The Killers- Interativa

7 Capítulo 6- O Julgamento


Notas iniciais
Apenas três pessoas acertaram quem era o assassino, espero que gostem! Capítulos de Julgamento não tem trilha sonora!!

Class Trial

Miranda Taylor foi encontrada morta em seu quarto, suspensa por uma extensão, o que indica que ela se enforcou. Mas uma ferida foi feita em sua cabeça, provavelmente por uma chave de fenda, o chão do quarto aparentemente foi limpo e havia um vidro de cápsulas de cianureto no banheiro do ginásio. Foi encontrado nas unhas da vítima um fio de licra azul.

Quem é o assassino?

° ° °

Joey White Hunt

Inteligente de Nível Super Colegial

“ As pessoas agem melhor e mais rápido quando sua vida está em jogo.”

Entramos no elevador um tanto temerosos, estava difícil de juntar as pistas e chegar a uma conclusão de quem era o assassino, até porque, eu não via ninguém com cara de que poderia fazer um crime perfeito. O desgraçado, teve até o cuidado de limpar o chão e fazer parecer que foi um suicídio, mas esqueceu-se de esconder a ferida feita na cabeça de Miranda.

Quando penso naquela pobre coitada... Ela estava desesperada, era frágil, fraca, não sei como alguém teria coragem de mata-la. Mas alguém teve, e agora estamos aqui, descendo nesse elevador rumo ao julgamento que decidirá nossa sobrevivência.

Quando o elevador finalmente para, a porta abre-se automaticamente, a luz que emanava dela cegou nossos olhos por uns instantes. Quando recuperamos a visão, podemos nos vislumbrar com a beleza do local. As paredes amarelas, eram decoradas com hieróglifos egípcios muito bem feitos, cortinas de veludo vermelho desciam do teto presas a parede, o chão lembrava a um tabuleiro de xadrez, decorado em preto e branco. Um lustre de cristal decorava o teto.

No centro, havia uma espécie de plataforma, com dezesseis lugares. Cada lugar tinha um nome, ou seja, devia ter um lugar para cada pessoa. Em um dos lugares, havia uma espécie de cavalete, do mesmo tamanho da Miranda, com uma foto dela e um X vermelho riscado em seu rosto.

– Olá desgraçados- Monokuma estava em uma espécie de trono, suspenso em uma plataforma que ficava acima das nossas cabeças- procurem os seus respectivos lugares, e antes que perguntem sobre o retrato da Miranda... Bom, só por que ela morreu, não quer dizer que vou deixa-la de fora!

Quando todos encontraram os seus respectivos lugares, a plataforma onde estava o Monokuma começou a descer, até que ele chegou ao solo, todos nos olhamos, tentava encontrar ali um rosto que denunciasse “Culpado”, mas só encontrava medo pra onde quer que eu olhe. Do meu lado estavam Carlos, o lutador. E Daniel, o atleta.

– Vocês tem uma hora e meia pra decidirem quem é o culpado, a frente de vocês está um pequeno painel com três botões, usem as setas para acharem a foto de quem acha que é culpado, e aperte o botão verde para dar o seu voto. Podem começar o debate:

Class Trial

– E então, por onde começamos?- perguntou Nina, apreensiva!

– Que tal começarmos pela cena do crime?- perguntei- afinal, lá encontramos a maioria das pistas.

– Bom, podemos deduzir que ela morreu no próprio quarto, entre as seis e a sete da manhã. E nesse horário todos ainda estavam nos quartos, já que nos reunimos no refeitório às oito e meia- disse Adari- e a causa da morte, foi por asfixia.

– Então está na cara que ela se suicidou- disse Aya sorridente- afinal, ela se enforcou!

– Não- disse Adari- ela não se enforcou, foi assassinato!

– E como pode dizer isso com tanta certeza?- Sea perguntou.

– Simples, havia uma pequena ferida na cabeça dela, era profunda, mas não chegaria a ser fatal, como se alguém tivesse tentado mata-la com a chave de fenda e depois, vendo que ela estava apenas desmaiada, a enforcou.

– É verdade, encontramos uma chave de fenda manchada de sangue no corredor, o assassino deve tê-la perdido- disse Rachel- pobre Miranda!

– Então, vamos analisar as pistas uma a uma- disse Esther- começando pela corda usada.

[Pista N°1- Extensão da Sala de Vídeo]

– Na verdade não foi bem uma corda- disse Natsuri- era uma extensão, tinha muitas delas na sala de vídeo, e quando fui olhar, a gaveta das extensões estava aberta.

– Então o assassino, esteve na sala de vídeo, entre as seis e às sete da manhã- disse Ryan- só posso deduzir isso, porque ontem, todos nós estávamos na sala de vídeo.

– É mesmo, não teria como alguém pegar a extensão sem que ninguém visse- disse Tyler.

– Então podemos dizer que o assassino pegou a extensão depois de ter atingido Miranda com a chave de fenda, vendo que ela não morreu, ele a enforcou e fez parecer que foi suicídio- disse Crucius- mas e se a ferida fosse apenas um acidente, podemos dizer que Miranda pegou a extensão, amarrou o cabo no teto e se suicidou!

– Não, isso não aconteceu- disse Esther- podemos deduzir pela segunda pista que encontramos.

[Pista N°2- Tamanho de Miranda]

– E qual é?- perguntou Crucius.

– Miranda era de baixa estatura, mesmo com o auxílio da cadeira ela não conseguiria alcançar o teto, de modo que não poderia se enforcar.

– Então, não foi suicídio?- perguntei.

– Não, não foi. Ela foi assassinada com toda certeza!

– Mas a causa da morte foi por asfixia- disse Klev- então, o assassino a enforcou?

– Não- disse Adari- não tinha marcas de mãos no pescoço dela, somente as marcas da extensão, e estavam vermelhas, como se alguém tivesse puxado a extensão quando já estivesse amarrada em Miranda.

– Então, o assassino deve ter matado a Miranda usando a extensão, vendo que sua tentativa de mata-la com a chave de fenda não havia dado certo- eu disse.

– Mas tem algo que não está se encaixando nessa história- disse Natsuri- Nina, lembra do vidro de cianureto que você encontrou?

– Sim, ele estava no banheiro do ginásio.

– A Miranda era a única que tinha acesso ao armário dos remédios da enfermaria, então só ela poderia pegar o vidro, se ela morreu no quarto, como ele foi parar no banheiro do ginásio?

– É, esse é um ponto em questão- disse Adari- alguém trouxe o vidro?

– Eu trouxe- disse Nina, retirando o vidro do bolso e jogando-o para Adari- eu contei, estão faltando duas cápsulas!

Adari analisou o vidro cuidadosamente, depois retirou uma das cápsulas e analisou-a, depois com um sorriso estranho nos lábios, ele o colocou na boca e o engoliu. Todos ficamos desesperados, ele era louco? Só podia.

– O que você fez?- gritou Carlos- está enlouquecendo.

– Calma pessoal- ele riu- isso não é cianureto.

Todos nos espantamos com a afirmação, então ele era mesmo um bom detetive, como ele poderia deduzir só de ver se um comprimido era ou não perigoso? Mas era de se esperar, afinal aquela carinha dele nunca me enganou, ele é um forte competidor.

– E o que é então?- perguntou Sea.

– É um simples comprimido pra dor de cabeça, isto nos leva a terceira pista.

[Pista N°3- Cápsulas de Cianureto}

– Esse vidro estava no banheiro do ginásio, por que o seu conteúdo foi trocado, em vez das cápsulas de cianureto, havia apenas um monte de comprimidos analgésicos, o que significa que o vidro de comprimidos, devia estar cheio de cápsulas de cianureto.

– Então, alguém trocou?- perguntou Nina- pelo visto o assassino era bem espertinho.

– Isso responde a questão do vidro estar tão longe da cena do crime, o assassino trocou os conteúdos, fazendo Miranda pensar que aquilo era um simples comprimido pra dor de cabeça. Ela percebeu que era cianureto, o assassino então a golpeou com a chave de fenda, e como ela ainda não tinha morrido, a enforcou com a extensão e fez parecer que foi suicídio- disse Adari- só nos resta agora ligar as pistas e descobrir quem é o assassino de Miranda Taylor.

– Espere, se o assassino a golpeou com a chave de fenda, devia ter sangue no local, não era?- perguntou Aya- mas o chão estava limpo.

– Isso nos leva a quarta pista.

[Pista N°4- Chão foi limpo]

– O chão cheirava a água sanitária- disse Natsuri- provavelmente foi limpo.

– E o vidro de água sanitária da lavanderia estava pela metade- disse Esther- o que comprova essa afirmação.

– Então, o assassino foi uma pessoa cuidadosa. Queria despistar a nossa atenção.

– A cada minuto está ficando mais complicado decidir quem foi o assassino- disse Daniel- mas podemos dizer que suicídio não foi.

– Se o chão foi limpo, então o assassino teve mais tempo do que o previsto, será que o horário da morte não está errado.

– Não- disse Klev- aqui diz que o assassino ocorreu entre as seis e às sete da manhã, nós só nos encontramos as oito e meia, o que daria ao assassino uma hora pra arrumar tudo, e depois mais meia hora pra ir pro quarto, trocar de roupa e ir para o refeitório com cara de quem não fez nada.

– Então podemos deduzir que o assassino chegou primeiro ao refeitório- disse Adari- isso resume os suspeitos, a Aya, Tyler, Carlos e Sea.

Os quatro estavam visivelmente espantados, seria mesmo um deles o assassino? Será que um daqueles quatro teria mesmo tido coragem dar fim a Miranda? Sea era amiga dela, mesmo em meio ao desespero não acho que ela tenha tido essa coragem. Aya pode ser arrogante, mas não enxergo nela uma assassina. Tyler e Carlos, apesar de fortes também não me pareciam nervosos a ponto de matar alguém.

– Você chegou depois- disse Aya- então você também pode ser suspeito.

– Se eu fosse mesmo o culpado, acha que eu teria burrice o suficiente pra deixar uma ferida expostas que indicaria que aquilo não foi suicídio?

– Infelizmente é verdade- disse Sea- ele teria sido mais cuidadoso.

– Então é melhor continuarmos e irmos pra quinta pista- eu disse, aquilo já estava ficando tedioso.

[Pista N°5- Chave de Fenda manchada de sangue]

– É mesmo- disse Kanoto- encontramos a chave de fenda manchada de sangue, todos nós ganhamos um kit de ferramentas, então só é olhar quem ficou sem a chave de fenda.

– E se ele tiver usado a chave de fenda da Miranda?

– Não- disse Esther- eu dei uma olhada, todas as ferramentas estavam lá!

– Então o assassino foi idiota o suficiente de usar a própria ferramenta- eu disse com tom sarcástico- o assassino deve tê-la descartado quando foi buscar a água sanitária.

– E isso nos leva a sexta pista- disse Adari- a ferida na cabeça de Mirqanda.

[Pista N°6- Ferida na Cabeça da Vítima]

– Pelo que eu analisei, a ferida tem o formato de uma chave de fenda, é um pouco profunda, mas não chegaria a matar a Miranda, apenas deixa-la inconsciente.

– O assassino devia ser muito forte- disse Kanoto- pra poder fazer uma ferida dessas.

– Então, o Carlos aqui se torna nosso principal suspeito- disse Klev- afinal ele é o mais forte, e foi um dos primeiros a chegar ao refeitório.

– É, ele também teria força suficiente para erguer o corpo de Miranda- disse Crucius- então ele só pode ser o assassino.

– Então digamos que eu seja o assassino- disse Carlos sorrindo- como eu iria conseguir as cápsulas de cianureto, se eu não tinha a cave do armário?

– Simples- disse Sea- você arrombou!

– Não, ele não arrombou, o armário estava intacto. Logo não pode ter sido ele.

– Mas se o armário foi mesmo aberto sem esforço, então alguém tinha chave, só a Miranda tinha a chave que abria o armário.

– E se ela tiver dado a chave a alguém?- perguntou Rachel.

– É mesmo, ontem antes da sala de vídeo a Miranda me reclamou que estava tendo frequentes dores de cabeça- disse Sea- e ela me contou, que suas dores só pioravam quando ela passava por emoções fortes.

– Então podemos dizer que Miranda estava com dor de cabeça e deu a chave para que alguém trouxesse os analgésicos para ela- eu disse- então, nesse caso, esse alguém trocou o conteúdo. Mas a Miranda percebeu e reagiu, levando o golpe na cabeça e desmaiando, depois ele a enforcou, e fez parecer que foi suicídio.

– Meia hora já se passou, e vocês ainda não decidiram quem é o assassino- disse Monokuma- se não tiverem mais nenhuma prova, é melhor irem à sorte.

– Ainda temos o fio de licra que eu encontrei nas unhas da vítima- disse Adari.

[Pista N°7- Fio de licra]

– Se eu não estou enganado, apenas mulheres usam licra não é?- disse Klev- então isso tira metade dos suspeitos.

– Então, vamos afirmar por enquanto que foi uma mulher- disse Nina- quem usa licra ultimamente.

– Bailarinos usam- disse Aya- são excelentes pra se fazer roupas de balé!

– Então, você foi a culpada- disse Sea- você é uma assassina.

– Como se eu fosse sair com roupas de balé por aí!- disse Aya de forma ríspida- apenas as minhas roupas de balé são feitas de licra, as minhas roupas comuns são feitas de outros tipos de tecidos.

– Então quem será que usa licra por aqui?- disse Crucius- pelo que eu vejo todos aqui estão vestindo roupas de algodão ou outro tecido do tipo.

– E ainda não chegamos a conclusão de quem é o assassino- suspirou Ryan- estamos ferrados.

– Deve ter alguma pista que deixamos passar, alguma coisa que indique quem foi o assassino!

– Espere- gritou Natsuri- tem mesmo uma pista que passou despercebida, aos nossos olhos!

– E qual foi?- perguntei.

– A cadeira que estava caída junto ao corpo de Miranda, tinha um tecido azul preso nela.

– Tecido azul?

– Sim, a princípio não dei muita atenção, achei que fosse da vítima, pois ela estava usando uma camisa azul no momento, mas dêem uma olhada- ela retirou do bolso um pedaço de tecido azul- é licra não é?

– Sim- disse Aya- é licra!

– Então, esse tecido deve pertencer ao assassino, mas como ele ficou preso na cadeira?

– É que a cadeira tinha uma pequena falha, o tecido deve ter rasgado sem que o assassino percebesse!- disse Esther- acho que estamos chegando perto.

[Pista N°8- Tecido de Licra Azul]

– Ainda tem algo faltando- disse Adari- deve ter algo que resolva essa história de uma vez, algo que provavelmente passou despercebido aos nossos olhos, que no meio do desespero ninguém deu atenção!

– Sea, a Miranda falou algo pra você ontem a noite?

– Não, ela só reclamou da dor de cabeça dela.

– Então, não temos mais nada a dizer, temos que jogar na sorte- disse Klev.

– Espere- disse Crucius com um sorriso no rosto- hoje de madrugada eu acordei no meio da noite e resolvi dar uma volta por aí, fui beber algo no refeitório, e tinha alguém lá!

Todos ficamos atônitos, então aquele imbecil tinha guardado essa informação valiosa esse tempo todo? E a gente aqui se matando pra descobrir quem era o assassino.

– E por que não disse isso antes?- perguntei irritado.

– Bom, por que a pessoa que eu encontrei, não está mais aqui! Foi a Miranda, que estava lá. Estava escondendo algo de mim e tinha um copo de água nas mãos. Me lembro bem como aconteceu...

Mono Files

– Miranda, o que faz aqui tão tarde?

– Eu vim pegar um copo de água, a Sea está com muita cólica, e eu vou levar uns analgésicos pra ela.

° ° °

– Então, Miranda foi se encontrar com você?- perguntei a Sea- porque escondeu isso?

– Bem...eu...- ela estava bem atrapalhada, será que estávamos encurralando ela?

– Responda logo de uma vez.

– Sim, ela se encontrou comigo hoje de madrugada, mas ela só levou um copo de água pra mim, eu não a matei, eu juro!

– Como pode ter tanta certeza?- ela começou a ficar irritada- afinal, não há nenhuma prova que aponte pra mim não é?

– Na verdade, nós temos sim- disse Adari- agora que eu me lembrei, nadadores costumam usar roupas de licra, e sempre andam com uma roupa de natação pra precauções, ainda mais a Nadadora de Nível Super Colegial. E se eu não estiver enganado a cor da sua roupa é azul, não é?

– Sim, mas isso não prova nada.

– Você também é mais alta que a Miranda, poderia muito bem ter amarrado a corta no teto.

– Mas como eu teria forças pra puxá-la- disse Sea- afinal eu não conseguiria!

– Conseguiria sim- eu disse- Nadadores tem os braços fortes, pois eles tem que vencer a corrente da água, e para chegar aqui, você deve ter nadado em rios e mares, não só em piscinas, se não, não teria o título de melhor nadadora.

– E as cápsulas de cianureto? E o resto das pistas- ela começou a gritar!

– Isso eu posso responder- disse Crucius- provavelmente, a própria Miranda trocou o conteúdo dos vidros, ela viu uma oportunidade de cometer ali um assassinato, e como o cianureto é uma cápsula, ninguém descobriria quem matou a Sea, mas ela percebeu, e atacou Miranda com a chave de fenda, e ocorreu todo o resto. Se tudo tivesse dado certo, Sea estaria morta, e Miranda estaria ali em pé, com cara de anjinho inocente!

– Então vocês vão se basear numa suposição?- ela gritou- vamos todos morrer se votarem em mim! Não há nenhuma prova concreta de que eu sou a assassina!

Será que tínhamos mesmo uma prova concreta? Espera! Temos sim, como eu sou burro. No ginásio, o que a Sea falou...

Mono Files

– Por que... ela...- Sea falava gaguejando- por que... logo ela... se matou!

° ° °

– Espere Sea, quando estávamos no ginásio, você insinuou que Miranda tinha morrido, mas ninguém tinha falado isso pra você ainda.

– Eu deduzi pelo anúncio de cadáver!

– Mas você falou que ela tinha “se matado”, ou seja, cometido suicídio, mesmo que tivesse deduzido que Miranda estava morta, mas como poderia ter adivinhado que ela cometeu suicídio?

– Isso não prova nada, mesmo que eu tivesse matado a Miranda, como eu poderia ter arrastado ela até o quarto dela sem que ninguém notasse?

– Isso eu posso responder- disse Adari- crime não aconteceu no quarto de Miranda, mas o tempo todo estávamos analisando o quarto de Sea, sem nos darmos conta!

– Como isso pode ter acontecido?- perguntou Rachel.

– Ela trocou as placas!- ele disse sorridente.

– Mas os arquivos dizem que Miranda morreu em seu próprio quarto, como Monokuma poderia ter se enganado?

– É apenas uma questão de lógica!- eu disse- As regras dizem, que o nosso quarto, é o que contém a nossa placa, por isso, se trocássemos as placas, os quartos também trocariam de dono, não é mesmo Monokuma?

– Sim- o urso respondeu- ele está certo!

– Mas ainda assim vocês não têm provas que digam que fui eu que a matei! Vocês são uns idiotas isso sim!

– Na verdade, temos mais uma prova- eu disse- Todos nós ganhamos um kit de ferramentas, e ele continha uma chave de fenda, se o crime não aconteceu mesmo no seu quarto, então sua chave de fenda deve estar lá certo? Poderia nos mostrar seu kit de ferramentas?

Ela parou estatelada e sem voz, agora eu tinha certeza!

– Então Joey, poderia fazer o resumo do caso pra mim, por favor?- pediu Adari.

– Com prazer- eu disse, adorei aquele momento.

Miranda Taylor estava presente naquele momento no quarto do assassino, que pediu a ela para trazer uns analgésicos para ele, Miranda viu naquele momento a oportunidade de cometer um assassinato e passar despercebida. Então, ela trocou o conteúdo dos frascos, dando as cápsulas de cianureto para o assassino. No entanto, o assassino percebeu a tempo o que estava acontecendo, e matou Miranda com uma chave de fenda, depois ele montou a cena do crime para parecer que foi um suicídio, e trocou as placas dos quartos, assim trocando os seus donos. Depois disso, ele foi para o refeitório com cara de quem não fez nada, e tentou despistar os outros, mas acabou fazendo uma confissão descuidada e entregando-se, não é mesmo? Sea Daliver!

Todos pararam quietos, olhando para Sea, que estava com um olhar perdido e triste. Um olhar de quem está se entregando, um olhar de uma assassina que acabou de ser descoberta. Sim, ela foi encurralada, e sabia muito bem que não teria como escapar daquela armadilha.

– Sim- ela disse- eu matei a Miranda!

– Monokuma- o urso que estava distraído olhou para mim- comece a votação!

– Muito bem, votem no painel a frente de vocês, basta colocar na foto do culpado e apertar o botão!

Todos apertaram o botão, ouvimos um estranho barulho, um estranho telão foi ligado, mostrando a foto de Sea, e o nome CORRETO abaixo dela.

– Sim, vocês acertaram, o assassino de Miranda Taylor, é Sea Daliver!

– Por que você fez isso?- perguntou Rachel- vocês eram amigas.

– Ela tentou me matar, o que eu podia fazer?- Sea disse tristemente- então eu tive que mata-la. Vi naquela oportunidade, um motivo pra sair daqui e realizar o meu sonho de ser a melhor nadadora do mundo, mas meu sonho evaporou-se tão depressa.

– É, e assim como o seu sonho, o tempo também- disse Monokuma- chegou o momento mais esperado... Como vocês acertaram, apenas o assassino será punido, e eu preparei uma punição especial para a Nadadora de Nível Super Colegial. Vocês não fiquem curiosos, afinal, mostrarei tudo pra vocês neste telão atrás de mim.

– Bom- disse Sea, ela estava calma demais pra alguém que ia morrer- comece logo Monokuma, estou preparada!

– Pois então, é chegada a hora- disse Monokuma com ar risonho- o melhor momento do julgamento... A Hora da Punição!

° ° °

Game Over

Sea Daliver

Sea Daliver foi pega em flagrante, começando a punição!

Woman Overboard

Diversas correntes saíram da porta atrás de Sea, agarrando-a e arrastando-a. Em poucos segundos ela estava em um navio pirata, com diversos piratas robóticos, um Monokuma vestido de Capitão Gancho, surgiu e apertou um botão, soltando diversos tubarões na água abaixo do barco. Os robôs piratas correram na direção da garota para mata-la. Ela conseguiu roubar uma das espadas, e começou a lutar com ele, mostrando-se tão ágil em terra quanto no mar. Ela começou a derrotar os robôs, um a um, até que todos estavam destruídos.

Ela viu então que parecia ter vencido, mas o Capitão Monokuma, conseguiu jogar sua espada longe, e começou a leva-la pela prancha do navio, a cada passo a menina estava mais perto de cair, até chegar a ponta da prancha, de súbito Monokuma a empurrou, assim que a garota caiu na água, os tubarões nadaram em sua direção, dilacerando-a, fazendo com que a água ficasse tingida de vermelho.

° ° °

Ver a Sea ser dilacerada pelos tubarões foi a pior coisa que podia ter imaginado, afinal nunca vi ninguém ser devorado antes. O pior, é que fomos obrigados a assistir tudo do telão. Natsuri caiu de joelhos chorando, era mesmo uma cena muito grotesca.

– Não aguento mais isso- ela disse soluçando.

– Upupu- disse Monokuma- a menos que queriam ver isso novamente, é melhor aceitarem viver as suas vidas dentro do Colégio, até porque meus queridos, o espetáculo acabou de começar!!!

° ° °

Alunos

14/16

Miranda Taylor-X-

Sea Daliver-X-

Notas finais
Os vencedores, terão seu prêmio divulgado no próximo capítulo, até a próxima!