Notas iniciais
TERCEIRA VEZ TENTANDO POSTAR ISSO!

Oiiiiiiiiiiiiiiiii, obrigada pelos reviews.
Leiam as notas finais.
Bjunda.

Música: Lies - McFly

Capítulo XI

“Answers.”

POV Sophia/Lucy

Klaus fechou a cara e caminhou em velocidade vampiresca até mim. Fiquei assustada quando o vi tocando em meu colar de safira. Apertei sem querer a mão de Kol. Todos ficaram com as sobrancelhas arqueadas e os olhares com dúvidas. Respirei fundo e soltei minha mão da de meu namorado.

-Onde você conseguiu esse colar? – o híbrido perguntou com raiva.

-Foi passado para mim. –disse com calma.

-Esse colar era da família Adams da Itália do ano de 1113. – ele disse andando de um lado par a outro. -Como ele foi passado para você?

-Eu sou descendente dessa família. Por que o interesse?

-Nada. – Elijah respondeu pelo irmão.

Ah agora eles queriam mentir também? Pensei.

O assunto estava encerrado, pelo menos, por enquanto.

Voltei para casa e peguei meu novo diário. Tinha a capa azul brilhante que me acalmava. Peguei a pena e a tinta para começar a escrever. Fazia tanto tempo que não escrevia. Precisava colocar tudo que estava guardado dentro de mim para fora.

Amar alguém que matou a sua família ...

Falando assim parece repugnante, mas ele não faz como se parecesse tão ruim. Eu me sinto culpada por amá-lo com uma intensidade enorme que nem sei descrever. Por outro lado penso como Joanne, eu tinha encontrado alguém que me correspondia, mas será que ele me amaria da mesma forma se soubesse toda a verdade?!

Será que o seu amor por mim seria tão forte ao ponto de esquecer as minhas mentiras?! Sinceramente eu não sei, mas tenho a esperança, por mais que seja difícil dela acontecer, que ele me perdoe um dia.

Outra culpa é o fato de ter que enganar Rebekah e Elijah. Os dois no fundo gostam de mim e eu deles. Mas não posso me esquecer do que me fez estar aqui hoje: matá-los. Matar as pessoas que gostam de mim, os vampiros que mataram a minha família.

Eu sou tão ruim assim a ponto de gostar de conviver com essas pessoas? Eu acho que não, mas nem sempre o que achamos é o que parece, não é mesmo?

Ah, ainda tem um grande problema: Stefan Salvatore. O que eu sentia por ele? De fato eu não sei. Amei-o profundamente, mas será que alguma porcentagem desse amor estaria dentro de mim, esperando que eu tome coragem para admiti-lo?

Mas que besteira eu estou falando?! Meu coração pertence à Kol Mikaelson e eu não tenho dúvida sobre isso, tenho?

Fechei o diário de capa dura e tentei dormir.

(....)

POV Rebekah

Casa dos Mikaelson....

Lucy Adams... Seu nome martelava em minha cabeça. Pelo que me lembro matamos todos da família Adams naquele ano. Fui até a biblioteca com os diários da família. — Sim, nós tínhamos diários secretos. — Procurei e achei o pequeno caderno de capa dura preta do ano de 1113.

Li todo o conteúdo em poucos minutos e achei a página que procurava. Aquela era a letra de Nick. Ele contava como nós destruímos aquele castelo e a árvore a base de carvalho branco. Kol não estava conosco quando matamos a família de caçadores. Não vi nada sobre alguma neta dos Adams. Isso era muito estranho.

Se Lucy souber da história de seus descendentes, ela pode ser uma ameaça. Uma ameaça que precisaremos destruir. Não interessava se Kol a amava, se ela era a minha amiga. Talvez nossa vida estivesse em risco, principalmente se Esther soubesse dela (Minha mãe ainda estava no outro lado nos vigiando. Eu podia sentir isso).

No fundo eu esperava e tentava acreditar que nada disso poderia ser verdade. Guardei o diário e caminhei até a sala de Nick. Ele estava falando com suas crias, quer dizer, híbridos inúteis e ridículos. Desisti de falar com ele, vai que nada passava de uma coincidência? Calei-me sobre esse assusto, mas fiquei com uma ‘pulga atrás da orelha’. Não estava pronta para outra decepção.

POV Sophia/Lucy Adams

Estava deitada, em minha cama, relaxando após ter caçado um cervo longe daqui. Bateram na porta, vi Dakota entrando devagar e fechando a porta branca em seguida. Ela usava um vestido rosa claro com um cinto. Seus cabelos loiros estavam meio bagunçados. Sentou-se do meu lado e bufou.

-O que foi? – perguntei.

-Joanne brigou com você por amar Kol, pois se lembrou dele, não é? – a minha melhor amiga perguntou.

Ele era Charlie.

-Sim. – disse fechando os olhos e lembrando-me daquela época.

Morávamos na Escócia num ano que não me recordo agora. Joanne estava namorando Charlie. Na época, eu morava numa casa separada para a segurança delas. Jessie, agora com o nome Dakota, era uma recém-criada.

Charlie pediu nossa bruxinha em casamento dois meses depois, quando eu recebi outra carta ameaçadora de Mikael. “Irei atrás de você. Matarei quem estiver em meu caminho, mas irei ter você ao meu lado novamente.” Ele cumpriu o que disse.

No jantar de noivado de Joanne e Charlie o caçador original apareceu. A casa ainda não estava em nosso nome, portanto, ele entrou facilmente. Nós mulheres estávamos no andar de cima quando ouvimos o grito de dor de Charlie. O pobre coitado não sabia da bruxaria, nem do vampirismo. Quando descemos as escadas vimos o coração do humano nas mãos de Mikael. Joanne soltou um grito desesperado, doloroso. Lágrimas caiam no seu rosto. O sangue do noivo da irmã fez Jessie sair correndo. Ela ainda não tinha controle.

Restou para mim. Empurrei Mikael o tacando na parede amarela da sala. Joanne engoliu o choro e fez um feitiço que deixou o original desidratado. O papai original saiu correndo da casa enquanto a pobre Joanne chorava em cima do corpo de Charlie. Tivemos que inventar uma desculpa para a família e saímos o mais rápido do país. Nunca retornamos e duvido que isso irá acontecer. Ainda sinto culpa pela morte do noivo da minha bruxa ...

“-Como você pode amar o homem que matou sua família?! – a bruxa gritou fazendo o espelho do meu quarto se quebrar. -Nos esforçamos muito para você não matá-lo.

-Você acha que eu não sei?! Eu não escolho o que eu sinto. Você acha que eu queria que essa merda de humanidade voltasse?! EU NÃO QUERIA! Ele matou minha família, mas eu não consigo odiá-lo. – disse com raiva de mim mesma.

-You’re a Hunter! You don’t have feelings!”

Eu entendia o que Joanne sentiu.

No fundo ela me culpava e devia pensar que se ela não tinha o homem da sua vida por perto – o que era minha culpa –, eu não deveria atrapalhar todo o nosso planejamento por conta de Kol.

-Ela ainda pensa nele. – Dakota disse. –Que bom que se acertaram.

-Tiramos Kol da lista, mas isso não aliviou minha culpa. Ele matou minha família. – me deixei sentir dor naquele momento.

Dakota abraçou-me e enxugou algumas lágrimas que escoriam pela minha face alva e sem vida.

(...)

À noite Kol passou aqui e nós fomos para sua casa. Ficamos em seu quarto e fizemos coisas indecentes. Depois, fomos para a sala onde os originais estavam. Elijah e Klaus me soltaram um olhar malicioso. Notei que estava SOMENTE com a blusa preta de Kol e minha calcinha. Meu namorado notou o olhar quente dos irmãos sob mim e ficou na minha frente.

-Então Lucy gostaria que nos explicasse um fato. – Elijah disse com sua voz doce.

-Como não há registros da sua família? – Rebekah chegou à sala furiosa e os irmãos nãos entenderam nada. –Eu quero respostas. – ela disse e Kol me olhou intrigado.

-Deixa ela trocar de roupa pelo menos. – Kol disse.

Subi para o quarto e troquei de roupa rapidamente.

–Meus pais morreram e eu passei a morar com Joanne. Elas adotaram meu sobrenome. – disse rindo. – Andou procurando minha história?! Por que não pergunta a mim? Ficarei satisfeita em responder suas perguntas. – disse rígida e todos me olharam pensativos.

-Não é necessário. – a Barbie disse baixo. – Eu não devia ter duvidado de você.

-Nem nós. – Elijah disse e Klaus assentiu.

Final do assunto.

Aquela tinha sido por pouco.

Narração em terceira pessoa.

Dias depois do acontecimento na casa dos Mikaelson ...

Rebekah, por mais que amasse ter uma nova melhor amiga, desconfiava de Lucy. Muitas perguntas sem resposta rodavam pela sua mente. A original caminhava até ao Grill para ver seu amado Matt. Sentou-se na mesa esperando-o ver até que notou a tal prima de Lucy e sua tia saindo do banheiro. A ‘Barbie Klaus’ se escondeu atrás do balcão vazio para ouvir a conversa.

-Eles estão começando a desconfiar da Lucy. – Dakota disse.

-Eu sei. Apaguei todas as informações sobre a família Adams. Ninguém pode saber de nada. – a bruxa falou baixo, e alguém cutucou Bekah pelo ombro. Era Matt.

-O que você esta fazendo? – Ele disse e ela ficou de pé.

-Nothing. – ele a encarou por alguns segundos. – Até mais, Matt.

Chegou à casa que por sorte estava fazia. Se não se engana, Kol tinha ido para a cidade com Lucy, Klaus estava criando mais híbridos com o sangue da cópia e Elijah deveria estar em algum clube de livro bancando “o intelectual”.

A loira correu para o computador Pink e jogou na internet: Família Adams 1113. Nada achado, então a bruxa tinha mesmo apagado tudo, pelo menos do computador. Resolveu, então, ir à biblioteca da cidade. Logo chegou e mandou a mulherzinha baixa de cabelos grisalhos pegar todos os livros sobre a Itália daquela década.

Era meio óbvio que ela não iria ler tudo. Hipnotizou alguns nerds que estavam por lado, mas ela mesma achou o que precisava. Uma frase e uma foto deixaram a vampira paralisada.

Família Adams.

Conhecidos como os caçadores de vampiros mais perigosos de todos os tempos.

Logo abaixo vinha uma foto.

Louise Adams, Lucca Adams e a filha única, Sophia Adams.

A garota da foto era a Lucy.

Rebekah Mikaelson rasgou o livro grosso em micro pedaços.

Sua amiga, namorada do seu irmão, uma vampira.

-She lies to us! I will kill this vampire!

(Ela mentiu para nós! Eu vou matar essa vampira!)

Notas finais
Próximo capítulo: Rebekah "mata" Lucy com uma estaca de madeira. Kol chora sobre o corpo da amada quando ela abre os olhos azuis e ....

Cinco ou quatro reviews que eu continuo .......