The Hunters - The story of our life
16 Pequenas surpresas
Notas iniciais
Anoiteceu e arrumamos nossa bagunça, pra depois ficar todo mundo em casa. Bem, quase todo mundo. O Christopher foi pra casa dele, a Yanca foi encontrar o paquera que eu ainda não sei quem era, a Grazi ficou no quarto dela com o Anthony, a Carol e o Christian foram dar uma volta pela floresta, e a Naná estava no quarto com o namorado, Jonathan.
– Eu tenho uma coisa pra te dar. — Alec disse segurando a minha cintura.
– Eu também tenho algo pra você.
– Hm eu entrego o meu presente, e depois você entrega o seu.
– Ok.
Ele se virou, abriu a porta e foi em direção ao quarto de hospedes. Voltou em alguns segundos, com uma caixinha preta decorada por um lindo laço vermelho.
– Aqui. — Ele sorriu entregando-a.
Peguei-a e então puxei o laço com cuidado para não rasgar a caixinha. Abri-a e tirei de dentro uma caixinha de um perfume, pude perceber pelo cheiro. Respirei fundo sentindo o cheiro maravilhoso sair de dentro da embalagem. Li uma parte do rótulo que dizia:
" O novo vício por Yves Saint Laurent. Uma mulher misteriosa, uma sedutora poderosa e inquietante, ingênua mas perigosa. Seu perfume é uma nova fragrância oriental encantadora e luminosa, com notas de lírio Casablanca, Incenso e Jasmine Absoluto. "
– Meu Deus! Obrigada! Perfeito, amei. — Sorri de canto a canto.
– Que bom que gostou. — Ele sorriu.
– O meu é algo simples, mas que eu espero que você goste. — Me levantei e fui em direção a estante da TV.
Peguei a caixa em que eu havia guardado o colar com uma foto que tiramos no campo, e um álbum de fotos nossas que revelei. Eu não sabia o que dar pra ele, mas uma recordação nossa me pareceu uma boa ideia. Isso, depois de conversar com a Helô, é claro. Entreguei a caixa, me sentei e olhei seus olhos passarem pelos meus e depois pela fita que grudei nela. Ele tirou os presentes da caixa e colocou-os sobre a cama. Olhou pra mim e abriu o álbum. Folheou as páginas sorrindo. E então abriu o colar.
– Obrigada, essas fotos ficaram muito boas. O colar é lindo, mas você é mais. — Alec riu.
– Eu sei que não é nada demais, mas esses foram alguns dos melhores momentos da minha vida.
Ele se aproximou e nos beijamos. Aproveitei e coloquei o colar em seu pescoço.
– Serviu direitinho, espero que os seus 'mestres' não tenham nada contra.
– Creio que não terão.
P.O.V. Carol
Depois do pique-nique, dei a ideia de eu e o Chris tomarmos um banho, nos arrumarmos e irmos dar uma volta ao brilho do luar. Eu estava tão empolgada com a nossa reconciliação, sentia meu cérebro remexer lá dentro. Olhava pro sorriso dele e não conseguia conter a alegria.
– Você tem um sorriso perfeito. — Eu disse parando para olha-lo.
– Seu sorriso é o mais lindo que já vi. — Ele parou ao meu lado.
– Ok ok, temos sorrisos lindos, mas o seu é mais.
– Tudo bem, que tal discutirmos isso juntinhos? — Ele mordeu o lábio e rimos.
Nos abraçamos e nos beijamos de forma um pouco exagerada, com vontade.
– Melhor irmos pra minha casa. — Eu ri afastando meus lábios dos dele.
– Vamos antes que causemos algum problema ambiental. — Christian riu.
Corremos até chegarmos na minha casa e das meninas. Fomos para o meu quarto, entramos e eu tranquei a porta.
– Eu estava com saudades disso. — Ri.
– Eu muito mais.
– Você diz isso porque não deve estar lendo a minha mente.
Ele podia ler todos os meus pensamentos, mas não precisava me tocar. Christian me puxou pela cintura, me derrubando sobre ele. Passei a mão pelo seu peito, depois arranquei a sua blusa e beijei seu pescoço. Ele me ajudou a tirar a minha blusa, passando meu corpo por baixo do dele.
– Eu confesso que senti muita falta disso aqui. — Ele me encarou por alguns segundos e me beijou intensamente.
Suas mãos na minha cintura e nas minhas costas me causavam arrepios fortes, da cabeça aos pés.
– Não mais do que eu. — Sorri e mordi a sua orelha levemente.
Ele riu, e me envolveu nos braços fortes e definidos. Ele era irresistível; tanto o olhar, como o sorriso, o corpo e o jeito dele. Eu não poderia, e nem poderei ficar longe dele. Ele é meu, e as vadias que se cuidem. Passamos uma noite bem agitada e perfeita.
P.O.V. Belle
Depois de entregarmos nossos presentes, pedi pra que ele esperasse um pouquinho no quarto. Preparei uma surpresinha, assim que fiquei sabendo que Aro adiantou a viagem para daqui um dia e meio.
Fui para o banheiro e peguei uma caixa que eu havia colocado no armário sem ninguém perceber. Tirei de lá uma capa preta que eu havia conseguido na loja de fantasias e uma langerie preta.
Vesti a 'fantasia' e passei o perfume que ele havia me dado, que eu tinha pego antes de sair do quarto. Passei um batom vermelho intenso que aparentemente aumentou meus lábios; Eu estava morrendo de vergonha, mas apostava que riria daquilo minutos depois. Coloquei a capa e posicionei a mão sobre a maçaneta. Hesitei um pouco, mas tomei coragem e abri-a. Olhei e não vi ninguém. Abri a porta do meu quarto lentamente e entrei de costas.
– O que é isso? — Alec perguntou quase rindo.
– Uma surpresinha. — Eu não aguentei e soltei uma gargalhada.
– Hmm parece ser uma boa surpresa.
Tirei o capuz e abria capa deixando-a cair suavemente sobre o piso.
– Eu estou morrendo de vergonha, então tente não rir. Pelo amor de Deus. — Eu disse comprimindo as pálpebras.
– Não é essa a minha vontade. — Ele riu.
Alguns segundos depois senti suas mãos se prenderem na minha cintura, e seu lábios no meu pescoço. Passei a mão pelo cabelo dele, senti seu cheiro junto ao meu. Nos beijávamos apaixonadamente, loucamente, inconsequentemente. Sem dúvida, eu não sei como poderei suportar a falta que ele fará.
– Eu sei que você está tentando tornar esses dias especiais. Me desculpe, eu sei que está sendo difícil. — Ele disse depois de um tempo.
– Tudo bem, não é sua culpa. Apenas vamos nos curtir ao máximo tudo bem?
– Tudo. E pra deixar claro, você também me deu momentos maravilhosos; e engraçados. — Ele riu.
– Ok. Eu pago uma vergonha dessa pra você ver que eu te amo, e nem eu mesma consigo parar de rir.
– Eu te ajudo. — Alec disse e me beijou.
Depois, quase de manhã, logo que o sol apareceu, peguei as minhas roupas e me troquei. Foi o que ele também fez. Tiramos mais algumas fotos, e eu o ajudei a arrumar as malas. Conversamos muito também. Precisávamos deixar muita coisa esclarecida. Como por exemplo que eu sou ciumenta, e não tenho tanto controle assim. Esse é um dos meus defeitos, me apegar muito, sentir que sou dona de alguém ou de algo que muitas vezes nem é meu. E também dissemos que sentiríamos saudade.
Ligaríamos uma vez por dia, de vez em quando trocaríamos mensagens. Ou mensagem de áudio, ou de vídeo, ou de texto mesmo. Mas o importante foi combinarmos que manteríamos contato. Foi um saco aceitar pra mim mesma que eu não sabia quando nos veríamos.
Fale com o autor