The Immortal
23 O ataque
Notas iniciais
Foi mal pela demora. Eu ia postar ontem, mas a escola não deixou... :(
Obrigada pelos reviews!
*Enjoy*
Quando eu finalmente cheguei na ultima dobra do papel, Matt gritou em meu ouvido me dando um enorme susto. O pequeno papel, que agora estava dobrado apenas uma vez, caiu no chão.
— Matt, qual seu problema? – Indaguei me abaixando para pegar o bilhete.
— Por ordem alfabética? – Ele riu alto. – De quem é o bilhetinho de amor?
Ele se esticou e antes que eu pudesse tirar o papel de seu alcance, ele o pegou e abriu.
— Matt, me devolve isso! – Mandei correndo atrás dele em círculos.
— Espera aí! – Ele disse enquanto corria e lia. – Você sabe de quem é?
— Queria saber! – Respondi pulando em cima dele.
Ele se esquivou novamente e me encarou por alguns segundos enquanto eu tentava pegar aquele bendito papel que já estava me causando problemas. Então, de repente, Matt levantou os braços e agarrou o galho de uma das arvores. Se impulsionou e subiu.
— Vai fazer um ano que te vejo triste desse jeito! – Ele disse me olhando com reprovação. – Você finalmente esta inteira e não quero que fique triste novamente.
— Desde a década de sessenta que não estou inteira! – Revidei pulando na arvore também.
— Não vou deixar você pior.
Num ato totalmente irracional e ridículo, Matt rasgou o papel.
— Matt! – Me estiquei mais em direção a beira do galho para alcança-lo, mas já era tarde: o papel estava picado em quase dez vezes. – SEU IDIOTA!
Me aproximei ainda mais da ponta para poder espanca-lo. Mas antes que chegasse a ele, o galho se quebrou e nós dois nos espatifamos no chão. A queda não chegou nem a dois metros, mas doeu.
— Por que fez isso? – Perguntei com lágrimas nos olhos.
— Você nem sabe de quem era, Eleanor!
Eu o encarei enquanto me sentava.
— Só ele iria me mandar um bilhete! – Eu falei. Meus olhos já queimavam.
— Sabe porque ganhei a imortalidade? Por que os deuses confiam em mim. Eu fiz por merecer. Seu pai me mandou fazer o que tivesse de ter feito pra te manter longe dele, e não é porque tenho uma queda por você que vou fazer o que quer.
— Não precisava ser tão extremo!
— Pare de se enganar, Eleanor! – Ele realmente berrou comigo. Nunca tinha ouvido sua bela voz naquele tom. – Acabe com isso! Estou ficando irritado de ver você desse jeito por uma causa impossível de remediar!
Ele se levantou e caminhou para o Chalé de Apolo me deixando sozinha, com lágrimas nos olhos.
POV: Matt Singer.
Quando o Sol finalmente se pôs, eu saí do Chalé. Não vi Eleanor em lugar nenhum e resolvi não procurar. Após o jantar, esperei até que a ultima pessoa saísse do Refeitório e caminhei até a floresta. O Acampamento estava completamente vazio, todos estavam na Fogueira, então, não me preocupei muito. Coloquei a mão no bolso e senti minha espada pesando ali. Respirei fundo e voltei a andar.
Caminhei por volta de meia hora até finalmente chegar à minúscula clareira (que nem poderia ser chamada assim, mas não tem outro nome para ela). Não fiz nenhum barulho, tanto que quando falei, o rapaz a minha frente se assustou.
— Você não deveria estar aqui. – Eu disse lentamente.
— E pelo que eu saiba meu bilhete não foi endereçado a você. – Devolveu.
— Sinto muito, mas ela não virá.
— Então, não há razão para eu ficar aqui.
Antes que ele se virasse, eu segurei seu braço.
— É melhor você não aparecer aqui novamente e parar de mandar bilhetinhos para ela. – Eu disse entre dentes. – Ela esta bem sem você, garoto.
— E você é o próximo namorado que a abandonará? Sinceramente, se ela estivesse bem você não estaria aqui. – Ele disse me encarando ameaçadoramente.
— Tem certeza disso? – Eu sorri.
Os olhos dele brilharam de raiva.
— Digamos que eu tenho tempo de sobra lá em baixo e amo passar este tempo escondido aqui em cima. – Ele se virou e caminhou até a sombra da arvore mais próxima. – E só pra avisar… Não deixe aquela filinha de Zeus sair do Acampamento. Tem soldados do meu pai em todos os lugares de Nova York prontos para mata-la.
E antes que eu perguntasse de quem ele falava, ele desapareceu.
Respirei fundo pra não perder a calma e voltei lentamente para o Acampamento. Logo encontrei a amiga de Eleanor, a filha de Athena que ajuda com os pivetes… Qual o nome dela…? Acho que é Lisa… Ou Lyana? Af, não faço a mínima ideia! O problema é que ela não estava com uma cara boa. Resolvi puxar assunto.
— Por que essa cara?
Ela ergueu uma sobrancelha e me encarou. Vish! Já vi que Eleanor contou nosso desentendimento para ela!
— Estou procurando a May. – Ela respondeu. – Os filhos de Hermes fizeram uma pegadinha e erraram o alvo. A coitadinha saiu da fogueira chorando e desapareceu.
– Deve estar no Chalé dela… — Falei despreocupado.
— Ela não tem Chalé. – Respondeu. – Ela dorme na Casa Grande, já que é pequena demais pra ficar naquela bagunça do Chalé de Hermes.
— Ah é! – Finalmente a ficha de quem nós falávamos caiu. – May, a baterista!
A garota riu, mas ainda estava aflita.
— Exato. Será que ela foi para a floresta?
— Vamos ver. Vou te ajudar a procura-la.
— Obrigada. – Ela sorriu de forma gentil.
Nós entramos na floresta e nos separamos. Resolvi ir para perto do riacho, e acebei dando sorte.
— Hey, May, o que esta fazendo aqui? – Perguntei rapidamente, louco para poder ir encontrar a filha de Athena novamente. Não me julgue, eu simplesmente a achei maravilhosa.
— Vai embora! – Ela disse. Seus olhos estavam vermelhos e inchados… E, cara, como odeio ver esse tipo de coisa!
— Ei, não chora. – Eu me sentei ao seu lado, mas ela me deu um tapa no meu braço e começou a fazer pirraça. Achei uma graça, era a primeira coisa de criança normal que eu a via fazer. Comecei a rir e agarrei suas mãos. – Sabia que sou mais forte que você? – Falei.
Ela se debateu, mas acabou cansando e desistindo de me espancar.
— Fiquei sabendo que fizeram uma pegadinha com você, é verdade? Mas sabe, todo mundo passa por isso. Se os filhos de Hermes não fazem uma pegadinha com você, você não pertence ao Acampamento. Agora você pertence a isso aqui.
— Você não esta ajudando. – Ela disse de cara amarrada.
— Eu sei. Não levo jeito para crianças. – Eu soltei suas mãozinhas e observei. – Vamos? Lisa esta te esperando.
— Quem é ela?
— Não é Lisa o nome da filha de Athena?
Ela soltou uma risada infantil e passou os dedos gordos no rosto.
— É Lorena!
— Errei feio. Mas esquece! Vamos?
Ela sorriu e esticou os braços pra mim.
— Ah, você não quer que eu te leve no colo, né? Assim vão pensar que eu to virando gay. Sem ofensas, Dioniso. – Acrescentei olhando para o alto.
— O que é isso? – May indagou.
Eu fiquei vermelho.
— Não é nada, May. Vem! Quem sabe se eu te levar de volta, a Eleanor não volta a falar comigo e eu ganho uma chance com a filha de Athena?
Eu peguei a garota no colo e comecei a andar de volta ao Acampamento. Ela ficou brincando com meu cabelo e isso estava me irritando. Ainda bem que não tenho filhos. Viverei a eternidade livre!
Ouvi barulho de galhos se partindo e apertei o passo. May grudou em meu pescoço quase me impedindo de respirar. Andei o mais rápido que pude com uma criança no colo, mas percebi que estavam mais e mais perto.
— Se eu te colocar no chão, você corre o mais rápido possível para fora da Floresta, ok? – Eu sussurrei para ela.
Ela estava prestes a abrir um berreiro, mas assentiu. Comecei a correr e quase no mesmo segundo May gritou dizendo que tinha um bicho papão atrás da gente. Não olhei para trás, apenas corri.
Estavamos quase chegando perto da entrada da floresta quando eu tropecei e quase caí. Aproveitei e coloquei May no chão. Ela fez o que mandei e saiu correndo gritando por ajuda. Não, só gritando mesmo.
Peguei minha espada e me virei para um enorme Minotauro.
— Cara, você não tinha que esta morto? – Indaguei antes de ataca-lo.
Não é uma luta justa, mas logo outros semideuses vieram. Por incrivel que pareça a luta não chegou a três minutos pois o bicho se virou e saiu correndo.
— Como esse bicho entrou aqui? – Um semideus cujo nome não sei falou.
— A pergunta é: por que ele saiu daqui? – Outro disse.
Me lembrei de Nico dizendo que Hades tinha soldados prontos para matarem a filha de Zeus… E quem era ela?
— Tem alguma filha de Zeus no Acampamento, tirando Eleanor? – Perguntei com uma ideia me passando pela cabeça.
— Não. – Respondeu Lorena. Ela foi uma das primeiras a chegar pra me ajudar. – Por quê?
Não pude responder. Naquele exato momento um grito ecoou no Acampamento.
— May. – Lorena sussurrou antes de sair correndo.
Todos a seguimos para fora dali e começamos a olhar em volta a procura da garota. Até que a encontrei perto da Colina Meio Sangue junto com Eleanor que a segurava enquanto ela esperneava tentando sair do Acampamento. Corri até lá e ajudei a segurar May que parecia um tornado.
— O que esta acontecendo? – Perguntei a Eleanor.
— Ela esta dizendo que viu a mãe dela. – A imortal respondeu.
— O quê? Ela não morreu?
— Você não esta ajudando! – Eleanor devolveu gritando por cima dos berros de May.
Os semideuses se juntaram em volta de nós. Procurei Lorena, mas ela não estava mais a vista.
— May, por favor! – Eu a peguei no colo e ela quase caiu enquanto se debatia. – Por que você não volta a brincar com meu cabelo, hein, garo…
Antes que eu terminasse de falar, Annabeth enfiou uma agulha na perna da garotinha. Ela diminui o ritmo, e em menos de um minuto May dormia em meu colo.
— Cara, o que você fez? – Perguntei a ela.
Lorena apareceu atrás da irmã e pegou May dos meus braços.
— Sonífero. – Annabeth falou dando de ombros. – Não gostei da ideia, mas foi a mais correta nesse momento.
— Levem-na para a Casa Grande. – Quíron disse enquanto a observava.
Os semideuses foram voltando para seus Chalés e apenas eu, Eleanor, Annabeth e Lorena acompanhamos Quíron e May até a Casa Grande.
— O que foi isso? – Perguntou Eleanor ao chegarmos.
— Ela é filha de Zeus. – Respondi observando May sendo colocada no sofá.
— O que? – Todos perguntaram em uníssono.
— O minotauro esta sob controle de Hades, certo? Acha que o filho dele poderia controla-lo…? – Eu odiava essa ideia.
Na mesma hora em que digo isso, Eleanor vacila.
Todos olham pra ela esperando alguma reação, mas ela apenas encara o chão e depois de alguns minutos se vira e saí correndo.
— Onde você vai? – Indaguei correndo atrás dela.
— Ao Olimpo! Preciso falar com Zeus!
Notas finais
NÃO SE ESQUEÇAM DO REVIEW! EU PRECISO DE REVIEWS!
Tem alguem aí que vai ver o Saturday Night Live sabado na Sony? Meus maridos vão aparecer... Kkkk
Laís :P Xxxx
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