The Kings of Vancouver
6 Capitulo 6
Os convido a se sentarem, todos sentam mas percebi que Paulo não estava contente. Comecei a contar como vim para na casa de Edgar, logico que estava mentindo e comecei a falar que meu pai se mudou e eu não quis ir. Então acabei ficando na casa do meu melhor amigo, o pai dele é muito ocupado, por isso nunca esta em casa e depois perguntei porque se mudaram. no mesmo instante Vanessa olha para Bruno e ele diz:
–Prefiro não comentar, porque eu e minha família queremos começar uma nova vida, recomeçar do zero.
Concordo e peço desculpas:
–Ah! Claro. Me desculpe por minha curiosidade.
–Tudo bem.
Sorrio levemente em sua direção.
Quando o lacaio coloca os hambúrgueres na mesa , eu digo:
–Vamos! Sirvam-se.
Sorrio novamente. Fico observando Edgar e vejo que ele está trocando olhares com Paulo. Ele olha para mim e balanço a cabeça em direção a sala.
–Com licença, preciso ir ao banheiro.
Essa foi a pior desculpa dele.
–Vou pegar mais refrigerantes.
Edgar esta a minha espera na sala, chego mais perto e digo:
–Oque você tem na cabeça?
–Vejo algo esquisito nesse garoto.
–Eu sei que ele é esquisito.
Edgar vira as costas e volta para fora, vou atras dele e me sento. Todos me olham e percebo que esqueci os refrigerantes, corro para buscá-los e quando volto peço desculpas. me sirvo e em seguida Edgar, começo a mastigar e Edgar pergunta a Paulo:
–Você estuda, Paulo?
Olho encarando e Paulo responde:
–Sim, estou no segundo ano do ensino médio.
Interrompo Edgar e digo:
–Que legal! Se quiser posso te levar até a escola amanha?
–Seria legal.
Ele responde. Sua mãe passa a mão em seu peito e sorri, aquela imagem com certeza quis dizer que Vanessa está feliz . Mas me pergunto porque? Será que Paulo não tinha amigos na outra cidade. Mas tarde conversamos e eles foram embora. tomo três copos de sangue, bravo e em seguida vou tomar meu banho. Quando acabo vou para cama"explorar" meu novo celular, ao entrar na agenda, vejo muitos contatos. Tento entrar na internet e me impressiono, porque funcionou. Vejo outra coisa também, ele é de conta pré-paga. Suponho que esse chip era de Edgar. No dia seguinte me arrumo para ir a escola, passo na casa de Paulo, para chama-lo.
–Bom dia.
Digo sorrindo.
–Bom dia.
–Então, vamos?
Começamos a andar e no caminho encontramos Daniel e Raffael, grito para chamar a atenção dos dois, eles esperam e digo:
–Olá! Esse aqui é o meu amigo, Paulo.
Eles se cumprimentam, continuamos a caminhar e finalmente chegamos a escola. Raffael pergunta:
–Qual sua serie?
E Paulo responde:
–Segundo D.
–Que legal! A mesma serie que eu, vem, vamos para a sala.
Meu celular começa a tocar escandalosamente, no visor aparece o nome de Edgar e rapidamente eu atendo:
–Oque houve?
Pergunto preocupado.
–Você tem que me encontrar, agora!
Olho no final da rua e vejo a Blazer de Edgar. Antes que ele possa desligar o telefone, apareço do nada na frente do carro.
Ele finaliza a chamada e me olha, abro a porta de trás do carro e digo:
–Oque esta acontecendo?!
–Ao chegarmos em casa, conversamos.
Quando o carro para na porta de casa, abro a porta e desço, abro a porta de casa e vejo Kenna e Loretta sentadas no sofá. Corro e agarro Loretta pelo pescoço, jogando-a na parede. Kenna lança uma faca em minha perna, depois outra no meu peito, as facas me acertam porque não as vi passarem voando. Edgar ajuda Loretta e diz:
–Elas estão aqui porque querem um favor nosso!
–Oque elas querem!
Digo encarando as duas.
–Nós já contamos como as nossas mães morreram!
Loretta diz.
–Elas foram mortas por uma família de...
–De que...
Digo
–Uma família de lobisomens!
Um silêncio cai sobre a sala.
–Oque nós temos a ver com isso?
Pergunto parecendo não me importar, em seguida puxo as facas.
–É aí que vocês entram, essa família se mudou para Vancouver dias atrás. Nós queremos que vocês localizem eles e depois quando confirmarmos, matamos.
Na hora pensei na família que acabou de se mudar, a família de Paulo.
–Como nós vamos confirmar que eles são lobisomens?
Pergunto curioso.
–Nós pegamos algum pertence, de alguém da família e a bruxa de vocês vai ler a mente da pessoa, com um feitiço secreto, que só eu tenho o pergaminho.
Diz Kenna.
–Vou trazer alguma coisa, para ver se o feitiço funciona.
Virei as costas, peguei o celular e vi as horas. 13:09 h. Daqui a pouco os garotos vão sair da escola.
–Tenho que buscar esta coisa na escola e já volto.
Corro e apareço na frente do carro, entro e me sento no banco de trás:
–Vamos para a escola!Agora!
grito com o lacaio.
Ao chegar olho no celular,13:09 o portão se abrira daqui a um minuto. Quando ele se abre, espero Paulo dentro do carro e finalmente vejo ele sair sozinho da escola.
Desço do carro e corro tao rápido puxando-o para trás da escola, arranco seu colar e jogo-o nos arbustos. Corro novamente para o carro, no caminho para casa olho para o colar e vejo que ele se abre. Duas fotos estão lá dentro, uma de sua mãe e a outra de seu pai.
Coloco o colar no bolso e continuo calado o resto da viajem. O carro para, abro a porta e abro-a.
–Oque você conseguiu?
Pergunta loretta.
–Isto.
Puxo o colar do bolso e mostro a todos.
–Onde está Emily?
Pergunto a Edgar e ele diz:
–Ela já esta a caminho.
Após Edgar terminar de falar, a campainha toca. Corro para atender e quando abro Emily entra, se senta, e diz:
–Cade o colar?
Fico surpreso com as habilidades de Emily.
–Está aqui.
Dou o colar para Emily.
–Preciso do pergaminho.
–Como sabia de tudo?
Fico ansioso para saber a resposta dela.
–sou uma bruxa. Tenho uma bola de cristal.
Responde ela.
kenna desce as escada correndo e dá o pergaminho para Emily. Ao abrir o pergaminho, Emily fica surpresa, sua boca abre e seus olhos brilham.
–Onde conseguiram isso?
Diz Emily, sem parar de olhar para o pergaminho.
–Depois de capturarmos uma bruxa, roubamos isso dela.
Diz kenna.
–Vamos prosseguir?
Pergunta Edgar.
Emily começa a ler o pergaminho, claro que em uma língua desconhecida. Todos ficam surpresos quando o colar começa a flutuar, Emily continua a ler e de repente o colar se abre e um,a luz sai de dentro dele. A luz era tão forte que todos caem no chão, abro os olhos e vejo todos desmaiados, o colar está em cima do pergaminho.
Levanto e olho para Loretta jogada no chão, pego sua mão e ela acorda.
–Você está bem?
Olho para seus olhos.
–Sim estou bem, obrigado.
Ela responde. Ficamos de pé, um na frente do outro, meu rosto vai se aproximando do dela e ela olhando para meus olhos.
Emily acorda e grita:
–Eu vi! Eu vi!
Loretta dá um pulo para trás, em direção ao sofá e diz:
–Você está bem?
–Eu vi!
Grita Emily. Edgar se levanta e ajuda Kenna, Emily não para de gritar-eu vi!-. Corro e pego um copo com água, Edgar pergunta:
–Respire fundo e diga o que você viu?
Ela respira e inspira, até que fala:
–O garoto, seu nome é Paulo, sua mãe se chama Vanessa e seu pai se chama Bruno. Os três são lobisomens e no mês passado mataram uma família de vampiros.
Loretta me olha e diz:
–Onde eles moram?
Fico calado.
–Onde eles moram!?
Encaro-a sem dizer nada.
–Ou você fala ou você e Edgar serão os próximos.
Edgar entra na minha frente e diz:
–Eu os conheço. Eles moram do outro lado do lago.
Eles andam para fora em direção ao carro, eu vou junto e pergunto:
–Aonde vocês vão?
Seguro a mão de Loretta, mas ela tira sua mão da minha.
–Nós vamos acabar com isso, agora!
Eles entram no carro e vou, eu corro para frente da casa de Paulo, mas bato em alguma coisa que fica no meio do caminho. Olho bem, mas não tem nada, coloco a minha mão e percebo que é uma cúpula invisível.
Após tentar me aproximar da casa por todos os modos, veio uma coisa em minha mente. Emily deve ter feito àquilo para que eu não me aproxime de Paulo, pego meu celular e ligo para Edgar.
–O que é aquilo em volta da casa?
–foi para o seu bem, agora ninguém entra e ninguém sai.
Desligo o celular na cara dele e corro para a casa de Raffael, bato na porta desesperado, Sr.ª Anna abre a porta e diz:
–Oi! Quanto tempo que não te vejo...
–Oi! Raffael está?
Digo interrompendo-a
–Ah, vou chamá-lo.
Entro e espero na sala, Raffael desce as escadas e então pergunto:
– Você tem o número do Paulo?
–Sim! Eu vou dizer.
Após pegar o número, agradeço e corro para casa. Empurro a porta e pego o colar, em cima do pergaminho. Ligo para Paulo e saio, vou para a frente da casa de Paulo.
–Alô?
–Quem é?
Pergunta Paulo.
–Sou eu, Caleb.
–O que você quer?
–Preciso que saia de sua casa!
Ele sai e levanto seu colar
–Aonde você conseguiu isso?
–você tem que tirar seus pais de casa agora!
Digo desesperado.
–Mas, para que?
–Rápido!
Eu grito. Ele vira as costas e sua casa explode, ele voa com a força da explosão e a cúpula desaparece na hora. Eu corro ajudar Paulo a se levantar, ele corre em direção a sua casa, mas o seguro.
Ele corre para a floresta e desaparece rapidamente, enquanto isso ligo para os bombeiros e espero até que cheguem. Um carro da policia chega e pergunta se sou o responsável sobre a casa, digo q eu não, mas, que conheço o dono da casa e que avisaria o mais possível.
Um policial disse que haveria uma investigação, para saber o motivo da explosão. O teto da casa vôo e quase não existem paredes, a casa está em ruínas e os pais de Paulo estão mortos.
Quando Edgar chega, o prenso na parede com o meu braço e digo:
–Estão todos mortos!
Grito na cara dele.
–Antes eles, do que eu!
Fico muito bravo e jogo-o em um quadro que fica na parede, o quadro ao cair no chão se quebra. Edgar corre em zig-zag, com apenas com um braço ele me empurra e caio no começo da escada. Levanto-me e Edgar diz:
–Foi para o nosso bem! Se não tivesse feito o que era preciso, não estaria aqui!
–Você não tem sentimentos mesmo!
Pego um pedaço da moldura quebrada no chão, e jogo na direção de Edgar, deu a impressão de que iria acertar em sua garganta, mas Edgar segurou bem na hora. Ele quebrou o pedaço em dois e jogou no chão.
–Eu ainda não entendo porque foi atrás das caçadoras.
Pergunto indignado.
–Foi uma ordem de meu pai e ele chamou as caçadoras. No começo eu não sabia, pensei que elas queriam um favor, mas quando entrei no carro, meu pai estava lá e explicou tudo. Parece que a família que eles matarem era de um primo de Jack.
Depois de horas vou para a cozinha, pego um copo com sangue e ligo para Paulo.
–Paulo?
–Ah, oi.
–Onde você está?
–Estou em uma cidade vizinha, mas estou bem, você tem noticias de meus pais?
–Não, os policias não disseram nada.
–Preciso desligar, tchau.
Depois que ele desligou, eu fui para o carro e mandei o lacaio ir para o bar de Emily. Quando chego, saio do carro e antes que eu possa tocar a campainha, Emily abre a porta.
–Olá Emily.
–Já sei o que você quer.
–Você me assusta desse jeito.
–Paulo foi para Hamilton
–Tudo bem, outro favor que te peço é que não conte isso para Edgar.
–Ta.
No caminho para casa, dentro do carro, resolvo ir atrás de Paulo. Ao chega em casa faço as malas e entro no carro, Edgar não estava em casa, então achei esquisito. Pego meu celular e ligo para Edgar:
–Onde você está?
–Estava em uma reunião, mas agora já acabou, mas por quê?
–Eu queria te avisar que estou na estrada, a caminho de Hamilton e não sei quando vou voltar.
–O que?! Você tem que voltar agora!
–Não vai dar.
–Meu pai vai ficar sabendo disso!
Ele desliga e guardo o celular. O lacaio me avisa que chegamos em Hamilton e eu peço para me deixar no centro da cidade e ir embora. Agora é só eu me virar.
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