Notas iniciais
Então, essa é minha primeira fic de Glee. Sejam simpáticos (:
Quero agradecer a Other Carol por ter betado, porque eu não estava com coragem de postar.
Enfim, desfrutem.

Finn Hudson chegou em casa e um grandioso estrondo foi ouvido ao bater a porta. Tirou seus sapatos, largando-os num canto qualquer e olhou em volta. Tudo estava exatamente do jeito que ele havia deixado antes dos dois meses que esteve fora. Finn estava farto. Farto das mulheres. Não que isso signifique que ele estava disposto a mudar de time, mas as mulheres eram tão incompreensíveis, bipolares, loucas e imprevisíveis.

Pegou seu iPhone e digitou uma mensagem.

“Cheguei, venha aqui agora”

Alguns minutos, que pareceram séculos, depois a resposta chegou:

“Sem condições, venha aqui você”

Bufou. Não seria nenhum sacrifício ir até a casa dela, já que morava na porta do lado. A questão é o porquê dela não fazer este sacrifício. Mulheres. Mas não se importava, afinal, ela era sua melhor amiga. Ela que ouviu todos os seus problemas nos últimos dez anos.

Quando terminou a escola, Finn não sabia o que fazer, nem para onde ir. Para o desgosto de sua mãe, passou alguns anos vagando por aí até que foi chamado para substituir o baterista da banda ‘The Poison’ que estava doente e acabou ficando permanentemente. No começo a banda não era muito conhecida, mas foi crescendo aos poucos e saíram dos bares de Nova York para pequenos shows em outros estados até lotarem estádios ao redor do mundo. Eram capas de revistas, faziam parte da trilha sonora de vários filmes e tinham milhares de fãs. Finn orgulhava-se de fazer parte do crescimento da banda e de ter feito da música a sua vida, amava viajar em turnê, mas odiava ficar longe das pessoas que ele gostava.

Bateu na porta de sua vizinha e não demorou muito para que a porta abrisse revelando uma morena baixinha, vestida em um pijama rosa, com o cabelo molhado e penteado para trás, segurando uma caixa de lenços de papel, com olheiras profundas e com o nariz – que já não era pequeno – muito inchado e vermelho.

“Vai ficar me olhando o dia todo?”, perguntou com a voz fanha e dando passagem para ele entrar.

“Rachel, você está horrenda”, falou largando-se no sofá dela.

“Obrigada pelo elogio, também te amo” Sentou na beirada do sofá e ele colocou suas pernas sobre o colo dela “Você também não está nenhum exemplo de beleza, Finn. Tá com a cara estranha, o que tá te perturbando?”

“A Gema, ela saiu com outros enquanto estava na Europa”

“Outros? No plural?”

“É, devo estar repleto de chifres. Cheguei de tarde, mega cansado e fiz questão de passar na casa dela, estava cheio de saudades, fui lá achando que iria me divertir e ela terminou tudo, disse que era melhor sair com um cara comum do que comigo que estou sempre longe”

“Ou com caras comuns, no caso...”

“Rach, não me deixa pior, por favor”

“Desculpa”, disse depois de fungar em um lenço de papel.

“Eu aqui, me lamentando, e você aí... Tá doente? É grave?”

“Tô, né e é muito grave, vou morrer em sete dias”

“Para com isso, mulher”

“Okay, é só uma infecção. Tô tomando vários antibióticos, mas o pior é que eu resolvi sair ontem à noite com um cara que a Santana recomendou, o cara era um mala, só falava dele e ainda por cima errou meu nome várias vezes”

“Achei que você já tinha desistido dos caras que a Santana arruma pra você, ela é lésbica, nunca vai saber o tipo certo de homem pra ninguém nem pra você”

Rachel riu, “Mas essa foi a última vez...”

“Da outra vez você também tinha dito que era a última”

“Mas dessa vez é a última, DEFINITIVAMENTE. Desisto de qualquer encontro que ela arranjar, na verdade, estou a ponto de desistir de todos os homens”

“Eu também, Rach, eu também”

“Você também que desistir dos homens?” Rachel o encarou, erguendo uma sobrancelha.

“Não, das mulheres”

“Ah, então você está aberto para a homossexualidade?”

“Rachel!” Ele tacou uma almofada nela, que só ria “Você sabe o que eu quero dizer!”

“Mas sabe? Você precisa selecionar mulheres com mais cuidado. Eu sei que você não é do tipo de uma noite só e que pega várias modelos por aí, mas tem muita mulher por aí interessada na sua fama e não em quem você é de verdade”

“Você também é famosa...”

“Finn, eu sou uma atriz da Broadway, não sou uma estrela pop internacional como você”

“Mas você é muito linda, desde a escola, muitos caras só chegavam perto de você esperando entrar na sua saia, mesmo quando você namorava aquele Jesse St. Jackass”

“É St. James e por favor, não vamos falar dele agora, tá?” Finn revirou os olhos e assentiu com a cabeça. “Já sei do que a gente precisa, vamos beber!” Rachel bateu nas pernas dele, para que ele as tirasse de cima dela, dando liberdade para que ela pudesse se levantar.

“Você realmente acha que eu vou deixar você misturar álcool com seus antibióticos?”

“Mas é só um pouquinho Finn, só três dedinhos” indicou com os dedos “Pode até me fazer melhor”

“Tá bom, mas vou regular sua dose, Senhorita Berry” disse, levantando as pernas para ela sair.

“Pode deixar, Senhor Hudson”

Rachel pegou a garrafa de Whisky, que até então estava esquecida, e os serviu. Os dois brindaram a nada e o whisky desceu queimando na garganta de Rachel, que começou a cantarolar baixinho: “Here’s to us, here’s to love, all the times that we...”

“Rachel, sabe que eu amo ouvir você cantar, mas eu tô péssimo, minha vida tá uma merda e barulho na minha cabeça agora só vai piorar” disse, a interrompendo.

“Minha música não é barulho, tá? E você não está pior do que eu, eu estou doente, tive que aturar um mala ontem”

“Desculpa. Okay, você venceu. O que eu ganho de prêmio de consolação?”

“Um beijo da vencedora” disse, fazendo um biquinho exagerado.

Finn riu e deu um beijo estalado em sua melhor amiga. Depois ficou encarando aqueles olhos castanhos enormes por alguns segundos e se inclinou novamente, dando-lhe um beijo mais delicado.

Rachel sentiu os lábios de seu amigo tocarem sua boca e deixou ele aprofundar o beijo, fazendo carícias nos cabelos dele.

Espere! O que ela estava fazendo? Rachel Barbra Berry estava mesmo beijando Finn Hudson, seu melhor amigo, no sofá da sua casa? O problema é que ela estava gostando e as coisas estavam ficando mais quentes a cada segundo, assim como o whisky que acabara de beber.

De fato, Rachel tivera uma pequena queda por Finn na época da escola. Pequena queda não, era praticamente um precipício. Mas ele mal dava bola pra ela e quando ele finalmente se aproximou, ela já estava namorando com Jesse St. James. Ela gostava dele, ele gostava dela. Ela realmente via futuro na relação deles, eles eram ambiciosos, tinham os mesmos propósitos e ideologias, compartilhavam do mesmo sonho: A Broadway. Mas as ambições dele tornaram-se maiores que as dela e ele quis conquistar o mundo, ir para Los Angeles. Ele queria leva-la, pois acreditava no talento dela e sabia que os dois poderiam ser maiores que Angelina Jolie e Brad Pitt juntos. Mas ela pertencia à Nova York, não à Hollywood e ele não entendeu sua paixão e a relação dos dois terminou um dia antes da formatura.

Finn descobriu as maravilhas de Rachel depois que sua mãe casou com o pai de Kurt, amigo de longa data da morena, mas acabou perdendo o posto de melhor amigo para Finn. Ele era quieto, então era um bom ouvinte para ela, que falava pelos cotovelos e tinha quase o dobro da altura dela, o que era bastante útil quando ela precisava pegar alguma coisa no alto. Coisas que os amigos fazem pelas amigas.

Agora estavam ali, ofegantes, suados e precisavam um do outro. Em todos os sentidos possíveis e impossíveis.

Finn desceu seus lábios para o pescoço dela, concentrando toda a sua atenção ali e foi quando deu uma mordida mais forte que Rachel despertou.

“Finn... Finn...” ela ofegava “Estamos mesmo fazendo isso?”

“Eu quero Rach.. Eu preciso.. Por favor, eu quero você”

“Finn, é melhor não...” O que ela estava falando? Era melhor sim. Ela queria, ela também precisava. Finn estava ali, a sua disposição e... Céus.. Como ela o queria, ela o desejava e...

Dessa vez foi ela quem iniciou o beijo, deitando-o no sofá e colocando-se por cima dele.

“Okay, Finn Hudson, eu me rendo. Mas precisamos de uma regra aqui. Esta é a primeira e a última vez que vamos fazer isso e não vamos pensar nisso, tá? Não vamos relembrar, comentar, repetir, nada que coloque em risco a nossa amizade, não precisamos pensar okay? Não precisamos pensar é só fazer, não precisa pensar”

Finn a encarava e não prestava atenção em nada do que ela dizia, ela falava demais! Só sacudia a cabeça afirmativamente e reparava no quão linda ela ficava suada e com o nariz vermelho.

“Certo, não precisa pensar, não precisa pensar, não precisa pensar” Ele repetiu, antes de calar a boca dela com mais um beijo.

“Espera, precisamos pensar sim, pelo controle de natalidade dos Estados Unidos”

“Relaxa, eu tomo contraceptivo”

“Certo, então. Sem pensar, sem pensar”

Notas finais
Mereço reviews? ;)