The Hunter
16 Dizendo Adeus.
Notas iniciais
Música: The pretty reckless - you.
Boa leitura e obrigada pelos reviews.
Ps: para quem não lembra, Jessie (bruxa) usa o nome de Joanne. Já Joanne (vampira) usa o nome Dakota.
Capítulo XVI
“Dizendo Adeus.”
-Que belo trabalho você fez, minha aprendiz. – ele disse a encarando.
Os olhos azuis da caçadora ficaram com raiva. Os originais andaram para frente onde estava Sophia. Ela deu passo à frente e ficou perto do caçador original. Ambos se encaravam enquanto o vento batia em seus corpos. Mikael ria ironicamente.
-Pelo visto os boatos eram verdadeiros. – Sophia disse. –O que você quer aqui? – perguntou friamente.
-Em breve terá a resposta das suas perguntas. – ele disse grosso. – Sentiram falta do papai? – ele perguntou irônico para os originais.
-Saia da cidade, Mikael. – Klaus disse.
-Não me esqueci de quando você me matou. – ele disse sério.
-O que você quer aqui? Mortes? Acabamos de sofrer duas e não queremos presenciar outra hoje. – Kol falou.
Sophia encarou todos a sua volta. O silêncio reinou na floresta. Não se ouvia nenhum ruído de animais. Todos os vampiros encaravam Mikael com fúria.
-Depois conversaremos. – o caçador disse a Lucy.
Mikael correu em um piscar de olhos antes que eles pudessem dizer algo. A tensão no ar voltou. Rebekah e Niklaus encaravam Sophia e seus aliados. A caçadora olhou para os dois querendo arrancar suas cabeças. A sorte deles é que ela só tinha trago uma estaca de carvalho branco. Kol segurou o braço de sua namorada na hora que ela iria atacar. Sophia olhou ríspida para ele e saiu de seus braços.
-Eu disse que isso é inútil. – Kol disse aos irmãos e encarou sua namorada.
-Ela matou nosso irmão, isso terá volta. – Bekah falou.
-Venha atrás de mim que eu vou fazer o favor de me vingar de todos vocês. – a aprendiz de Mikael disse.
Os dois originais foram embora. No fundo Rebekah Mikaelson estava arrependida de suas palavras e do modo que agiu. Aquela “guerra” foi muito estúpida. Ela sabia que Nick pensava o mesmo. Também sabia que as palavras da caçadora tinha mexido com o híbrido, só não sabia de qual forma.
Klaus, o híbrido, ficava repetindo em sua mente as palavras da caçadora. “Acho bom estar com medo, híbrido. Afinal, se eu matar alguém você vai viver seu próprio medo. Ficar sozinho.” Como ela ousou ter tal atitude? Quem ela achava que era para dirigir a palavra dessa forma brusca comigo? O original se perguntava. Nick ficou pensando na caçadora de uma forma diferente. Não como amor, talvez com ódio e raiva, mas sabia que não era apenas pela morte do irmão. Era pela forma que ela o tratava.
Mikael tinha ido para uma casa abandonada perto da cidade de Mystic Falls. Pensava num plano sem falhas para ter a ajuda de Sophia. Lógico que ele só deixou a guerra acontecer, pois sabia que ela poderia sair abalada. O caçador sorriu.
Usaria sua aprendiz para matar o resto dos seus filhos e Stefan. Ah, ele se recordava que o mais novo dos Salvatore impediu o irmão de enfiar a estaca de carvalho branco no híbrido. Não importava se tinha sido para salvar a vida do irmão. Mikael queria vingança!
Após catar as cinzas de Dakota da grama, Sophia levantou-se e colocou os resíduos numa caixa de prata. Kol e Stefan continuavam parados atrás da original. Lucy sentiu suas pernas bambas e ela sentia estar numa escuridão.
Sua humanidade crescia dentro dela, assim como a raiva. A raiva dos dois irmãos do seu namorado. Uma raiva tão grande que ela nunca sentira. Joanne também sentia essa raiva e no fundo, culpava Sophia. As duas teriam uma conversa mais tarde.
-Podem ir. – Sophia disse para os dois vampiros.
-Vou ficar com você. – Kol falou para a namorada.
-Desculpa, mas acho que Joanne e eu não queremos ver o irmão das pessoas que mataram minha melhor amiga. – ela disse com a voz abalada.
-Lucy ...
-Mais tarde, Kol. – ela o abraçou.
Stefan sentiu a necessidade de abraçá-la e nunca mais soltar. Vê-la na companhia de outro vampiro, ainda mais sendo Kol, o deixava com raiva e tristeza. Ele sabia como era perder a amiga e queria ajudá-la. Um sorriso se formou em seus lábios ao lembrar-se de Lexi. Ele a abraçou e sentiu pequenas cargas elétricas pelo seu corpo. Sophia também. Kol queria quebrar a cara do Salvatore mais do que nunca. A caçadora se separou do vampiro e o encarou.
-Tchau Stefan e obrigada. – Sophia disse.
-Sempre que precisar. – Stef falou em seu ouvido.
(...)
Sophia e Joanne chegaram em casa encontrando vampiros na sala cuidando de seus ferimentos. Outros forneciam bolsas de sangue para uma fila de vampiros. Lucy segurava a caixa de cinzas nas mãos frias. Ela e a bruxa a enterrariam na manhã seguinte. A caçadora subiu para seus aposentos e deitou-se na cama. Afundou sua cabeça no travesseiro e chorou.
Joanne, a bruxa, fez o mesmo deitada em seu quarto. A foto com a irmã no porta-retrato em cima de seu criado-mudo, mexeu com ela. Joanne sentiu-se esgotada emocionalmente e fisicamente. Gastara muito poder em algumas horas. Ambas adormeceram na cama e no meio das lágrimas.
Na manhã seguinte, Sophia acordou com a cara toda amassada. Sentiu seus olhos doloridos e sua vista pesada. Foi ao banheiro e olhou-se no espelho. Seus lábios estavam secos já que não tinha se alimentado. Seu cabelo estava todo bagunçado e seus olhos azuis não tinham brilho. Tomou um banho frio e vestiu-se. (Look: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=80864617&.locale=pt-br) Foi até a sala onde os vampiros tomavam café da manhã.
-Hey!- gritou chamando a atenção deles. –Não quero que saiam de casa até minha ordem. Não se alimentem de pessoas por enquanto. Mikael irá atrás de vocês se isso acontecer. – disse e todos assentiram.
Soph pegou cinco bolsas de sangue e subi para seu quarto. Alimentou-se rapidamente e curou seus ferimentos. O carvalho branco tinha a esgotado. Ouviu seu celular tocar. Atendeu quando viu a foto de Kol.
-Oi. – ela disse.
-Oi ... – ficou um silêncio. – Quer que eu te busque para o enterro?
-S-sim. – respondeu.
-Já avisou ao irmão da cópia?
-Stefan ficou encarregado disso. – ela disse e Kol bufou.
-Estou indo para ai.
Ela desligou o celular e bateu na porta do quarto de Joanne. A bruxa atendeu a porta usando um vestido preto, que batia até aos joelhos. Seus cabelos pretos estavam presos num coque adulto. Segurava a caixinha de prata.
-Kol está vindo. – Sophia disse.
-Te encontro lá. – a bruxa saiu andando pelo corredor.
Depois de alguns minutos, Sophia podia ouvir o barulho do carro do namorado. Desceu as escadas e antes que Kol pudesse tocar a campanhia, ela abriu a porta sorrindo. Kol levou sua mão ao rosto da namorada, a puxou para ele e selou seus lábios calmamente.
Foram para o carro e Kol dirigiu até a área norte da floresta. Era onde Dakota ia com Jeremy. Era um local discreto que ninguém ia. Chegaram na floresta rapidamente. Agora que ela reparara na roupa do namorado. Ele usava um terno simples e sem gravata. Sophia riu e Kol a olhou sem entender.
-Ainda sem saber fazer um nó na gravata? – perguntou rindo e o original assentiu.
Andaram até onde Joanne, Jeremy, Stefan, Elena e Rebekah se encontravam. Joanne gritava com a original. Kol e Lucy separaram as duas. Jeremy mandou a “Barbie Klaus” ir embora. Para a minha alegria, ela obedeceu. A caixa de prata ainda estava nos braços de Joanne.
-Posso? –Sophia perguntou e a bruxa assentiu.
A caçadora pegou a caixa de prata e começou a chorar. Joanne, com os poucos poderes que tinha, cavou um buraco pequeno e pouco profundo. Lucy colocou a caixa com as cinzas dentro do buraco na terra.
-Obrigada por ter me transformado. Eu me sinto completa. – Dakota abraçou Sophia.
-Fico feliz por você. Te amo retardada. – Sophia disse.
Sophia devia ter negado o pedido. Abaixou-se em frente ao buraco na grama e jogou a terra tapando-o. Chorava baixo. Kol ficou ao seu lado e deu uma flor branca para sua Lucy. A original colocou em cima da grama. Stefan colocou a lapide atrás do local onde a caixa fora enterrada.
“Em memória da mais bela e brava humana que eu já conheci.”
Sophia leu o que estava escrito na lápide. A palavra ‘humana’ era porque Dakota mesmo sendo vampira agia como um ser humano. Tinha o controle da sua escuridão e vivia como sempre quis. Joanne fechou os olhos e o vento começou a ficar forte. Jeremy pediu para ficar sozinho em frente ao túmulo e Soph assentiu.
-Adeus, Joanne. – sussurrou para a lápide, dizendo o nome verdadeiro de sua amiga.
(...)
Joanne estava com as malas prontas no andar de baixo. Sophia desceu as escadas e mandou os vampiros, que estavam na sala, subirem. A caçadora olhou para a bruxa sem entender nada.
-O que esta acontecendo? – perguntou.
-Vou embora, Sophia.
-Por que?
-Ela morreu. Pessoas importantes para nós morreram quando você entrou nas nossas vidas. – A bruxa disse arrogante. – Como você pode deixá-la morrer?
-A culpa não foi minha.
-Ela queria ser vampira por você. Para ser sua amiga e te ajudar nessa guerra ridícula que dura a novecentos anos.
-Jessie... – Sophia a chamou pelo nome verdadeiro.
-Eu não quero mais isso. Eu a perdi para sempre. – ela chorou.
-Eu sei o que você esta sentindo.
-Charlie eu aguentei, Adams. Mas minha própria irmã é demais para mim.
-Mikael irá atrás de você. Eu só posso te proteger se você ficar aqui.
-Igual você protegeu a Joanne? – ela usou o verdadeiro nome da irmã.
A caçadora ficou em silêncio.
-Adeus Sophia. Eu preciso pensar.
Ela abriu a porta levando as malas e se foi. Sophia ficou parada na porta e caiu no chão.
Quando era de noite, Lucy tinha saído para o Grill. Queria ficar sozinha, beber e tentar minimizar sua dor. Não gostava de ficar perto de ninguém, inclusive Kol, quando a dor humana a consumia. A caçadora sentou-se em um dos bancos negros a sua frente. Matt a atendeu.
-Uma vodka. – ela pediu.
-Bebendo tão cedo? – uma voz ao seu lado perguntou.
Virou-se e encarou o vampiro que estava ao seu lado.
-Deixe-me em paz, Stefan.
-Me da um Jack Daniels. – Salvatore pediu a Matt.
O amigo da cópia logo trouxe os pedidos. Soph virou o copo de vodka rapidamente e pediu outro. Após vários copos era de se esperar que ela estivesse bêbada. Muito bêbeda. Stefan segurou a original quando quase caiu do banco. Ela começou a rir. Ainda estava um pouco lúcida.
-Disse para me deixar em paz. – ela o empurrou e caminhou até as mesas de sinuca.
-E eu disse que não desistiria de você. – Stefan retrucou.
Sophia deu os ombros e saiu do restaurante. A rua estava escura e vazia. Adams ouviu passos atrás dela. Correu em velocidade vampiresca e sentiu um cheiro bastante conhecido. Distraída, esbarrou em Stefan. Antes que Soph falasse algo, o Salvatore a abraçou e ela desabou em lágrimas.
-Eu falhei com ela. – disse, mas suas palavras saíram como um sussurro.
-Posso saber o que você esta fazendo abraçando a minha namorada? – uma voz veio atrás de Sophia.
Ela virou-se e encarou Kol Mikaelson com uma cara nada boa.
Enquanto isso, Mikael bateu na porta da casa de Bonnie. A bruxa abriu levando um susto. O caçador original riu da bruxa que não estava mais abrigando a alma de Esther.
-Tenho uma proposta para você. – ele falou.
Notas finais
Continuo se tiver reviews.
Mandem fics legais.
Erros serão corrigidos em breve.
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