Notas iniciais
Reencontrando um amigo... Música: Música de suspense :v Link: http://www.youtube.com/watch?v=2vniZaLCUCI

Nós ficamos nos encarando por um tempo. Não sabíamos se lutávamos, fugíamos um do outro ou nos uníamos.

Eu me desliguei do mundo exterior. A única coisa que eu fazia era olhar para ele. Nossos olhos não paravam de se olhar por um segundo, entrando em momento de pura profundidade.

Mas esse momento acabou quando ouvimos um barulho e, simultaneamente, olhamos para a direção do som. E foi aquele barulho, aquela movimentação...que me fez lembrar que os carreiristas ainda estavam me seguindo.

Ele foi dizer alguma coisa, mas eu o interrompi:

–Não há tempo. Me siga.

Antes que ele retrucasse, eu já estava começando a me mover, e completei:

–Vamos, não quer morrer aqui, quer?

Ele, desistindo de retrucar, começou a correr, me seguindo.

Depois de um bom tempo correndo, parecia que os carreiristas tinham destido de nós, uma vez que não havia nenhum rastro de que eles ainda estivessem na nossa cola. Então nós paramos para respirar.

–Ufa. Essa foi por pouco. — comentei.

–É o que eu diga.

–Você tá bem?

–Sim...eu acho.

Mas, é claro, por que eles desistiriam?

Nesse momento, do horizonte voou uma faca, que me acertou na perna. Eu cambaleei, mas antes que caísse, Déniel me segurou e tirou a faca da minha perna.

–Segure – se em mim.

Eu fiz como ele disse, me apoiei no seu ombro e ele foi em frente, o mais rápido que podia.

Mesmo que ele fosse rápido, mesmo que conseguisse superar a velocidade da maioria das pessoas que estariam com alguém apoiado nelas, não daria para a gente ganhar na corrida, então ele me jogou dentro da água, e, logo em seguida, ele entrou também, nos escondendo.

Eu estava perdendo sangue, muito sangue, e logo ficaria inconsciente. Ele foi me guiando, submersa, até a outra fronteira do lago.

Depois de um tempo, voltamos a superfície. Os carreiristas pareciam estar longe, mas eu mal conseguia enxergar e respirar direito.

Uma vez em terra, eu pude notar ele abrindo a minha mochila e procurando algo. Depois de procurar, eu só pude ver ele tirando as bandagens da mochila, enrolando um trecho delas na minha ferida.

–Vamos.

Ele fechou a mochila e colocou ela novamente nas minhas costas. Me ergueu, me apoiando em seu ombro.

Começamos a andar, mas eu me sentia fraca, quase morta. Eu não conseguia me mover muito e, por isso, caí no chão, sem conseguir me segurar nele.

Assim que me viu caída no chão, ele se abaixou e, com os dois braços, me carregou, escorando minha cabeça em seu peito. Eu, perdendo as forças, acabei perdendo também a consciência.

Notas finais
Gente, cadê os comentários O.o ??? Calma, o próximo capítulo vai ser maior, mas COMENTEM!!!