The Iris child

8 Capítulo 8 – Somos Amigos


Notas iniciais
Me desculpem a demora, eu achei que já tivesse postado o capítulo, só vi que não tinha hoje quando recebi um novo comentário e estranhei que o comentário não tivesse sido no que eu julgava ser o último capítulo. Bem, será que alguém ainda lembra da fanfic?

Eu estava trancado no templo de júpiter bolando a minha vingança, irei colocar esta garota no seu devido lugar com toda certeza. Ela não pode fazer isso, ela não pode simplesmente brincar comigo e achar que sairá ganhando nesta história porque ela não vai, eu não vou deixar com toda certeza.

Eu sou o agouro do acampamento, eu sou o legado de Apolo da 1ªCoorte, venho de uma família que a gerações manda crianças para o acampamento e eu nasci na família matriz entre os meus familiares, não irei ser humilhado desta forma por uma garota sorridente e tola que chegou agora no acampamento.

Não iria usar do meu dom para descobrir algo sobre ela, do jeito que todos a adoram é capaz de até os deuses estarem do lado dela. Mas ela irá pagar e será algo apenas entre nós dois, não irei deixar que tenha uma plateia de idiotas que podem se voltar contra mim apenas por verem o rostinho inocente e sorridente dela. Como eu pude cair em um truque tão idiota? Passei a última noite quase que em claro arquitetando tudo o que faria, não poderia cometer nenhum erro se não ela conseguiria manipular todos ao seu favor.

Fui o primeiro a deixar a minha cama, assim pude antes de me encaminhar até o templo de Apolo ir até as atividades do dia e com uma pequena chantagem devido a tudo o que eu sei sobre, bem praticamente todos no acampamento. De qualquer modo hoje será o primeiro dia da grande humilhação de Valentina, ficar no acampamento será tão insuportável para ela que ela vai voltar para os gregos como a garotinha fraca que é e mostrar que nunca fez realmente parte deste lugar.

Hoje ela fará as piores e mais cansativas tarefas não só hoje, mas durante toda a semana revezando para que ela não faça sempre a mesma coisa e se acostume, além disto hoje teremos por acaso jogos de guerra e por mais que ela tenha se destacado no último e feito fama, neste ela não terá está sorte. Não estará sobre as asas de Gabe no núcleo, além de ter o corpo cansado e dolorido. Um peso morto,um peso morto que atrapalhará tanto que suas ações ruins irão sobrepor as boas.

Passei a manhã de forma tranquila lendo os presságios e realizando as minhas tarefas no acampamento que são basicamente a organização da nossa estratégia para os jogos de Guerra e ver como vai a construção do forte onde ganharemos o jogo. Enquanto todos se dirigiram ao refeitório eu fui até o templo de Zeus, por mais que quisesse ver o estado dela e o quão cansada estará irei me privar para ver o melhor espetáculo a noite quando ela estiver acabada.

Estava esperando o lar trazer a minha refeição quando ouço passos corridos sobre as escadas de mármore, ergo os olhos para ver quem veio interromper a minha refeição quando vejo-a, ali na frente parada na porta. Os cabelos loiros claros com milhares de mechas coloridas presos para trás em um rabo de cavalo, sua blusa do acampamento assim como a bermuda estavam um poucos sujos de terra porque passou a manhã cavando trinas e sua respiração está ofegante. Será que veio até aqui para fazer média, para tentar manter alguma amizade comigo e talvez ter privilégios para não ter que fazer mais as atividades horríveis que teve que realizar hoje, bem não vão funcionar a sua vida aqui será cada vez mais difícil.

– O que está fazendo aqui? – pergunto sério.

– Vim almoçar com você, como sempre... Bem agora tem opções vegetarianas então eu posso realmente comer – Valentinha comentou se aproximando e com a respiração começando a se normalizar – tudo bem para você?

Lhe lancei um olhar desconfiado enquanto não me limito a me levantar, ela da um sorriso leve e vejo dois lares chegando com a comida, era nítida qual era a dela já que tinha muito verde e nada de carne de nenhum tipo. Ela se senta na minha frente e parecia nervosa, talvez estivesse esperando a chance para falar das suas tarefas.

– Faça o que desejar – digo revirando os olhos.

Ela solta um suspiro como que de alivio e finalmente se senta sobre a mesa sendo servida pelo lar, olho para o seu prato e penso como ela consegue sobreviver comendo estas coisas? Deste jeito a minha vingança será ainda mais fácil, ela não conseguira energia suficiente nessa comida totalmente inapropriada.Ela acabara sendo derrotada pelo próprio cansaço e pela própria estupidez, será que eu consigo usar isto contra ela? Não falávamos nada, era só o som dos talheres cortando a comida e da nossa respiração.

Devo admitir que é estranho estar perto dela sem ouvi-la falando sem parar, ou eu fazendo um dos meus discursos que ela ouvia com total atenção quase que sem piscar os olhos. Eu quase fui tolo o suficiente para acreditar nela, nas suas ações, será que foi tudo ensaiado.

– Me desculpe... – ela diz e me pergunto se essa é a sua última carta?A cartada desesperada? – você está magoado comigo e a culpa é minha, tentei ser sua amiga mas não te disse toda a verdade...Deveria ter te dito que não comia carne, talvez você tivesse até me ajudado... Mas eu realmente não queria dar mais trabalho para o acampamento que está me acolhendo...Sei que isso não muda nada mas, eu vou tentar reconquistar a sua confiança, para que possamos ser amigos de novo....

E lá estava ela tagarelando de novo, falou tudo um pouco rápido demais e sem parar para respirar, o que está longe de ser a atitude mais inteligente dela uma vez que suas bochechas ficam vermelhas e depois de falar ela tem que puxar o ar com força para não morrer por falta de oxigênio.

–Faça como quiser – digo por fim, pois se os meus planos derem certo ela não ficará aqui por muito tempo de qualquer modo.

Ela sorri e voltamos a comer, no fim ela me perguntou se eu estava animado com os jogos de guerra e logo eu já falava sobre os planos e todos os preparativos que tínhamos, eu não era tolo de contar nossos planos para o inimigo, mas ela é uma aliada e mesmo que seus olhares e ela por si só seja falsa eu gosto do modo quando ela me olha quando eu falo, prestando atenção, tentando entender e compreender de verdade. Só paramos de conversar quando uma das crianças que ela salvou aparece falando que eles tem que ir para a atividade. Ela sorri para mim e acena antes de sair correndo, ela para no meio da escadaria do templo apenas para gritar que nos vemos mais tarde.Ela realmente não toma jeito e... Droga tenho que me concentrar se não ela vai me enganar de novo.


POV – Valentina

Sabia que havia agido de forma errada com Octavian, ele merecia saber a verdade o problema era que eu não sabia como contá-la. Não queria trazer mais problemas para ninguém, simples assim...Achei que conseguiria dar conta, Nico estava me ajudando e no fina lãs coisas poderiam dar certo, obviamente não deram e agora Octavian ficou magoado porque mantive um segredo dele, é claro que ele ficaria magoado amigos não devem ter segredos e ele confiou em mim.

Suspiro frustrada comigo mesmo, Octavian era um cara legal mesmo que a maioria das pessoas tivesse dificuldade em ver isso. Ele só precisa sorrir um pouco mais e se abrir para que as pessoas possam ser suas amigas, já que ele parece gostar de colocar um escudo ao seu redor como forma de proteção que acaba por afastar todos de si.

O dia está sendo puxado, mas eu sabia que o acampamento Romano não seria fácil, nunca tinha feito tantas atividades complicadas juntas o que fazia o meu corpo se sentir completamente moído hoje, e infelizmente temos os jogos de guerra. Confesso que em partes a minha vontade é a de não jogar ou ser eliminada no inicio, mas não posso fazer isso. Eu não costumava me esforçar muito para o caça-bandeira por não ser competitiva e isso machucava os meus irmãos que queriam ganhar. Creio que se não der o melhor de mim e por minha causa nós perdermos muitas pessoas ficaram magoadas comigo, principalmente Octavian. É vou me esforçar em dobro nos jogos de guerra, mesmo que eu desmaie de cansaço amanhã.

Não comi muito no jantar, comi o bastante para não receber olhares de preocupação por eu não estar comendo mas o meu estomago estava embrulhado. Por sorte consegui chocolate e coca-cola, isso ajuda a ativar o cérebro e eu preciso ficar concentrada e com a mente no lugar para ajudar o meu time a vencer.

O jogo foi dificil, o meu flanco foi fortemente atacado e era dificil manter o pessoal animado, manter o pessoal seguro de que venceria, fazer com que os meus companheiros se mantivessem firmes mesmo quando o mais fácil seria desistir, a cada novo movimento que eu fazia para proteger o meu flanco eu sentia os meus músculos gritarem por um descanso e eu suportava a dor apenas esperando que o jogo acabasse logo, sentia o suor escorrer pelo meu corpo. Quando foi anunciado que vencemos eu apenas sorri e joguei minha espada no chão erguendo o punho antes de me jogar de costas no chão e fechar os olhos respirando fundo enquanto sentia os meus músculos relaxarem.

Sinto os meus companheiros me cutucando e perguntando se eu estava bem, concordo com a cabeça e só digo que estou cansada. Me levam para o refeitório onde será a comemoração, mas só porque eu pedi, pois eles queriam me levar para a enfermaria na verdade... Eu queria dormir, dormir por horas se fosse possível mas logo iria me recuperar me deram um pouco de néctar então já consigo sentir o meu corpo esquentar e consigo me levantar, quem sabe eu não consigo ficar até o final da festa?

Pego alguns doces para ajudar a subir a adrenalina e sorriu para o pessoal, cumprimento os centuriões começando por Gale e depois as garotas, agora só falta Octavian mas ele estava ocupado falando com outros campistas que fiquei com medo de invadir o seu espaço as coisas ainda estavam estranhas entre nós. Fiquei conversando com alguns amigos quando finalmente o vi sozinho e me encarando, sorri e acenei para ele enquanto me despedi. Meu corpo ainda está dolorido mas tenho certeza de que amanhã estará pior. Faz parte de estar aqui, nenhum lugar é fácil e perfeito no final.

Finalmente me aproximo dele e sorriu o abraçando, ele não se mexe mas talvez tenha sido melhor assim. Não é que eu tenha medo de toques por causa do que Marcus me fez, continuo gostando de ter amigos desde que fique na linha da amizade e sem passar deste limite.

– Parabéns! Nós ganhamos – digo sorrindo para ele que me encarava sem mexer um músculo – e eu vi o quanto você é bom com estratégias, você estava ali montando tudo para garantir a vitória do nosso time... Parabéns, já pegou alguns doces para comemorar?

Pergunto e pego alguns do bolso do meu casaco e estendo para ele, não sei o que se passa na sua cabeça ele ainda parece estar meio atônico enquanto pega um doce e leva a boca depois ele crispa os lábios e fecha os punhos. Engulo em seco, as coisas não estavam bem, não de verdade...E não estavam caminhando para melhorar, creio que estou fazendo tudo errado para concertar as coisas mas eu não quero desistir do Octavian e dessa nossa amizade, gosto realmente de tê-lo por perto, ele me faz bem de verdade... Por mais que ele as vezes siga o caminho errado e tenha uma visão diferente da minha em muitos assuntos eu sei que ele é bom, que ele merece a felicidade e eu queria ajudá-lo a chegar lá.

Respiro fundo, eu podia esperar e tentar reconquistar a sua confiança aos poucos mas parecia que um muro gigantesco crescia cada vez mais entre nós e talvez eu nunca mais possa ser uma pessoa que ele confie, levo a minha mão até a sua e a seguro. Ele me encara e parecia surpreso, talvez tanto quanto eu estava com a minha atitude. Sabia que se perdesse, se fosse a escolha errada eu o perderia, perderia nossa amizade, mas eu já a estava perdendo não?

– Vamos conversar em um lugar mais longe, onde ninguém vai ouvir... Acho que precisamos conversar – digo por fim.

Ele me encara e assente soltando a minha mão e seguindo na frente sem me esperar, preciso acelerar o passo para acompanhá-lo até o deck do acampamento que na verdade era só um espaço perto do mar sem nenhuma cobertura e com um pequeno bote amarrado. Nada realmente grande e duvido que alguém venha aqui será bom.

Nos encaramos durante um tempo,ambos estávamos tensos e eu não sabia se devia ser a primeira a falar ou não, não sabia o que falar ou por onde começar...Quando fui no seu templo hoje para almoçarmos juntos eu só queria que tudo ficasse bem, eu gostava tanto dos nossos almoços onde não tínhamos plateia, de como ele era somente ele mesmo e falava mais, parecia um pouco mais natural e jovem.

– Porque você não desmaiou de cansaço hoje? Você teve um dia cheio de tarefas mais puxada do que realmente aguenta, em vez disso ouvi dizer que você ajudou o seu flanco a continuar e aguentar – ele começa a despejar as palavras com os lábios crispados e realmente irritado – qualquer pessoa teria desistido, porque você se esforçou tanto? Porque ainda está de pé? Da onde você tira tanta disposição.

– Eu... eu achei que era isso que você queria – dgo quando ele finalmente para de falar e me da uma oportunidade – eu não ligo para ganhar ou perder, sério... Você nunca vai me ver entrando em um duelo, sou pacifista e odeio a violência e não me importo em perder para que o meu adversário fique mais feliz... Mas eu realmente achei que você queria ganhar e eu queria te dar os parabéns, você podia ter me dito no almoço.

Ficamos nos encarando, eu só havia falado soltado todas as palavras sem pensar nelas direito eu nunca tive pensamentos ruins relacionados a ele por isso não temi falar algo de errado, mesmo acabando falando demais, principalmente coisas que talvez o lado romano não fosse entender uma vez que não tenho o anseio e a grande vontade de vencer e lutar.

– Se eu tivesse pedido? Qual o seu problema, porque é tão legal comigo o que está ganhando com isso? Já faz parte da legião não precisa de mim para ter influência... É alguma aposta por acaso? – ele não continha as palavras e seu rosto estava vermelho pela raiva e a cólera brilhava em seu olhar – Eu não sou o cara mais simpático daqui, sou poderoso e venho de uma família responsável mas você é uma grega, eu nem entendo como esse seu cérebro funciona, você realmente tem alguma parte romana ai?

E então eu o abraço, ele era mais alto do que eu, bem mais alto, por isso apoio a minha cabeça no seu peito enquanto os meus braços contornam a sua cintura, no primeiro momento ele fica parado totalmente estático... Talvez nunca tenha sido abraçado assim, não sei se ele já namorou ou como é a família dele, ele sempre parece reagir a abraços de uma maneira diferente.

– Eu espero ter alguma parte romana, eu gosto daqui é diferente mas não é ruim.... Octaivan as pessoas não precisam de um motivo para serem legais umas com as outras e fazer uma aposta seria cruel – digo em um tom calmo ainda o abraçando – existem pessoas interesseiras mas nem todas são assim, eu não sou assim... Acredito que devemos tratar os outros como gostaríamos de ser tratados e eu gosto de você, gosto de te ter por perto... Não preciso de ajuda para fazer amigos, nunca precisei...Tudo o que eu lhe peço é a sua amizade e em troca eu te darei a minha... Sem cobranças, sem chantagens, só duas pessoas que se querem bem.

Ficamos algum tempo em silêncio, talvez ele estivesse digerindo o que eu disse e eu não sabia se havia falado demais ou não, o tem de voz dele, o que ele me falou me fez vê-lo como uma pessoa tão sozinha. Achei que ele e Gabe fossem amigos, eles tem cargos próximos e convivem muito... Mas acho que ele nunca teve algo assim e isso me doeu tanto, ninguém nunca realmente tentou se aproximar, ele merece carinho, todos precisam de carinho se não acabam deixando de mostrar o seu melhor lado.

De repente ele me abraça de volta um pouco desajeitado enquanto desce um pouco a cabeça a apoiando na minha, ficamos assim um tempo e ele firma mais o abraço me puxando com força, mas não era ruim. Era um abraço mais forte, mais intimo do que os que troco com Nico (que não gosta de toques), Percy, Jason e os outros meninos, mas não é ruim. Eu realmente me sinto bem aqui.

– Eu... – ele começa e para pensando no que dizer, ele sempre pensa no que dizer e qual o melhor modo de falar – eu aceito, mas não quero mais nenhum segredo, nenhuma mentira.

– Acho que tenho que te contar... Porque eu vim para o acampamento, a verdade – digo com os lábios trêmulos, eu só falei em palavras para Reyna não sei se consigo soltar as palavras de novo mas e se Marcus aparecer, e se no futuro de algum modo ele ficar sabendo?

Notas finais
O maior segredo dela, um dos maiores pontos fracos... E o Octavian no meio, o que vocês acham que vai rolar no próximo capítulo?