The Innocent Of Konoha
3 Proposta Repugnante
Notas iniciais
Um mês e treze dias após a guerra.
A torneira estava ligada. Os espelhos não refletiam a agonia e raiva de Naruto. Mas estes sentimentos estavam presentes ali. Orochimaru havia aparecido no banheiro masculino, para que ninguém visse ou ouvisse sua conversa com Naruto. Uma conversa importante.
– Me diga logo, o que você quer, Orochimaru?
– Ah, Naruto... Você sabe. As coisas mudaram. Eu estou no controle dos Junsui Tensei. E eu posso desfazer o Junsui Tensei. E você não verá mais o seu pai.
– O que você disse?
– Naruto. Eu lhe proponho: como você é líder do júri popular e-
– Como você sabe disso? Isso é sigiloso até o dia do julgamento!
– Ah, sim. Tenho meus métodos. Na verdade isso não importa. Você tem influência sobre os outros do júri popular. Quero que me inocente.
– Eu nunca faria isso!
– Mesmo?
Naruto ficou em silêncio.
– Eu lhe dou um novo Junsui Tensei. O Junsui Tensei de...
– Pare.
– O Junsui Tensei da sua...
– Eu falei para parar!
– O Junsui Tensei de Kushina. Da sua mãe, Naruto.
– Eu não vou aceitar isso!
– Eu vou desfazer o Junsui Tensei dos Hokages.
– Não!
– Aceite.
– Eu não quero!
– Aceite de uma vez.
– Eu absolutamente não faria isso. Nunca. Nem por isso. Seus crimes são imperdoáveis. Saia daqui.
– Naruto. Você saberá o que fazer na hora.
Orochimaru se transformou em uma cobra e saiu. Naruto voltou para sala de madeira. Era aconchegante, mas não fazia mais efeito em Naruto. Nada o acalmaria agora. Sasuke notou algo diferente e perguntou:
– O que houve, Naruto?
– Nada demais.
– Mesmo?
– Mesmo.
Sakura então percebeu que ele estava diferente. Hinata não estava mais corada, ela apenas olhava Naruto, inquieta sobre como ele estava. O jantar seguiu. Tenten ainda não havia comido. Ela olhava para o prato cheio dele. Neji. Todos sentiam sua falta. Todos.
No fim, Ino agradeceu a todos (mesmo sendo ela que estava pagando). Todos saíram e ficaram do lado da porta de saída. Na rua estava mais frio que antes, pois havia mais sereno. Começaram a se despedir e a combinar quem iria com quem.
– Suigetsu, eu vou para a casa de Karin. Quer ir comigo?
– Eu vou com você Juugo. Já que o nosso apartamento é... NA MESMA POUSADA QUE A DELA!
– Ah, sim. Eu esqueci que os criminosos receberam casas temporárias... No mesmo lugar. — Juugo fez uma cara estranha. Talvez significasse insatisfação.
– E o ruim é que é do lado do prédio da Hokage.
Juugo e Suigetsu saíram se despedindo de todos, e agradecendo a comida. Na verdade eles eram legais, e as pessoas gostaram deles. Mas não esqueciam, ainda, o que eles fizeram. Assim como Sasuke. Mas Sasuke cresceu junto deles, já Suigetsu e Juugo, não. Shikamaru foi convidando:
– Hey, quem quer ir lá em casa jogar?
Kiba levantou os braços, festejando.
– Farra na casa do Shikamaru! – Gritou.
– Shikamaru, Chouji, venham comigo para minha casa, por favor. – Pediu Ino.
– Claro Ino. Só vou ver quem quer mais ir à minha casa.
– Eu vou! – Disse Chouji.
– Eu posso te acompanhar, Ino? – Disse Sai, baixinho, para que só ela ouvisse. Não funcionou.
– C-claro Sai. – Disse corada.
– Hey, Shino, vamos lá! – Convidou Kiba.
Kiba olhou para Hinata, que disse baixinho “Eu vou sozinha”.
– Hey, eu também quero ir! – Disse Lee, até olhar para Tenten. – Ah, deixem. Eu vou acompanhar Tenten!
– Não precisa, Lee.
– Você não tem escolha! Vamos. – Os dois saíram e abanaram para todos.
Todos saíram, se despedindo alegremente. Só restava Sakura, Sasuke, Hinata e Naruto.
Naruto estava recostado na parede, olhando para o céu. Hinata estava se aproximando dele, mas ele nem percebeu. Ao ver isso, Sakura puxou Sasuke pelo braço e falou “Você vem comigo”. Sasuke fez um cara como “eu ia fazer a mesma coisa!”. Sakura falou depressa “Tchau Naruto, tchau Hinata!” e Sasuke se despediu rapidamente também. Eles saíram, e Naruto os olhou, abaixando a cabeça do céu, para frente. Ele viu Hinata, que já estava perto.
– N-n-naruto. Só sobrou você aqui. Eu estou com medo. Você pode me acompanhar?
– Hinata. Eu... Tá. Eu vou te acompanhar. – Se desencostou da parede, Hinata parou em sua frente.
– Naruto. – Ela estava confiante. Naruto se surpreendeu. – O que e lhe disse a um tempo atrás. Era verdade.
– Hinata...
Eles se aproximaram, ao ponto de sentir a respiração um do outro.
– Naruto...
– Hinata. Eu a... A-a – Hinata esperava “amo” – Agora não. Eu não estou bem.
Naruto se distanciou depressa. Hinata decepcionou-se. Ele disse depressa;
– Desculpe! Vamos logo, está muito frio aqui.
Apesar de Hinata estar com calor. Eles foram até a casa de Hinata, em silêncio. Quando chegaram, Naruto disse:
– Então é aqui, Hinata. Me perdoe, eu não estou bem.
– Naruto... Não se preocupe, seja com o que for. Fique bem. – Ela corou.
Naruto se aproximou e beijou seu rosto. E saiu, e olhou para trás. Ela ainda estava lá, olhando ele. Ele sentiu um aperto no coração. Não devia ter feito aquilo. Deveria seguir em frente. Mas estava confuso demais para isso. O que ele faria em relação à proposta de Orochimaru? Pensou nisso o caminho todo até sua casa. Um prédio igual ao que ele vivia foi construído, no mesmo lugar. Ele morava no mesmo apartamento. Dessa vez era maior. Quando entrou, tirou os sapatos e entrou no corredor. Na esquerda, a porta da cozinha, que era grande. Na porta a direita, o banheiro. Na frente, a moldura de uma porta, mas sem porta, que dava para a sala. Na sala, a esquerda se via o balcão da cozinha, do lado uma entrada sem porta para a cozinha. A direita a sacada. E na frente, a porta do quarto de Naruto, que também tinha uma sacada. Ao sair do quarto, se via uma porta logo a direita que dava a um quarto de ‘’hóspedes’’. E agora, era quarto do Minato, um pouco maior e sem sacada. Essa era a nova casa de Naruto.
Ao entrar, as luzes estavam acesas. Entrou na sala e viu Minato preparando alguma coisa para comer. Naruto o cumprimentou e foi em direção ao seu quarto. Minato estranhou. Naruto se atirou na cama, repetindo as palavras de Orochimaru. O que ele iria fazer? Contava para seu pai? Não. Não queria deixá-lo preocupado. Inocentaria Orochimaru? E ele iria mesmo usar o Junsui Tensei em Kushina? Ele não sabia.
– Toc toc. Eu trouxe um chá para você. – falou Minato, entrando com uma xícara de chá quente.
– Ah, pai. O que é isso?
– Eu sei que você está preocupado – Sentou na cama. – O que aconteceu?
Ao ver a preocupação do pai, Naruto decidiu contar.
– Orochimaru.
– O que ele fez?
– Ele me intimou a inocentá-lo.
– Mas como ele poderia fazer isso?
– Usando o controle sobre os Hokages. Ameaçou desfazer o Junsui Tensei.
– Naruto... Eu lhe avisei que as coisas poderiam ficar feias.
– Em troca... Do Junsui Tensei da...
As batidas na porta soaram. Minato se surpreendeu. Àquela hora, alguém batendo na porta? Ele se levantou da cama e foi em direção a sala. Naruto teve, estranhamente, vontade de acompanhá-lo. Os dois se dirigiram ao corredor, e Minato tocou a maçaneta. Girou e abriu. Eles a viram.
Notas finais
É deduzível, então deem suas opiniões :)
Se vocês conseguiram deduzir quem é, e acham que minha história tá "apelando", esperem. As coisas não vão terminar muito felizes ~~ faz cara de mal ~~.
Ah! Esqueci de avisar que essa história vai ser bem maior que a outra, por volta de 20 capítulos de 1.500 palavras. Então vai ter conteúdo hahahaha!
Mas enfim, qualquer crítica, qualquer elogio, qualquer merda que você pensou, seja o que for, mande um review :D (eu to pobre de reviews, e estou ficando triste :c).
Até (provavelmente) amanhã, minna!
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