Notas iniciais
OooOooi! *vamosfingirquetemalguemlendoisso*
Mas uma fic que deu na telha. Na verdade já tenho essa idei a um tempão, e como hoje é primeiro de junho resolvi postar ela e dar a cara a tapas!
Caso você leia, por favor, deixe um review! É importante!
Capitulo 1, as coisas já correm rapidamente, não gosto de enrolação. (muito menos vocês)
*Enjoy*

Nada de sonhos. Uma noite inteira sem tormento. Assim como todas as outras. Às vezes isso me cansa.

Abro os olhos lentamente e me levanto ainda sonolenta. Vou ao banheiro, escovo os dentes e me visto. Coloco um vestido cinza escuro simples que ia até os pés e saio do quarto, ainda descalça. Dou um oi aos grandes guardas na porta do meu quarto, mas claro eles não respondem, apenas fazem uma leve reverência. Cá entre nós gosto dessa moral toda...

Caminho até aquela sala de jantar enorme, mas que vive vazia, a não ser pela minha bela presença. Entenda, os Primordiais não gostam muito do Palácio deles, por isso passam o tempo todo no mundo dos mortais e só vem aqui pra falar comigo sobre suas obrigações. Queria eu ter o privilégio de sair deste lugar uma vez se quer!

— Olá, pequena Eleanor. – Éter entra radiante na sala. É claro que ele ia entrar radiante, ele é a luz!

— Bom dia, Éter. O que faz aqui tão cedo? – falei com voz doce.

— Perguntar a você o que eu tenho que fazer hoje – ele sorri.

Suspiro com indiferença e depois olho para ele.

— Será que podia ter a decência de parar de brigar com Helios? Isso esta prejudicando Apolo, que esta esquecendo de que tem que iluminar América em primeira mão, já que estamos no verão. Daqui a pouco as pessoas vão pensar que os polos da terra foram invertidos!

Ele arregala os olhos.

— Bem, se tudo isso faz sentido pra você… Eu paro de dizer a Helios o quanto ele fica gay brilhando daquela forma. Mas alguma coisa?

— Sim. Peça a Nix que chegue mais cedo no oriente, Éolo vai mandar alguns ventos frios pra lá e diz que tudo tem que estar combinando.

— O que seria de nós sem você? – Ele pergunta debochada me dando um beijo na testa.

— Não sei como sobreviveram sem mim! Na verdade não sei como criaram o mundo sem mim! – Eu ri.

— Me faço essa pergunta todos os dias! E feliz aniversário!

— Foi a três dias e você sabe que EU ODEIO ser lembrada disso! – Gritei.

Ele gargalhou e se retirou. Não fique com a impressão de que todos os Primordiais são assim. Na verdade, eles são o oposto de Éter. Apenas ele é retardado, os outros são frios e arrogantes. Mas eu não posso reclamar de absolutamente nada, porque se não fosse eles eu teria virado comida de rato nas mãos de Hera e meu pai ou minha mãe não teriam feito nada para impedir. Minha sorte é que minha mãe, Mnemosine, tinha uma divida enorme com os Primordiais e por isso eles me trouxeram para cá. Mais tarde, eu descobri que eles também tinham medo de que quando Cronos se revoltasse descobrisse que existia uma Filha de Zeus e uma titânide que levava o poder dos dois por não ter se tornado uma deusa. Mas a verdade é que eu cresci com todos os meus poderes bloqueados e que quando Cronos me pegasse e descobrisse isso, provavelmente me mataria já que eu não tinha serventia alguma. A sorte é que me camuflei entre os Primordiais e minha existência nunca saiu daquele Palácio, espero.

Acabo de tomar meu café e me levanto para ir em direção a floresta que cercava o Palácio quando sou surpreendida por vários guardas. Dois deles estavam segurando um garoto cujo os cabelos pretos cobriam o rosto. Estava com toda certeza inconsciente, mas ainda vivo.

— Mas o que, por Caos, é isto?

— Um semideus, senhora. – Um deles me disse.

Sabe o quanto é torturante você ter sessenta e três anos e te chamarem de Senhora, mesmo você parecendo ter quinze anos e olhe lá?! É torturante!

— E o que ele esta fazendo no Palácio?

— Ele veio em missão com mais dois semideuses. – Respondeu o mesmo guarda. – Porém os outros dois conseguiram fugir, capturamos apenas este, que parece ser o líder da missão.

Fiquei sem ação. O que faria um semideus ali? Em uma missão? Eram três semideuses com a auto estima baixa e queriam se matar? É, claro que devia ser isso, porque é só isso que você consegue indo ao Palácio dos Primordiais: sua morte.

— Acordem-no e o coloquem em uma sela lá em baixo. Na mais confortável, ouviram? E coloquem agua, o coitado deve estar com sede.

Eles hesitaram por um minuto, mas quando perceberam minha inflexibilidade se retiraram.

Talvez eu tenha sido boazinha demais, mas o coitado do Semideus, provavelmente, estava sendo vitima de uma graça de Zeus. Por que cá entre nós, semideuses são brinquedos de Zeus. Qual seria o motivo dessa “visita” do inocente semideus se não fosse isso?

E bem, Érebo não iria deixar o garoto sair daqui. Ele ia do Palácio direto para o Hades. Então, queria fazer seus últimos minutos de vida no mínimo confortáveis.

Respirei fundo várias vezes tentando manter a calma. Fui até meu quarto e calcei uma sandália para descer até o porão, onde ficava a prisão. As paredes dela eram revestidas por pedras frias e negras que deixavam aquele lugar medonho, nojento e frio. Esquece o que eu disse sobre o Semideus morrer confortável. Se ele morresse ali, sua ultima lembrança seria a mais desagradável possível: O rosto feio de Érebo em um lugar frio e o riso diabólico de Nix como trilha sonora.

O garoto acordava aos poucos. As vezes desmaiava e depois de um segundo voltava a si novamente, mas nada que durasse mais de cinco minutos. Enquanto isso, eu tentava descobrir quem era seu parente olimpiano. Ele tinha pele branca, bem pálida; rosto com traços aristocráticos, mas com um toque delicado em volta dos olhos negros e profundos que mais parecia o Tártaro quando observado atentamente; tinha lábios grossos que estavam ressecados devido a falta de agua que o cercava, creio. E os cabelos negros desgrenhados caiam sobre seu rosto, dando um ar rebelde que era complementado pelas roupas pretas. Por ultimo reparei em um colar com um pingente de uma caveira pendurado sobre seu peito musculoso. Aquilo foi o que bastou para eu saber quem era.

Assim que ele acordou definitivamente e sua visão entrou em foco, ele tentou saltar da cama improvisada e desconfortável, mas o máximo que conseguiu foi se sentar devido as correntes que o prendiam. Ele soltou um palavrão em grego antigo e eu tive vontade de lavar sua boca com sabão. Não era obrigada a ficar ouvindo um palavreado de baixo escalão na minha própria casa!

— Peço a você que controle sua boca. – Falei com autoridade.

Ele deu um sorriso cínico.

— E você é quem pra me pedir isso? – Sua voz soou grave e fria.

— Sou quem esta adiando sua morte. – Devolvo.

Ele olha para as correntes, depois para os guardas e para a prisão.

— Nossa, obrigado. – Diz com ironia.

— Ai, já vi que você é insuportável. Mas mesmo assim, ainda tenho pena de você por ser um brinquedo tão inocente de Zeus.

— Eu? Um brinquedo? – Ele ri. – Eu apenas faço meu trabalho. Recebi uma profecia, então, preciso realiza-la.

— E a Profecia dizia que você deveria vir até aqui pra se matar por nada? – Pergunto lhe jogando a garrafa de água.

Ele me observa. Me senti estranha, mas tudo bem. Ele franzi o cenho e diz:

— Você não é uma deusa. – Ele diz apenas.

— Claro que não. Sou uma Imortal. Guardiã dos Primordiais.

— Pensei que fosse outra pessoa que guardasse este lugar… — Ele diz pensativo.

— Era. Mas Érebo a matou a sessenta anos atrás quando ela arranjou uma fuga a um deus que eles tinha prendido por desacato. Entrei em seu lugar.

— Você até que é amigável. – Ele diz irônico.

Eu sorrio friamente.

— Preciso descobrir porque esta aqui. – Falo. – Preciso passar essa informação aos meus superiores.

— Como se eles não soubessem o porquê de eu estar aqui.

— Existe um motivo para você esta aqui?

— Vai me dizer que não roubaram a Caixa de Pandora? Com essa eu tenho que rir. – Ele joga de volta a garrafa de agua sem nem mesmo beber o conteúdo.

— Do que esta falando? A Caixa está com Héstia!

— Nem mesmo a Caixa de Pandora pode aguentar o poder dos Primordiais, não é? Vocês acabariam com o mundo num instante. Mas eu só quero saber o porque. Ajudaram os deuses e porque estão tentando acabar com eles agora?

— E quem te disse essas mentiras?

— O Olimpo. E tive um empurrãozinho do Oráculo.

— Não é possível… — Falo baixinho. E não era mesmo. – Eles não fariam isso… Tenho certeza…

— Para alguém que esta com eles a cinquenta anos você é um pouco ingênua demais.

— São Sessenta e três anos. – Eu me levanto e começo a andar em direção a porta, tomada por minha raiva. – E eu sou desse jeito, porque nem mesmo a Imortalidade me fez uma deles.

Notas finais
Posto o segundo capitulo bem rápido!
Se tiver alguem lendo isso, vai lá, neh? Dê sua opinião!
POR FAVOR! A mão não cai!
Beijinhus, amores!