Notas iniciais
Antes de mais nada, quero agradecer as reviews de todas vocês, sério (:
E eu não sei se todo mundo reparou que Will é o pai da Rachel na fic... Então, ele é Will Berry, não Schuester.

Rachel chegou em casa e passou a pensar em tudo o que tinha acontecido naquele dia, na animação de Finn com a notícia, com a proposta dele que ela negou e principalmente, nas palavras que Quinn havia dito a ela.

Ela tirou o vestido, limpou seu rosto, retirando toda a maquiagem e foi tomar um banho. Para ela, o chuveiro era o melhor lugar para se chorar. E foi o que ela fez. Rachel estava perdida em seus sentimentos, metade dela queria pular em cima de Finn, aceitar seu pedido e viver seu ‘felizes para sempre’ ao lado dele, já a outra metade, a parte racional dela, tinha certeza absoluta que Finn só havia dito aquilo devido a situação em que ela se encontrava. Ele ficou devidamente emocionado e empolgado com a notícia de que ia ser pai e só a pediu em casamento para ter o quadro completo.

Ela estava confusa, precisava de conselhos e de carinho. Chegou a pensar em bater na porta do vizinho ao lado, mas não queria que Finn a visse naquele estado, então decidiu ir pra um lugar bem mais confortável de se chorar do que o chuveiro: O colo de sua mãe.

Pegou um táxi em plena madrugada e quando chegou na casa de sua mãe, tudo estava apagado, Shelby e Will já deviam estar dormindo, então ela abriu a porta com sua própria chave e sem querer atrapalhar o sono de seus pais, foi direto para seu quarto da época que morava com eles. Aquele quarto era o retrato da sua infância e adolescência, desde que ela foi para a faculdade e passou a viver no campus de lá, Shelby não mexeu em nada na decoração dele, aquele lugar tinha virado uma espécie de museu.

Cada centímetro daquelas paredes contava sua história, elas eram cobertas por pôsteres de musicais da Broadway e várias fotos da sua época de escola, da sua infância e de quando era bebê. Foi até sua escrivaninha e encontrou seu primeiro prêmio de canto, que ganhou aos 8 meses de idade, desde bebê ela tinha muito potencial vocal. Será que seu bebê seria tão talentoso quanto ela? Provavelmente, já que ele continha os genes dela e de Finn.... Bem, nesse caso, era cientificamente comprovado que havia 50% de chances de seu filho, ou filha nascer com os dois pés esquerdos para a dança. Ela riu com seu pensamento. Reparou que Finn estava presente na maioria das fotos, em quase todos os momentos importantes do ensino médio dela, ele estava lá, ao lado dela. Ele havia ido em todas as competições de corais só para vê-la se apresentar, até mesmo quando ela ficou com laringite, ele que a levou ao hospital e a tranquilizou quando ela ficou com medo de uma possível cirurgia, não Jesse.

Rachel sentou na sua velha cama e passou os dedos pela colcha que estava com cheiro de limpeza, até parecia que Shelby sabia que a qualquer momento ela poderia aparecer em seu quarto para se refugiar do mundo. Olhou em volta e encontrou em cima de seu criado mudo a sua foto favorita dela com Finn que foi tirada no casamento de Burt e Carole. Era uma foto espontânea, ela não lembrava exatamente o que se passava naquele exato momento, ela parecia estar sem graça e ele estava sorrindo, mas o que mais chamava atenção dela naquela foto era a combinação da roupa dos dois. Ambos estavam de preto, só que ela tinha uma fita vermelha na cintura, enquanto ele usava uma gravata vermelha. Eles combinavam perfeitamente bem.

Ela foi tirada de seus pensamentos ao ouvir o barulho da cama rangendo no andar de cima enquanto sua mãe gritava o nome de seu pai. De repente, achou que a ideia de ir para a casa dos pais sem avisar tinha sido péssima, mas ficava feliz pelo relacionamento dos dois. Muitos casais mal se tocavam na idade deles e eles ainda proporcionavam prazer um ao outro. Ela queria um casamento assim, onde ela pudesse envelhecer feliz ao lado de seu marido, não que a felicidade, nesse caso, dependesse do sexo. Pensando num futuro ao lado de Finn, ela adormeceu, mesmo com todo o barulho de seus pais.

– — -

Acordou com o cheiro da famosa geleia de morango caseira da sua mãe, ela amava aquela geleia, poderia comê-la com qualquer coisa, qualquer coisa mesmo. Abriu os olhos e encontrou uma bandeja com uma pilha de panquecas cobertas com geleia e um copo cheio de suco de laranja.

“Bom dia, princesa”, disse uma Shelby sorridente sentada na beirada da cama.

“Bom dia mãe”, Rachel sorriu de volta “Com você me mimando desse jeito eu vou querer dormir aqui todos os dias”

“Você sabe que pode vir pra cá quando quiser, Rachel. Essa casa também é sua... Mas você poderia ter avisado”

“Desculpa mãe, mas eu só pensei em vir pra cá de repente e foi o que eu fiz”, disse Rachel enquanto comia uma panqueca.

“Você não tem do que se desculpar querida. Então, eu sei que aconteceu alguma coisa para você querer vir pra cá no meio da noite... Vai querer me contar?”

Rachel resolveu que era melhor a sua mãe saber, mais cedo ou mais tarde ela iria acabar sabendo mesmo, e ela precisava dos conselhos de sua mãe. De repente ela sentiu a geleia de morango se embrulhar dentro dela e querer voltar pela sua garganta, então Rachel correu em direção ao banheiro e pôs tudo pra fora, Shelby foi atrás dela imediatamente e a ajudou, colocando o cabelo da sua filha para trás. Rachel parou de vomitar, puxou a descarga, mas permaneceu ali, ajoelhada com sua mãe ao seu lado.

Depois de longos minutos, Rachel se levantou e escovou os dentes, sem dizer uma só palavra naquele meio tempo.

“Há quanto tempo?”, disse Shelby, quebrando o silêncio.

“O que?”

“Há quanto tempo... Você está grávida?”

Rachel não tinha saída. Ela era uma ótima atriz, mas somente duas pessoas no mundo sabiam quando ela estava mentindo: Sua mãe e Finn, é claro.

“Quatro semanas”, disse Rachel e quando viu, já estava chorando.

“Shhhhh, Rachel... Não chora bebê”, Shelby riu ao perceber a ironia que acabara de dizer “Meu bebê vai ter outro bebê”

“Mãe, por favor, me ajuda... Eu... Eu... Eu não sei o que fazer”

“Você não está pensando em tirar, né?”, Shelby a encarava seriamente.

“Não, não! Mas é claro que não!”, Rachel se soltou do abraço e começou a acariciar sua barriga, ainda sem nenhum volume aparente “Eu jamais faria isso com meu bebê, eu já amo ele, ou ela, e tenho certeza que o Finn também”

“O Finn também? Ai meu Deus!”, rapidamente, Shelby ligou todos os pontos da história “Eu sempre soube que um dia isso ia acabar acontecendo! Mas não sabia que você só iria me contar do namoro de vocês junto com a notícia de que eu vou ser avó!”

“Eu não consigo entender por que todos acham que eu e o Finn temos alguma coisa...”

“Vocês não tem?”

“Não!”

“Mas Rachel, às vezes parece tão óbvio só pelo jeito que vocês dois se olham e eu não vou citar mais motivos por que você vai dizer que é coisa minha, mas na verdade, é uma coisa de vocês dois... E agora vocês vão ter um filho! Se fosse em outra época, seu pai obrigaria vocês dois a se casarem... Aliás, nem sei qual vai ser a reação do seu pai quanto a isso”

“Finn me pediu em casamento”

“E pra quando vai ser? Tem que ser logo, antes que a barriga apareça... O vestido não vai ficar legal se a sua barriga estiver enorme”

“Mãe! Para! Não vai ter casamento nenhum! Eu recusei a proposta dele” Shelby fez uma cara de criança quando descobre que papai noel não existe.

“Mas por quê?”

“Simplesmente por que não iria dar certo, mãe. Finn é meu melhor amigo. Eu o amo MUITO e sei que ele também me ama, mas nosso amor é fraternal, uma relação de marido e mulher iria acabar prejudicando tudo e eu não quero que nosso filho sofra com pais brigados”

“Rachel, eu vou te contar uma história: Era um vez duas crianças, um menino e uma menina. Eles eram muito amigos e prometeram que seriam amigos pra sempre. Ela sempre protegia ele dos meninos que implicavam com ele por causa do seu cabelo cacheado, que ela, particularmente, achava lindo, como os cabelos dos anjos. Ele ensinou ela a andar de bicicleta e ela ensinou ele a resolver as contas difíceis dos deveres de casa de matemática e juntos eles aprenderam a paixão de ensinar, viraram professores e tudo, e o mais importante Rachel, eles aprenderam a se amar”

“Essa é a sua história com o papai, né?”

“É sim... E sabe por que a nossa história deu certo?”

“Por que eu e Will jamais deixamos de ser amigos. A amizade é a base do nosso casamento e graças a ela nós ganhamos o maior presente de todos: Você. E agora você está nos dando outro presente, que ainda está aí na sua barriga. Rachel, eu sei, com a intuição de mãe que eu tenho, que você e Finn se amam... E eu não vou deixar você desperdiçar essa chance de ser feliz por causa dessa teimosia, ainda mais que o meu neto está envolvido na história!”

“Eu amo o Finn mãe, eu amo ele de verdade”, Rachel não parara de chorar “Mas eu não sei se ele me ama da mesma forma... E se ele só me pediu em casamento por que sentiu que era a obrigação dele por causa do bebê?”

“Isso você só vai saber falando com ele”

Rachel suspirou e pegou seu celular para mandar uma mensagem a ele, dizendo que precisava conversar com ele, e viu que tinha 5 chamadas não atendidas dele e uma mensagem que ele enviou com a mesma foto que ela tinha no porta retrato de seu criado mudo:

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“Lembre das histórias que parecem não ter fim, lembre do que você representa pra mim, por você, eu faria tudo de novo”

Notas finais
P.S.: A imagem do porta retrato da Rachel e que o Finn mandou pra ela no final é essa: http://gleekoutbr.com/galeria/displayimage.php?pid=1599&fullsize=1 (Que por algum motivo não quis aparecer)
P.S.²:O trecho da mensagem do Finn é de alguns versos soltos da música 'Tudo pra mim', da Lu Alone. Simplesmente estava escutando ela e algumas partes me lembraram da história deles na fic, não a música inteira, por isso peguei uns versos e juntei, é.
Enfim... Gostaram?
No próximo capítulo a Rachel vai ter uma conversa muito interessante com o Finn e...