Notas iniciais
Olá, sobreviventes do season finale! Capítulo novo pra vocês (;

Depois do casamento não planejado deles, Finn e Rachel voltaram para seus apartamentos, mas agora, é claro, eles viviam juntos no apartamento dela. Como eram vizinhos de porta, Rachel queria criar uma passagem interna entre os dois apartamentos para que assim tornassem uma coisa única e maior, mas Finn tinha outra ideia.

Eles já estavam casados há um mês e numa manhã de sábado, Rachel estava sendo levada por Finn a um lugar surpresa, ele estava dirigindo e então o carro entrou no condomínio Caledônia na West 17th Street, que ficava cerca de 25 minutos de onde eles moravam. A segurança parecia ser bem rigorosa, mas o acesso foi liberado para eles assim que entraram no local, como se fossem moradores. O lugar era rico em árvores e crianças brincavam soltas nos jardins de suas casas, o que era raro em Nova York que era uma cidade repleta de grandes arranha-céus.

“Finn, quem nós viemos visitar?”

“Você já vai saber”

Ele estacionou o carro no espaço destinado para ele na casa de número 1605 que não possuía nenhum carro na frente, saiu do carro e se apressou para abrir a porta dela.

“Rach, eu não quero que nosso bebê cresça num apartamento, por isso eu pesquisei casas que são raras por aqui e encontrei esse condomínio que é bastante seguro e confortável”

“Finn! Você comprou uma casa sem o meu consentimento?”

“Não, não, eu ainda não fechei o contrato nem nada, apenas peguei a chave com o consultor da imobiliária. Eu jamais faria esse tipo de coisa sem a sua aprovação, ainda mais se tratando da casa em que vamos viver juntos com nosso filho. Se você não gostar, nós procuramos outra”

“Tudo bem, vamos entrar logo porque eu quero ver”

“Vamos lá, Senhora Hudson”

Finn jamais iria se cansar de chamar Rachel de Senhora Hudson, era um imenso prazer para ele se referir à ela como sua esposa e ela amava que ele a chamasse assim, mesmo que no papel o nome dela estivesse como Rachel Berry-Hudson.

Os dois entraram na enorme casa de dois andares e Finn a guiou pelo hall, pela cozinha, sala de TV, banheiros, nos fundos da casa havia uma área fechada que a separava das outras que continha uma piscina. Eles passaram pelos dois quartos de hóspede e pelas duas suítes, todos estavam mobiliados e decorados, menos uma das suítes que era toda branca e só possuía um berço e uma poltrona.

Os olhos de Rachel se iluminaram e ela sentiu uma sensação diferente que é impossível descrever e caminhou direto para o berço. Passou a mão pelo móvel e imaginou seu lindo bebê deitado ali dentro enquanto ela cantava uma canção para ele dormir um sorriso brotou em seus lábios e logo sumiu quando ela sentiu uma dor estranha em sua barriga. Ela se sentiu meio tonta e sentou na poltrona que havia ali, Finn que até então estava quieto, admirando a cena da porta, correu imediatamente até ela e ajoelhou-se ao seu lado.

“Rach, o que você está sentindo?”

“É só uma dor passageira, nada demais... Aiiii!”

“Vem, vamos para o hospital”

Finn a pegou nos braços e desceu as escadas com ela no colo e rapidamente a colocou no carro.

“Não precisa tudo isso, Finn, eu tô bem”

“Eu só quero ter certeza, Rach, você estava bem o tempo todo e do nada ficou assim”

Finn atravessou o trânsito de NY o mais rápido que pôde até chegar ao hospital. Logo foi reconhecido e um pequeno tumulto foi causado, fazendo com que os seguranças do lugar se colocassem apostos para protegerem a ele e sua mulher, na verdade isso até foi bom, pois agilizou o processo para encaminhar Rachel para a emergência do hospital, por sorte a Dra. Annie que estava acompanhando a gestação dela estava de plantão com toda a sua equipe lá.

Infelizmente, Finn não pôde acompanhar Rachel nos exames então ele quase criou um buraco no chão do corredor de tanto que andava de um lado para o outro até que foi chamado pela Dra. Annie.

Ele entrou na sala e encontrou Rachel deitada na cama do hospital com a mesma roupa que chegou lhe lançando um olhar que dizia claramente “Eu te avisei”.

“Suas meninas estão ótimas, Sr. Hudson”

“Minhas meninas?”, ele perguntou surpreso.

“É uma garotinha, papai”, falou Rachel.

Finn não aguentou de emoção e se inclinou para dar um beijo na barriga de sua esposa e logo em seguida deu um beijo rápido nos lábios dela.

“Mas o que aconteceu?”, ele perguntou se dirigindo a médica.

“O bebê apenas mudou de posição e como foi a primeira vez, causou um pequeno desconforto que Rachel não conseguiu identificar, mas como isso se tornará comum mais pra frente, ela acabará se acostumando”, eles ouviam atentamente o que ela falava “Os estímulos externos estão se desenvolvendo com mais rapidez, ela já pode até ouvir o que vocês falam, então é legal que já conversem com ela e já a chamem pelo nome quando escolherem um. Como Rachel já está de vinte semanas, vocês já estão praticamente na metade do caminho e logo, logo a pequena estará nos braços de vocês”

“Eu mal posso esperar por isso”, Rachel disse apertando o braço de Finn.

“Bom, como a Rachel não teve nada demais, ela já está liberada”

Na volta para o apartamento deles, ainda no carro, Rachel fez questão de ligar para todos os parentes e amigos para informar o sexo do seu bebê. Shelby e Carole choraram ao telefone, já Kurt ficou super empolgado e falava sem parar das roupas que compraria para sua sobrinha, Santana soltou algumas palavras em espanhol que Rachel não entendeu, com exceção de ‘niña’, que ela sabia que significava ‘menina’ e assim que Quinn contou para Kate, a menina ficou muito alegre pois teria uma nova amiguinha para brincar, já que sua irmã mais velha Beth, que era uma pré-adolescente, pouco se importava com ela.

Finn não parava se sorrir, Rachel sabia que ele mimaria muito a filha e seria o tipo de pai mega protetor, já sentia pena de sua menina pelo dia em que ela aparecesse com algum namoradinho em casa. Ela riu com esse pensamento.

“Do que você está rindo?”, ele perguntou.

“Nada, só estava pensando como vai ser no dia em que nossa filha tiver um namorado”

Finn ficou sério e sua feição se fechou de uma forma que Rachel até ficou com medo.

“A nossa filha ainda nem nasceu e você já está falando de namorado?”

“Finn, um dia isso vai acontecer”

“É, mas não vai ser agora, vai ser no mínimo daqui a trinta anos”

“Ai, meu Deus...”, Rachel começou a acariciar a barriga e então começou a falar diretamente com ela. “Filhinha, não escute seu pai, quando você estiver grandinha e quiser sair com algum garoto, é só me falar que eu não vou contar pra ele, okay?”

“Hey, eu tô ouvindo tudo, sabia?”

“Jura? Nem percebi”

Finn bufou, mas resolveu ignorar e deixar para ter esse tipo de briga quando realmente fosse necessário, ou seja, quando sua filha tivesse 30 anos e fosse sair com seu primeiro namorado.

“Nós temos que pensar no nome dela”, Rachel disse.

“É verdade, tem alguma ideia?”

“Que tal Giselle? É nome de princesa”, ela falou.

“Princesa de onde?”

“Andalasia”, ela disse e Finn fez uma cara de interrogação. “É daquele filme, Encantada”.

“Ahhhh, sim... Nunca ouvi falar desse filme”, Rachel revirou os olhos. “O que você acha de Sofia?”

“O nome da minha filha não vai ser Sofia, de jeito nenhum”

“Mas porque não?”

“Ô, Sofia da p***”

“Ah, certo”

Rachel ia falar alguma coisa, mas o celular de Finn tocou.

“Atende por favor, Rach. Tô dirigindo”

“Tá bom”, ela pegou o celular no bolso dele e viu quem era. “É o Noah”

“Finn?”

“É a Rachel, o Finn tá dirigindo”

“Ah, oi Rach, é o Puck”

“Eu sei que é você, Noah”

“Você pode falar para o Finn vir aqui em casa, é urgente!”

“Pode deixar, nós estamos indo agora mesmo. Tem algum problema em eu ir?”

“Não, não, mas venham rápido”

“Certo, tchau”

“Onde ele quer que a gente vá?”, Finn perguntou.

“Pra casa dele, ele disse que é urgente”

Finn bufou pela segunda vez seguida, eles já estavam quase em casa e agora teriam que enfrentar o trânsito novamente. Por sorte, Rachel havia comido no hospital, então ela estava bem, mas ele estava faminto. Não tinha parado para comer naquele dia agitado. Esperava que a urgência de Puck não fosse tão urgente assim.

Mas nem tudo é como nós queremos que seja.

– — — — -

“Acabou”, disse Puck.


Notas finais
- Quem adivinhar porque o número da casa que eles visitaram (e vão morar, cof) é 1605, ganha um pudim!
- O 'Caledônia' realmente existe e realmente fica na West 17th Street, mas é um prédio residencial, não um condomínio de casas.
Beijos ;**