The Key - Fanfic Interativa
7 Allexandra Allison Swan
Notas iniciais
Allexandra Allison corria desesperada, porque sabia que sua vida dependeria do quão rápido corresse, suas pernas reclamavam pelo esforço que fazia, pois já estava correndo ha um bom tempo, suor escoria por sua pele, e sabia que não podia parar de correr, pois se parasse e ele conseguisse a pegar sua vida acabaria, mas ela não deixaria isso acontecer sem lutar, jamais. Allison tinha uma pequena vantagem, fugiu logo ao amanhecer, e digamos que ela corria rápido, muito rápido, sempre ganhava as competições da escola.
Seu cabelo encaracolado que sempre causava inveja as demais garotas estava preso em um volumoso rabo de cavalo. De repente ela escutou algo, suas pernas travaram e forçosamente ela parou, arregalou os olhos castanhos, um carro em alta velocidade ao longe, o motor rugindo mais alto a cada respiração dela. Ela sabia que era ele, esse pensamento a despertou, olhou em volta para a floresta ao seu lado e sem pensar duas vezes correu, seu único pensamento era: correr e sobreviver, correr e sobreviver... Então escutou passos ao seu lado, quebrando os galhos secos no chão. A ultima coisa que sentiu foi uma forte pancada na cabeça, antes de cair na inconsciência.
Abriu os olhos lentamente e percebeu que ja havia escurecido, se desesperou ao pensar se ele conseguiu a alcançar. Quando uma voz suave interrompe suas indagações.
– Olá, eu sou o Edward, te vi correndo na floresta e ia perguntar se a senhorita estava bem, mas você se assustou e bateu com a cabeça. Do que estava fugindo?- quando encontrei seu rosto ele sorriu de lado. Ele vestia um uniforme verde, de camuflagem, Allison deduziu que ele podia ser do exercito ou algum caçador.
O sorriso dele atrapalhou seus pensamentos, nunca vira um rapaz tão bonito quanto o tal Edward e na visão dela ele parecia ser tão gentil quanto bonito.
– E então?- ele perguntou.
– E en-tao o que-que?- que merda, Ally pensou, odiava gaguejar. E podia ver que Edward se divertia com a situação.
– Então, quem é você? O que fazia na floresta? Onde mora? Quem são seus pais? — Allison tinha que ser rápida e inventar alguma coisa, não podia contar quem realmente era pra alguém que acabou de conhecer. Se levantou do chão, onde estava deitada e olhou em volta, uma tenda grande, tambem da cor verde, como o uniforme do homem.
– Você quer identidade e cpf também?- perguntou tentando fugir das suas perguntas.
– Bom, se você lembrar sim, fica mais facil na identificação- ele sorriu de lado de novo, irônico.
– Meu nome é Allexandra Allison Swan, moro no Texas, e vim tentar algo novo na Islândia, mas infelizmente não consegui, então estava na floresta tentando conseguir uma carona, mas me assustei com um tiro e corri para a floresta, por isso, estava assustada quando você me encontrou.- Allison se impressionou com sua criatividade. Mas situações "perigosas" sempre faziam com que ela pensasse mais rapido que normalmente.
– Bom, não sei se você faz esse estilo, mas... eu trabalho para o exercito como deu para perceber,- ele abriu os braços e gesticulou para o uniforme- estamos aqui em um treinamento na floresta, ja terminamos por hoje e vamos voltar para a base, e lá estão fazendo seletivas para novos soldados, se você quiser tentar vai ser bem vinda.- ele terminou e a olhou com um brilho malicioso, e maldoso, que Ally só foi perceber depois de muito tempo que existia nele.
E foi a partir desse dia, que seu coração foi iludido, enganado e destruído. Edward nunca foi gentil, amável ou confiável, mas a fez acreditar nisso por um tempo, até que se enjoou e a trocou por outra.
Ally volta ao presente devido ao alvoroço que escuta do lado de fora dos refeitórios, então se levanta, abandonando sua bandeja, e segue para la. Cade o capitão quando se precisa dele?! -pensa, ouve uma voz atras de si e percebe que pensou alto demais.
– Estou bem aqui, soldado Swan.- ela se volta para o capitão e bate continência.
– Senhor. Se não for muito queria saber o que esta acontecendo, por que toda essa bagunça? — pergunta rápido, o capitão gargalha, isso mesmo, ele ri de Allison.
– Estava me perguntando quanto tempo você demoraria para perguntar, pequena Ally.- o capitão não tem filhos, e desde que Allison chegou a base ele a trata como uma, afinal, disse que os seus pais estavam mortos, e longe dos outros soldados, ele a chama de "pequena Ally" , e ela gosta, é bom saber que existe alguém que goste de você.
– Esse caos- fala divertido- é devido ao capitão Crawford do exercito especial. Ha alguns dias ele me avisou que tem uma missão que precisa dos melhores, ele esta selecionado os melhores de cada exercito e hoje é aqui. Ele esta fazendo lutas entre os soldados, tipo um torneio de luta livre, no final ficaram os dois melhores e acredito que toda essa bagunça é a luta final.- Ally sente dentro de si que deve participar dessa luta, que deve estar sempre tentando evoluir, que deve ficar o mais longe possível de sua antiga vida.
No inicio, só aceitou a proposta de tentar uma vaga no exercito por Dakota Zizanne, uma personagem de seu livro favorito que tinha o sonho de ser do exercito e conseguiu. Mas depois, o sonho acabou se tornando o dela também e ela quer fazer algo diferente e especial. Por isso, fala.
– Eu também quero participar, capitão.- havia determinação e força fluindo por seus poros.
– Não esperava menos de você, pequena Ally.- ele responde com orgulho estampado nos olhos.
O refeitório é circulado de vidro, devido a isso é possível ver a luta do lado de dentro. O capitão abre espaço passando pelos soldados ate chegar nas portas que dão para o campo onde ocorre a luta, Ally segue ao seu lado e chegam no momento em que o soldado Edward Wylde derruba seu oponente de costas no chão, senta nos seus quadris e disfere inúmeros socos em seu rosto ja completamente ensanguentado. Até a voz do capitão Zeev cortar o ambiente.
– JÁ CHEGA!- alta e incontestável, voz de um lider nato.
Edward sai de cima do outro soldado que já se fazia inconsciente, e olha sorrindo para Zeev que lhe olha sério, assim como o capitão. Edward pode ser um dos mais fortes fisicamente, mas sua mente é pequena, gananciosa e maldosa. Não está participando daquela seleção porque quer participar de algo que pode ajudar outros e sim porque quer poder, quer ser mais do que todos.
– Temos algum outro desafiante?- Zeev pergunta esperançoso, Ally podia ver que Edward não era uma opção agradável para ele, o que a faz se indagar se aquele era o melhor método para uma escola, deixar caras com cérebros pequenos se baterem até o mais forte derrubar o mais fraco, era um método falho. Edward olha debochado para os colegas que estão assustados pelo que viram, nenhuma das mulheres se candidataram. Quando se ouve alguém falar baixo.
– Eu, eu o desafio.- todos olham para Allison, e então ela percebe que a responsável pela fala fora ela.
Edward a encara com uma malicia maldosa e o coração de Allison pula dentro do peito, quase pode o sentir batendo dentro da garganta a esperando abrir a boca para pular para fora. Parte de sua coragem e determinação foge de seu corpo, como agua escorrendo por entre dedos de uma mão aberta, mas ela não pode voltar atrás, o que pensariam dela? Que é uma covarde, com certeza.
– Qual seu nome, soldado?- Zeev pergunta examinando a garota.
– Allexandra Allison Swan.- responde e segue para a frente de sua antiga paixão. Ambos tem a mesma altura, os braços e pernas de Allison são longos e ágeis, agora com músculos que antes ela não tinha definido.
– Boa sorte. Comecem.- Allison percebe o olhar preocupado do capitão e de Zeev, ambos já perceberam o quanto Edward pode ser cruel.
– Vamos lá, amor. Comece com os movimentos. Era você quem sempre começava, lembra?- Edward sussurrou para que só Ally pudesse ouvir. Ele claramente duvida dela, como sempre duvidou e aquilo é como um combustível para Allison, alimentando sua determinação e coragem.
Ela não se deixaria levar pelas provocações dele, não agora. Se lembrou que Edward sempre pisava duas vezes com o pé direito antes de dar um soco, e que ele gostava de socar gargantas e têmporas, para desorientar o oponente, tentaria acertar seus seios, sempre partia para golpes baixos, raramente usava as pernas para atacar, por isso é mais lento que Allison.
– Tudo bem, hoje eu começo.- ele sorri e parte para cima de Allison.
Dois passos com o pé direito, Ally desvia do soco, se abaixando o socando na barriga com toda força que conseguia encontrar, antes que ela levante ele agarra sua cabeça, enlaçando seus dedos no cabelo dela, que estavam presos em um coque firme, a jogando para o lado, Ally rola e antes de conseguir se levantar ele se joga para cima dela, com pernas e braços de cada lado do corpo da garota.
– Lembra disso, Ally?- ele sorria se deliciando com a situação.- Anda, não acabamos ainda.
Com as pernas livres ela o chuta nas partes baixas, logo o acertando com seu antebraço na lateral do pescoço, aproveitando a fraqueza pela dor que ele sentia Ally o empurra para o lado trocando suas posições, sem pensar duas vezes o soca na mandíbula, sentindo seus dedos latejarem.
– E você, se lembra disso, amor?- tentou soar o quanto sarcástica conseguisse.
O rosto de Edward fica vermelho e ele para o punho de Ally antes que ela possa dar-lhe outro soco. A tira de cima dele logo ambos voltando a ficar de pé.
Sem mais provocações ele avança sobre Ally, agarrando seus ombros, a empurrando para seu joelho, com o golpe forte em seu estomago Allison perde o folego por uns segundos, caindo de lado no chão, sem piedade Edward a chuta, o coturno preto se afundando em sua barriga a lançando alguns centímetros para trás, por reflexo suas mãos seguem para proteger sua barriga, ela vê Edward preparar outro chute, agora apontando para sua cabeça, mas antes que isso aconteça ela usa as mãos para agarrar o pé do homem o puxando para baixo, desequilibrado ele cai para trás, mas logo se levanta e Ally o acompanha. Já bastante dolorida ela se cansa e decide que é hora de acabar com aquilo, e prefere fazer isso antes de Edward.
Dessa vez é ela quem avança. A melhor maneira de vencer o inimigo é usando seus golpes contra ele mesmo. Desviando do soco de Edward ela soca a garganta do mesmo, sem deixar tempo para ele recuperar o folego ela soca suas têmporas, sua agilidade ajuda muito, vendo Edward cambalear com as mãos na cabeça Allison o ataca de novo, levantando a perna direita ela o chuta na barriga, fazendo-o cair para trás, se joga sobre ele, prendendo seu tronco com as pernas, com um ultimo soco ela tira sangue do nariz de Edward.
Se levanta ajeitando o uniforme, respirando pela boca. Vê o homem no chão apertar o nariz com a mão. Olha ao redor, todos a encaram, alguns surpresos por uma garota vencer Edward, outros sorrindo por uma garota vencer Edward, e o capitão com o peito estufado, como para mostrar todo seu orgulho. De repente gritos e socos preenchem o ar, todos dando parabéns a Allison, da maneira que sempre fazem.
– Isso é uma clara prova de que força bruta não vence inteligência.- Zeev diz devagar como se falasse com uma criança, inclinando seu corpo na direção de Edward para dar enfase as palavras, que bufa como um touro zangado e se levanta para sair dali esbarrando em Allison no caminho.- Vai ser um prazer te-la em minha equipe, soldado Swan.- Zeev se aproxima de Ally e a cumprimenta com uma continência.- Agora vamos, arrume suas coisas.
– Agora?- Allison pergunta surpresa.
– Sim. Algum problema?- Zeev a encara.
– Não, nenhum, já estou indo.
– Ótimo. Não demore.
Allison assente e se aproxima do capitão, andado meio de lado por causa da dor nas costelas causada pelo chute que recebeu.
– Estou tão orgulhoso de você.- ele a puxa para um abraço apertado.
– Capitão, isso não é apropriado, vai acabar com sua fama de insensível.- Ally avisa rindo, mas também o abraça, se despedindo.
– Depois eu resolvo isso. Eu sempre acreditei em você e ainda acredito. Boa sorte! E me mande noticias.- ele a solta e a empurra na direção do dormitório.- Ah, e agora não sou mais seu capitão, sou seu pai... adotivo.- diz a ultima parte rindo e Ally o acompanha.
Allison não tem certeza sobre seu futuro com essa nova vida, seu peito doí com essa incerteza, mas algo a alegra, poderá começar de novo, o que aconteceu no passado ficará no passado, será como se ela nascesse de novo. E ela não pode esperar por isso.
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