The Kings of Vancouver
8 Capitulo 8
Eu acordo, levanto e abro a janela. O sol está bem a minha frente, então eu penso em Loretta, ela é a única coisa que eu penso. Vou para a cozinha e pego um copo com sangue e como sempre eu vou para frente do lago. Eu saio e lá está o sol, tão forte que minha vista fica embasada, eu olho para floresta a minha direita e vejo Loretta. Eu vou até ela, abraço-a e ela me diz:
–Bom dia!
Nos beijamos e digo:
–Bom dia.
Sorrio, abraço ela mais uma vez e digo:
–Como sabia que eu estaria aqui?
–Eu sei por que, todos os dias, desde que eu me mudei para cá. Eu te observava e te estudava.
Eu fiquei surpreso, eu nunca percebi a presença de mais alguém aqui. Eu lhe dou outro beijo e digo:
–Tchau, eu preciso ir.
–Tudo bem, tchau.
Eu me viro e entro na cozinha, deixo o copo e estranho não ter lacaios rodeando a casa, eu percebo que Edgar não acordou. Corro para o outro lado do lago, a casa de Paulo. Eu me deparo com muitas cinzas e tudo preto. Edgar abre sua janela, eu corro e pulo, com a intenção de assustá-lo.
–Buu!
Ele me olha fixamente e me diz:
–O que você quer?
–Só fazer uma pergunta.
–Qual?
–Onde estão os lacaios de seu pai?
–Sei lá.
Eu pulo de volta para abeira do lago e tenho uma idéia. Pego meu celular e ligo para Emily:
–Olá Emily.
–Não temos privacidade no celular, por favor, venha até a minha casa.
–Tudo bem.
Eu finalizo a chamada e entro na cozinha, Edgar está lá e diz:
–Tudo o que sujar, tem que lavar.
–Ta bem.
Eu o respondo, eu começo a lavar o copo enquanto pergunto a Edgar se posso visitar Emily e ele diz:
–Sim, mas não demore.
Termino de lavar o copo, seco as mãos e corro para meu quarto. Paro na porta e olho para a os lados. Entro no quarto de Edgar e abro uma gaveta de sua cômoda, pego o primeiro par de meias que encontro e saio de seu quarto. Desço as escadas e vou para o carro, ao chegar me lembro que os lacaios foram embora. Começo a correr e não demoro a chegar à frente da porta do bar de Emily.
Ao chegar Emily abre a porta e eu entro.
–Eu já se que quer.
Entrego a meia para ela e digo:
–Como você vai fazer o feitiço se o pergaminho?
–Quem disse que eu não tenho o pergaminho.
Ela coloca o pergaminho sobre o balcão e diz:
–Sabe por que aquela explosão com o colar?
–Não.
–Por que o feitiço que eu fiz, não era para ler a mente do garoto e sim para fazer uma copia do pergaminho.
–Então a família de Paulo não matou ninguém, como você disse?
–Não.
Todas as pecas começaram a se encaixar.
–Mas como sabia que eles eram lobisomens e o nome deles?
–Eu já te disse, tenho uma bola de cristal, eu vi vocês no dia do almoço.
Ela coloca o par de meias no balcão e começa a ler o pergaminho. Depois de alguns segundos, Emily diz:
–Está feito!
–O que você viu?
–Os lacaios não rodeiam mais a casa por que Jack quer proteção.
–Mas se proteger de que? Ou quem?
–Isso eu já não sei.
Fico muito curioso para que, Jack quer todos os lacaios ao seu lado.
–Emily, eu vou tentar pegar alguma coisa de Jack, ai eu lhe trago.
–Tudo bem, boa sorte.
Eu vou precisar, começo a andar em direção a fora, mas Emily me chama e diz:
–Quando estiver na perto da casa dele, eu vou usar um feitiço para que ninguém consiga lhe ver.
–Certo.
Eu saio do bar de Emily e vou para casa. Chego, entro e procuro Edgar, ele está na cozinha lavando um copo sujo de sangue.
–Onde mora seu pai?
–para que você quer saber?
–Eu gostaria de falar com ele, sobre um assunto particular.
Minto para Edgar.
–Vou te mandar a localização dele por mensagem.
–Tudo bem.
Só espero que Edgar me mande à localização certa. Depois de alguns minutos recebo a mensagem de Edgar. Coloco o endereço no GPS e sigo caminho até lá. Não sei onde estou só o que sei estou correndo e subindo uma única rua no meio do nada. Chego perto de uma casa enorme, para de correr e começo a andar, fico olhando para cima da casa e admirando como é linda. Sem olhar para frente, Calvin me puxa pela perna e me joga para cima, fico girando e girando.
Paro de girar quando chego ao chão, caio e na mesma hora lhe dou um soco no peito, ele voa e desce um barranco desmaiado. Laurente corre em minha direção, mas não consegue tocar em mim, eu fico invisível e ele fica me procurando.
Vou para trás dele e lhe dou um chute, fazendo-o voar barranco a baixo. Entro na casa e vejo três homens na sala, todos de preto, assim como os lacaios. Subo as escadas, o corredor está vazio, decido procurar o quarto de Jack. Entro no primeiro que vejo, nele tem uma cama arrumada e um guarda roupas. Abro o guarda roupas e vejo que não tem nada lá. Saio do quarto e me deparo com um homem saindo de um dos quartos. Ele vem na minha direção, eu desvio e respiro aliviado.
Resolvo entrar no segundo quarto, abro a porta e entro rápido, um homem de preto diz:
–Eii!
Na hora eu pulo em cima dele e arranco seu coração, para me certificar que está morto, arranco sua cabeça. Este não é o quarto de Jack, saio do quarto e olho para os lados. Subo mais escadas e já fico bravo. Enquanto subo as escadas lentamente, para não provocar barulho. Fico imaginando, quantos degraus esta escada tem? Chegando no terceiro andar fico bravo por que vejo mais escadas. Dois homens estão ao lado de uma grande porta, que está aberta. Eu entro na sala, ela é linda. Acho que é um salão para festas, a sala esta cheia de homens de preto, eles estão sentados e Jack está em um tipo de palco.
–Olá a todos. Eu os convoquei aqui, porque quero passar um recado a todos vocês.
Eu fico parada e escuto o que Jack tem a dizer.
–Eu tenho que estar seguro vinte e quatro horas, e preciso que vocês me protejam. Além de tudo me devem isso, eu transformei todos vocês, dei a vida eterna a cada um de vocês. Vocês tem que mostrar a gratidão por isso.
Fico chocado ao saber que aquilo, é um exercito de lacaios. Saio da sala e continuo a procurar o quarto de Jack. Subo as escadas e entro no primeiro quarto que vejo. Com certeza esse é o quarto de Jack, um lustre gigante, acama muito bem arrumada, dois guarda roupas e ainda tem um banheiro. No banheiro tem uma banheira linda de vidro. Vou para frente do guarda roupas e abro uma gaveta, está tudo perfeito. Todas as camisas em uma fileira super reta abro a gaveta de baixo e encontro as calcas. Abro a de baixo e encontro meias, pego um pé de meia e olho pela janela. A casa continua rodeada de lacaios, do nada meu celular toca e atendo desesperado.
–Quem é!?
–Sou eu, Emily.
–O que você quer?
–Eu estou te vendo com a meia, vou te trazer de volta.
–Ta.
Eu desligo o celular e desmaio, quando acordo estou molhado. Vejo Emily a minha frente e digo:
–Por que fez isso?
–Para você acordar. Anda cadê a meia?
Olho para minha mão e vejo a meia, sento e dou a meia para Emily. Ela leva a meia para o balcão, enquanto eu levanto. Eu olho para minha camisa toda molhada e vou em direção a Emily.
–O que você viu?
Ela não me responde.
–Emily?
Ela cai desmaiada e eu a seguro.
–Emily!
Eu grito. Pego Emily no colo e levo-a para os fundos do bar. Encontro o seu quarto e a coloco em sua cama. Espero dez minutos e ela acorda.
–Emily, o que você viu?
–Os pais de Paulo!
–O que tem eles?
–Eles estão vivos!
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