The Infection
27 Cap. 27 - Desconforto
Notas iniciais
A personagem é:
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.Nome: Mara Lúcia de Oliveira
.Idade: 15
.Data de Nascimento: 26/05/1995
.Elemento: Medicinal de Água
.Artes Marciais: nenhum talento
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Mara, uma menina meiga, graciosa, carinhosa e bonita. Sua graciosidade conquistou o coração de Thiago. A unica estudante de elemento medicinal no grupo ainda é iniciante. Mas mesmo assim, é melhor que nao ter. Seus defeitos são: perguntar e/ou flar coisas sem sentido, dar alguns diversos trabalhos para o grupo e muito sem noçao.
- Então é isso. Amanha avisaremos o pessoal ok? — disse Thiago.
- Sim. — todos responderam.
- Ai gente! Já vou dormir. Boa noite. — Mara deitou no colo de Thiago.
- Vou dormir também, boa noite. — disse Maieza deitando-se no sofá
- É melhor eu chamar a Ray. — Maynara ia dizendo subindo as escadas.
- Eu vou para o quarto. Boa noite! — Lucas foi logo atrás de Maynara.
- Irei dormir la fora. Sorte que tem uma barraca. Boa noite. — Paulo foi dirigindo-se para a porta.
- Irei com você. Tenho que conversar contigo. — Bia foi indo logo atrás dele.
- Mara, dá um espacinho ai pra mim deitar. Vou ali desligar as luzes. Ou! Desliguem as luzes ai! — gritou Thiago após desligar a luz de onde estavam.
- Melhor juntar o sofá.
- Sim! — os olhos de Mara brilharam.
- Ray! Ray! Ray! Acorde... — dizia Maynara balançando-a para acordar.
- Han?! Ein?! Que horas são?! — ela falava com uma cara e voz de sono.
- Vamos dormir Ray. Ja esta na hora.
- Dormir aonde? — ela se espreguiçava.
- La no quarto. Eu e você, vamos.
- Não.
- O Lucas que vai ficar aqui com ele. — ela se agaixou para falar com ela.
- Não! Licença. — ela foi puxando a cama de baixo da outra para deitar.
- Não encoste ai! Vou só forrar a cama e dormir. Xau e boa noite.
- Tá né. Vamos Lucas. Boa Noite Ray!
- Boa Noite.
No quintal.
- Diga o que você quer. — dizia Paulo sentado abraçando suas pernas na grama e olhando para o céu.
- Por que você agiu daquela forma hoje? Sabia que você poderia ter morrido? — ela sentou ao lado dele.
- Olha... Se for para falarmos disso... Prefiro não comentar, por favor. — ele abraçou forte suas pernas.
- Paulo... Todos estamos assim também. Sei que você gosta de aventuras e se expor ao perigo... Mas, preste mais atenção no que esta fazendo. Esta afetando a todos e pondo em risco nossas vidas assim como o Joel fez dois dias seguidas. E também... Me dei conta que estou agora sozinha como os de mais e sem minha família... — ela dizia abraçando-o e acariciando suas costas. Quando ela disse sobre sua família ela parou de acaricia-lo.
- Desculpe-me Bia... Eu também me dei conta realmente que isto é serio no momento em que eu briguei com o Thiago e tals. E também... Deixa pra lá... — ele olhava pro chão com o semblante caido.
- Diga o que aconteceu. — ele baixou a cabeça entre as pernas e começou a chorar.
- Ah! Se não quiser, não precisa, tá? — ela encostou a cabeça em suas costas.
- Eu preciso tirar isso de mim... Eu preciso! Preciso! Mas não sei como! Como eu tiro uma angústia de dentro de mim? Como? Me diz? E me diga como tirar um sentimento de culpa que vem me atordoando desde o começo disso?
- Paulo... Estou aqui para escuta-lo e tentar ajudar você. Diga o que realmete aconteceu. É algo tão grave assim que você fez?
- Sim... — ele apertou suas calças. - Então conte. - E-e-e-e... Eu... Eu m... — ele gaguejava enquanto dizia.
— Eu m...? Ta indo bem! — ela acarissiava suas costas tentando conforta-lo.
- Eu m... EU TIVE QUE MATA-LOS! EU TIVE QUE MATAR A MINHA FAMILIA! — ele dizia com lagrimas escorrendo pelos olhos.
- Uh!... — Bia ficou sem palavras.
- Você sabe o peso que é ter que cortar ou apunhalar aqueles que você tanto amou?!
- …
- Você tem noção do sentimento de culpa que paira sobre meu coração e conciencia?!
- Ah...
- Sabe o quanto estou sofrendo com isso?! Meu coração doi! Sinto uma pressão sobre meu peito, uma falta de ar... — ele começa a chorar.
- Eu não tenho o que dizer a ele! O que eu faço? Abraço? O beijo? Uma palavra? — pensava Bia vendo o garoto debruçando-se em lagrimas.
- Eu fiz aquilo por que eles foram mordidos!! Eu vi eles se transformando na minha frente!!! Eu vi o quão horrivel é, ver meus pais sofrendo... Sem poder fazer absolutamente... Nada! Eu vi, o quanto eles se contorciam de dor por conta do vírus se alastrando pelo corpo... Eu escutei eles gritarem pedindo socorro... E nada podia ser feito. Depois, eles param de gritar e de contorserem-se. Após isso, eles se levantam e veem em minha direção e eu ali! Então tive que escolher entre: fugir e deixar seus corpos andando por ai sem alma, ou, acabar com tudo aquilo de uma vez! E foi o que eu escolhi...
- Paulo! Você foi forte. Encarou aquilo de vez! Creio que deve ser horrivel escolher aquilo e fazer também. Agora que você falou... Minha família... Se eles estiverem vagando por ai! Eu prefiro nunca encontra-los...
- Bia! — dizia ele enxugando as lagrimas.
- Han?!
- Obrigado por me ouvir! — ele deitou no colo de Bia e adormeceu e ela sorriu satisfeita acariciando seus cabelos.
- De nada! — respondeu com uma voz suave e olhando para o céu.
Dentro da casa.
- May! — chamou ele deitado na cama.
- Fale Lucas.
- Será que minha mãe e meu irmão ainda estão realmente vivos?
- Olhe Lucas... — ela virou-se, apoiou a mão sobre a cabeça e olhou para Lucas na cama de baixo (o que não era um beliche).
- Como eu disse antes. Seu irmão é um usuário elementar tremendo não é?
- Sim.
- Então.
- Mas mesmo assim, isso me preocupa. Lembra dos monstros que lutamos hoje e ontem?
- Entendo... — ela deitou-se novamente pondo suas mãos sobre sua barriga olhando para o teto.
- Isso não é mais uma brincadeira na qual muitos nerds desejavam. Isto é serio e real.
- Como isso foi acontecer?!
- Foi aquela tal vacina do HIV não é?
- Sim mas... Como isso aconteceu com as pessoas?
- Vai saber... Vamos dormir e... Não fica preocupado tá? Vai ficar tudo bem. — seu tom de voz soava com tristeza ao dizer que ficaria tudo bem.
- É... Vai ficar tudo bem... — repetiu ele com voz de tristeza. - May! — falava ele deitado na cama de baixo.
- Fale Lucas.
- Eu... Eu... — Maynara virou-se e olhou para ele.
- Eu não quero mais ficar aqui!! Eu quero ir pra casa! Quero ver minha mãe, abraça-la...
- Calma Lucas... Calma... - Como assim ter calma?! Olhe só este mundo agora!!
- Vai ficar tudo bem...
- Não! Não vai ficar tudo bem!! Não vai... — ele começou a chorar.
- Vem cá Lucas. — Maynara o pegou e o abraçou.
- Olhe, eu também estou preocupada com isso. Realmente é dificil de acreditar que vai ficar tudo bem com tudo isso acontecendo, mas, temos que permanecer vivos se quisermos encontrar nossas famílias. Fique calmo tá? — dizia ela olhando face a face com ele.
- Ok! — soluçava enquanto enchugava suas lágrimas.
- Agora, deite-se ok?
- Obrigado May. — falava ele com conforto e serenidade enquanto se ajeitava para dormir. - De nada. — ela agradeceu em seu pensamento.
Notas finais
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Creio eu q vcs ficaram curiosos sobre a Medicina Elementar hehehe... Eu tbm '-' Enfim, eu irei dizer.
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Existem três tipos de medicina elementar como foi dito nos capitulos anteriores. Esses São:
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- Água: Usada para dores musculares, cicatrizaçao superficial, cicatrização e semelhantes.
- Ar: usada para algo voltado mais para o psico da pessoa.
- Fogo: usado para cicatrizaçao e queimaduras.
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