The Kings Of New York

2 The city that never sleep


Notas iniciais
Oe, amores, bom estou eu mais uma vez aqui com um cap saido do forno!

Filha, já são quase cinco e meia- meu pai gritou lá de baixo

–Já to quase pronta pai, espera só mais um pouquinho

–Cê tá nesse banheiro desde que chegou da escola, menina!- meu pai respondeu impaciente

–Pai! Para de implicar, eu não posso chegar a um lugar desses vestida de qualquer jeito- eu disse descendo as escadas, até que ele tinha razão, eu estava realmente no banheiro desde que chegara da escola, mas imagina quantas pessoas não estariam no aeroporto me esperando bem vestidas e tal, tendo se arrumado com a ajuda de cabelereiros, manicure, estilistas pessoais etc e tal. Eu deveria estar no mínimo apresentável para esse pessoal, ou seja: eu deveria estar no mínimo magnifica.

Depois de mais uns quinze minutos escolhendo o perfume certo, eu estava pronta, e, modéstia parte, simplesmente amei meu trabalho

Eu estava perfeita(modéstia parte, novamente, tsc, tsc) dava muito bem para me considerar digna de tudo aquilo. Suspirei olhando pelo espelho da sala pela milésima vez seguida, quando ouço a voz do meu pai

–Filha, dá pra vir logo?

–Tá, ta, ta, to indo pai- eu disse revirando os olhos

–Moço, não se engane- estava quase chegando no carro com uma moça e um cara, ambos gigantescos atrás de mim, carregando a minha mala, quando ouço uma das pestes falando com o motorista mais bem vestido da face da Terra.

–Ela pode até perecer uma moça linda agora, mas ela tira meleca do nariz quando ninguém ta vendo.- a outra peste terminou

–O QUE?- em menos de cinco segundos eu já estava correndo atrás das duas pragas pelo jardim inteiro, ÓTIMO lá se vai uma boa primeira impressão.

–Ela não é sempre assim- ouvi meu pai dizer e só então voltei para a realidade, me recompus, vermelha de raiva e vergonha, e lancei um olhar disfarçadamente assassino para meus irmãos que voltaram a rir de mim

–Tchau pai- eu mais rosnei do que realmente disse, na verdade, mas depois deixei a marra um pouco de lado e dei um longo abraço nele.

–Tchau madrasta- eu acenei pra ela, que retribuiu meu aceno com um sorriso

–Olha minha filhinha- fui surpreendida por uma voz chorosa do meu pai- vou sentir, muita saudade viu?- continuou ele, com os olhos marejados- não se esquece de me escrever, todo mundo aqui ama muito você, não se esqueça e vê se volta logo!

–Ok, papai, também vou sentir muito a sua falta – disse eu num sorriso sincero, eu não era a pessoa mais amorosa do mundo, mas duvido que eu fosse por um tempo tão curtinho que eu ficaria lá, Atena com certeza queria algo de mim. Ela não me mandaria à Nova Iorque só para “matar as saudades” e eu e meu pai sabíamos disso.

Estava entrando na limousine quando senti um cutucão

–Não vai se despedir de seus irmãos queridos?- perguntaram as pragas em uníssono

–Annabeth, abrace seus irmãos- mandou meu pai após eles lhe direcionarem seu melhor olhar de filhote pidão.

–Mas pai!- meu pai fez a típica cara de “eu sou sei pai, eu mando nessa budega, portanto, faça o que eu digo”’ah, ok, venham cá suas pestes- revirei os olhos e abracei meus irmãos que milagrosamente não fizeram nenhuma pegadinha

Depois do abraço, eu entrei no carro com a plena consciência de que nada seria igual antes.

–Hum...quanto tempo demora pra chegar no aeroporto, moço?

–Uma meia hora- respondeu o motorista

Eu estava particularmente ansiosa demais para ficar esperando o tempo todo, então resolvi puxar assunto com o homem que dirigia a limousine.

–Para onde foram aqueles homens grandes?- eu perguntei a ele, que deu uma pequena risadinha.

–É sua primeira vez em Nova Iorque?

–Sim...

–Hum...então está explicado o porque de você não entender bem o sistema da empresa.

–Como assim?

–Os funcionários nunca utilizam o mesmo transporte que seus patrões ou seus convidados e filhos.

–Tá de brincadeira? Você quer dizer que aqueles dois vieram lá de Nova Iorque só pra carregar uma malinha? Sério? Mesmo?

–Não, moça, calma- disse ele rindo, mas logo depois, ficando sério novamente – a empresta tem uma base aqui, eles foram contratados, mas não precisaram sair lá de Nova Iorque.

–E o senhor? Vai para Nova Iorque ou mora aqui?

–moro por aqui- disse ele logo assim que chegamos no aeroporto- dentro do aeroporto tem uma mulher te esperando, ela estará com uma plaquinha com seu nome escrito, logo na porta, quando a ver, vá até ela, boa sorte senhorita Chase.

Eu sorri murmurando um “obrigada”, suspirei, olhei mais uma vez para as luzes que coloriam San Francisco e entrei no aeroporto.

Era realmente um lugar diferente, um lugar meio tumultuado, com pessoas correndo de um lado para o outro, vestidas elegantemente com sobretudos e vestimentas do tipo, algumas levando maletas de trabalho enquanto outras levavam mapas, dicionários lembrancinhas, chapéus, câmeras fotográficas e falavam todo tipo de idioma, o lugar era bem legal e organizadinho e bem novo, já que eu só havia estado ali quando era recém nascida.

–Senhorita Chase!!!! Senhorita Chase!!!!!!!!- eu ouvi alguém me chamando, e me virei a tempo de ver uma mulher jovem, vestida de forma casual sem folego- desculpe-me a demora- ela se desculpou enquanto tentava se organizar

–Não, tudo okay, estou aqui a pouquíssimo tempo- respondi sem graça.

–Então? Tudo pronto?- ela me perguntou sorrindo

–Claro- retribui o sorriso.

–Vamos! O jato particular de sua mãe a aguarda!

–Jato PARTICULAR?

–Sim, senhorita, o melhor modelo do mundo, com todo conforto, rede wi-fi, poltrona reclinável, os doces mais exóticos de todos, opção variada de leitura e filmes entre outros luxos básicos para um membro de sua família, ah, chegamos.

Eu estava jogada, o forninho caiu! O avião parecia feito de ouro, todo nervosismo que eu poderia ter obtido sobre essa viajem, sobre tudo, simplesmente se esvaiu, minha expressão facial era um perfeito “O”. Eu podia lidar com aquilo, eu podia lidar muito bem com aquilo, sorri radiante e entrei no avião.

Depois de um enorme tempo chegamos até New York, e, assim que o avião pousou, eu senti meu estômago revirar. A ansiedade e nervosismo voltaram. Entrei no aeroporto, sendo já recebida com flashes, jornalistas e até por pessoas pedindo autógrafos, fiquei meio sem reação no começo, porém, logo, logo me adaptei bem aquele clima “Annabeth, NÃO deixe isso subir a sua cabeça” me lembrei mentalmente

Quando saí do meio do flashes vi Louise, a mesma mulher que estava no aeroporto de Boston me esperando, confesso que fiquei meio triste por não ser minha mãe ali, fazia um bom tempo que não nos falávamos, mas como a vida dela é provavelmente bem tumultuada, resolvi relevar.

–Uma loucura, né?- ela perguntou, amigavelmente

–Eu que o diga

–Olhe ali, sua carona chegou- ela apontou para uma limousine, e foi comigo até lá, mas não entrou

–Você não vai, Louise?- perguntei curiosa

–Estarei logo atrás de você- ela disse, e foi então que eu lembrei do que o motorista havia me dito, uma coisa desnecessária, em minha opinião, eu queria realmente que ela fosse na limousine, ela era descontraída, sem muita formalidade, e apesar de gostar dos mimos, ter uma amiga pra conversar coisas realmente validas era legal, mas como não podia fazer nada, apenas observei ela entrar num carro bonito, não tanto quanto a limousine, mas um carro bonito.

–Aqui é um lugar lindo, não?- perguntei para a mulher que dirigia o carro

–Realmente, senhorita.

O resto da viagem foi silenciosa, eu poderia tentar puxar assunto de novo, mas realmente não estava a fim de ser chamada de senhorita de novo, então me contentei a olhar as ruas da cidade que nunca dorme.

Depois de uma meia hora bem longa cheguei a uma casa grande, desci do carro e encontrei Louise.

–é aqui que a senhorita irá passar a noite, amanhã, ao acordar será preparada para o evento na grande Empire State Building, me acompanhe...

Segui ela pela casa inteira, o que demorou bastante, a casa era enorme, gigantesca, aquela casa era o monstro das casas, e possuía pelo menos uns 48 quartos(lindo cenário para uma historia de terror)

–Agora a deixarei, em paz, os funcionários estarão a sua disposição para toda e qualquer coisa que precisar, mesmo, não hesite em pedir –Louise disse, com o mesmo sorriso gentil de sempre e sumiu escadas a baixo

Resolvi ir tomar um banho de chuveiro mesmo, depois eu encheria a banheira, só pra acalmar um pouco os ânimos, os empregados se ofereceram para preparar o banho, mas eu recusei, queria fazer isso por mim mesma. Depois de uns 40 minutos, saí da banheira e fui até meu quarto, coloquei meu pijama de sapinho, dei um longo suspiro, pensando no quanto a minha vida iria mudar, deitei e dormi quase instantaneamente em uma cama que parecia esculpida por anjos.

Notas finais
e ai, gostaram?