The Joker.

7 Silence please!


Notas iniciais
Obrigada.

Decidi ficar quieta até o momento do ato. Não queria transpassar para ele o quão assustada eu estava.

Parece que o meu lado 'garotinha' ainda existe dentro de mim. Mas ele não saberá disso, não. Nem ele, nem o Batman, e nem ninguém.

Hoje é a minha estreia e nada irá estragar isso.

–Chegamos, Docinho. — abriu a porta com o sorriso sádico habitual — Vocês sabem o que fazer. Docinho, você fica.

Não entendi o motivo da reviravolta, mas eu já deveria aprender que com esse homem, imprevistos são rotineiros.

Os subordinados, com máscaras e armados com sub-metralhadoras, tomam o controle da situação e anunciam o assalto ao banco.

Não resisti

– Vamos deixar os peões fazerem o serviço? — perguntei em tom de deboche.

– HAHAHAHA, não Docinho. É que eu gosto da minha festa com MUITOS convidados... e eles acabaram de chegar.

Nesse momento, outra Kombi para bem na nossa frente. Dela descem mais 2 subordinados e... — 4 Coringas?! O que está pretendendo?!

– HAHAHAHAHAHA, achou que eu viria despreparado, Docinho? Esse é o banco nacional, achei que precisaríamos de uma distraçãozinha.

Aquilo me irritou profundamente, pela primeira vez de verdade, queria tirar aquele sorriso da cara dele:

– Ocultar partes do plano não estava no acordo! Quer que eu te mate, palhaço idiota?!

E é claro que ele tinha uma resposta

– HAHAHAHAHA. Minha pequena Claire, não se exalte. Esse é o meu jogo e é assim que eu gosto de jogá-lo.

Olha ele lambendo os lábios de novo. De alguma forma, isso me faz perder o foco das coisas... e o que é isso de 'minha pequena'?! Ele realmente está abusando da sorte.

– Mexa-se, palhaço! A polícia deve estar à caminho. — Quando isso acabar, você me paga — disse, colocando minha máscara.

– QUE COMECE O 2º ATO! HAHAHAHAHA — Esbravejou, com uma risada alta e macabra.

No fim das contas, os 4 'coringas' eram reféns postos nas entradas do banco. Armados, amarrados e amordaçados, para confundir e atrasar a polícia. Enquanto do lado de dentro, a gritaria era incessante.

Quando entrei com o 'dono da festa', o cofre já havia sido arrombado e o dinheiro sendo colocado nas sacolas. Comecei a olhar em volta, procurando algo para fazer com que minha estreia valesse a pena, mas o maldito já tinha tudo sob controle.

– O que está fazendo?! — Perguntei. Ele estava parado, sentado na cadeira do gerente, tentando resolver o que parecia ser um cubo mágico — Não é hora para esses joguinhos.

– Não atrapalhe o meu passatempo, Docinho. Já é quase hora de ir embora. Ahhh, quase consegui desse lado!

Nunca atirei com uma arma antes, mas ele parecia um bom alvo naquele momento. Voltei minha atenção para o assalto e como ele disse, já estava no fim.

Os bandidos corriam com as sacolas e começaram a encher as Kombis.

– TERMINEI! Ah, hora de ir docinho... — noto que ele coloca o cubo, agora resolvido, sobre a mesa do gerente e voltando-se para as pessoas do banco, assustadas e temerosas, ele diz — Queridos convidados, agradeça a participação de todos , infelizmente aviso a todos que tenho de ir.


Distante, ouço a sirene da polícia, é hora de ir.

– Chefe, as Kombis estão cheias. Já podemos ir — disse um dos subordinados.

– Claro, claro. Mas acredito que aqueles quatro 'eu' ainda podem ser úteis. Coloque-os na Kombi e vão para o esconderijo. Docinho, você vem comigo. hahaha

Eu não podia negar, estava aliviada. Minha estreia não foi das mais participativas, mas eu estava viva, segura e agora também, rica.

– Agora que acabou, seu palhaço desgraçado, eu vou...

– Não, não, não. Ainda não acabou, Docinho. Toda festa acaba com fogos e muita alegria.

Achei que fosse mais uma maluquice dele, mas por precaução, olhei para o banco mais uma vez. Noto que enquanto os subordinados voltam ao banco, para recapturar os 'coringas reféns', o tal cubo mágico se abre e...

– CABUM! — disse o psicopata maquiado — Fim do 2º ato meus caros!


Notas finais
Yaaaaaa, dessa vez quem estreou, foi meu querido namorado ♥ ele fez esse capitulo, *-* por favor, reviews :*