Notas iniciais
Espero que gostem. Já já tem mais... Até as notas finais XD

POV Cato

Quando vi Johanna pela primeira vez, achei que ela fosse uma roqueira rebelde. Mas ela é muito diferente disso. Ela é... Perfeita. Não que Clove não seja bonita, mas ela era muito... Normal. A Joh não, por mais “Johanna” que ela seja na aparência e na sua personalidade, precisava de alguém diferente na minha vida. A Clove era... Uma garota que só faz oque o resto faz. Joh não. Joh tem seu jeito estranho de ser. É tão estranho que chega a ser DIVO.

Acordo em minha cama, no meu dormitório. Lembro-me de ter adormecido na praia mas... Mas a Joh me trouxe de volta. E agora eu vou encontrar com ela no refeitório. Então me visto, pego minha chave e vou em direção ao refeitório. Ela deve estar sentada com Annabeth, Percy, Finnick e os outros. Mas não. Não consigo ver ela na mesa. Me aproximo e digo:

–Finnick! Onde está a Joh?!-pergunto

–Quem? –ele pergunta. Tá, os outros a conhecem por Johanna

–Johanna.

–Eu sei, só não acreditei que vocês estão mesmo juntos. Annabeth me contou a história. Mas não acreditei. Agora, Clove está com Jason.- enrola ele.

–E? Cadê a Joh?! –insisto

–Cato, ontem a noite, Clove... meio que pirou. Ela é boa com facas. Boa até demais. E acho que ela estava com inveja de você. Ou ciúmes. Então, enquanto Johanna estava dormindo, ela entrou em seu quarto e tentou mata-la. Mas Joh é boa com o machado e conseguiu se defender. Mas não saiu ilesa. Ela está na enfermaria, segue o caminho do prédio escolar e vira a primeira esquerda. Ela está bem, mas... -Finnick continua , mas agora já é tarde para escutar. Preciso achar a minha Joh.

Assim que chego na enfermaria, não consigo achar Joh. Uma mulher, alta, me impediu.

–O que faz aqui, garoto?- pergunta ela- sou a Sra Everdeen, enfermeira do campus. Está machucado?

–Não eu... Estou procurando uma pessoa.

–Quem você procura?

–Joh. Johanna Mason. Ela está bem?

–Também queria que ela não estivesse. Pena que está. Por que procura uma imbecil com ela? –responde friamente a mãe de Katniss. Agora entendo o que Joh disse sobre má fama.

–Por que ela é minha namorada, sua idiota. Você concorda com isso? Ela só é diferente, só por isso vocês a julgam problemática? Não é bem assim. Você é feia e nem por isso fico perguntando se é irmã do Shrek. Sem ofensas, Shrek. –contra-ataco

–Garoto, você sabe muito bem que pode tomar uma suspensão. Não sabe?

–Sei. E você sabe muito bem que é crime descriminar as pessoas pelo jeito de ser. Me dedure que você pode ir presa. Vai em frente. Agora, cadê ela?

Acho que assustei ela. Ela me guia por um corredor largo até um lugar com uma placa escrito: PESSOAS LEVEMENTE ABALADAS.

Ela abre a porta e eu entro o mais rápido possível. Abro todas as cortinas, até achar Joh. Ela é a última, isolada de todos. Não entendo por que fazem isso com ela. O que tem de errado em ser diferente?

–Joh. Você tá bem?-pergunto. Ela está dormindo. Vejo que Clove conseguiu fazer somente um corte em sua testa. Agora, eu me pergunto. Com que faca ela fez isso? –Joh! Joh! Fala comigo, Joh!- grito. Ela finalmente acorda e eu consigo ver seus olhos verdes novamente.

–Puffie. Como você soube? –ela pergunta.

–Finnick. Graças a ele estou aqui. Como que a Clove...- pergunto

–Ela destrancou a porta com a faca... Depois, chegou perto de mim, apontando para meu peito. Mas eu fui mais rápida e peguei o meu machado. Depois que bloqueei os golpes dela, ela atirou a faca e eu não consegui desviar. Ela saiu correndo e viu que me deixou com a testa sangrando. Ai Thalia viu e me trouxe para cá. Mas eu só estava pensando em você, Puffie.

–Relaxa, eu to aqui agora. Tá tudo bem, vamos tomar café.- Ajudo ela a siar da cama e caminhamos até o balcão na entrada. A sra Everdeen bufa e diz:

–Vai, garota do machado. Espero te ver novamente... E espero que esteja bem pior que só um corte na testa. Quase morrendo. Ai eu sem querer não consegui te salvar e a aberração do campus desaparece. – debocha ela, friamente.

–Não diga mais uma palavra contra a minha Joh perfeita. Aberração é você – discuto

–Deixa, cato. Todo mundo é assim comigo. Eu nem ligo mais. Vamos- ela diz, triste

–Não, Joh. Você acha que é normal as pessoas fazerem isso?

–Comigo é, Puffie. Todos me odeiam. Mas eu só digo algumas palavras para eles. Vão todos se foder!

–Joh, admiro você não ligar para o que dizem, mas isso não é normal.

–Claro que é, Sr. Hasworth!- intromete a Sra. Everdeen- Claro, com uma aberração que nem essa por aí, o que temos de fazer é isso, desprezar.

Não aguento dou um soco do olho da enfermeira. Ela tenta revidar, mas eu sou mais forte. Imobilizo ela no chão e digo:

–Mais uma palavrinha contra minha Joh e você vai estar ferrada!-ameaço. Ela só concorda com a cabeça.

–Vamos, Joh. –ela concorda e nó saímos da enfermaria.

–Foi uma atitude muito nobre a sua, Cato. Mas você vai acabar se metendo em encrenca por minha causa. Aceita logo que ninguém gosta de mim.

–Deixa de bobagem, Joh! Claro que não! Vou fazer de tudo para que você seja feliz. Seja feliz do seu jeito.

–Mas eu já sou feliz, Cato, com você. – Eu oco os seus lábios com os meus. Ela parece gostar e entra na brincadeira. Estamos eu e ela, no meio do campus, nos beijando. As pessoas envolta só gritam coisas como “Casal de aberrações!” ou “Deus me livre, esses dois juntos nem Cronos merece!” .

Mas e daí? Somos felizes assim e é isso que importa. Não me importo com o que os outros falam. E eu Joh paramos de nos beijar e continuamos andando, como se nada nem ninguém no atrapalhasse. Agora, precisamos estudar. Eu para uma sala e ela para outra.

– A gente se vê depois da primeira aula? No intervalo de 10 minutos?- ela me pergunta

–Pode crê, Joh. – Nós damos um pequeno beijo e cada um toma o seu caminho. Agora, terei minha primeira aula. E não estou feliz com isso. Não pelo fato de ter que estudar, mas pelo fato de Johanna estar sozinha, em outra sala. E eu estar aqui, com quilos de amigos. Eu sou popular aqui. Ela é considerada uma aberração. Mas, para mim, ela é perfeita. E eu sei como ela realmente é. Eu sei a verdade e é isso o que importa.