The Iris child

11 Capitulo 11 – Vamos ver Toy Story?


Notas iniciais
Eu queria fazer um agradecimento especial para todas as minhas leitoras que não me abandonaram... Acabei de comprar Boo e estou morrendo de medo do final do livro... Mas espero que gostem deste capitulo

O que dizer sobre o quarto do Octavian? Bem nunca vi um quarto que falasse menos sobre uma pessoa, no geral para a maioria dos adolescentes o nosso quarto é o único espaço realmente nosso (na medida do possível), onde conseguimos nos expressar ao menos um pouco. Já visitei vários amigos meio sangues por diversos motivos, as vezes eu os ajudava com monstros, as vezes eles me ajudavam e as vezes eu só era chamada para comemorar um aniversário. De qualquer modo já vi mais do que um quarto adolescente, mas o do Octavian é surreal.

Se eu não abrisse os armários para verificar que a roupas eu poderia acreditar que é um quarto para visitas, totalmente impessoal, organizado e limpo. Não havia nenhuma foto ou um objeto que parecia ter sido escolhido por ele para a decoração, isso é um pouco triste na verdade. Enquanto eu olhava tudo atentamente Octavian abria o armário procurando a toga que ele disse que me emprestaria, eu não ligo realmente para ser a única do contra mas ele se importa e hoje é o dia dela.

Ele me aparece com uma toga branca e eu fico olhando para ela me perguntando como colocar, será que é só me enrolar em volta que nem nas peças que fazíamos no pré primário da escola quando queríamos falar dos gregos e romanos? Tento fazer isso mas acabo me enrolando de um jeito desconfortável e quase caio no chão se Octavian não me segurasse.

– Você está fazendo errado – ele briga comigo e me desenrola antes dele próprio começar a me arrumar o problema é que estávamos relativamente próximos e ambos vermelhos – pronto, não é tão difícil assim....

Ele se afasta um pouco e desvia o olhar, não sabia o que falar também mas não queria descer para ficar com a família dele, eles eram bem cruéis com o Octavian e não perdiam a chance de fazer um comentário afiado e felino querendo realmente magoar com as palavras. E é o aniversário dele, a vida domestica do Octavian é pior do que a maioria das pessoas pensa, se soubessem o que ele já passou não iriam julgá-lo de forma tão cruel.

– Aqui não tem nenhuma foto sua quando pequeno, você devia ser um bebê fofo – digo com um sorriso, todos os bebês são fofos.

– Não tiramos muitas fotos, não mexemos com mais tecnologia do que o necessário – ele comenta se sentando na cama – eu devia ter te avisado que eles podem ser difíceis as vezes.

Dava para ver que ele estava desconfortável, me sento na cama ao seu lado e seguro a sua mão para tentar lhe dar um pouco mais de confiança. A verdade é que eu suspeitava que a família dele não seria das mais fáceis e provavelmente seria bem conservadora, mas achei que eles iam mimá-lo um pouco, é o aniversário dele. Ele me encara sem soltar as nossas mãos, mesmo que os dedos não estejam entrelaçados é estranho estar tão próximo de alguém a este ponto depois de Marcus.

– Eu teria vindo do mesmo jeito não se preocupe, eles sempre te tratam assim – pergunto e ele não responde, não que precisasse – eles não deviam agir assim com qualquer pessoa, ainda mais com os mais novos...Eles... você percebe que eles estão fazendo com que todos tenham o mesmo defeito mortal... já ouviu falar deles?

Essa expressão não era usada muito no acampamento meio-sangue então não sabia como ela era por aqui. Eu a ouvi pela primeira vez da minha mãe antes da guerra contra cronos, ela me alertou do meu defeito para que eu tomasse cuidado, porque em uma batalha ele seria fatal.Ainda tenho algumas dificuldades em lidar com ele, o meu defeito é o mesmo do Percy a fidelidade. Eu não pensaria duas vezes antes de morrer para proteger um amigo...Octavian faz que não, mas não comenta sobre ser algo grego ele parece um pouco curioso.

– Todo semideus tem um, algumas vezes é relacionado ao nosso pai divino mas não é obrigatório. Geralmente se moderado o nosso defeito é uma qualidade, mas em nós ele chega quase ao excesso de modo a ser fatal. Temos sempre que tentar descobri-lo e dominá-lo para não morrermos jovens – comento me perguntando o quanto devo me aprofundar neste assunto – o meu é a fidelidade, se moderada é uma qualidade mas no meu caso eu sei que morreria para salvar os outros.Minha mãe me contou dele antes da guerra porque tinha medo que eu me atirasse entre uma lamina e alguém nos primeiros minutos da batalha, ela foi um pouco radical mas não estava totalmente errada. A sua família, me desculpe dizer, parece cria-los para que tenham todos o defeito mortal do orgulho como se fossem melhor do que todos e tudo o que fizessem pudesse ser melhor. Ele é perigoso Octavian e pode ser usado pelos inimigos para manipulá-los, muitos dos que se juntarão aos titãs tinham este defeito mortal.

– É a sua cara, morrer de uma forma tão patética como sobreviveu as duas guerras? – Octavian comenta quebrando o clima tenso que ficará e me fazendo sorrir para ele.

– Eu tinha alguns motivos para sobreviver, mas não foi fácil – brinco com um sorriso leve – só tome cuidado, eu me preocupo com você e tenho medo que acabe sendo dominado pelo seu defeito mortal e se perca em si mesmo.

Octavian fica vermelho de um jeito fofo antes de voltarmos a conversar , ele falava mais do que eu e começou a me contar como descobriu o seu dom e que na verdade aquela prima irritante dele de mais cedo havia lhe dado um ursinho rosa de pelúcia quando ele tinha 10 anos, ele ficou tão irritado que arrancou todo o recheio do ursinho mas surpreendentemente ele via coisas do recheio do ursinho. Riu de leve da história dele, nada na vida de Octavian era normal, até o modo como ele descobriu o próprio dom não poderia ser mais simples.

– E você se preocupa mais com os outros do que consigo mesma, isso não é nada romano – ele comenta mas havia um sorriso leve nos seus lábios, gostava de ficar naquele clima com o Octavian – han...bem... eu queria dizer...

Mas eu nunca soube o que ele queria dizer porque naquele momento uma das primas pequenas do Octavian apareceu correndo segurando a toga em uma mão e uma tesoura com a outra, ela não devia correr com uma tesoura pode acabar se machucando. Eu e Octavian separamos as nossas mãos vermelhos mas ela não pareceu dar atenção para isso, quando eu vi ela estava cortando uma mecha rosa do meu cabelo.

Assim que ela corta a mecha e a mesma se separa do resto do cabelo ela começa a escurecer até ficar totalmente negra dou um leve sorriso não surpresa pela sua curiosidade infantil e tiro a tesoura de suas mãos antes que ela acabe se cortando ou cortando mais do meu cabelo.

– Ele perde a cor quando é separado de mim, o arco-iris é formado pela luz mas no meu caso o do meu cabelo é pela vida. Ao ser cortado ele perde a cor, do mesmo modo que quando eu fico doente ele fica opaco e que quando eu morrer ele ficará inteiro escuro – comento o que a minha mãe me explicou logo que eu cheguei ao acampamento e descobri o porque dos meus cabelos coloridos.

A menina pareceu desapontada, eu me ofereceria para ensiná-la a deixar o cabelo colorido se eu não achasse que correria o sério risco dos pais dela me matarem por isso ou acabar trazendo problemas para o Octavian, o que também não seria bom. De qualquer modo a menina jogou o meu cabelo no chão e falou que ia estudar com as outras crianças.Eles não brincam?Se bem que o Octavian nem sabia o que era Toy Story.

– As crianças tem um horário para brincar? – pergunto com um certo medo da resposta .

– Aprendemos a lutar cedo, mas era até certo ponto divertido quando se ganha – ele comenta dando de ombros ainda sentado na cama.

O abraço e ele fica absurdamente vermelho antes de retribuir, ele está se acostumando mais a receber carinho o que é realmente ótimo já que ele sempre deveria ter recebido carinho para inicio de conversa! É bom também o fato de que eu gosto de abraça-lo, acho que ao menos uma parte de mim já está se acostumando ao toque novamente, uma vez que não me incomodo mais com o toque. Queria uqe ele pudesse ter tido uma infância normal, seria mais feliz e talvez assim além de sorrir mais pudesse ter mais amigos.

– Já sei, eu podia te levar para ver os filmes... Só precisaríamos de um lugar que passasse DVD, assim você finalmente veria Toy Story e eu poderia te levar em um parque de diversões... tudo bem que talvez estejamos um pouco velhos para isso mas mesmo assim é um tempo recuperado – começo a falar animada com a minha ideia e esperando que ele goste dela tanto quanto eu.

Octavian narrando

A minha família não gostou realmente de tê-la por perto, mas não foi ruim, acho que teria sido pior sem tê-la aqui. Valentina não tem quase nada de Romana, é frágil e forte ao mesmo tempo de um modo difícil de entender. Nunca conheci realmente alguém como ela, e principalmente nunca conheci alguém que realmente se importa comigo do jeito que ela se importa, Valentina é diferente de tudo e ao mesmo tempo que nunca conheci alguém como ela eu sei que gosto muito de tê-la por perto e não só por conta da influência dela, mas por conta da pessoa incrível que ela é.

Depois de um tempo minha mãe veio me chamar e me lançou um olhar sério que me fez engolir em seco mas não desviei o olhar, descemos para a sobremesa e ficamos mais uma vez lado a lado. A sobremesa era um bolo de chocolate, não houve um parabéns mas recebi presentes e um tapinha nas costas o que é o normal de todos os meus aniversários.

Já estávamos saindo quando a minha mãe me chamou para guardar os meus presentes e disse que a minha amiga não precisava subir comigo que eu era perfeitamente capaz de fazer isso sozinho. Estava os guardando no meu quarto da melhor forma possível para não fazer bagunça e manter tudo de uma forma pratica quando a minha mãe aparece na porta do quarto, eu sabia que ela queria falar comigo e sabia que o assunto deste ano não era o fato de eu não ser um pretor, mas muito provavelmente sobre a filha de Iris que eu trouxe para casa.

– A sua amiga é muito bonita, entendo porque a quer por perto – minha mãe diz em um tom sério enquanto a encaro – mas espero que você não se esqueça de quem é e o sangue que corre em suas veias, entendo que ela deve ter muito a oferecer e que muitas garotas podem se insinuar para tentar fazer parte da nossa família...Mas você deve ter cuidado se perder muito tempo com garotas como elas uma garota de uma familia realmente digna pode achar que é você que não é digno dela.

Sinto o meu rosto inteiro ficar vermelho com as palavras da minha mãe, não pelo tom baixo e frio com que ela disse isso, mas pelo que ela disse...Ela disse que eu e Valentina estamos...estamos transando! Tudo bem somos dois adolescentes cheios de hormônios e muita gente no acampamento faz isso... mas eu nunca nem beijei, estou esperando a garota com quem irie casar. Porque só troca de namorada muitas vezes quem não sabe o que quer e por isso erra várias vezes antes de achar a pessoa certa e eu não vou errar, vou achar a pessoa certa de primeira então não tem o porque de eu estar fazendo isso com a Valentina sem ela ser a minha namorada.

– Nós não estamos fazendo nada ela é realmente só uma amiga –digo em tom firme mas não pareço convencer a minha mãe que apenas me lança um olhar frio.

– Não pense que eu nasci ontem, a atenção que vocês dão um ao outro, o fato de não se separarem e não tirarem os olhos um do outro... Você não é próximo assim dos outros Octavian, jamais trouxe ninguém aqui e muito menos emprestou uma das suas túnicas para qualquer um... Talvez você não tenha percebido que caiu no encanto dela e na teia que ela armou então tome cuidado antes que ela tente lhe dar o golpe da barriga e você acaba em um casamento fracassado – minha mãe diz antes de virar as costas.

– Ela não é esse tipo de garota mãe – é tudo o que digo porque Valentina não liga para o meu sangue, ela não se importa que eu faço parte de uma família antiga e aposto que ela não faz esse tipo de tramoia, ainda mais quando tem tantos garotos interessados nela.

Esse pensamento só serviu para me deixar mais vermelho, sabia que teria que descer e que não era bom deixar a Val sozinha com a minha familia lá em baixo, nem ela merece isso... Só que algumas coisas que a minha mãe disse não estão totalmente erradas, quer dizer eu realmente passo mais tempo com Valentina do que seria o normal com os meus aliados, eu a trouxe para casa no meu aniversário, a espero para almoçarmos juntos a ponto de não comer até ela chegar e também a acho bem bonita...Não é de se espantar que ela seja tão popular e que até mesmo Gabe pareça gostar dela, mas... eu poderia gostar dela?

Quer dizer ela não é apropriada, a minha familia já deixou isso bem claro, mas ela realmente me faz bem e parece se importa comigo mais do que todas as pessoas que eu conheço juntas, e este foi de longe um dos meus melhores aniversários e tenho certeza que parte do motivo é por conta dela...Os presentes dela não são uteis em batalha, mas ela ficou costurando até tarde e tentou achar algo para me ajudar e que eu gostasse... Não adianta ficar pensando nisso agora, eu não gosto dela desse jeito só gosto dela como amiga e ela é a minha primeira amiga e foi por isso que a minha mãe fez confusão.

Terminei de arrumar as minhas coisas e desci encontrando Valentina com os cabelos coloridos presos em uma trança conversando com a minha prima Margo, seus cabelos demonstravam seu desconforto e não posso deixar de pensar que deve ser incomodo ter um cabelo que te entrega deste modo. Ela me vê e sorri para mim acenando de leve fazendo a minha prima revirar os olhos, mas dou um curto sorriso de volta enquanto ela se levanta.

Meu pai apenas me fala para não envergonhar o nosso sangue e eu faço que sim antes da porta ser fechado e eu sair dando as costas para a minha casa que por mais que seja grande e invejável por fora, por dentro muitas vezes é quase uma tortura ficar. Em partes eu fico feliz em poder ir para o acampamento e ficar longe deles até que outro dos nossos vá para o acampamento e eles tenham outra vitima para criticar.

– Mas então...- Valentina começa a falar quebrando o silencio – você ainda não me disse se topa ou não ver Toy Story comigo e finalmente descobrir porque eu falei que você se parece com o Sid do desenho...

Suspiro pensando que não era realmente muito animador ficar vendo um filme de crianças no dia do meu aniversário, filmes de crianças são estúpidos a ponto da minha família não gostar deles e saber que eles são feitos para destruir o nosso cérebro e nos desviar das verdadeiras prioridades. Mas então eu olho para a garota ao meu lado que me lançava um olhar ansioso e parecia realmente animada com a ideia.

Se fosse qualquer outra pessoa, eu não tenho a menor duvida de que o não teria saído com facilidade de meus lábios, assim como todos os motivos óbvios pelo qual a ideia era estupida e ao mesmo tempo conseguiria facilmente fazer a pessoa se sentir mal pela proposta e me fazer uma proposta que eu considere interessante. Mas Valentina Aragon não era como as outras pessoas e eu sabia disso, ela tinha um estranho efeito sobre mim e ela me acompanhou hoje no passei horrível que foi ficar com a minha família e mesmo assim não reclamou nenhuma única vez ou pediu algo em troca...Talvez não seja assim tão ruim, não pode ser realmente pior do que eu a fiz passar esta tarde com a minha família.

–Os filhos de Baco tem um espaço no anfiteatro do coliseu para peças, se não me engano tem um dvd lá, mas duvido que tenha este filme – comento porque eu posso até topar em ver um filme infantil com ela, mas não vou sair caçando esse DVD seria humilhação demais.

Sinto ela me abraçar e fico vermelho enquanto tento retribuir o abraço, olho para baixo já na porta de entrada do acampamento e o sorriso que ela me deu era tão feliz e tão brilhante, os seus cabelos brilhavam tanto que tudo o que eu fiz foi tentar retribuir o sorriso antes de me afastar do abraço e ter que usar toda a minha força de vontade para não desviar o olhar. Porque eu nunca poderia desviar o olhar, cresci treinando para não demonstrar fraqueza.

– Não se preocupe, eu consegui um com o Nico desde aquela nossa conversa, tinha a esperança de que conseguisse te apresentar ao filme – ela comenta animada – só preciso ir buscar nas minhas coisas, acha que conseguimos um pouco de pipoca e refrigerante? Ai podemos fingir que é um cinema.

Noto que algumas pessoas nos olhavam, mas não me preocupo muito não é como se fosse uma vergonha estar perto de Valentina, muito pelo contrário já que sei que muitos dos rapazes do acampamento adorariam passar uma tarde com ela ou ao menos uma parte do tempo que divido com ela. Mas não consigo deixar de pensar que eles são uns idiotas por agir assim não deviam a encarar como se fosse um pedaço de carne, ela não esta disponível para eles...Não que eu esteja com ela já que ela insiste em namorar aquele grego filho do mundo inferior, só acho que eles não deviam deixar tão na cara.

Acompanho-a até os dormitórios da segunda coorte e fico esperando na porta enquanto ela entra correndo, fico vermelho e ignoro as risadas irritantes das garotas que cumprimentaram Valentina na porta da segunda Coorte.Porque a maioria das garotas tem que ter uma risada tão irritante quanto essa? A maioria das garotas daqui tem, a minha prima tem, e só consigo pensar que não existe nenhum som tão irritante quanto este. Acho que este é um dos motivos pelos quais a presença da Valentina não é ruim, ela não tem essa risada. De repente alguém toca no meu ombro, ergo o olhar e vejo Cabe o centurião da 2ª coorte.

– E ai?Os seus pais aprovaram o namoro? – pergunta Gabe e reviro os olhos para aquele comentário totalmente desnecessário.

– Ela não é minha namorada, se eu não me engano eu já te disse isso – comento não achando a menor graça na brincadeira de Gabe, mesmo sabendo que ele só sabia que o caminho está livre –se eu fosse você me preocuparia mais com o di Angelo.

Gabe ri um pouco e toma um pouco de água do cantil que tinha preso no cinto, Gabe era de longe um dos grandes conquistadores do acampamento, já havia tido mais namoradas do que eu conseguia me lembrar e ele se orgulhava disso. Eu só achava essa uma atitude idiota, porque significa que ele errou e continuou errando sem aprender o erro para encontrar a garota certa.

– Mas ele não é uma presença constante aqui, logo logo ela vai ficar carente e precisará de alguém para consolá-la...Não se preocupe eu me encarrego do cargo – ele diz com um daqueles sorriso maliciosos irritantes.

– Voltei – comenta valentina chegando do nada com um sorriso – o gabe vai ir ver o filme com a gente?

É claro que ele concordou antes de ver o filme, não sei se isso é bom ou ruim. Não gostaria de compartilhar esse momento com ele, com toda certeza, primeiro porque é um filme bobo e segundo porque ele vai ficar irritante tentando impressionar a Valentina.

Quando finalmente chegamos ao anfiteatro já havia uma série de pessoas conosco e Valentina havia conseguido até pipoca e muito refrigerante. Me senti tentado a perguntar se todas aquelas pessoas não tinham tarefas a fazer antes do jantar, afinal alguns deles eram da minha coorte e eu tenho certeza que não dei a tarde livre para eles vagabundearam. Mas achei prudente não comentar nada quando Valentina estava tão animada porque realmente parecia ser um cinema. Além do que eu poderia usar esta informação, deste bando de pessoas matando as tarefas da tarde, para algo no futuro.

Nos acomodamos em vários pufes no chão, havia baldes de pipoca por toda parte e copos cheios de coca-cola na nossa frente. Valentina se sentou entre eu e Gabe e deu inicio ao filme, a música do inicio é irritante.

– Obrigada por deixar todos virem e feliz aniversário – ela sussurra para mim e a música de abertura ficou só um pouco menos irritante.

Notas finais
E ai o que acharam?Até a mãe do Octavian já notou e ele não!