The King Of Fashion
4 Capítulo 4
Notas iniciais
— Então, tem alguns rumores por aí — disse a repórter, a voz tão cheia de malícia que fez o estômago de Blaine agitar-se. Mas Kurt apenas ficou ali, frio como podia ser, esperando pela inevitável pergunta. Apenas Blaine percebeu seus olhos escurecendo de azul para verde, no jeito que sempre faziam quando ele estava secretamente irritado. — Conte-nos: o que há entre você e Blaine Anderson?
— Sim, nós estamos namorando, não tenho vergonha disso — disse Kurt, dando de ombros para mostrar que não era grande coisa. Mesmo que meio que fosse. Blaine considerava isso algo grande porque ele estava com o homem por quem estivera interessado por meses; a imprensa considerava isso algo grande porque era uma manchete, uma história. — Não afeta nossa vida profissional; eu ainda cuida da revista, ele ainda cuida do meu horário e toma notas nas reuniões e tudo que sempre fez. A única diferente é que agora eu ganho um beijo de bom-dia antes de começar o expediente.
A repórter fez "aaaaww" no microfone. Blaine ficou dividido entre revirar os olhos e rir.
— E você não está preocupado com o que a mídia pode dizer sobre isso?
— Não, na verdade não. Não vejo por que minha vida pessoal deveria ser da conta de qualquer pessoa além da minha. Não importa que Blaine é meu assistente. Ele poderia ser meu contador ou meu padeiro ou o cara de quem eu compro leite e não faria diferença nenhuma.
— Bom, espero que vocês dois sejam muito felizes juntos.
— Obrigado.
Blaine deslizou ao lado dele enquanto o Rei da Moda moveu-se na direção da entrada. Ele estava atendendo a um desfile que fora organizado em uma boa parte por ele, e Blaine, como sempre, estava acompanhado-o.
— Acho que você lidou com aquilo muito bem.
Kurt soltou um som de zombaria, empurrando-o com o ombro.
— Obrigado. Mas só quero que isso acabe.
— De acordo. — Blaine estivera fugindo de ligações da mídia pela última semana e meia e estava cansado disso. Era como se ninguém tivesse nada melhor para fazer do que fofocar sobre a vida amorosa de Kurt e o "escalo" de estar envolvido com seu primeiro assistente.
Falando de assistentes, Quinn e Sam realmente tinham se superado. Eles suportaram o relacionamento completamente, e rapidamente repreendiam qualquer colega de trabalho que tentasse perguntar-lhes sobre os rumores. Eles até os cobriam quando eles precisavam de algum tempo sozinho sem a imprensa seguindo-os. O Momo's tinha se tornado o lugar feliz deles; de alguma forma, milagrosamente, os paparazzi ainda não tinham descoberto o café, e o dono — que no final era um amigo próximo de Kurt — jurou manter as coisas dessa forma o máximo que conseguisse.
Não era uma relação perfeita de forma alguma, mas funcionava para eles. Blaine garantia que Kurt não fosse duro demais com os empregados e Kurt garantia que as outras pessoas não tirassem vantagem da personalidade altruísta de Blaine. E, afinal, o fervo se acalmou, e as notícias ficaram antigas. A relação deles virou senso-comum, um fato qualquer, não fruto de fofoca. Ninguém mais piscava um olho quando Kurt trazia Blaine a shows como seu acompanhante, não assistente. Quando os paparazzi finalmente os encontraram no Momo's em um dos seus semi-regulares encontros de café, nem fora digno de uma história.
A relação deles progrediu normalmente depois da obsessão do público inicial acabou. Blaine no final mudou-se para a casa de Kurt um mês depois do aniversário de um ano deles. Eles se casaram — uma reunião pequena, privada sem qualquer paparazzi envolvido — depois de quatro anos. E no quinto ano juntos, eles adotaram uma criança.
Quando eles contaram para sua filha, Eliza, a história de como eles se conheceram, eles não mais pensavam naqueles dias escondendo-se de câmeras e fugindo de repórter metidos com desdém. Era apenas uma fase da relação deles; outra memória para nunca ser esquecida. Quando Sam e Quinn visitavam, eles relembravam aqueles primeiros anos e riam sobre todas as complexas rotas de fuga que o casal usava para escapar da mídia, e como Blaine fez de Kurt uma pessoa melhor, e como eles eram perfeitos um para o outro, e como eles estavam felizes que tinham se encontrado.
E então Kurt e Blaine se beijavam, e Eliza guinchava e colocava as mãos sobre os olhos e dizia:
— Pai! Papa! Parem com isso!
E eles riam e faziam cócegas nela até que ela estivesse sem fôlego.
A relação deles não era perfeita, mas eles eram perfeitamente imperfeitos juntos.
Notas finais
Obrigada a quem leu, e não deu pra responder todas as reviews mas eu li todas ♥
o/
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