The Iris child
5 Capítulo 5 – Senhor Josh Aragon
Notas iniciais
É hoje! Finalmente é domingo! Hoje eu vou poder apresentar o tipo de arte que o meu pai faz para Octavian, foi fazendo esse tipo de arte divertida e descontraído que o meu pai conquistou a minha mãe e o mundo. Acho incrível o meu pai ganhar a vida se divertindo, sendo quem sempre quis ser e não quem a sociedade, a família e os amigos empunham para ele... Tudo bem talvez eu esteja sonhando alto de mais, mas quem sabe eu não consigo fazê-lo se divertir?
Ontem fiquei o dia todo acertando as coisas com o Nico e com o meu pai para ter tudo o que é necessário, meu pai está por perto decorando uma galeria com o estilo arte de rua para a inauguração da mesma e ele deixou que eu e Octavian façamos uma das salas, não a principal mas vamos fazer uma sozinhos e ajudá-lo com algumas outras, estou tão animada! Acordei bem cedo e arrumei a minha cama o mais rápido que eu consegui. Estava acostumada a arrumar a minha cama pelas inspeções nos chalés então não foi um problema. A maioria dos campistas provavelmente dormiria até tarde mas eu havia marcado com o Octavian de encontrá-lo no refeitório bem cedo para tomarmos o café da manhã juntos.
Me arrumei, joguei todas as coisas na mochila e sai correndo em direção ao refeitório, fora os Faunos que ficavam mendigando não havia muitos campistas acordados e a maioria ainda parecia com a cara de cansado. Entro no refeitório e sorrio para Octavian indo me sentar ao seu lado ignorando as mesas das Coortes.
– Bom dia – digo animada enquanto um dos lares me servia suco de laranja e panquecas.
Octavian estava perfeitamente arrumado, como sempre, os cabelos alinhados, a roupa do acampamento, os ursos de pelúcia presos no cinto e comia de forma séria sem falar com ninguém. Haviam apenas alguns garotos mais velhos que pareciam ter compromissos ou obrigações a cumprir, provavelmente ficar de vigia nas portas do acampamento. Ele me encarou e murmurou um bom dia antes de voltar a comer. O meu sorriso aumenta, um bom dia mesmo que murmurado era um avanço incrível.
Comia o mais rápido possível eu estava tão animada, esse será o melhor dia da vida do Octavian e ele irá se divertir muito. Ele precisa conhecer coisas novas, se tornar mais leve e sorrir mais tenho certeza que o sorriso sincero e verdadeiro dele é lindo. E ele é legal, estou observando os pequenos detalhes e isso só me anima mais.
Eu como corendo enquanto ele comia de forma comportada, calma e devagar. Parecia um lord, comentei isso com ele mas ele disse que só não entendia porque a maioria dos adolescentes de parecer bárbaros e não saber comer com a devida educação e classe, algumas coisas dificilmente mudam.
– Vamos, eu prometo que o dia será muito divertido – digo animada, estou pulando de tanta animação.
Ele suspira e concorda se levantando, a maioria dos campistas estavam cansado demais então não chamamos muita atenção, quer dizer só notaram que estávamos saindo do acampamento quando cumprimentamos os vigias da porta, acho que o Octavian não costuma sair muito por isso ficaram surpresos. Estava com um pouco de medo do Marcus me encontrar, mas quais as chances dele estar aqui e não no acampamento?O Percy me avisaria se ele saísse do acampamento, certo?
Fomos até o ponto de ônibus que fica de forma estratégica perto o suficiente da entrada o acampamento para não nos perdemos mas longe o suficiente para não atrair mortais. Entramos no ônibus e eu não conseguia segurar o meu sorriso, só iríamos andar algumas estações, mas iria valer a pena. Ele parecia nunca ter entrado em um ônibus o que é ainda mais legal, quero que ele veja que o mundo atual também é legal.
– Já estamos quase chegando, estou tão animada... Você trouxe uma roupa para sujar, não? As vezes acabamos sujando a roupa – digo o olhando nos olhos, não queria perder nenhuma das suas expressões para descobrir do que ele gostava e do que não gostava.
– Acho que todos no ônibus notaram – ele disse sério e isso me deixou com as bochechas coradas.
Certo talvez eu estivesse um pouco animada demais e isso fizesse o meu cabelo ficar mudando toda hora com as mechas mudando de cor e lugar, ele toca os meus cabelos uma mexa roxa em especial e eu sorrio constrangida enquanto tento me controlar e agir como uma pessoa séria para não chamar ainda mais atenção.
Finalmente o nosso ponto chega, ele não era tão longe da galeria para onde iríamos e mesmo que o dia estivesse quente ainda batia um vento gostoso e não havia muitas pessoas na rua, mas mesmo assim eu ficava de olho no Octavian quase que toda hora porque tinha medo dele acabar se perdendo.
Chegamos na galeria, pelo menos pelo endereço que o meu pai me passou e até eu achei ela enorme. Ela ainda estava toda branca o que significava que o meu pai ainda não havia feito nada, as vezes ele me deixava ajudar. Ok, quase o tempo todo, eu não fazia as coisas grandes mas coisas pequenas, detalhes pequenos para não atrapalhá-lo, nos somos um timinho. Chegamos na porta e havia um segurança.
– Oi, eu sou a Valentina Aragon, eu combinei com o meu pai de encontrá-lo aqui – digo sorrindo para o segurança.
Ele me olha, pega uma prancheta e depois fala algo em um daqueles fones de segurança que me parecem meio que de agente secreto, depois disso o portão de metal é aberto e podemos entrar. A galeria é uma casa daquelas bem clássicas e antigas toda branca com um jardim bem verde e flores muito bem cuidadas, ela é linda mas precisa de um pouco mais de vida e esse é o tipo de arte que o meu pai faz.
Noto que Octavian ainda estava parado e sorrio o puxando pela mão para dentro da propriedade já que sei que os portões não podem ficar abertos por muito tempo, afinal de contas sempre tem alguns curiosos, principalmente do ramo da arte, que querem entrar para dar uma olhada. Ele parecia ter ficado mais tenso e isso me preocupa, se ele ficar tenso demais eu não vou conseguir fazê-lo se soltar e se divertir.
– Seu pai? – ele pergunta engolindo em seco.
– Sim, este é o novo trabalho dele e nós vamos ajudá-lo será tão divertido – digo o puxando pela mão para dentro da casa – PAI?
O chamei bem alto o que foi um erro já que o som fez eco, bem ao menos isso vai garantir que o papai saiba que eu já cheguei estou morrendo de saudades. Tudo bem que eu o vi pouco antes de ir para o acampamento mas ele é uma das pessoas mais incríveis que eu conheço e por isso eu sempre fico com saudades dele.
Noto que ainda segurava a mão de Octavian e que talvez ele não goste disso e a solto rapidamente enquanto olho para o hall de entrada que tinha várias esculturas de gesso e objetos diversos onde muita tinta foi jogada de forma quase que aleatória, todos os objetos e as cores das tintas foram escolhidas pelo meu pai, ele era bom para notar estar coisas. Ouço passos e noto que é o meu pai, não ligo que ele está sujo de tinta e me jogo em seus braços o abraçando forte.
Meu pai conheceu a minha mãe cedo, ele havia acabado de terminar a faculdade de arte e buscava inspiração, meu pai adora as cores e a liberdade de não obedecer as regras e isso atraiu a minha mãe, tudo bem que o fato dele fazer comidas naturais deliciosas também ajudou. Meu pai se chama Justin Avalon, ele está quase na casa dos 40 mas não aparenta ter tudo isso, os cabelos castanhos estão sempre bagunçados (exceto quando eu ou a agente dele o convencemos de por um gel) já que ele corta o próprio cabelo com a tesoura da cozinha, ele está com olheiras porque tem passado muitas noites em claro, a pele está bronzeada, está usando um bermudão e uma regata ambas todas sujas de tinta.
– Princesa, estava morrendo de saudades – ele diz me girando em seus braços enquanto eu riu – e quem é o seu novo amigo romano?
Sorrio me separando do meu pai e olho para Octavian que nos encarava e parecia um pouco desconfortável, talvez estranhando o modo como eu e o meu pai somos duas crianças grandes e bem unidas, mas eles vão se dar bem. É impossível alguém não gostar do meu pai,ele é o cara.
– Pai este é o Octavian ele é o único no acampamento que lê os agouros – digo sorrindo e noto que Octavian inflou um pouco o peito com orgulho do que eu disse, ele é mesmo bem orgulhoso – e Octavian esse é o meu pai Justin, o melhor artista de todos os tempos.
Os dois ficaram se encarando durante alguns segundos e por fim apertaram as mãos, meu riu e bagunçou os cabelos dele e eu morri de vergonha. Eu sabia que tinha esquecido de algo! Octavian NUNCA, nenhuma única vez foi visto com os cabelos bagunçados e eu esqueci de avisar o meu pai sobre isso. Droga!
– Bem vou mostrar a sala que preparei para vocês... É o guarda chapéus, mas será divertido – o meu pai falou nos guiando pela galeria que tinha diversos objetos pendurados em todos os cantos de forma aleatória e em branco.
Sim em branco porque é o meu pai quem irá colori-los, tem rodas, placas de trânsitos, roupa de mergulho, computadores antigos, portas, CDs e todo tipo de coisa. Ele só havia começo alguns cômodos onde havia uma linda confusão de cores para falar a verdade. Eu adorava a liberdade das cores que tinha por aqui, a sala onde íamos fazer a maior bagunça ficava nos fundos mas era grande e eu sabia que ela tinha mais objetos que o necessário de propósito, o meu pai é o melhor.
– Hei princesa- disse o meu pai quando chegamos – como anda a sua mãe?
Abro um sorriso sapeca nos lábios, então os meus pais não podem ficar juntos por motivos óbvios já que papai é mortal e a mamãe é uma deusa. Mas a minha mãe gosta da regra do faço o que quero, então ela e o meu pai as vezes se encontram o que para mim é legal. Só que o as vezes eles é tipo uma vez por ano, porque para a minha mãe o tempo é diferente, ela meio que se distrai com a loja e esquece de todo o resto. Sei que o meu pai nunca esqueceu a minha mãe e a minha mãe? Eu não tenho ideia, sei que o meu pai a marcou, mas os pais dos meus irmãos também, mas não falo disso com eles. Não sei se quero saber se a minha mãe as vezes encontra com os pais deles.
– Acho que atrapalhada com a loja, estou evitando ir para lá... Quero mudar de ares e você tem visto ela? – pergunto mordendo o lábio inferior com insegurança.
Não, o meu pai não tem a menor ideia do porque de eu ter ido para o acampamento Jupiter.Ele acha que agora que temos uma trégua eu quero conhecer os romanos e fazer novos amigos, mas eu pedi para ele não contar para ninguém sobre isso porque tenho medo dos gregos ficarem com ciúmes então para eles eu estou ajudando o meu pai no trabalho. É talvez ajam grandes chances disso dar errado.
– Não desde o seu aniversário de 15 anos, bem divirtam-se o banheiro é no final do corredor – fala o meu pai me dando um abraço de urso antes de sair dali.
Dou um sorriso nervoso para Octavian que não diz nada, ele acaba indo se trocar primeiro. Uma roupa que possa sujar, ele disse que não tem isso mas que tem uma roupa que ele odeia o suficiente para adorar ter uma desculpa para jogar fora se ficar muito suja de tinta. Acabei rindo com isso enquanto fiquei sentada na sala vendo as cores e os objetos que tinha por ali.
Ouvi a porta do banheiro ser aberta e fui espiar e nossa ele não parecia o mesmo octavian de sempre. Os cabelos foram arrumados, obviamente, mas além disso ele usava uma blusa rosa de unicórnio e uma calça de moletom, os pés estavam descalços e ele me lançou aquele olhar que faz com que a espinha fique gelada e você comece a pensar antes de falar.
– Você não precisava querer destruir essa blusa, eu usaria ela – digo com sinceridade e ele levanta uma sobrancelha – unicórnios são legais e coloridos, combinam comigo mesmo sendo uma blusa masculina. Como conseguiu ela?
– A minha prima me deu, se quer tanto peque – ele disse tirando a blusa e jogando ela para mim.
Algumas coisas que eu preciso esclarecer o Octavian é mais alto do que eu, mais de 10 cm eu acho e além disso ele não tem muita massa muscular o que faz ele parecer meio magrelo, mas ver ele sem camisa me fez achar que ele não é tão magrelo assim, ele tem músculos definidos e... É melhor eu ir me trocar! É o Octavian, o meu novo amigo!
POV – Octavian
Eu comecei a me arrepender de ter tirado a camisa assim que ela me olhou, por sorte depois ela foi correndo para o banheiro.Existe uma boa razão para eu não ficar andando por ai sem camisa, eu não sou o tipo bombado e musculado como o nosso atual pretor com a benção de Marte. Não que eu ligue para isso, eu sou bem melhor do que o bobão do Frank.
O pai da Valentina é tão estranho quanto ela, quer dizer que tipo de pessoa que jamais teria sido chamada pela minha família para ir jantar em casa e que eu teria conhecido. Ele não é tão colorido quanto a filha, mas suas roupas são sujas de tinta e ele não tem o jeito sério e rígido que um pai de família deve ser. E então ela saiu do banheiro.
Os cabelos loiros quase brancos com mais mechas coloridas que o normal estavam presos no topo da cabeça em um coque, ela usava um shorts de lycra curto e preto e uma regata toda suja de tinta, ela também estava descalça e sorriu para mim. Engulo em seco, não havia notado que ela é bonita assim. Não bonita tipo capa de revista, ou gostosa, mas bonitinha... Talvez seja por isso que os panacas de mente pequena do acampamento ficam a seguindo por toda parte.
– Vamos? Olha é bem simples só temos que sujar tudo... Não pode ter desenhos é para extravasar, se soltar – ela fala sujando as mãos de tinta azul e jogando em uma cômoda fazendo bolas de água que escorriam ali – vamos?
Eu vou ter que ficar todo sujo de tinta sujando essas coisas estranhas? A olhei descrente e peguei um pouco de tinta amarela e fiquei respingando na porta ela me olhou séria como se eu estivesse fazendo algo errado. Qual é, não é porque ela vive em um mundo louco que todos tem que fazer isso também.
Só que do nada ela enche a mão de tinta vermelha e joga em mim, então ela me mostra a língua e corre para longe de mim sem sair do cômodo, isso é algum tipo de competição?EU estou todo sujo de tinta, pego um pouco de tinta e também jogo nela.
Não sei exatamente o porque, mas nós começamos uma guerra de tinta jogando tinta um no outro e como consequência jogando tinta em todo lugar também. Só paramos quanto não tinha mais tinta e também não tinha mais nenhum lugar em nós dois que não estivesse colorido. Até que não foi tão chato assim ficar brincando de tinta com os dedos, não que eu vá admitir isso em voz alta.
Estávamos os dois deitados no chão com a respiração ofegante, não sei a quanto tempo estávamos aqui mas eu olhava para o teto e até lá tinha tinta! O lugar tinha alguns pontos brancos e vários bem coloridos mas de um jeito animado. Ele não parecia em nada o lugar que havíamos deixado.
– Eu cresci assim sabe, ajudando o meu pai em coisas pequenas e indo com ele em exposições ou colorindo a nossa casa – ela se vira para me encarar e sorri.
Eu quase me sinto tentado a sorrir de volta, talvez eu tivesse realmente sorrido se o pai dela não tivesse aparecido na porta e falado um uau para a bagunça que fizemos. Não sabia se isso era bom ou ruim, mas ele não ligou de se sujar ainda mais de tinta para dar um abraço na filha e soltar o cabelo dela.
Valentina e Justin, o pai dela, fazem muito isso. Encostam muito um no outro, fazem muitas demonstrações de afeto e isso é meio estranho, quer dizer sempre achei que isso era exagero ou mentira, meio que hipócrita para parecer ser o tipo de família perfeita. A minha família é antiga, é tradicional, é descendente de Alexandre o Grande e nós não fazemos isso. Quando nos vemos nós não falamos tão alto, ou gesticulamos tanto. Tudo bem que ele é o pai dela e se envolveu com a deusa do Arco-Iris.
– Vamos comer, a comida chegou... Pizza de mussarela e coca-cola, você gosta Octavian? – pergunta o pai dela sorrindo.
Eles vão almoçar isso?Não é saudável e não tem carne! Os legionários precisam de carne para ficarem fortes, para conseguirem lutar. Mas como eu posso falar isso para eles? Certo vou comer mais carne no jantar, mas isso já vai contar vários pontos contra esse dia o que só vai garantir ainda mais que eu ganhe a aposta.
Acabamos descendo para comer no jardim sobre uma enorme toalha de piquinique toda colorida, suspiro e fico mexendo o meu copo de coca-cola até todo o gás sair. Odeio essa parte do gás, é horrível a sensação na garganta. Noto que é de família essa mania irritante de gesticular muito enquanto falam.
– Se a minha agente não fosse me matar se eu não terminasse tudo isso até quarta-feira eu iria tomar um sorvete com vocês – o pais dela faz um bico, ele é o pai ou o irmão caçula.
Comemos a pizza inteira, e Valentina pareceu ficar realmente feliz comendo essa pizza acho que nunca a vi comer tanto no acampamento, exceto doces e da vez que aquele di Angelo embaixador do mundo inferior veio e lhe trouxe aqueles sanduiches. Fomos tomar um banho para ir tomar um sorvete ali perto, não juntos obviamente! Um de cada vez naquele banheiro, eu tomei o meu rapidamente e depois fiquei esperando por ela.
– Octavian, pode vir aqui? –chama o senhor Justin, pai da Valentina do outro lado da casa e eu vou atrás dele.
O cara estava deitado no chão atirando bexigas cheias de tinta pelo lugar fazendo com que elas respingassem, aquilo parecia arte de criança então é difícil pensar que as pessoas pagam por algo que todos podem fazer se bem que o que ele está fazendo é bem mais bonito do que o que eu e Valentina fizemos. Limpo a garganta para indicar que havia chegado e ele sorri para mim, os cabelos estavam bagunçados e desalinhados, ele não conhece um pente?
– Eu gostaria de te pedir um favor – ele fala e eu já esperava por isso, as pessoas sempre querem algo, é capaz da Valentina só ter me chamado aqui porque eles precisam de algo, as pessoas sempre querem algo não existe essa de amizade verdadeira e sem segundas intenções. Faço que sim com a cabeça e ele prossegue – você pode cuidar da Valentina para mim? Ela é a minha princesinha e eu sei que mesmo que ela esteja sofrendo e totalmente quebrada por dentro ela v ai sorrir e fingir que está feliz para não preocupar ninguém. Tome conta do meu tesouro já que eu não poderei estar lá?
Penso no que ele diz, não era algo que eu esperava. Não achei que ele fosse me pedir para tomar conta da filha dele, tudo bem que a garota não parece ser uma brava guerreira mas não estamos mas em guerra para ela correr o risco de ser morta. Não acho que ela seja assim tão boa para aguentar tudo em silencio, ela tem amigos demais para ficar guardando tudo sozinha. Mas ela está sempre sorrindo, será que agora ela só sorri quando na verdade está quebrada por dentro?
– Claro, sem problemas a Valentina é uma das garotas mais incríveis que eu conheço e eu prometo tomar conta dela – digo usando as palavras para resaltar o quanto eu sou ser um bravo cavaleiro que irá tomar conta dela.
O pai dela sorri e bagunça os meus cabelos de novo, qual a fixação desse cara em destruir os meus cabelos? Puxo os lábios para dentro e já estava pronto para arrumar os meus cabelos quando ela aparece com.. com a minha blusa de unicórnio!? Tudo bem, eu havia dado para ela a blusa, mas não achei que ela usar aquela coisa tão ridícula, usar algo assim era quase que humilhante. Se bem que ela não ficou tão ruim usando a minha roupa.
– Vamos tomar um sorvete antes de ir para o acampamento como papai havia sugerido? – ela diz sorrindo apoiada no batente da porta – queria que pudesse ir conosco papai.
– Divirta-se princesinha – ele disse lhe abraçando e rodando com ela no ar com tanto carinho que era quase enjoativo – e continue brilhando.
Os dois continuam naquele drama, sendo que ela nem fica o ano inteiro em um acampamento e ainda estuda em uma escola de mortais. Ela sorri para mim e acena de forma chamativa demais para o segurança na porta da casa, dou um curto sorriso para ela sem perceber. Ela estava brilhando mais do que nunca naquele momento, não ela definitivamente não estava quebrada por dentro e não vai ficar. Ninguém seria capaz de fazer algo de ruim contra ela, todos a adoram. Cheguei até ela enquanto a ouvia falar, muito, só parando quando eu queria falar. Ela sempre me ouvia com muita atenção, uma atenção onde eu não precisava controlar as palavras ela apenas gostava do que eu falava.
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