The Joker.
14 Disheartened, reality shock.
Notas iniciais
Eu estou deprimida , sim estou bastante deprimida, o número de leitoras é baixo, mas isso não desmerece, mas não é muito legal quando eu faço um capítulo enorme, por dias tentando agrada-las, e só recebo 1 comentário, então agradeço Ana Luisa, seu comentário me animou, mas... 18 comentários em uma fic com vários capítulos realmente é desanimador pretendo terminar essa fic rapidamente depois disto.
É fascinante.
A forma como ele lida com tudo e todos, tão indiferente, não se importa com os olhares de medo e de repúdia, eu sempre fui uma menina das aparências, sempre fui uma boa menina...
'
– Filha, vista-se adequadamente, vamos a um restaurante, não é elegante se vestir de qualquer jeito, troque-se. — Minha mãe dizia com uma voz de têrnura com uma ordem explícita.
– Mas mãe, ela é desconfortável, e o salto machuca meus pés — Retruquei com birra, fazendo charminho.
– Filha, nem tudo se pode ter na mão, tem que sair superior as pessoas, não importa o quanto pisem, e estraguem seu dia, você da a volta por cima e sorri como afronta — Ela respondeu, abaixei a cabeça levemente suspirando profundamente — Filha, olhe para mim...- A encarei com um leve olhar triste — Você vai perceber que precisamos de sacrificios, e se manter bela para o triunfo é essencial.
'
Desde então meus olhos estão sempre direcionados para cima, e nenhuma pedra foi posta no caminho, e se foi, passei por ela de queixo erguido.
...Mas, ultimamente essas regras não estão valendo muito, tenho de abaixar a cabeça, olhar para os lados, e principalmente para trás, ser pega desprevinida não seria uma forma honrosa de morrer.
Prefiro triunfar , perecer não é uma escolha, não para mim...Talvez eu esteja sendo muito criteriosa em relação ao Bruce, oras, ele é um playboy, isso tenho certeza, mas ele sempre está me rondando, pesquisando sobre mim, tentando ter uma chance, mas as intenções dele ainda é obscuras, e eu pretendo descobrir, não gosto de ser surpreendida.
Deve ser por isso que o palhaço o faz constantemente, me surpreender, ele gosta de me irritar...
Institivamente olhei pro rosto dele enquanto ajeitava o curativo, ele estava com um olhar de tédio...Apático.
Nem disfarça...Acabei sorrindo, odeio mentiras.
– Não me oculte — Escutei a voz dele e me sobressaltei, o olhei inquisitiva. — Seu olhar de admiração perante a mim...isso me irrita.
– Não é dirigido á você palhaço — E completei na cabeça ' não se preocupe, a única admiração que eu tenho em relação a ti, é como vai ser admirável vê-lo ser derrotado.'
– Finjo que acredito docinho...Ou diria, enfermeira? — Falou enquanto lambia os beiços e encarava em direção aos meus peitos , que deixava evidente pelo vestido não ter alça.
– Como preferir, mas se parasse de olhar constantemente para os meus seios saberia que não sou enfermeira muito menos um doce.
– Se engana docinho, você é comestivel e saborosa como um doce, e ... — Ele deu uma leve pausa enquanto erguia a sobrancelha... que cá entre nós é um charme nem faço mais questão de negar. — Não teria graça ficar sem encarar não? — Falou com deboche olhando instintivamente para os meus seios.
– Não sei...você nunca provou para saber se sou doce. — Dei de ombros levemente enquanto sentava do outro lado do sofá, com uma cara frívola.
– Os seus lábios sim — Constatou enquanto cerrava os olhos levemente como se estivesse imaginando a cena de novo. — Mas o resto...podemos mudar isso agora mesmo se quiser...docinho.- Falou com a voz carregada de malicia, seus olhos negros mostravam claramente uma coisa que eu denominei como ...desejo.
Tive de me conter e não suspirar, eu não poderia...um gemido ficou preso na minha garganta quando desci o olhar pelos braços dele, estanquei de novo o olhar e me dei conta da estupidez que estava fazendo, voltei a minha cara frívola.
– Quem sabe outra vez palhaço. — Direcionei meu olhar para o chão enquanto escutava seus passos...
– Você deu sua sentença — O encarei interrogativamente — Você acaba de afirmar que terá que acontecer uma hora docinho, você acabou de sentenciar por si mesma.
O olhei com um olhar pasmo e a boca prevaleceu entre a aberta, com a respiração descompassada, meu coração saltou , por um momento achei que ia parar na gargante tamanha a surpresa.
– Eu não quis dizer exatamente isso... — Tentei começar, mas fui cortada agressivamente.
– Foi isso o que escutei, e você me deve agora, e ninguém que me deve algo sai impune, ou pelo menos inteiro — Piscou o olho para mim, enquanto gargalhava da minha expressão pasma.
Tentei balbuciar algo, por um momento fiquei refletindo em tudo que passei e no que ele disse.
Eu não tenho para onde fugir. Minha voz interior dizia.
Minha cabeça estava á mil, estava cansada de jogos, eu queria acabar com o Batman, mas isso tudo está sendo uma perca de tempo...Sair com o Bruce, e tentar me divertir é só uma doce ilusão.
Eu estou envolvida com o Coringa, quer queira, quer não queira. Não me á escolha, até por que eu quero isso...Eu quero? Sim eu quero, por Deus como quero, desde aquela vez, imagino, mas a imagem desaparece de repente, eu estou ficando cada vez mais louca...Igual á ele, tudo isso está acabando comigo.
Me consumindo , me levando para baixo aos poucos, por que ainda luto não sei.
Ainda resisto, pois nunca fui controlada por muito tempo...
Pode parecer que meus pais me controlavam, e eu era a boa menina, isso de frente, eu fazia tudo, por trás eu não fazia nada...nada que eles gostariam de ver a filhinha deles fazendo.
Estou sendo precipitada, querendo derrubar dois de uma vez? Não seria muito conveniente tentar derrubar o Coringa agora, não, seria como assinar minha sentença...sentença, essa palavra martelou na minha cabeça...
Me lembrei do que ele disse e quando fui o encarar, percebi que ele não estava lá... como sonhos no meio da noite na qual a mocinha acha que tudo é real mas não passa de fantasia.
Mas não era fantasia, ele se foi...Meu olhar foi parar no lugar onde ele esteve sentado, e percebi a mancha de sangue pelo chão e no sofá.
Suspirei languidamente, e fui pegar o equipamento para limpar a bagunça, deixei na sala, e fui tomar um banho, e me vestir.
Cocei a nuca desconfortavel, enquanto limpava o chão e o sofá, guardei tudo, e fui até a janela, fechei, e olhei no chão, tinha uma rosa vermelha...como a maquiagem dele.
Esse palhaço me surpreende cada vez mais, balancei a cabeça negativamente e fui até o quarto, coloquei a rosa na cabeceira da cama, e fiquei olhando a rosa, acabei adormecendo encarando-a.
O torpor do sono me levou calmamente para escuridão.
Como você, me puxando para longe, me deixando cega, surda, e muda...mas ao mesmo tempo me deixando confortavel com essa sensação inesperada.
Notas finais
Apesar de ter feito uma coisa pequena , e eu acho que ficou bom do meu modo com coisas novas, espero deixar o final bom.
Fale com o autor