The Impossible Daughter
1 Uma vida quase normal até agora.
Notas iniciais
Eu definitivamente não sou como os outros
Kaya Teleia sempre pensava assim quando algo dava errado. Primeiro, nunca se dava bem com ninguém das escolas que já frequentou — no total 6 — e segundo que quando as meninas queriam arrumar briga com ela, Kaya parecia sentir de repente um ódio mortal e acabar com as garotas mesmo que fossem 5 contra uma.
Ela e seu pai Steve Mulligan nunca ficavam na mesma casa por muito mais que 2 meses, ele dizia que sempre tinha um emprego melhor em outro lugar, mas Kaya sentia que era outra coisa. Steve era professor e dava palestras sobre mitologia grega,então ela sabia bastante sobre isso. No momento estavam no Newark Museum em Nova Jersey onde seu pai dava uma palestra, é perto de Manhattan. As vezes perguntava a seu pai porque seu nome era Teleia em vez de Mulligan, e ele respondeu:
– Teleia era o sobrenome de sua mãe, um nome grego, foi ela que escolheu seu nome. Um dia você a encontrará, minha querida, e saberá tudo o que precisar saber — ele dizia sorrindo e a abraçando. Ele sempre falava de sua mãe com tanto carinho que parecia que ele a idolatrava, como se ela fosse uma deusa ela pensou. Mal sabia ela que era verdade.
Quando a palestra terminou, seu pai estava um pouco estranho, olhando freneticamente em volta.
– Temos que ir embora daqui, agora.
– O que houve pai? — Ela disse também olhando em volta, e foi então que viu um homem de meia-idade e terno olhando intensamente pra ela — Quem é ele?
Então o homem começou a se transformar: era um gigante de 2,5 metros de altura, olhos selvagens, dentes pontudos. Ele parecia ter apanhado muito apenas no rosto, pois tinha feições duras e calejadas, suas roupas rasgaram revelando membros peludos e machucados. E começou a segui-los.
– Por aqui, rápido! — Steve conduziu Kaya por um corredor lateral do museu, onde era a sessão medieval, ela deu uma olhada pra trás e viu o gigante correndo atrás deles. Ele gritava coisas que ela não conseguia compreender, mas não iria ficar parada pra saber e continuou correndo. Seu pai pegou uma lança que estava num pedestal.
– Meu Deus, o que é aquela coisa atrás da gente? — Ela acabou pegando uma espada pequena, mesmo não sabendo como usá-la.
– É um lestrigão — ela já ia perguntar Um o que? mas viu que a porta de saída da sessão estava fechada — Droga.
Chegando na porta seu pai tentou abri mas estava trancada, ela se virou e viu que o lestrigão tinha parado de correr e andava calmamente em direção à eles.
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