The Justice Arrow
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Embora fizesse sol, o frio naquela manhã era tremendo, assim como era todos os dias em Freljord, mas as pessoas ali já eram acostumadas com isso, e a única coisa que as esquentavam era a presença de sua rainha, e da nova princesa, a pequena Ashe.
— Mamãe, mamãe! – A pequena albina era uma garota adorável. Inteligente e curiosa, seu cabelo estava sempre solto e bagunçado por estar sempre se metendo nos menores cantos. – O que são aqueles pássaros ?
— Oh querida... aqueles pássaros são nossos guardiões, anciões, estão aqui desde o tempo de Avarosa, nossa ancestral, a quem devemos sempre honrar.
— São como Anivia ? – Quando a mãe disse isso, a grande e enorme fênix de gelo, que era sua amiga e protetora, Anivia, veio em sua cabeça. Literalmente, pois a pássaro estava sempre a vigiá-la.
— Isso mesmo, filha. Como Anivia...
Mais a frente, enquanto andavam pelo bosque congelado, um homem forte e alto, acompanhado de um garoto igualmente forte e aparentemente marrento, surgiram em um dos arcos decorado por rosas brancas, que Ashe mesmo tinha pendurado com a ajuda de um dos guardas que sempre a vigiavam.
— Vejo que o pequeno Tryndamere finalmente veio ver a minha pequena... – A Albina maior sorriu, olhando para o garoto pequeno que Ashe supôs ser Tryndamere.
— Certamente. – O homem sorriu e olhou para o pequeno, que não dava bola para a albina menor, só fazia olhar a espada do pai.
— E o que o traz aqui ?
— É sobre Garra do Inverno...
— Ashe! – A mãe chamou preocupada, algo que Ashe não notou. Estava muito ocupada olhando o garoto a sua frente.
— Sim, mamãe ? – Ela respondeu de sobressalto.
— Por que não vai levar o Tryndamere para conhecer o castelo ?
— Mas eu... – Protestou, não só por, de início, não ter ido com a cara do garoto, mas de ter notado a cara fechada dele quando a mãe disse isso.
— Vá!
E derrotada, a princesa foi.
— Bem... – Ela começou, quando já haviam passado por salas e salas, e desciam os andares do castelo. – E aqui é a sala de armas, e também o salão de treinamento.
— Legal... e com o que você treina ? – Ele perguntou. Ashe surpreendeu-se com o quão sua voz era grossa para a sua idade.
— Arco e flecha... – Ela respondeu, correndo os olhos por seu arco preferido, um arco simples, de madeira, enfeitado com vinhas verdes.
— Arco e flecha ? – Ele debochou. – Isso é coisa para pessoas fracas.
— Claro que não... – Ela começou na mais perfeita calma. – Arco e flecha é uma prática muito antiga de minha fam/
— Vou te mostrar como é que se luta de verdade! – Ele sorriu e pegou uma espada de ferro e encarou o rosto da albina, que pensava que era uma falta de educação tremenda interromper alguém enquanto falava.
— Não! Eu não sei como se empunha uma espada... – Ela começou, mas enquanto falava, ele já tinha dado uma investida nela. Por sorte, a agilidade da garota era incrível, e com um gracioso giro, desviou-se do golpe.
— Como você é esperta! – Ele elogiou, desferindo um golpe no ombro dela. Mas dessa vez, tudo que ela fez foi colocar a mão no rosto e se encolher, pisando na barra de seu próprio vestido e caindo no chão, preparando-se para... nada ?
— Tryndamere! – Uma voz grossa ecoou pelo salão.
— Sim, papai. – O Príncipe imediatamente largou a espada e encarou seu pai.
— Lembra do que conversamos sobre “Proteger a princesa Ashe” ?
— Sim, papai.
— Então.
— Espere! – Ashe se levantou quando o chefe do exército ia embora. – O que quer dizer com me proteger ?
— Isso não é assunto seu. – A grande fênix apareceu “magicamente” atrás da princesa, que virou-se de sobressalto, e quase caiu de novo.
— Anivia... – Ela abaixou a cabeça, olhando para o enorme pássaro.
— Querida... – A ave se abaixou em uma reverência, coisa que Ashe odiava. Odiava ser chamada de princesa, odiava a preferência que recebia, odiava a paz que não tinha. – Sua mãe mandou dizer que já está tarde e que você deve ficar no seu quarto até sentir sono.
— Ah, claro... eu... – Ela olhou para o garoto que se chamava Tryndamere, agora tinha certeza, e subiu em direção ao seu quarto.
— Anivia... por quê eu tenho que ficar aqui ? – Ela perguntou em cima da cama, abraçada em suas próprias pernas, com certo receio.
— Princesa... – Ela suspirou. Embora fosse feita toda de gelo, as emoções eram visíveis se você olhasse bem no fundo de seu peito, onde deveria estar um coração. – São ordens da sua mãe... para a sua segurança.
— Mas... por quê ? Por quê tanta segurança ? O que está acontecendo ? – Já notava-se o semblante preocupado da garota, que fora proibido até de ir para perto da janela.
- Durma bem, pequena. – E assim, a ave saiu.
Com o cair da noite, uma enorme tempestade chegou e atormentou o sono da pequena, que já acordou assustada. Lembrou-se que sempre que a neve ficava brava, era Avarosa e suas irmãs em conflito. Sabia da história de Avarosa, mas não de suas irmãs, e não se importava com isso, pois desde que nasceu sabia que pertencia a tribo Avarosa, era Avarosiana desde que se conhecia por gente.
— Mãe! – A pequena acordou, assustada, levantou da cama e decidiu ir atrás de sua mãe.
“Mãe” A pequena passava pelo castelo. Já estava cansada, havia descido e subido várias escadas, e procurado por todo o castelo. Tudo que havia sobrado era ir para fora, e foi isso que ela fez. Pegou um capuz branco com detalhes dourados e colocou sobre sua cabeça. Acompanhava uma capa em seu ombro, e seus sapatos não seriam o suficientes para ir até a neve a procura da mãe, mas ela não se importou.
Andou por todo os arredores do castelo, até ver certa movimentação em uma parte que era proibida de ir. Se abaixou, tomando todo o cuidado para cobrir seu rastro na neve. Escondeu-se atrás de um montinho de neve...
— Ashe! – Ela ouviu uma voz gritar. Era a de sua mãe, virou-se e encarou-a. Aquela figura alta, com um vestido cheio de armaduras e uma grande luva de metal em seu braço, protegendo o braço em que a mãe costumava empunhar o arco.
— Mamãe... o que você... por quê ? – Ela olhou de olhos arregalados para a mãe, cravando as unhas na neve.
— Ashe, eu mandei você ficar no seu quarto! – A voz soava como um trovão, nada jamais visto pela garota, e antes que a albina maior fosse capaz de protestar para com alguma coisa, ela rapidamente se abaixou e abraçou a albina menor.
— Mamãe... eu estou assustada... o que... – A princesa perguntava em meio a soluços.
— Sssh! Filha, por favor... Fique quietinha... – A mãe abaixou. Mas antes que pudesse dizer mais alguma coisa, Ashe gritou.
— Mamãe! Ali! Uma garota! – Ela apontou, havia uma garota da mesma idade de Ashe, vestida com armaduras pesadas e segurando um martelo.
— Ah, droga... Ashe, corra! – A rainha jogou Ashe para longe, que caiu deitada, mas rapidamente se levantou e começou a correr. Correu como se não houvesse o dia de amanhã, e não havia mesmo. Não para a mãe dela.
Notas finais
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Ty ♥
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