Notas iniciais
Neste capítulo eles irão descobrir um pouco mais sobre as regras deste tal jogo e porque ele é tão 'mortal"

Quando estávamos de fora mais dúvidas foram se acumulando, e nesse momento uma pessoa com umas roupas bem estranhas e coloridas apareceu na nossa frente e falou:

— Eu sou chamado de “Chapeleiro”, sou um GM (ou Game mestre como preferir), mas quem ou sou ou o que eu sou não importa. O que importa é que eu tenho certeza que vocês estão cheios de dúvidas sobre o que está acontecendo e o porquê de vocês estarem aqui

Kelly ironicamente perguntou

— Nossa! Será que você poderia explicar o que está acontecendo aqui então “Chapeleiro”?

O chapeleiro respondeu de um jeito muito ansioso

— Sim, eu não odeio pessoas com atitude assim! Para falar a verdade, se continuar com isso acho até que poderíamos virar amigos. Bem, deixando isto de lado... este jogo consiste em vocês, humanos, que devem se esconder de uma criatura que em breve será solta, se ele te achar você perderá seu direito de existência, em outras palavras... desaparecerá. Para ganharem este jogo cheguem no topo daquele vulcão e sigam as instruções que estão na placa lá em cima.

Eu percebi que por algum motivo ele não parava de olhar para mim enquanto explicava, mas eu não me preocupei muito.

Quando terminou a frase o chapeleiro simplesmente sumiu nos deixando sem saber de nada. Todos pensaram muito e chegamos à conclusão que devemos juntar muitos recursos antes que passemos necessidade, até porque se o que o chapeleiro disse é verdade precisamos nos preparar rapidamente antes que a tal criatura seja solta.

Separamo-nos em grupos, eu, Kelly e Emily ficaram de pegar a comida. Jasmim, Wesley e Jean ficaram de procurar a água.

Emily e Kelly foram na frente ver se na floresta havia bananas e eu fiquei para ver se já tinham cocos na parte da frente da ilha. Após alguns minutos eu já tinha terminado de pegar uns poucos e adentrei a floresta querendo fazer um susto nas duas. Quanto mais me aproximava mais dava para escutar a conversa

— Kelly você não está com medo não?

— Medo? Disso? Eu não ficaria com medo de uma coisa tão interessante! Se quiser outro motivo... Acho que é porque eu já tenho certa ideia de quem é o traidor

Emily deixou cair todas as garrafas de plástico que ela estava segurando

(as garrafas eram para pegar a água)

— T-Traidor?

— Sim, um traidor

— Por que teria um traidor entre nós?

— A pergunta certa seria por que não?

— Como assim?

— Pense bem... se o chapeleiro é o “GM” deste tal de jogo ele precisaria de alguém para observar o que acontece ao nosso redor já que ele não pode ficar aqui

Emily pare ter entendido o que Kelly tentou explicar

— Então qual é esse “plano” que você tem?

Quando ela começou a explicar eu não consegui escutar, mas uma coisa é certa... Escutei a palavra memória. Eu esperei a conversa acabar, até porque elas suspeitariam se eu chegasse do nada. Quando acabou eu me afastei e voltei gritando

— Oi, vocês conseguiram achar alguma coisa?

— Sim achamos. Deve ter comida o suficiente para até daqui a 2 dias

Depois disto voltamos ao ponto onde todos nos reunimos antes. Lá já estavam os outros. Tinham montado uma barraca improvisada feita de folhas e troncos, Kelly pediu para todos nos reunirmos na frente da fogueira as 18:00. Olhei no meu relógio e ainda eram 16h27, eu achei que faltava muito tempo e fui dormir. Quando acordei chegou a esperada hora.

Todos nós nos reunimos na fogueira. Kelly se levantou para argumentar

— Eu passei o dia pensando, se o chapeleiro é um dos “GMS” ele precisaria ficar nos observando para saber se tudo está de acordo com seu plano. Mas como ele irá ficar perto de nós sabendo que depois daquilo ele não poderia? o ideal seria ele colocar uma pessoa para observar por ele. Uma que ninguém suspeite... que se enturmaria fácil... Só pode ser um de nós

Todos concordaram

— Então eu proponho um teste. Respondam a seguinte pergunta sem parar para pensar: Vocês se lembram de alguma antes de acordar naquela caixa?

— Não

Disse os cinco

Porém eu de algum jeito não consegui negar apesar de não lembrar mesmo. Pelo que eu ouvi da conversa entre elas precisaria prestar muita atenção na minha resposta. Eu passei muito tempo e estava começando a ficar desesperado. Olhei para meu lado e todos os outros quatro menos Kelly estavam surpresos olhando para mim. Fiquei com medo e respondi com muita dificuldade e gaguejando

— N-Não!

Quando disse isto Kelly sorriu e disse

— Como eu esperava, Mike, você é o impostor! O tempo que você demorou a responder, sua expressão, o seu jeito, como você gaguejou e eu ainda tenho muito mais teorias...”.

Todos olharam para mim com uma cara de desprezo. Comecei a perder o raciocínio, em uma tentativa desesperada de convencer o contrário gritei:

— VOCÊ É A IMPOSTORA! TUDO QUE VOCÊ DISSE É UMA MENTIRA!

Quando eu percebi que não ia funcionar eu tentei correr, mas Jasmim me jogou no chão, logo os outros me cercaram e me jogaram num tronco de árvore. Por causa da batida forte fiquei inconsciente. Quando acordei uns minutos depois vi que estava, não sei como, amarrado ao tronco, com duas pessoas sentadas na minha frente me observando.