Notas iniciais
Ooooe meus amores! Desculpa eu não ter postado antes. Agora que voltei de férias, as coisas estão mais apertadas, não estou tendo tempo nem criatividade, mais prometo que vou me esforçar ok? Música do capítulo: http://www.vagalume.com.br/30-seconds-to-mars/do-or-die-traducao.html * Música pra minhas echies totosas, e Carol, sim, vai rolar muito Hurricane nessa fic u.u kkkkkkkk

Quando chegamos em casa, eu fui logo indo pro meu quarto e me jogando na cama. Fiquei um tempo olhando pro teto, pensando naquela noite. Sei lá o que me deu. Eu apenas agi por impulso, e agora, eu poderia estar ferindo uma das pessoas que eu mais amo, Christopher. Se aquele último beijo foi pra ele como foi pra mim, eu estou em uma fria. Isso porque no fundo, nós dois sabemos que não fomos feitos um para o outro. Quer dizer, eu amo ele, mas como amigo, irmão. Eu tenho medo de machuca-lo, de perde-lo. E isso dói muito.

Algumas vezes na vida, não temos coragem de seguir nosso coração, e isso nos torna frágeis. Quando se ama muito alguém, se perde totalmente a liberdade de agir, porque se preza o bem estar e conforto do próximo. Se perder a razão não fosse uma das alternativas, eu poderia estar calma agora, mas percebo que estava de boca aberta e olhos arregalados, deitada como uma zumbi e de repente vi a Carol me balançar pelos ombros.

– Você tá bem Belle? Ai meu Deus, uma vampira em coma! — Carol disse.

– Não, pera, ela ta de olhos abertos, dá pra ficar em coma assim? — Yanca entrou e a encarou com cara de surpresa.

– Eu não estou em coma. — Eu disse chacoalhando a cabeça tentando me concentrar na situação.

Era pior no início, vampiros recém-criados não são bons em prestar atenção nas coisas, mil pensamentos, cores novas, hábitos novos, garganta flamejante, força bruta e etc. Com o tempo melhora, a sede fica um pouco mais fácil de suportar, mais ainda sim é difícil. Olhei para as duas que me olhavam curiosas.

– O que você estava fazendo criatura? — Yanca cruzou os braços.

– Pensando. — Disse e me sentei.

Logo uma se sentou em cada lado e ficamos olhando pra frente.

– Pensando no Christopher é? — Carol deu uma leve risada.

– Não seja má moça. — Eu disse sem olha-la. Apenas fixei minha visão em um ponto á minha frente.

– Eu não estou sendo má, apenas estou curiosa. E aquele beijo mulher? Fala sério, você realmente queria beijar ele ou fez isso pra deixar o Alec mais puto ainda? — Carol perguntou se sentando á minha frente.

– Eu sei que pode parecer estranho, mais depois que ele me beijou, daquela briga, da dança.. Eu senti uma puta vontade de agarrar aquele homem e o resto eu prefiro não falar. — Eu disse.

– Eta safada. — Yanca riu e fez cara de pervertida.

Eu a olhei com a mesma cara, a Carol nos imitou e pronto, agora o trio pateta estava em ação. Ri estrondosamente e elas não aguentaram, foram contagiosas.

– Da pra ouvir nega rindo lá de baixo. — Naná disse abrindo uma parte da porta com um sorriso fofo.

– Entra aí vovó. — Eu sorri.

– Hey garotada! Não aguento ver a Helô e o fedido do Demetri se comendo na minha frente, posso ficar aqui com vocês? — Grazi perguntou da porta.

– Claro! Eu sei bem como é isso. — Sorri e revirei os olhos.

– Reunião de garotas? — Naná perguntou.

– Na verdade, a gente tá interrogando a Belle sobre aquele beijo dela e do Christopher quando nos despedimos de todo mundo. — Yanca disse e eu a olhei repreensiva.

– Ok, e vocês, querem falar sobre os namoricos de vocês? — Perguntei brava.

– Bem, eu não estou de namorico. — A Grazi riu e fez cara de orgulho.

– Ok ok, só acho que eu nem conheço meu padrasto tão bem assim. — Eu ri.

– Mas o que é isso? Vocês já estão quase casando e ninguém me avisa? — Carol berrou.

– Claro claro você entra de madrinha com o Christian. — Ela respondeu sarcasticamente.

– Calma mulherada, vamos caçar? Já são 9:00 da manhã. — Naná gritou.

– Eu estou cheia de sangue. — Eu me levantei e fui pegar as minhas roupas no armário. As garotas foram caçar porque não haviam bebido nenhuma gota ontem. E eu fui tomar meu banho.

Depois de um banho bem demorado, me sequei e me vesti, saí do banheiro e assim que entrei no meu quarto, avistei o telefone sobre a mesa do computador e não resisti.

– Alô? Oi Christopher. — Sorri envergonhada.

– E aí baixinha? Tudo bem? — Ele perguntou alegre.

– Ah tudo sim.. eu quero falar com você, é muito, muito importante. — Eu disse agoniada.

– Quer que eu vá aí? — Christopher disse.

– Ah pode ser, quando você vem? — Perguntei.

– Já to indo, tchau. — Ele disse e desligou.

Coloquei o telefone no lugar e me joguei na cama, enfiando o rosto entre os travesseiros. Fiquei ali sentindo o cheiro de amaciante por um tempo, até ouvir a Yanca me gritar.

– To indo, calma. — Eu disse descendo as escadas.

– O Christopher tá lá em baixo te esperando. — Ela disse.

– Ai Deus, eu to parecendo um zumbi? — Perguntei me arrumando.

– Não mulher, desce logo antes que ele desista e vá embora. — Ela riu.

Encarei-a e corri até a sala. Ele estava na porta, encostado me olhando com um sorriso perfeito.

– E aí branquelo? — Sorri torto.

– E aí baixinha? — Ele disse vindo em abraçar.

– Senti saudade. — Eu disse da boca pra fora.

– A gente se viu ontem. — Ele fez uma careta de quem acha estranho, bem engraçada, como sempre.

– Vem. — Eu disse puxando-o para o meu quarto, onde poderíamos conversar em paz.

– O que você queria falar? — Ele disse se sentando ao meu lado.

Sorri e o olhei mais de perto, passando a mão pelo seu rosto.

– Baixinha? — Ele riu.

– Ah oi. Bem, eu não sei o que aconteceu direito, mais depois daquele beijo, daquela dança... — Eu dizia.

– O que tem o beijo e a dança? Olha, se você for dizer que não quer me iludir e tal, diz logo e eu vou embora e pronto. Não vamos começar com isso de 'eu gosto de você como meu irmão mais velho, meu melhor amigo' isso já deu. — Ele disse.

– Não seu besta. Eu ia dizer que eu fico olhando pra você depois daquilo e tenho vontade de te beijar novamente. Sei lá, eu estou confusa, queria ouvir da sua boca o que você está sentindo. — Respondi.

– Eu continuo te amando, mais o Christian me disse, depois de ler sua mente, que você gosta daquele idiota. — Ele disse revirando os olhos.

– Eu não posso negar que ele me causa uma sensação estranha, deixando claro que não eu não gosto dele, mais o que eu estou dizendo, é que os acontecimentos de ontem mexeram muito comigo. Eu nem sei mais o que eu sinto ou não. — Eu disse angustiada.

– Então.. esquece tudo e viva o momento. — Ele disse e me puxou para um beijo.

Um beijo bom, irresistível e que me fez puxa-lo para mais perto porque eu não conseguia me afastar, muito menos deixar que ele se afastasse de mim. Naquele momento, uma força totalmente desconhecida me deixou enlouquecida por ele, me impedindo de raciocinar.

– Olha.. sobre ontem, eu preciso falar com você .. — Alec disse entrando.

Me afastei alguns centímetros de Christopher e o olhei, sentindo meu corpo queimar por dentro. A sede estava descontrolada, assim como eu. Passei a mão pela garganta e então o olhei novamente.

– Sai do meu quarto, por favor. — Eu disse.

– Ok, vou deixar vocês se comerem em paz. — Ele revirou os olhos.

– Olha como fala comigo garoto! — Me levantei indo pra cima dele, mais Christopher me segurou.

– Não fale assim com ela, a baixinha aqui não é suas amiguinhas vagabundas não! — Christopher rosnou pra ele, que rosnou de volta.

– Sai daqui logo. — Empurrei-o para fora.

Bati a porta com força e entrei me jogando de cara na cama.

– Ele costuma entrar aqui assim é? — Christopher perguntou como se me sondasse.

– Ele é um folgado, as vezes vem aqui atrás de mim, me agarra desprevenida e tal. Eu não sei mais o que fazer pra ficar longe dele. — Revirei os olhos.

– Você no fundo não quer ficar longe dele, não é mesmo? — Ele disse sarcasticamente.

– Eu poderia esperar isso de qualquer um, menos de você. — Eu disse me virando para poder olha-lo.

Eu queria chorar, e seria bom se pudesse, porque chorar realmente acalma e limpa nossa mente. Mas tudo que pude fazer foi continuar fitando-o, até ele me abraçar forte, com força de um vampiro.

– Christ.. Você está bravo comigo? — Perguntei.

– Eu posso mesmo dizer? — Ele perguntou.

Fiz que sim com a cabeça depois de ouvi-lo.

– Não, eu estou morrendo e raiva dele. Eu to morrendo de inveja porque ele consegue mexer com você de uma hora pra outra, e eu que estou tentando há umas décadas não tive sucesso, pelo menos não até agora. – Ele sorriu se afastando e me beijou novamente.

Passei a tarde conversando com ele, deitada em seu peito, sentindo seu cheiro doce e beijando seus lábios completamente perfeitos e irresistíveis. O céu começou a escurecer, já eram umas 18:45 quando olhei no relógio.

Eu continuava olhando pra ele sem intender o porque daquela atração repentina. Uma sensação desgraçada que estava me tirando do sério. Olhei pra ele, que sorria todo bobo e não consegui não sorrir. A noite ficamos cantando baixinho juntos, dançando.

Depois ele disse que já estava na hora de ele ir embora, fui com Chirstopher até a porta me despedir. Ele acabou me puxando para um beijo. A Carol começou a rir depois que ele sumiu pela escuridão, e a Yanca começou a me imitar quando como olho para ele. Era engraçado e ao mesmo tempo eu queria esganar ela. Fui pro meu quarto e me sentei toda sorridente, feito uma doida.

– Amor tenho uma uma notícia maravilhosa! — Carol disse pulando na porta do quarto.

– Conte. — Eu ri.

– Eu e a Naná vamos no show do Thirty Seconds to Mars!! — Ela pulou eufórica.

– Vishe, é hoje que o Jared e o Shannon são estuprados. — Eu ri.

– Sua boba! Eu também vou ir pra cantar, pular e me divertir muito. — Ela riu.

Depois de explicar tudo, ela saiu pra tomar um banho e ir ver uns filmes coma Yanca e a Naná. Fui no quarto da Helô, aproveitando que o fedido do Demetri não estava lá.

– Hey amor, entre. – Ela disse quando bati na porta.

– Eu já estava morrendo de saudade de conversar com você sem aquele nojento por perto! — Eu disse.

– Ah não fala assim dele. Eu sei que vocês não se dão bem, mais tem que intender que eu amo ele e ele me ama, apesar de ser um sem noção com vocês. — Ela sorriu.

– Eu sei eu sei. É só por isso que eu não dou um jeitinho nele. — Dei uma piscadela.

– Mas e você, você não me engana. Ta confusa entre os dos boys né? — Ela riu.

– Tenho que confessar que sim. — Eu disse.

Notas finais
Gostaram? Comentem hein? Humpf Malikisses #Belle