The Journey
2 Typhon
Notas iniciais
— A algumas semanas, meu vilarejo foi atacado e dominado por esses Orcs. – Disse ela finalmente depois de uma longa pausa.
— Ok, mas ainda não respondeu, eu gostaria de saber o porquê de eles estarem te levando.
— Não sei... Talvez por serem canibais?! – Ironizou a garota.
— Bem... Então acho que vou ter que dar um jeito nisso.
— O que exatamente você está querendo dizer com “dar um jeito nisso”? – Perguntou.
— Estou falando de livrar seu vilarejo desses seres imundos, e se não se importa poderia me mostrar onde fica? – Pedi, eu já sabia que muito provavelmente o número de Orcs seria grande, logo minha chance de derrota-los sozinho era mínima mas não custaria nada tentar.
A partir daí começamos a caminhar em direção a vila, o silencio, “mortal” pode-se dizer, reinou durante boa parte do percurso. Fiquei ponderando sobre um motivo que explicasse tal ato dos Orcs, pois não convencia-me de que canibalismo era a justificativa.
— Me desculpe por perguntar somente agora, mas qual é seu nome? – Perguntou minha... Companheira talvez?
— É Ethan, se escreve com “TH” – Respondi, poderia até ser desnecessária essa última informação, mas sempre gostei de ressalta-la.
— Hahahaha... – Riu ela.
— Ei, por que está rindo?
— Por nada não, meu nome é Nathaly, também se escreve com “TH” e com “Y” no final – Respondeu, mas mesmo assim, no final de sua frase pôde-se ser ouvida uma baixa risada.
Depois disso acabamos por conversar sobre vários assuntos, e eu, sinceramente já havia me esquecido de qual era o nosso destino e porque estávamos andando.
— Chegamos. – Disse Nathaly parando na ponta de algo, que de meu ponto de vista, era algo como um abismo um tanto raso.
— Chegamos onde? – Perguntei por já ter esquecido de toda a história.
— Em Typhon, meu vilarejo, você já tinha esquecido? – Perguntou.
— Me desculpe, foi por causa da conversa, acho que estava tão divertido que me esqueci completamente.
— Tudo bem.
Olhei ao redor e vi um pouco mais à frente o pequeno vilarejo do qual ela falava, em todo canto do local podia-se perceber vários traços e marcas de violência, os Orcs eram muitos, portanto não daria conta deles sozinho.
— Não vou conseguir da conta sozinho, são mais do que eu imaginava. – Afirmei.
— Eu posso ajudar. – Disse Nathaly.
— Sem querer te ofender, mas por acaso você sabe lutar?
— Eu sei algumas magias de cura...
— Agradeço o apoio, mas eu sei de alguém que pode ajudar. – Disse me agachando e apoiando minha mão na grama vibrante, aos poucos uma luz verde começou a brilhar em nossa volta.
— Magia de teletranspote?
— Exatamente – Disse estendendo a mão a ela – Vamos?
— Para onde? – Perguntou enquanto segurava minha mão.
— Digamos que vamos ver um amigo.
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