The Innocent Of Konoha
4 Filho, Pai, Mãe, Família
Notas iniciais
Um mês e treze dias após a guerra.
Naruto estava em casa, contando para Minato sobre sua conversa com Orochimaru, quando são interrompidos pelas batidas na porta. Àquela hora, alguém batendo na porta? Quem seria? Era o que eles se perguntavam. Minato estava com a mão na maçaneta, e Naruto estava atrás dele, olhando atentamente. Minato girou a maçaneta e viu ela. Ela.
– K-k-kushina?
– Mãe?
– Minato, Naruto!
Kushina corre e os abraça. Ela chora e Minato lacrimeja, tanto quanto Naruto. Eles se abraçaram, pela primeira vez, como uma verdadeira família. Kushina, assim como Minato, os Hokages, e os Shodaimes, parecia ser uma humana comum, sem as rachaduras características do Edo Tensei. Esse era um benefício do Junsui Tensei.
– Naruto! Orochimaru iria fazer o Junsui Tensei de Kushina?
– I-isso.
– Ah, Orochimaru me explicou tudo. Eu sei da guerra, de vocês, do Junsui Tensei, e da chantagem. Naruto, mesmo que você recusasse, ele iria fazer o Junsui Tensei, para pesar na sua consciência.
– Mãe...
– Naruto! – Ela o abraçou. Estavam todos chocados, ainda.
Eles foram até a sala, sentaram e começaram a conversar sobre o ocorrido.
– Como ele fez o Junsui Tensei em você, Kushina?
– Ele fez da mesma forma que os Shodaimes Mizukage e Raikage. E também me deixou livre, como eles. Ele me contou tudo o que aconteceu desde que eu te vi Naruto, pela primeira vez. Até a guerra, e esse longo mês que se passou. Do jantar de hoje e de seu julgamento, e todas as outras coisas. Eu fiquei assustada, mas estou melhor.
– Eu tenho um pai... Eu tenho uma mãe... Eu tenho uma... Família?
– Naruto...
Eles conversaram a noite toda, e quando amanheceu todos foram dormir. Kushina ficou no quarto de Minato, que era maior. E a tarde, eles acordaram e tomaram um café. Continuaram a conversar e conversar. Estavam cansados de falar já. Naruto contava tudo sua trajetória, como fez com Minato. Queria que sua mãe soubesse de cada detalhe. E ainda faltava muita coisa. Então já no fim da tarde, Naruto, Minato e Kushina foram comprar coisas para decorar o quarto deles, já que não havia rastros femininos lá. Uma cama de casal, duas cabeceiras e três abajures. E mais alguns objetos aleatórios. Quando saiam da loja, Naruto viu Sakura.
– Sakura-chan! – Gritou Naruto, com um sorriso bem maior do que o normal.
– Naruto! Minato-sensei! Ah, quem é essa?
– Eu me chamo Uzumaki Kushina, e sou a mãe de Naruto.
– O-oquê?
– Sakura! Orochimaru me intimou a inocentá-lo no seu julgamento em troca do Junsui Tensei da minha mãe e...
– VOCÊ FOI LOUCO DE ACEITAR? – Sakura começou a bater na cabeça dele.
Kushina riu e Minato olhou-a assustado.
– Eu gostei de você, garota! Hahahahaha — Cada vez ria mais alto.
– Naruto! Você está bem?
– Eu acho que sim, pai. – Se levantava.
– Naruto, como você ousou fazer isso?
– Calma. Sakura! Eu não aceitei, mas ele fez o Junsui Tensei de qualquer jeito, para que eu ficasse com um peso na consciência.
– E agora? O que você vai fazer?
– Eu não sei...
– E o que vocês estão fazendo aqui?
– Estamos comprando coisas para minha casa.
– Nossa. – Corrigiu Kushina, bufando. Minato deu um sorriso de canto, com medo.
– Ah, Naruto! Como eu estou feliz por você! – Sakura sorriu.
– Sakura, me poupe trabalho, e espalhe essa informação, por favor.
– Da intimação também?
– Isso não! Fica entra nós, ok?
– Claro. Então, eu vou indo. Se encontrar alguém eu falo sobre isso. Até mais, Naruto! Até mais, Minato-sensei, Kushina-chan! – Sakura continua com seu caminho, enquanto Naruto e seus pais voltam para casa.
Logo que chegam, decidem arrumar a casa (Kushina decide, os dois obedecem). E enquanto faziam, falavam. Eles queriam saber tudo um dos outros. Naruto tinha muitas coisas para contar e muitas perguntas para fazer. Ao final, a casa estava organizada, e os lugares dos objetos e móveis comprados já foram reservados. Naruto levou Kushina para conhecer seus amigos, enquanto Minato preparava o jantar, e esperava a chegada dos móveis que estavam por vir. Naruto apresentou Kushina para Shikamaru, Sai, Sasuke, Ino, Chouji, Kiba, Lee, Shino, Tenten, e até para Juugo, Suigetsu e Karin. Karin se surpreendeu ao saber que Kushina era uma Uzumaki. E faltava uma pessoa para Naruto apresentar a Kushina. Hinata.
– Err... Hmm... Oi Hinata, então... –
– N-n-n-naruto, eu já sei! Essa é a sua mãe?
– Sim, eu sou a mãe dele! E você? É a namorada do meu filho? – Hinata corou.
– Mãe!
– Ah, desculpem, vocês ainda não são namorados...
– MÃE!
– Tá, desculpa, desculpa.
– A-a-a-ainda?
– Hahahaha, eu gostei de você, garota.
Os três conversaram um pouco, e quando saíram, Naruto brigou com sua mãe. E contou para ela do que Hinata havia dito a ele.
– Naruto! Essa garota gosta de você! Eu vejo nos olhos dela. E por isso perguntei se eram namorados. Eu senti que ela queria isso, mas você é cabeça dura!
– Mãe, não se meta na minha vida amorosa, por favor!
Levou um soco na cara.
E voou longe.
Que dor.
Que desespero.
Naruto se lembrou de alguma coisa. Uma personalidade, talvez? Ou um acontecimento? Só queria voltar para casa. Sem dar um pio.
Ao chegarem, os móveis já tinham sido montados, e a casa estava limpa, já que os dois homens da casa não sabiam o que era limpeza. Kushina e Minato prepararam a mesa. Naruto foi para seu quarto esperar. Debruçou-se na varanda. E começou a pensar. Como aquilo era um sonho. Como era feliz agora. Como tudo aconteceu de repente. Mas e o que diria a Orochimaru? Era só mais uma questão. De várias outras.
– Venha filho, o jantar está pronto!
“Filho”. “Pai”. “Mãe”. Família. Era o que Naruto pensou na hora. As coisas andaram tão rápido, de forma tão simples e discreta, que era quase inacreditável. Naruto olhou para a lua cheia, e virou-se indo em direção a porta. Foi para sala e sentou-se na mesa. Minato e Kushina estavam esperando-o. Eles jantaram, riram e falaram muito. Naruto não comeu quase nada devido a falação.
Naruto sentia algo estranho, resultante de algo que não tinham pensado antes. Seus pais realmente estavam ali, ou eram apenas cadáveres ambulantes? Naruto se sentiu mal por pensar assim, então logo pensou no quão feliz estava. Mas aquilo voltaria, e seria levado ao travesseiro.
Naruto estava deitado pensando, se seus pais estavam vivos, ali no quarto ao lado, ou eram réplicas, cópias, clones, ou o que seja de seus pais. Era difícil aceitar que ele estava na mão de Orochimaru, mas isso mudava ao pensar em seus pais como pessoas mortas. Isso o confundiu muito mais. Ele iria inocentar Orochimaru ou não? Decidiu esquecer isso, e decidir na hora, como Orochimaru mesmo falou: “Você saberá o que fazer na hora”. Mas saberia mesmo?
Notas finais
(Mas mudando de assunto, e seguindo minha mania de querer tudo bem explicadinho:)
Eu demorei um pouco para lançar o segundo capítulo, mas era para estudar e escrever a história, que na verdade não estava em desenvolvimento, eram apenas ideias na minha cabeça quando tinha lançado o primeiro capitulo. Demorei bastante porque escrevi vários capítulos e esboços de roteiro, mas em compensação, estou bem adiantado, e agora vou lançar em média um capítulo a cada dia. Tenho bastante tempo para escrever, pois só estou escrevendo essa fic. Prova do meu amor por vocês ♥ (tá, parei).
Pra terem uma ideia, acabei de escrever o capitulo sete, e vou escrever o capitulo oito agora (antes que eu esqueça das minhas ideias geniais :p).
O próximo capitulo sai amanhã ou segunda. Então, até qualquer dia, minna! ~.~
Fale com o autor