The Hudson-Berry Baby
13 Capítulo 13
Santana tinha acabado de sair do chuveiro com Brittany quando ouviu batidas muito fortes em sua porta. Ela até ficou com medo, mas logo se acalmou quando viu Rachel pelo olho mágico. Abriu a porta e Rachel quase pulou em seus braços e ouviu os soluços da amiga, sinal de que havia chorado muito e ainda estava chorando. O rosto dela estava inchado e vermelho.
Ela conduziu a amiga até o sofá e ela ficou lá, chorando nos braços dela por meia hora e de vez em quando soltava frases desconexas como “Aquele desgraçado”, “Eu não acredito que ele fez isso” e alguns xingamentos que Santana jamais imaginara que fosse ouvir da boca de Rachel.
Brittany que até então tinha passado o tempo todo no quarto se arrumando para a leitura do roteiro de seu novo musical, foi até a sala e ficou olhando as duas no sofá sem saber o que fazer. Queria abraça-las também, mas tinha medo de acabar atrapalhando alguma coisa. Ela também ficou preocupada, poderia ter alguma coisa a ver com o bebê, mas Santana lhe lançou um olhar e apenas mexendo os lábios disse: “Finn deve ter aprontado”.
A loira sabia que seja lá o que tivesse acontecido, Rachel deveria estar muito mais devastada por dentro do que demonstrava por fora, então foi até a cozinha e pegou um copo com água, pois ela sabia da história que de quando Rachel estava triste, ela tinha sede.
“Aqui, Rach. Toma água”, ela disse lhe entregando o copo.
Rachel largou Santana e tomou toda a água num gole só. Brittany se sentou no sofá da frente e Lord Tubbington Jr. se enroscou em sua perna e ela o colocou em seu colo – Lord Tubbington, o pai, tinha falecido no verão passado e para diminuir a dor da namorada, Santana a havia presenteado com um gatinho que por obra do destino se parecia muito com o original, até mesmo na personalidade.
“Você quer desabafar, Rachel?”, Brittany perguntou.
“O Finn não me quer mais”, ela disse em meio de soluços.
“Isso é impossível, Rachel Berry. Ele te ama!”, falou Santana.
Rachel não falou nada, apenas pegou seu iPad em sua bolsa, procurou uma foto e assim que a encontrou, mostrou para Santana que olhou incrédula, largando o aparelho na mesa de centro.
“HIJO DE LA CHINGADA!”
Brittany tampou os ouvidos de seu gato que, segundo ela, sabia espanhol perfeitamente bem e não era obrigado a ouvir aquele tipo de “elogio” de sua outra mãe e pegou o iPad largado na mesa e arregalou os olhos.
“Eu nunca imaginei que Finn fosse fazer uma coisa dessas”, disse Brittany.
“Nem eu. Mas é o que acontece quando se confia demais... Eu fico em casa, com todas as minhas dores de gestante por causa da filha dele e ele sai de casa de madrugada enquanto eu estou dormindo para pegar essas novinhas”, falou Rachel e Santana abraçou mais a amiga.
“Rach, eu queria ficar mais e ouvir a história toda, mas eu tenho um compromisso e eu já estou atrasada”, Brittany falou.
“Okay, Britt. Obrigada pela água”, disse Rachel.
“Não precisa agradecer uma coisa dessas”, ela disse antes de dar um beijo na bochecha da amiga e outro na barriga dela. “O Lord Tubbington Jr. vai tomar conta de vocês”
“Boa sorte lá, amor”, disse Santana, levantando-se para beijar sua namorada.
“Depois eu te conto tudo, tá? Toma conta delas”, ela disse, referindo-se a Rachel e sua filha e depois deu outro beijo em Santana.
Rachel ficou contando quantas flores o vaso da mesa de centro tinha, ela não era obrigada a ficar olhando aquela demonstração de afeto no estado que se encontrava. Ela queria Finn, ela queria beijá-lo e amá-lo. Mas doía imaginar que não era só ela que fazia isso com ele.
Depois que a porta se fechou, as duas amigas continuaram em silêncio, até que Rachel disse:
“Fala alguma coisa, por favor”
“Voy a matar Finn Hudson”
- — — -
Os dois estavam na cobertura de um prédio comercial que acabaram de adquirir para começarem a gravadora. Foram lá naquela manhã de sábado para prepararem uns papéis e todas as burocracias necessárias para darem início a ‘pH Records’.
Finn estava largado no chão lendo os papéis que Puck acabara de imprimir comendo um sanduíche qualquer, comprado numa lanchonete qualquer.
“Hey, Cara. Eu já terminei minha parte aqui. Você fecha tudo?”, perguntou Puck.
“Pode deixar que eu fecho, vou ficar mais um pouco aqui”
Quando Puck estava abrindo a porta, ele se deparou com a figura de Santana Lopez prestes a bater nela.
“Olá, Santana”, disse Puck, meio que cantarolando o nome dela. “Veio aqui tratar de negócios da cantora que você agencia?”
“Sim, eu vim tratar de negócios dela, mas pessoais, não profissionais”, ela disse, ácida.
Finn se remexeu de onde estava e logo se levantou.
“Eu vou ficar de fora dessa, já estava de saída mesmo”, Puck falou se colocando pra fora e ainda se pode ouvir um ‘Tchau’ seguido por um ‘Boa sorte’ enquanto ele entrava no elevador.
“E então, a que você veio?”, ele perguntou desconfiado.
“Eu vou direto ao ponto e você só tem uma chance de resposta, sem mentiras, apenas a verdade se não as consequências serão drásticas”, Finn engoliu seco. “O que você estava fazendo na madrugada de ontem no Queens?”
“Eu fui comprar algodão doce”
Santana soltou uma gargalhada diabólica.
“Isso é tudo o que você tem a dizer em sua defesa?”
“Em minha defesa? Defesa de quê? Eu não fiz nada!”
“Os culpados sempre dizem isso quando vão para a cadeia... Eu não fiz nada... A culpa não é minha... Não tenho a mínima ideia do que seja isso... Eu não peguei nenhuma garota no Queens enquanto minha esposa grávida estava em casa dormindo...”
“Espera! Do que você está falando?”
“Deixa de ser cínico! Você sabe muito bem do que eu estou falando! O mundo inteiro sabe graças a internet! A Rachel não merecia passar por essa humilhação! Na verdade, se não fosse a internet, talvez ela não descobrisse e você continuasse traindo ela!”
Finn não disse nada, apenas voltou para onde estava sentado, pegou o notebook, jogou seu nome no google e foi direto para as notícias recentes. Seus olhos se arregalaram coma primeira imagem que viu. Ele se lembrava vagamente daquela garota e pelo ângulo da imagem parecia que eles estavam muito próximos de se beijar na boca.
“Santana, olha pra mim. Você me conhece, sabe que eu não faria esse tipo de coisa”
“Então quem é esse cara aí? Vai me dizer que é montagem? Porque não parece, mas se quiser eu posso pedir a um especialista para analisar”
“Não, não. Isso aconteceu, mas não é um beijo de verdade”
“Ah, claro. Pena que o fotógrafo não tirou a foto na hora exata”
Finn bufou e se segurou para não gritar e sair quebrando tudo. Santana sabia tirá-lo dos nervos.
“Escuta. Ontem, em plena madruga a Rachel cismou que queria algodão doce e ela disse que se ela não comesse a minha filha iria nascer com cara de algodão doce. Então eu sai de casa naquela hora em busca de algodão doce em Nova York. Por sorte, o porteiro disse que tinha um circo no Queens e que eu poderia encontrar lá. Você pode perguntar a ele, se quiser. Então eu fui lá, uma fã me reconheceu e falou comigo. Aquela lá da foto. E foi isso, SÓ isso. Eu comprei aquela merda e quando eu cheguei em casa a Rachel não queria mais, ainda tá na geladeira se quiser mais provas. E toda essa merda só aconteceu por causa dessa porra desse algodão doce!”, Finn disse tudo rápido demais e quando terminou ele estava ofegante, como se tivesse acabado de correr numa maratona.
“Okay, cara, você fala demais. Eu, eu não sei o que falar sobre isso. É com a Rachel. Ela tá muito, muito mal. Não procura ela hoje, quem sabe amanhã”
“A minha mulher está irritada comigo por uma coisa inútil e você não quer que eu procure ela para resolver as coisas?”
“Não”, ela disse. “E caso você pense nisso, ela não está na minha casa”.
Dito isto, Santana se retirou do lugar. Para Finn estava mais do que claro que Rachel estava na casa dela, mas ele não quis discutir. As coisas estavam sérias demais e ele tinha medo de que alguma coisa grave acontecesse com Rachel. Ela já estava no sexto mês de gestação e ele tinha medo de que estresse demais complicassem as coisas para ela e para sua filha. Ele tinha que pensar com muito cuidado em como ele concertaria as coisas, ele era inocente, afinal. Resolveu seguir o conselho de Santana, mas não sem mandar uma mensagem para sua esposa dizendo: ‘Eu te amo e meu amor é maior do que qualquer mentira’.
- — — -
Quando Santana chegou em casa encontrou Rachel largada no sofá com Lord Tubbington Jr. em seu colo enquanto os dois assistiam ‘Enrolados’. Quando o gato se deu conta da presença da sua outra mãe ele saiu do colo de Rachel e foi andando até ela.
“Santana! Que bom que você chegou! Pelo amor de Deus, não me diga que você me deixou viúva”, imediatamente Rachel começou a chorar – malditos hormônios – Ela já podia se imaginar chorando ao lado do caixão quem que jazia seu um-dia-amado Finn que a deixou depois de traí-la com sua filha que ainda nem havia nascido.
“Relaxa, eu ainda não matei ele. O cara tem um álibi”
“Que álibi?”
Santana não disse nada, apenas retirou um gravador de seu decote e colocou para tocar. Rachel ouviu atentamente todo o diálogo entre seu marido e sua melhor amiga e suspirou como se um enorme peso tivesse sido retirado de seus ombros quando ouviu Finn narrar toda a sua aventura em busca do algodão doce.
“Faz sentido pra você?”, Santana perguntou.
“Faz”, Rachel ficou quieta por um momento. “E a propósito, a prova do algodão doce não existe mais. Eu comi hoje de manhã”, ela riu.
“E o que você vai fazer sobre isso?”
“Eu vou pra casar ficar com o meu marido”
Quando Rachel voltou pra casa nada foi dito. Ela não quis dizer nada. Também não quis que ele se desculpasse, afinal, não havia do que se desculpar. Ela apenas ficou sentada com ele de frente para a lareira. Eles se beijaram várias e várias vezes e transaram ali mesmo.
“Rach”, ele a chamou enquanto acariciava a barriga dela enquanto ainda estavam deitados no tapete da sala.
“Que foi, amor?”
“Canta pra mim?”
“Oh, my man, I love him so… He'll never know. All my life is just despair, But I don't care”
Finn sorriu quando os primeiros versos de My Man foram cantados pela sua mulher. E sorriu mais ainda quando sentiu sob sua mão, sua filha chutar.
“Hey, você sentiu?”, ela perguntou rindo.
“Senti”, ele falou e logo deu um beijo na barriga dela. “Ela ainda nem nasceu e já é uma Little Barbra como a mãe”
“Little Barbra, eu gosto”, ela disse e sentiu mais uma pontada em sua barriga.
“Acho que ela também... Barbra Hudson-Berry... É um nome bonito”
“É um nome lindo”, ela disse e ele se inclinou para beija-la, sem tirar a mão da barriga dela, onde estava a sua Barbra.
Notas finais
No próximo capítulo as coisas vão correr um pouquinho e logo, logo, Barbra estará aí para deixar as coisas mais frenéticas q
Até a próxima (:
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