Era uma segunda-feira normal em Vancouver pelo menos até agora.São seis horas da manhã e eu estou me arrumando para ir à escola, desço as escadas e vejo que meu pai já está pronto para ir ao seu trabalho. Ele fez o café da manhã, um prato de torradas, geleia de morango, ovos mechidos e café com leite. Eu sento na mesa e digo ao meu pai:

–Bom dia pai.

Meu pai se chama Kaelan, ele tem 34 anos e é florista no Stanley Park.

Ele diz:

–Bom dia, coma uma torrada

–Claro.

Digo concordando.

–Você já vai ir?

Pergunto a ele. Olho desesperado para o relógio que fica pendurado em cima da janela, e percebo que já passou da hora de ir para a escola. Me despeço de meu pai e saio apressado de casa. Começo a correr e paro para chamar meus unicos amigos na cidade, eles se chamam Daniel e Raffael. Toco a campainha e a mãe deles, Sr. Anna diz que já foram.

–Bom dia Caleb! Ah os garotos já foram porque eles acharam que você não iria.

Eu reponde ligeiramente:

–Nesse caso muito obrigado!

E volto a correr, chego na escola e os portões quase se fechando, mas consigo passar espremido entre eles. A tempo consigo entrar na sala de aula, e me deparo com uma coisa:

–Dissecação de sapo!

Sussurro e olho meio enjoado. Me sento junto ao Daniel e ao Raffael. O professor entra na sala e logo diz:

–Bom dia classe!

Hoje nos vamos abrir um sapo. Ele fala entusiasmado:

–Vamos lá pessoal!

Me desanimo. Quando olho para Daniel abrindo o sapo, na hora eu corro para fora da sala, em direção ao banheiro. Não resisto e vômito no meio do corredor. Alunos assustado correm paraver o que aconteceu, no meio dos alunos eu vejo Edgar e Maddie abraçados. Olho para o rosto de Edgar e consigo perceber que ele sussurra algo:

–PA-TE-TI-CO.

Diz ele, sílaba por sílaba. Raffael se aproxima, me puxa e me arrasta para a enfermagem. Enquanto isso Daniel controla a multidão. Chegando a enfermagem eu me limpo, a inferneira chega tudo e diz que estou bem.

Ela também pergunta se quero ligar para meu pai e eu digo que não. Edgar e filho de Jack, um cara muito sinistro. Jack faz parte do conselho municipal da cidade, assim como meu pai. Maddie é a namorada de Edgar, ela é estranha, eu só a vejo com Edgar. Quando saio da enfermagem, Daniel está me esperando na porta e diz:

–Você tá bem?

Pergunta preocupado:

–Sim eu to bem, a enfermeira disse que o enjoo vai passar logo.

Nós dois sorrimos. Vejo que perdi muito tempo na enfermagem, é a hora do intervalo. Quando chego ao patio de fora encontro Raffael e ele pergunta:

–Onde está Daniel? Eu respondo:

–Eu o vi na enfermagem.

–Será que ele já irá descer?

Eu respondo:

–Presumo que sim.

Ele me olha com uma expressão aliviada. Vamos para a fila da cantina, pego uma bandeja nela tem suco em caixinha, pudim de chocolate em um copinho descartavel e biscoitos em forma de rodelas, dentro de um saquinho. Coloco o canudo na caixinha, tomo dois goles de suco e vejo muitos alunos correndo e formando uma grande multidão.

saio correndo em direção a multidão, empurro todo mundo e diante de meus olhos Daniel caido e Edgar rindo de sua cara, Raffael chega e pergunta desesperadamente:

–Daniel! Oque ouve aqui?

Eu olho para Raffael e o digo:

–Raffael, me ajude a leva-lo para a enfermaria agora!

Raffael me ajuda a levanta-lo e levarmos ele para a enfermaria, a enfermeira diz que ele precisa ser transferido a um hospital. Eu e Raffael acompanhamos ele até a ambulância na diretoria. O sinal para irmos embora toca e vamos correndo para a casa de Raffael, chegando lá a mãe dele não esta. Provavelmente ela está no hospital. Raffael decide ligar para a sua mãe.

–Mãe? Em que hospital você está? Eu espero olhando para ele.

–Tudo bem mãe. Eu e o Caleb estamos indo! Tchau...

Deixamos as mochilas e vamos correndo até o ST. Paul's Hospital. Chegamos lá bem tarde, 3 horas e 15 minutos.

Vamos até a recepção e perguntamos a balconista onde esta Daniel Whatson, ela responde:

–Está no terceiro andar no quarto numero treze.

Diz a recepcionista.

Nós agradecemos, corremos até o elevador e vamos até o enorme corredor, corremos até o quarto número treze. O Raffael bate na porta e a Sr. Anna abre, ele corre para para ver como está seu irmão mas Daniel está inconsciente, com um olho roxo e a perna direita quebrada. Eu olho para a Sr. Anna e percebo que ela quer chorar, então abraço ela e digo:

–ta tudo bem!? Ele vai ficar bem!?

–você sabe oque aconteceu com ele?

Respondo confuso:

–Eu não sei.Quando eu vi ele já estava no chão.

Raffael começa a gritar:

–Daniel! Daniel!

Anna me solta e olha para Daniel, eu me aproximo e digo:

–Sei que você esta bem, então vou para casa.

Me despeço de todos e saio, caminhando tranquilo pelo corredor, mas quando entro no elevador penso em meu pai. Quando chego na recepção aperto o passo, saio do hospital e vejo uma noticia em uma loja de televisores. A repórter dizia:

–Mais uma noticia trágica essa manhã. Três pessoas desaparecidas, as buscas inda não terminaram...

Quando escuto a frase "três pessoas desaparecidas", fico imóvel, por que lembro de minha mãe que esta a seis anos desaparecida. Volto a realidade e corro até em casa. Quando chego em casa meu pai diz:

–Onde você estava !?

Percebo que ele esta bravo.

–Me desculpe eu não te avisar pai, eu estava no hospital, por que Daniel se meteu em uma briga e se machucou.

–Então está bem. Eu fiz o jantar.

Eu o respondo:

–Eu vou descansar, tudo bem?

E ele diz um pouco mais calmo:

–Sim. E mande melhoras a Daniel.

–Claro que sim.

Subo as escadas, ando em direção ao banheiro e tomo um banho longo. Durante o banho todo eu fico pensando em minha mãe. Eu ainda me lembro do dia em que ela desapareceu, era um dia normal e eu estava na escola e como sempre ela ia me buscar. Naquele dia eu fiquei esperando o dia inteiro e ela não apareceu.

Quando me dou conta já estou no meu quarto com a TV ligada e passando noticias trágicas. Eu desligo a TV e deito na cama, fico pensando em minha mãe até que durmo. Quando acordo olho no relógio de cabeceira e vejo que já passou da hora de ir para a escola, então resolvo ir até o hospital ver Daniel. Desço as escadas e vejo a casa vazia, meu pai já saiu de casa.

Vou até o quarto de meu pai e pego dinheiro para ir de ônibus. Saio de casa e caminho até a casa de Daniel e Raffael, quando chego lá a Sr. Anna esta saindo de casa então começo a correr. Chego perto e ela diz:

–Bom dia, onde você vai tão cedo?

Eu respondo:

–Vou até o hospital ver o Daniel.

Digo entusiasmado:

–Eu também! Entre no carro que eu te levo.

Ela fica feliz em saber.

–Tudo bem!

Digo bem sorridente. Enquanto estamos no carro Anna me diz:

–Os médicos disseram que Daniel se recupera muito bem, e que vai receber alta hoje!

Ela diz muito feliz, percebo em sua expressão.

–Que noticia ótima!

Também fico feliz ao saber. O resto da viagem foi bem tranquila. Ao chegarmos lá, Daniel fica feliz quando nos vê e fala confiante:

–Os médicos disseram que hoje a noite eu recebo alta!

Sr. Anna diz :

–Graças a deus meu filho!

Ela esta muito aliviada. Nós ficamos a manhã toda conversando e combinamos que eu iria dormir na casa dele esta noite. Dou um tchau e saio do hospital a caminho de um ponto de ônibus. Ele até que não demora muito a chegar. O ônibus esta deserto, pago o cobrador e ando para o assento do fundo. O ônibus para na rua de cima da minha casa, eu desço e vou andando até a casa de Raffael. Chego lá bem rapidamente, toco a campainha e o Raffael atende:

–Olá Caleb! Alguma noticia do Daniel?

Ele pergunta meio preocupado:

–Sim eu tenho! Ele esta bem melhor e esta ansioso para para voltar!

Na hora ele fica despreocupado.

–Muito obrigado! Fico feliz em saber!

Me despeço e vou para casa. Abro a porta e meu pai esta de terno, logo pergunto:

–Você se esqueceu Caleb? Hoje tem reunião no conselho. Eu tinha me esquecido completamente!

–Onde estou com a cabeça! É verdade! Pai posso ir com você?

Ele responde sem demora:

–Claro filho.

Subo as escadas com muita presa, coloco meu terno, ajeito meu cabelo, escovo os dentes e desço para ir com meu pai. Saimos de casa e vamos andando. Até o ponto de ônibus na rua de cima. Entramos no ônibus e o silêncio permanece a viagem inteira. Ao chegarmos na prefeitura nós vamos direto a sala da reunião, meu pai entra mas e não sou autorizado.

Meu pai faz parte do conselho porque nossos ancestrais foi uma das famílias fundadoras da cidade. Olhei dentro da sala e avistei Jack, a prefeita kacey, a Sophia e um dos lacaios de Jack. Eu digo lacaios por que ninguém o conhece e ele faz tudo o que Jack manda. Minutos depois Edgar, chega no corredor onde eu espero. Quando olho para ele resolvo tomar coragem e perguntar:

–Por que você brigou com Daniel!?

Falo com voz superior.

–Quem você pensa que é!?

Ele esta quase gritando.Nós estamos frente-a-frente, estamos se olhando olho-no-olho.De repente, a porta da sala onde aconteceu a reunião se abre. E Jack é o primeiro a sair, logo em seguida ele diz:

–Vamos parar com criancice! Eu não tenho tempo para isso!

Ele fala bravo e entra em uma sala ao lado. Meu pai vem em minha direção e diz:

–tudo bem?

Eu respondo rápido, para não o preocupar:

–Ta tudo bem sim.

–vou falar em particular com a prefeita e já venho.

Eu concordo:

–Vou te esperar aqui.

Ele sorri e entra novamente na sala com a prefeita. Quando vejo a porta se fechar, viro as costas e vou a caminho a porta em que Jack entrou. Fico de frente a porta e coloco a mão na maçaneta, giro ela devagar para não provocar barulho. Abro ela devagar, e quando olho por uma abertura minima. Vejo Edgar e Jack deitados, em cima de algo.

Quando vejo Jack se virar de frente para mim, observo que sua boca esta toda suja de sangue e que ele estava atacando alguém. Paralisado, não conseguia me mover. Bato a porta desesperado e corro, saio do prédio da prefeitura e viro a esquina. Respiro aliviado e pego um ônibus em casa, chegando lá tomo um banho e meu pai chega em casa. Desço as escadas e meu pai me pergunta:

–Onde você estava?

–Desculpa, eu fiquei entediado e voltei para casa. Meu pai me olha desconfiado e diz:

–Tudo bem. Vou comprar pizza você vai querer de que?

–Pode ser qualquer uma.

Trinta minutos depois a pizza chega. Eu como dois pedaços e vou para meu quarto. Ligo a TV e aparece uma noticia sobre duas a rotas que desapareceram hoje a tarde. Quando vejo aquela reportagem, lembro de Jack e Edgar. Raciocino tudo e coloco tudo em seu lugar:

–Jack e Edgar são vampiros!

Sussurro, ainda meio pensativo. Obviamente os lacaios Laurent, Gaspar e Calvin, também são vampiros. Resolvo dormir e de manhã contar para Raffael. De manhã me troco e vou para a cozinha com pressa, meu pai me pergunta:

–Esta tao apressado para que?

Eu respondo rápido:

–hoje tem prova e estou muto ansioso!

Meu pai sem desconfiar diz:

–Então tudo bem! Não vai tomar café?

–Não pai, obrigado.

Saio de casa correndo, do nada um homem me derruba e enfia um saco de pano na minha cabeça. Acho que outro homem, tampa a minha boca e me joga dentro de um carro. Um dos homens me dá algo para beber a força. Depois de tomar tudo eu desmaio. Acordo em um lugar, mas não sei onde é porque o saco ainda esta na manhã cabeça. E eu grito:

–Alô! Alguém me tira daqui!

Percebo que amarraram minhas mãos e meus pés, alguém tira o saco de caminha cabeça e vejo que estou em um galpão. Estou rodeado por cinco pessoas e pergunto:

–O que vocês fizeram eu beber!?

Um deles responde:

–Sangue! E depois, quebramos o seu pescoço!Resumindo você é um vampiro!

Não consigo ver quem fala, porque estou tonto e com dor de cabeça Resolvo perguntar:

–Quem são vocês!

Um deles responde sem exitar:

–Nós somos os reis de Vancouver!