The Key To My Heart
2 Him...WHAT?!
Notas iniciais
– QUE PORRA É ESSA? — Fran gritou e se "jogou" em cima do rapaz.
– Leon! Meu deus, Leon! De novo? Quantas vezes eu te disse para ficar longe dela? — ela gritava e chorando enquanto socava o peito dele.
– Ei! Ele está machucado. — ela olhou para mim e seu olhar de preocupação virou olhar de ódio.
– O quê você fez no meu apartamento?!
– Eu vi aquela bagunça toda e tive que arrumar, desculpe-me.
– Vamos Fran, ela não fez por mal, desculpe ela. — o garoto disse, Fran olhou para ele com raiva.
– Cala a boca! Eu falo com você depois. — ela se virou para mim. — Tudo bem, eu te perdôo, mas nunca mais faça isso!
– Pode deixar.
– Então, vocês se conhecem de onde? — eu perguntei, eles de entreolharam e começaram a rir, mas o que parece ser Leon começou a se contorcer de dor.
– A vida toda — Leon disse e foi na direção de Fran. — Somos irmãos.
– Irmãos? — olhei bem para eles e vi como eles eram parecidos, seus cabelos eram parecidos, olhos bem verdes, bem altos e com uma beleza extraordinária. — Foi por isso que sabia onde ficava os medicamentos.
– Não sabia que minha irmã tinha uma colega de quarto tão bonita. — ele disse me olhando de cima a baixo, corei imetiatamente.
– Não fomos apresentados corretamente, me chamo Leon Reys e você? — disse ele.
– Violetta Castillo.
– Está com fome Vilu? — Fran me perguntou.
– Sim, estava indo comprar algo para comer quando vi o seu irmão desse jeito.
– Ah, obrigada por ter ajudado meu irmão.
– De nada.
Peguei a sacola de comida que ela havia deixado cair no chão quando foi ver o irmão e coloquei na mesa, Leon tirou os pratos e me ajudou a arrumar a mesa, nos sentamos e fomos comer. Terminamos de comer e levei os pratos para a pia com a ajuda de Leon, Fran nos encarava com uma cara nada feliz.
– Leonzinho, parece que está ótimo, que tal ir embora? — Fran perguntou.
– Está me mandando embora Fran
– Sim, estou.
– Fran, não querendo me meter, mas já me metendo, seu irmão ainda está ferido, acho melhor ele dormir aqui hoje.
– Dormir aqui? Onde? No seu quarto?
– Sim. — ele sorriu ao olhar para mim. — Não me importo de dormir no sofá.
– Não, está tarde e ele tem que ir embora, okay Leon? Vai embora, agora!
– Okay maninha, boa noite. — ele veio em minha direção e ficou bem perto de mim. — Boa noite...Vilu. — ele saiu e Fran se virou para mim.
– Qual é o seu problema? — ele disse para mim.
– Como assim?
– Você queria que meu irmão dormisse aqui!
– Claro, ele está ferido, nada mais certo que ele ficar aqui está noite.
– Não! Não fale do que você não sabe
– Ele vai andar sozinho por ai ferido?
– Vilu, ele mora bem ao lado.
– Ah
– Eu disse que você não sabia do que estava falando, se tivesse um irmão saberia do que eu estou falando.
– Eu tenho um irmão, ou melhor tinha um irmão.
– Vilu, desculpa eu não sabia.
– Tudo bem, já está tarde e eu preciso acordar cedo amanhã, boa noite. — eu disse indo para o meu quarto e me trancando nele, ignorando o que Francesca disse, senti meus olhos marejados e comecei a chorar, chorar muito, era tão difícil falar sobre Frederico, pensar nele, falar dele doía, lembrar do seu sorriso, do seu cheiro, do seu abraço, do seu carinho, doía muito.
Lembrar que minha mãe não conseguia nem olhar para mim doía muito mais, Fede era tudo para mim. Levantei as mangas do meu casaco e vi as cicatrizes no meu pulso que havia feito cinco anos atrás quando meu irmão morreu, limpei as lágrimas dos meus olhos e me joguei na cama sem me importar em trocar de roupa, estava cansada demais. Quando estava quase dormindo meu celular tocou e fui ver quem era.
Papai. AI QUE DROGA! Havia esquecido completamente de ligar para ele, atendi.
– Alô, pai? — disse na voz mais inocente.
– Porque você não me atendeu antes? Eu te liguei milhares de vezes, estava completamente preocupado. — ele disse tentando fazer uma voz brava.
– Me desculpa pai, eu cheguei e tive que resolver algumas coisas e me esqueci de te ligar.
– Estou muito chateado com você.
– Ownn pai, você fica tão fofo quando tenta ficar bravo comigo. — eu disse rindo.
– Você sabe que não consigo ficar com raiva de você, sua mãe está aqui do lado, quer falar com ela?
– Não, obrigada. Ela não vai querer falar comigo e eu também não quero falar com ela.
– Quando vocês vão parar de se evitarem?
– Quando ela vai lembrar que eu também sou filha dela?
– Vilu, você não sabe o quanto é difícil perder um filho.
– Não sei como é perder um filho, mas sei como é perder um irmão e principalmente como perder uma mãe.
– Ela te ama.
– Não acredito nisso, se me amasse não estaria me culpando pela morte do Frederico, já faz cinco anos! Quando ela vai superar?
– Okay, vamos parar de falar sobre isso, boa noite Vilu.
– Boa noite pai, te amo.
– Também te amo.
Desliguei o celular e fiquei pensando em como era feliz quando Fede era vivo, mamãe era alegre, papai era alegre, minha família era um exemplo de felicidade, tudo terminou quando resolvi ir até aquele maldito show, dormi lembrando de seu sorriso.
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