Notas iniciais
Oii pessoal! Capítulo chegando espero que gostem!

Chegamos ao quarto e lá fui deixada. O quarto continuava do mesmo jeito. Jane estava sedada, Vick trocava algumas palavras com Sam. E tudo branco. Sempre branco.

– O que fizeram com você? – Sam perguntou.

– Nada. – respondi.

– Aposto que não foi nada. – Vick se levantou e foi até minha cama.

– Que horas são? – perguntei.

Sam apontou para um relógio no teto do quarto, exatamente no centro. Três e quarenta e cinco. Tudo igual e horários não faziam diferença ali.

– Ah! Vou poder mostrar a vocês. – Vick parecia alegre. — Às quatro e meia temos o banho de sol. Todos, até mesmo a Jane, caso ela esteja acordada, todos os de olhos abertos são levados para tomar um solzinho. É incrível. Vocês precisam ver! O jardim é lindo!

– Não tem almoço? – Sam perguntou com as mãos sobre a barriga que roncava.

– Não sei. – Vick respondeu. — Eles costumam reforçar o café da manhã para não precisarem servir o almoço, como hoje.

– Preciso dormir. – avisei. — Não aguento mais essa prisão.

– Durma bem. – desejou Vick.

Fechei os olhos e o negro de como seria a noite me envolveu.

Acordei aos gritos. Sedativos foram injetados em mim. Logo após a aplicação caí em mais um sono profundo e sem pesadelos, o que era muito bom já que um medo percorria todo o meu corpo. Tinha medo de ficar como Jane estava. Dependente de sedativos, graças a alguns tremores e reações violentas. Não queria ficar assim, já estava fraca demais para isso. O meu emocional estava quebrado.

Novamente acordei sem nenhum tremor. Senti uma vontade enorme de me levantar. Não poderia ser um peso morto.

Quando comecei a piscar meus olhos para melhorar minha visão – já que não me entregaram os meus óculos – consegui ver um grande número de seringas no chão. Mas não eram as seringas que injetaram em mim, se não elas estariam em volta da minha cama e aquelas estavam em volta da cama de Vick.

Tentei chamá-la, duas vezes e nada. Sentei na cama e olhei para a cama de Vick. Meus olhos se comprimiram. Ela não estava lá.

– Sam? – chamei.

– O que?

– A Vick não está aqui. Pode me ajudar a procurá-la? – eu estava preocupada.

– Tá bem. – Sam respondeu com a voz embargada pelo sono.

Ela se levantou e veio até a minha cama, já não mancava e nem tinha mais hematomas. Estava bem, pelo menos aparentemente. Ajudou-me a sentar na cadeira de rodas e me empurrou até a porta, mas o maldito segurança Treze nos barrou.

– Onde pensam que vão?

– Precisamos saber de Vick. – respondeu Sam. — Sabe o que houve?

– Não posso dar nenhuma informação. – Treze respondeu. — Sinto muito.

Eu já esperava. Era isso que se espera de qualquer branquelo idiota, Treze deixava claro que era um deles, por mais que tentasse me ajudar.

– Olha Mariah, eu sei que ele já conversa com você. – disse Sam limpando os olhos de sono. — Fique aqui com ele, estou com muito sono pra te arrastar por todos os corredores desse lugar.

Tive que concordar, mas também não podia ficar indefesa perto de um segurança da Proteção, era perigoso. Dei um sorriso irônico e concordei. Tive que concordar, Sam era muito cabeça dura e nunca voltava atrás.

Ficamos no corredor, apenas eu e Treze, com mais dezenas de seguranças com os olhares voltados para nós ou não. Uma privacidade muito diferente da que eu estava acostumada. Uma que não existia em nenhum cômodo na Proteção.

Treze empurrou minha cadeira pelo corredor.

– Vai me levar onde Vick está?

– Não. Eu não faço ideia de onde ela está. – ele respondeu e eu não conseguia acreditar.

– Para aonde está me levando então?

– Ao jardim, o luar faz bem. – sua voz saía irritante.

– Não para mim. – respondi ainda mais séria.

– Por que? – ele parecia surpreso.

– Tive um pesadelo. – respondi.

– Imagino com quem.

– Tem notícias dele? Não minta para mim. Eu realmente preciso saber. – eu nunca iria desistir de descobrir, precisava de Liam.

O segurança ficou quieto. Como se pensasse em palavras para responder. E isso significava que o que ele respondesse era uma mentira.

– Nada. Absolutamente nada. Ele apenas dorme. – ele virou o corredor. — Estamos quase chegando.

– Já disse que não quero ver a lua. Será que você não entende? Parece uma criança.

– Você que está parecendo. – ele rebateu.

– Olha para mim! – ele parou a cadeira. — Eu estou assim porque estou sem ele, e você nunca, eu disse nunca, vai tomar o lugar dele. – naquele momento eu estava quase gritando. — Eu amo muito Liam, se eu perder ele eu me perco, ouviu bem?

Ele olhou para mim assustado, em seguida virou a cadeira, em direção ao quarto. O que eu disse foi suficiente, pelo menos eu achava que fosse. Quando chegamos ao quarto ele simplesmente me colocou na cama.

– Você precisa dormir e se acalmar. Prometo que quando tiver notícias dele vou diretamente contar a você mocinha. – a palavra mocinha me irritava. — Durma bem, mas nunca como Vick dormia? Entendeu?

– Como assim?

– Vou contar a você. – seus olhos estavam fixos e dilatados. — Vick como é calma demais, a levaram para o centro de pesquisas, eles vão analisar os poderes dela. Não pergunte nada a ela quando voltar, ela está dormindo enquanto eles estão fazendo a pesquisa. Ela não sabe de nada, você deve fingir que não sabe também. – ele cochichou para mim. — Boa noite.

Tentei não pensar em nada que ele me disse sobre Vick, mas era impossível. Vick estava servindo de cobaia, como um corpo morto que servia para aulas de anatomia humana. Só que a diferença era que ela estava viva. Realmente nenhum de nós estava seguro ali, como eu havia pensado. Eu precisava de Liam novamente para me dar toda a força que era preciso, ele precisava acordar, queria ele vivo e comigo. Principalmente comigo, como sempre quis.

Notas finais
Pessoal hora de comentar!