estar aqui...- a interrompi, foi a primeira coisa que disse depois que cheguei
– Não fique preocupada Pepper, prometo que vou ficar estar bem- olhei para ela sorrindo- Mas, agora, preciso de um tempo- abaixei os olhos para minhas mãos
– Sei que precisa, e como é difícil para você- isso me fez olha-la- Por isso vou estar sempre aqui
– Obrigada, Pepper- pela primeira fez em semanas consegui sorrir de verdade. Era por isso que eu gostava dela, mesmo ela sendo mandona, irritante e que adorar dar suspiros como ”Meu Deus! Me dá paciência!”. Ela sempre foi a irmã que eu não tive por isso concordei em voltar para Nova Iorque para morar com ela e seu namorado/qualquer coisa- porque este rolo dos dois já tem um bom tempo- na Torre Stark, pois sua mansão estava destruída, por um dos caras que queria acabar com ele.
– Quer falar sobre o que aconteceu?
– Não, pelo menos por enquanto, mas conta como é morar em uma torre cheia de super-heróis ?- perguntei tentando estar animada
– É divertido...- e o caminho passou da Pepper falando sobre como Tony era irresponsável e de suas piadas de mal gosto que ele lançava para o Dr. Banner, como o Capitão América era gentil, e de Natasha ser uma boa amiga e de seu relacionamento com um arqueiro e o quebra copos ambulando que era o Thor. Até que chegamos na Torre, e tinha que admitir que era impressionante.
Ao entrar no elevador, escuto uma voz falando e fico procurando de onde vem.
– Boa tarde Srt. Potts, Srt.Roseblatt
– Boa tarde J.A.R.V.I.S.- ela falou como se fosse normal uma pessoa falar com nada, e ainda riu da minha cara- J.A.R.V.I.S é só o mordomo eletrônico de Tony. J.A.R.V.I.S, fale par Tony que chegamos
– Sim Srt. Potts
– Ahh eu sabia disso- falei envergonhada, eu realmente sabia da existência de J.A.R.V.I.S só não tinha me lembrado na hora, ela riu
–Você acaba se acostumando com ele
Ela saiu do elevador e fiquei impressionada pela nova decoração- já que se me lembro bem, o Deus de Chifres/ Verde tinha quase a destruído- isso com toda certeza tinha o dedo de Pepper, ela sempre foi ótima em projetos de decoração e coisas do tipo, mesmo depois ter ido para partes de negócios, ficando a frente de uma empresa do preguiçoso do Stark.
– Olha quem chegou- me virei conhecendo a voz ironica do Stark- Se não é a ruiva esquentadinha- e logo pegou seu velho whisky
– Saiu da sua lata, sardinha?- minha ironia estava ótima hoje e acabei abraçando-o. Era estranho abraçar o Tony sem Arc Reactor, aquela luz brilhante sempre foi uma coisa que gostei nele, e até isso ele tirou, mas tudo bem. Sentia sua falta, ele era protetor comigo quando era pequena, o pior é que ele ainda me considera pequena mesmo com meus 18 anos.
– É homem de ferro, cabeça de fogo
– Por que você não chama a Pepper assim?
– Você sabe porque- ele falou usando seu olhar malicioso e chegando mais perto de Pepper, apenas revirei os olhos
– Sr. Stark- Disse a voz robótica
– Sim, J.A.R.V.I.S.
– Dr. Banner está chamando-o
– Diga á ele que estou indo
– Claro, Sr. Stark
Tony deixou o seu copo na mesinha de centro e despediu-se de Pepper com um selinho e de mim com um abraço
– Seu quarto ficou lindo, claro foi eu que paguei- disse o Stark
– Aposto que foi a Pepper que arrumou com seu bom gosto, porque se dependesse de você... — Falei cruzando os braços
– Talvez- entrando no elevador em seguida. Olho para Pepper e compartilhamos um olhar de Tony sendo apenas Tony, e depois rindo
– Vem Lory, você vai adorar seu quarto
Na parte que ficava os quartos, nunca tinha visto tantos quartos em um único andar, o meu era a direita no fim do corredor. Meu quarto era incrível, logo na entrada tinha poltronas e uma prateleira de livros com uma linda televisão. Na frente tinha um entrada que estava direto para a cama e tinha duas portas do lado direito
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Abri a primeira porta e era do closed, um corredor repleto de roupas minhas
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E um banheiro, com banheira e maravilhoso
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–É tudo lindo Pepper- falei tentando sorrir, gostei do quarto, mas nem se comparava com meu quarto, sentia saudade de casa, mas não podia fazer nada tinha que coordenar os negócios da família, família que perdi...
– Sei que você vai conseguir passar por isso, Lorena- ela sentou na cama comigo- Você tem que ser forte para conseguir, afinal você é uma Roseblatt, eu posso conseguir um pouco de tempo para você descansar conversando com sua amiga, mas você vai ter que voltar para a empresa
–Eu sei, mas aposto que a empresa vai estar melhor nas suas mãos de Meg do que as minhas- falei abaixando os olhos- Acho que vou dormir um pouco, Pepper
– Tudo bem, durma bem, vou estar na empresa agora- ela se levantou e foi embora
– Obrigada- disse quando a porta se fechou
Deitei na cama e comecei a pensar no acidente do meu pai, parecia que eu não tinha sorte, primeiro minha mãe morre de um câncer estranho e incurável quando eu tinha apenas 8 anos, depois meu pai sofreu um acidente de avião e seu corpo nunca foi encontrado, a empresa de construção civil e arquitetura mundialmente famosa ficara para mim. Minha melhor amiga, diretora da empresa, Margareth Dawde, estava viajando a negócios da empresa e não poderia estar aqui, sentia sua falta de seus conselhos e de seu conforto em estar em certos lugares, ela sempre sabia o que dizer, assim como minha mãe.
Acabei de dormir ...
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