The Hunter
6 Kol Mikaelson ...
Notas iniciais
beijos.
Capítulo VII
“Kol Mikaelson ...”
-Porque eu gostei de você. – disse e ela ficou parada me encarando assustada.
-Se eu fosse você, não se aproximaria de mim. – ela disse e saiu andando pelo corredor vazio.
Deixei-a ir, mas ela não iria escapar de mim tão facilmente.
-Levando um fora da novata, irmão? – Rebekah se aproximou de mim, em velocidade vampiresca, e falou.
-Cala a boca. – disse andando para a próxima aula.
Segui para a aula de física onde as patricinhas, que estavam fazendo zona no fundão da sala, começaram a me ‘comer pelos olhos’, como Lucy disse. Sentei-me na terceira cadeira na fileira do meio, pois era o único local vago. Tivemos, em dois tempos, que fazer uns trabalhos super chatos e depois foi à hora do intervalo. Na boa, eu vou matar o Klaus.
Vi Lucy sentada com sua prima e vários garotos, do time de futebol, irem até elas. Sentei-me ao lado de Rebekah e suas amigas patricinhas nojentas. Fiquei olhando para o nada até que vi aquele tal de Matt ir até a mesa da ‘vampirinha misteriosa’. Deixei de lado.
Ao invés de me irritar, eu iria provar que era melhor do que todos ali. MEU DEUS, eu, Kol Mikaelson, ‘o galinha’, estou falando isso?!
POV Lucy
Graças a minha boa mãe, Kol não me perturbou até o final da aula. Pois é, só até o final mesmo. Eu estava saindo com minha er ... prima. Fomos até meu porsche preto quando ele apareceu do nada.
-Tava bom demais para ser verdade. – murmurrei e Dakota riu. – O que quer? – perguntei olhando para Kol.
Seus olhos castanhos se encontraram com os meus olhos azuis. Por algum motivo eu fiquei com as pernas bambas, mas controlei. Dakota entrou no carro.
-Ia perguntar se vocês queriam uma carona. – ele disse.
-Pelo que você já viu, eu tenho um carro. – disse abrindo a porta do porsche. – E mesmo se não tivesse, preferia ir a pé a ir com você. – dei um sorriso irônico e entrei no carro.
Eu hein, esse garoto ta muito humano.
(...)
-Chegamos. – Dakota disse ao abrir a porta.
Logo Joanne veio saltitante até nós.
-Como foi a aula?- ela perguntou, recebendo um dedo do meio de Dakota.
Joanne ignorou e foi para a cozinha. Eu fui até a geladeira e tomei três bolsas de sangue. Respirei fundo e me controlei. Subi para meu quarto, taquei a mochila na cadeira e deitei-me na cama. Fechei os olhos me lembrando daquela visão.
Seu sorriso sapeca era direcionado a mim. Estávamos numa mansão enorme, numa varanda que dava uma vista maravilhosa do jardim. E estava abraçando aquele homem lindo. Ele me aninhava e beijava meu pescoço. No mesmo local tinha um colar de safira que eu mexia. Kol parou de beijar meu pescoço e acariciou minha pele alva.
-Sophia!!!!!!! – ouvi a voz de Joanne e abri os olhos.
-Oi?
-No que estava pensando? Seu quarto estava cheio de energia, muita mesmo.
-Kol, o original, era o homem da visão que Dakota teve. – joguei o travesseiro longe. — Não me chama mais de Sophia, agora é Lucy.
-O original? – ela me olhou incrédula.
-Sim. – Dakota apareceu comendo doritos. – Cara, isso é bom!
Joanne e eu rimos.
-Voltando para seu problema. – Dakota falou. – Se minha visão for verdade? E se Kol se apaixonar por você?
-Eu não tenho mais sentimentos. – disse me lembrando de Stefan.
-Mesmo que você lute, eles voltam. – Joanne falou.
-E pelo o que minha visão mostrou você tava bem happy. – Dakota disse.
-Ah meu deus! É isso! Você vai se aproximar de Kol para matá-lo. – Joanne disse.
-Shiuuuuuuuu. – pedi e vi que minha janela estava fechada. Abri e não vi ninguém. –Escreve.
Joanne fechou os olhos e o batom, que estava em cima da minha mesa, começou a escrever no espelho. Cara que foda! Sempre imaginei isso!
“Aproxime-se de Kol, roube o coração dele e mate-o junto com toda a família. Quatro vampiros de uma vez só.”
-Você vai conseguir sua vingança. – Dakota falou, em seguida, comeu mais um pacote de doritos. –Só toma cuida para não se apaixonar, priminha.
Eu iria conseguir, não iria me envolver e ainda mataria todos os originais.
Não tinha como eu errar.
Na verdade, tinha.
(...)
À tarde, eu saí para comprar velas para nossa bruxinha. Fui a pé mesmo. No meio do caminho aquela assombração, mais conhecida como Kol, apareceu na minha frente rindo. Eu estava cheia de sacolas e ele rindo. Lembre-se da sua meta, Sophia, pensei.
-Oi Kol. –disse tentando, apenas tentando, ser simpática.
-Resolveu ser sociável? – ele perguntou e eu virei-me indo embora. – Espera!
-O que quer? – perguntei.
-Só te vi e vim da um ‘oi’.
-Por acaso esta me seguindo?! – disse irritada.
-Não.
É, eu não tinha sentido ninguém me seguindo.
-Hm.
-Aceita companhia? – ele perguntou sorrindo.
-Vai levar minhas sacolas? – perguntei e ele assentiu. – Então ta. – dei as sacolas e nós fomos andando em velocidade normal para casa.
-Odeio o silêncio. – ele interrompeu o silêncio e disse.
-Então começa um assunto. – disse dando os ombros.
-O que uma vampira veio fazer aqui?
-Viver normalmente.
-Quantos anos você tem?
-Você ainda é mais velho do que eu. – disse colocando a mão em seu ombro. -900 anos. – disse baixinho.
-Isso é pedofilia! – ele disse, apontando para nós dois e, rindo.
-Para de falar merda, Kol. – eu ri.
-Eu disse que você era legal. – ele disse se aproximando e eu comecei a correr.
Cheguei até o jardim de minha casa assim como ele. Kol se aproximou de mim demais e colocou as sacolas na grama. Ok, ta muito perto. O que ele quer com isso? Nossos olhos se cruzaram e ele riu. Tentei afastá-lo de mim, mas ele não deixou.
-Não fuja de mim.
-Não é como se você fosse o meu caçador, ok? Na verdade, você ta mais para caça. – disse e nós rimos. Coitado, nem sabe que to falando a verdade.
-Te vejo mais tarde? – olhei para ele com testa franzida. – Minha janela é de frente para a sua.
-Talvez.
-Até Lucy.
-Até. – disse pegando minhas sacolas e indo para casa.
Entrei na sala onde Joanne e Dakota estavam vendo ‘The Big Bang Theory’. Ah meu Sheldon! Enfim, as duas me olharam com um sorriso malicioso.
-Te vejo mais tarde? – Joanne imitou a voz de Kol.
-Talvez. – Dakota me imitou e eu joguei uma almofada na cara dela.
-Minhas caras, isso vai ser mais fácil do que pensava. Minha caça esta na minha mão. – disse e elas me olharam sorrindo.
POV Kol
Na tarde seguinte o professor de Biologia pediu para eu e a Lucy fazermos um trabalho para a próxima semana. Fomos fazer isso no Grill já que ela se recusava a ir à minha casa. Não entendo essa garota. Lucy estava com um vestido preto e jaqueta nude com spikes. Sentamos numa mesa e aquele Matt veio nos atender.
-Oi. – ele disse para ela e olhou feio para mim. –O que vão querer?
Sangue, pensei.
-Quero uma coca-cola grande, um chesseburguer grande e uma porção de nachos para a gente. E você, Kol?- ela perguntou e eu a olhei assustado.
-A mesma coisa. –disse e ele saiu da mesa. – Isso tudo para não devorar alguém?
-Sim.
-Agora entendi.
Fizemos o trabalho em cinco minutos e comemos nosso grande almoço. Conversamos sobre coisas aleatórias como pessoas normais. Eu sentia falta disso e ela também. Lucy era alguém que eu podia conversar, sem ter que me preocupar com meus irmãos e aqueles vampirinhos idiotas.
-Acho que já podemos ir embora. – ela disse e eu neguei com a cabeça. –O que nós vamos ficar fazendo aqui?
-Agir como humanos. – disse e ela me olhou estranho.
-Você tem problemas, mas ta né. – Lucy falou rindo.
A noite já tinha caído quando nós estávamos já bêbados. Fomos jogar sinuca e ganhamos de uns caras que estavam por ali. A vampira até que jogava bem para uma garota. Ri. Comemos mais uma porção de nachos. Cara, aquilo estava muito bom! Sentamo-nos à mesa.
-Preciso ir. – ela disse.
-Nem pensar.
-Kol, eu já fiquei o dia todo aturando você. – ri. – Sério, eu to com fome. –ela disse baixinho.
-Aguenta só até o final da nossa competição de sinuca.
-Que competição?
-Eu contra você.
-Quem disse que eu aceitei isso?
-Medo de perder?
-Nunca!
-Se eu ganhar, você me beija. – ela começou a rir.
-Quando eu ganhar, vou querer provar seu sangue. – ela disse séria e apontei até a mesa de sinuca.
Andamos até lá. No inicio eu estava ganhando, mas então, ela virou o jogo. No fim deu tudo empate. Lucy pegou sua bolsa da mesa, eu hipnotizei um dos garçons e nós fomos embora. Ela estava estranha. Caminhamos até a metade do caminho.
-O que foi?
-To com muita fome. Não caço desde ontem. – ela disse com a voz fraca.
-Sabe, tem um jeito de nós dois resolvemos nossos problemas. – disse e ela me olhou com uma cara de interrogação.
Aproximei-me dela e selei nossos lábios devagar. Pedi acesso à boca com a língua e ela cedeu. O beijo começou a esquentar. Lucy parou depois de um tempo e me encarou assustada. Selei levemente nossos lábios e ela entendeu o recado. Lucy mordeu meu lábio inferior sugando meu sangue. Depois de um tempo ela parou. Curei-me rapidamente e ela se limpou.
-Nunca faça isso de novo! – ela me advertiu e saiu andando.
-Hey, espera! – a virei para mim. — Você gostou!
-Não interessa se eu gostei ou não Kol. Não é para você ficar fazendo isso. Argh eu disse para você não se aproximar de mim e ... – a beijei de novo. – PARA DE FICAR FAZENDO ISSO!
-Você fala demais. – disse rindo.
-Ora, ora, quando você iria nos apresentar sua nova “amiga”, irmão? – ouvi a voz de Elijah vindo por trás de mim. Lucy arregalou os olhos surpresa, mas logo fechou a cara.
-Elijah ... – ela sussurrou.
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