The Journey

4 O que eu faço com isso?


Notas iniciais
oiii!!!! eu aqui de novo, esse capitulo é especialmente meu pq eu eu tive a ideia dele mas vamos logo ler Luiz meu amor não fica bravo comigo >.

— Não precisa se fazer de coitada – disse Ryan friamente enquanto Nathaly chorava incessavelmente – você nunca vai conseguir as coisas chorando, aprenda isso como eu aprendi.

— Isso seria um sim? – Perguntei sem saber o que ele quis dizer com aquilo.

— Sim e não...

— Como assim, Ryan, não percebe que precisamos de ajuda...

— Não me interrompa. – Disse Ryan fazendo exatamente o que ele dizia que eu não deveria fazer – Eu estava dizendo que eu iria ajuda-los, mas depois vou exigir minha “recompensa” pode-se dizer, eu posso pedir hoje, amanhã, ou posso até mesmo demorar para pedir, mas não vai ser de graça. – Explicou o ruivo.

— Mas nós não... – Nathaly tentou novamente faze-lo compreender que não tínhamos como pagá-lo, mas eu sabia que isso, além de não adiantar em nada, também iria deixa-lo mais irritado, por esse motivo a interrompi.

— Vocês não... – Repetiu Ryan o que Nathaly havia dito – Ótimo, achei que havia ouvido uma contestação de sua parte, pois bem, quantos Orcs temos?

— Acho que uns dez, não tenho certeza. – Disse tentando lembrar-me da imagem da cidade tomada por essas criaturas.

— Podem ir na minha frente, encontro vocês do lado de fora.

— Ok.

Assim dito eu e Nathaly deixamos a casa e esperamos Ryan aparecer para que, finalmente, pudéssemos ir, mas ele realmente demorou um bom tempo, eu realmente não tinha ideia do que ele estava fazendo lá dentro e, sinceramente, não era da minha conta, mas seja lá o que fosse estava nos atrasando. Algum tempo depois o garoto abriu a porta e veio em nossa direção, ele estava equipado com algumas facas e adagas além de uma pequena espada que estava em suas costas, imaginava para que ele usaria aquilo tudo, mas não questionei, nos reunimos e novamente ativei a mesma magia que havia feito para chegar até lá.

Quando a luz se apagou estávamos em Typhon e a situação estava pior que anteriormente, haviam mais Orcs do que o imaginado, pessoas corriam para todos os lados amedrontadas, gritavam e choravam, haviam até mesmo aqueles que já estavam mortos, a situação era lastimável, olhei para Nathaly e pude perceber um quê de pavor em sua face, seus olhos já estavam marejados e parecia que ela iria chorar a qualquer momento, o que era compreensível vendo que sua cidade estava completamente detonada.

Nos aproximamos sorrateiramente até a beira do pequeno penhasco e Ryan contou o número de Orcs que estavam no local e logo olhando para mim com uma cara descontente.

— Você disse que eram dez.

— Eu posso ter errado um pouco nas contas – disse um pouco cínico, eu já sabia que eram bastante, mas ele não aceitaria vir se não fosse assim.

— É bom você sair vivo dessa para eu poder te matar depois.

— Se matá-lo não vai ter seu pagamento. – Disse Nathaly sorrindo.

— Obrigado por me lembrar que você existe. – Disse ele tirando a espada de suas costas – Pega. – Ordenou estendendo a espada para a garota.

Nathaly estendeu os braços e apanhou-a com dificuldade – O que você espera que eu faça com isso? – Perguntou enquanto tentava ergue-la com as mãos, aparentemente a pequena espada era pesada demais para ela.

— Eu espero que você acabe servindo para alguma coisa e lute.

— Eu. Não. Luto. – Respondeu Nathaly com uma cara de poucos amigos.

— Agora luta. – Ordenou Ryan.

— Você não manda em mim.

— Presta atenção garota, eu não tenho ideia do que você é, mas ao menos que você queira sair de lá sendo carregada morta, você vai ter que lutar, e não ache que você terá a opção de ficar para trás, você pediu ajuda então você vai participar disso também. – Impôs o ladino apontando o dedo na cara de Nathaly.

A garota acabou por ficar calada, mas não acreditava que ela iria mesmo obedecer às ordens de Ryan.

Notas finais
Prontinho!!!! espero que gostem até o próximo Beijinhos de brigadeiro *Gabyriri*