The Invisible Wall
5 Memorys
Midnight
Not a sound from the pavement
Has the moon lost her memory?
Era vez da Alemanha.Estava nevando. Aquele pequeno de olhos azuis e face angelical brincava alegremente com um boneco de neve , composto por 3 pequenas bolas, alguns botões como sua roupa, completando com um cachecol listrado . Seu rosto tinha uma expressão indefinida
Era difícil saber se sorria ou estava sério.
Era assim como Alex se sentia.
– Yutaka ?
– Eh? – Uke virou-se com uma expressão de dúvida.
O loiro ria daquela situação – Yutaka ... eu ... é ...
– Você ...?
— Eu... não vou mais te ver – Virou rapidamente em direção oposta ao olhar de Yutaka. – Então ...
– Não... vai mais me... ver? – Seus olhos já estavam marejados – Por... que não?
— Vou mudar de cidade – dizia em tom baixo – não quero que fique triste, assim fico mais ainda ... Lágrimas já desciam dos pequenos olhos de Yutaka.
– Que isso seja nosso segredo okay? Nunca se esqueça disso — Aquele pequeno loiro, apenas alguns centímetros mais baixos que Uke, esticou seu corpo e deu um pequeno beijo nos lábios do moreninho.
– Eu preciso ir, até. Lentamente, suas mãos levemente entrelaçadas se desfaziam, como um nó dado. Via dolorosamente aquela despedida súbita.
–---º-º---º---
– Yutaka? Yutaka?- Sacudia o moreno preocupadamente — Daijoubu? Por que está chorando? Teve pesadelo?
— Eh? – Levantou-se de supetão ao sentir seu rosto quente e úmido, devido as lágrimas. Limpou-as e deitou novamente.
– Tive um sonho ...
— E sonhos nos fazem chorar assim? Você estava soluçando!
- Gomen não foi pesadelo não. É que eu sonhei com um acontecido ...
– Que acontecimento?
– Quando tinha 13 anos, me mudei para Alemanha. Já fazia 2 anos que eu morava lá, e mesmo assim tive poucas amizades. Uma um tanto inesquecível. Foi praticamente meu melhor amigo que já tive. Mas...meu sonho me lembrou o que eu não gostaria de lembrar.
Kai percebeu que Uruha estava atento a cada palavra que dizia. Assim continuou seu sonho.
– Como ele era?
— Era loiro, de olhos azuis, mais baixo que eu. Era um doce de pessoa. Tinha um jeito muito parecido com o seu – dizia isso sorrindo, mas com seus olhos ainda marejados – Bem, estava nevando e montávamos bonecos de neve. E de repente, com receio, me contou que teria que mudar de cidade. E quando menos percebi, havia me dado um beijo, e saiu apressado. Fiquei atordoado com aquele ato. Ainda me deixa de cabeça enrolada quando penso nisso.
Uruha olhava carinhosamente. Por um ato inconsciente, passou sua mão em seu rosto delicadamente, trazendo com carinho para perto de sua própria face. Sem menos perceber, encostou seus lábios carinhosamente aos do moreno. E dali não passaria sem uma aprovação.
O moreno beijou levemente os lábios carnudos do loiro pedindo espaço sem pressa. Suas mãos estavam entrelaçadas, enquanto a outra estava acariciando a face do parceiro. Interrompeu suas pequenas carícias ao ouvir um barulho. — Nossos sonhos são sempre representações das nossas mais impensáveis vontades e lembranças do subconsciente.
– Espero que não façamos isso conosco mesmo! Ne? – Acabando a frase, depositou um beijo ao lado dos lábios do moreno – Se sua mãe ver alguma coisa, ela vai dizer que estou abusando você! Ambos riam do comentário do loiro. – Minha mãe já percebeu isso e comentou um dia comigo – dizia o moreno
– Hã? Perceber isso o que? – O loiro ficara congelado
– Que.... Eu não gosto lá de garotas. E nem você disso, ou estou errado? – perguntava receoso. O loiro, como resposta, deu um rápido beijo
– Isso responde ? — ria com seus pequenos dentes. Deitaram novamente da cama.
O tempo todo estavam com as mãos entrelaçadas. Aquilo confortava suas angustias. Olharam para o relógio. Ainda era 4 da manhã. Tinham apenas mais uma hora de descanso.
– Depois disso, não vou conseguir dormir de novo. Tenho medo de sonhar coisa parecida novamente. – O moreno se aconchegava no peitoral quente do loiro.
— Estou aqui.Com certeza não sonhará isso.
– Agradeço. – Fechara seus olhos, sendo levado por ondas calmas que pairavam naquele momento.
Ambos cochilaram novamente. Até serem acordados pelo despertador escandaloso, que tocava Memory, cantada por Susan Boyle.
— Melhor nos trocarmos rápido, se enrolarmos mais ainda capaz de perdemos o horário. Ambos se trocaram rapidamente, colocando seus uniformes e descendo até a cozinha, sussurrando aquela pequena criação feita ontem, após o banho.
— Como dormiram garotos? Estão com uma cara de porre! – Ria das expressões de indignados.
— Dormimos bem, mas é que Yutaka acordou no meio da noite, por causa de um pesadelo.
— que pesadelo, filho?
– Da prova de biologia. – Ambos riam, enquanto a senhora Uke olhava confusa.
— Bem, de qualquer forma, aqui está o café da manhã de vocês. Terão que ir a pé para a escola hoje, pois já estou saindo de casa, okay garotos?
— Yes mommy.
A senhora Uke saia de casa enquanto os garotos tomavam o café da manhã rapidamente para não perderem horário.
–º---º---º--
Do caminho até a hora de começar as aulas, andavam de mãos dadas, como irmãos. Sintam-se mais próximo que antes. Mas não é o que todos achavam.
– Tenso Takashima, muito tenso! Não sabia desse seu lado – dizia um do grupo de Byou
- Claro que sabia seu besta! Estas roupas e essa carinha denunciam tudo! Mas olhe, eu pegava – Caçoava Byou.
Todos daquele grupo riam dessas diretas – Tenso é da parte de Yutaka, que de certinho não tem nada. Será que seu sobrenome diz o que é? Tem gente que tem cara de santo, mas de santo não tem nada .
– Cala a boca vai, Byou. – Dizia Yutaka, lançando um olhar um tanto ameaçador.
– Não me seduza assim, Uke! Quando eu não aguentar, não reclame depois – Após dizer tal frase tão importuna, saiu andando, sentindo-se o ganhador da disputa de ‘Quem deixa o adversário mais puto no final’.
– Ignore Uke, ele faz isso todo dia comigo.
- Como aguenta?
- Ignorar é a melhor vingança. Ainda mais que isso ainda volta para ele. Um dia volta. E vamos, a prova ‘surpresa’ de biologia deve ser hoje.
– Qual a primeira aula?
– Ahm, biologia?
– Fu.
–----ºº-ºº--ºº----
– Como eu odeio botânica.
– Nem me fale.
O loiro foi subitamente empurrado contra a parede, sendo jogado ao chão — Odeia botânica Takashima? Como você se entende então?
– Prefiro estudar o Reino animália. Sabe por quê?
–Por que, Kouyou? – Dizia baixo, em sua orelha, causando arrepios da parte do loiro
– Para entender comportamentos tão primatas como o seu. Se não se importa, e se importar também não me interessa, tenho trabalho hoje à tarde e pretendo não chegar atrasado – Levantou-se com seu material em mãos
- Pois é, eu me importo – empurra novamente o loiro para o chão – Ainda não terminei de me divertir do seu desespero, se não percebeu.
O moreno de cabelos arrepiados sentiu um cutucão em seu ombro, e mal se tirou, viu um punho fechado a menos de dois dedos de distância de sua face. Estaria ao lado de Kouyou, no chão, se não fosse por Miyavi.
– Kai, não. Para que sujar sua mão com isso? – segurava possessivamente o moreno em seus braços – E você Byou, vá para o diretor, está suspenso.
– Sai daqui seu pavão tamanho GG. Não se intrometa aqui.
– O que disse Byou-chan? — o moreno sentia uma mão pousada em seu ombro. — Diretor- sama? Gomen
– Agora sim está suspenso. Mais um pouco é expulso, entendido?
Kouyou via tudo em um ângulo tão abaixo. Mas ao ver seu moreno ainda nos braços de Miyavi, subiu-lhe uma raiva e ciúme imenso. Como aquele professor tem a coragem de segurar Kai assim? Ainda mais por tanto tempo?
– Ahm, Myv- san pode me soltar agora, muito obrigado por isso. — Tudo bem ai em baixo, Uruha? – esticou-lhe a mão, como ajuda.
– Sim, muito obrigado – aceitou a ajuda para se levantar. Mal perceberam, mas havia uma roda de alunos em volta. Todos curiosos e sádicos.
– Saiam da aqui. A briga já foi resolvida. – dizia o diretor.
– Desculpe pelo incomodo. Se não se importam, estou atrasado com os meus afazeres. — dizia o loiro
– Já vai, Kouyou?
- Sim, Kai-chan. Muito obrigado por isso. Devo-lhe uma.
Cada um seguia um rumo diferente. A escola já circulava normalmente, o diretor foi para sua sala e Miyavi até a dos professores. Aquela cena que Miyavi- san apareceu de repente, eram remoídas várias e várias vezes no interior de Kouyou.
“Não vou deixar que isso aconteça de novo. Aquele ato tão possessivo. Apesar que... estou sendo assim pensando desta maneira. Mas não tenho com o que me preocupar. Espero”
She is smiling alone In the lamplight
The withered leaves collect at my feet
And the wind begins to moan
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