The Horse And The Owl

22 Capítulo 22-Despedidas e Encontros


Notas iniciais
Feliz ano novo adeus ano velho kkk
sei que to atrasada mais tava viajando e só voltei agora então vim desejar um feliz ano novo é dar um presente ....UM novo capitulo novinho em folha para vcs .
beijos

Cap. 22 — Despedidas e Encontros (narração de Julia)

Logo cedo, Lilian, Marcos, Alice e eu nos reunimos no topo da colina meio sangue, ao lado de um grande pinheiro sob o qual um dragão dormia embaixo de um Velocino de ouro brilhante. Quíron, Annabeth e Percy, além de alguns outros campistas vieram ao nosso encontro para a despedida. Partiríamos agora.

-- E então? -- perguntou Quíron -- tudo certo para a partida?

-- Sim -- respondi -- mas...

Havia perdido as palavras. Eu não sabia o que poderíamos encontrar pelo caminho. E este seria realmente longo. Estava com medo, mas não podia admitir isso em frente aos meus companheiros de missão.

-- Mas...? -- Quíron insistiu. Pensei por um momento.

-- Ah, não é nada não. Esquece! -- soltei um risinho para tentar ao máximo disfarçar meu nervosismo. Logo me virei aos outros -- Estão prontos?

Todos assentiram. Lilian estava com uma cara de sono divertida e imaginei que eu não deveria estar muito melhor. Afinal não havia dormido direito.

Ainda antes de deixarmos o acampamento, Quíron nos deu mais algumas instruções sobre batalhas, checamos nossas mochilas com suprimentos, nos certificamos de estarmos com as armas necessárias e Annabeth nos entregou um saquinho vermelho de veludo, por final.

O segurei e ouvi barulhos de metal batendo.

-- O que é? -- perguntei.

-- Dracmas de ouro. Caso precisem se comunicar com o acampamento. Marcos e Alice sabem como usá-las, certo?

-- Certo. -- ambos responderam em uníssono. Annabeth voltou a olhar para mim e para Lilian.

-- Boa sorte, pessoal. -- e nos abraçou. Assim foram os próximos dois minutos: Despedidas, abraços e desejos de boa sorte. Lilian e Nico pareciam conversar algo em particular. Achei estranho, mas logo esqueci o assunto.

Depois de tudo nós quatro nos viramos e descemos a colina para a estrada. Lá embaixo, um carro do acampamento nos aguardava para nos levar até o centro da cidade, de onde continuaríamos por nossa conta e risco. De dentro do carro, procurei dar uma última olhada para o topo da colina. Ninguém mais se encontrava lá. Até mesmo o dragão havia sumido.
Pois é, estávamos fora da zona de segurança do acampamento.


...

A viagem até o centro foi rápida. Eu estava sentada no banco traseiro do carro juntamente com Marcos e Alice. Lilian estava no banco da frente, mas estava quase que totalmente virada para trás, conversando conosco. Ela ainda insistia em chamar marcos de "garoto natureza". Primeiramente ele a encarou com uma cara confusa (engraçada até), mas depois pareceu nem ligar para o apelido. Marcos e Alice já se conheciam também. Estávamos entre amigos, isso era o bom. Os dois eram quase que os únicos com quem conversávamos durante os treinamentos.

Me senti aliviada de tê-los conosco.

Já no centro, desembarcamos. Por um instante fiquei parada. O ar ali era tão diferente... Não sei se era impressão minha, mas ele possuía um odor de monstros, sujo. Quando despertei, conversei com os outros sobre pegarmos um ônibus para seguirmos a oeste, como a profecia dizia. De acordo com suspeitas de Annabeth, o "oeste" da profecia se referia a São Francisco, pois o poder dos monstros por lá era bem forte. Um bom lugar para um ladrão de deuses se esconder, mas não podíamos nos precipitar. Resolvemos esperar a profecia nos dizer aonde devemos ir.

Antes mesmo de chegarmos a rodoviária, nosso primeiro problema apareceu. Em um beco sujo, entre dois prédios altos um grupo de cachorros revirava o lixo acumulado a procura de algo para comer. Seria uma cena triste se um dos cachorros não tivesse uns dois metros de altura, pelos negros como o fundo do beco. Ele atacava os grandes latões de lixo ferozmente e me surpreendeu os outros cachorros não saírem correndo de medo. Talvez nem eles enxergassem o monstro como ele realmente era.

-- O que vamos fazer? -- sussurrou Marcos do meio do grupo estático diante a visão do monstro.

-- Acho que devemos atacá-lo e... -- começou Lilian.


-- Não! -- interrompi -- Acho... Acho que ele não nos viu. Ele continua no beco revirando as latas. Vamos seguir caminho em silêncio e rápido...

Mal pronunciadas essas palavras e a fera ergueu a cabeça, empinando o focinho e farejando o ar. Começamos a nos mover com mais pressa enquanto a fera dava alguns passos e se encontrava na luz do dia. Começamos a correr.

-- Aquele cão infernal é cego! -- gritou Alice atrás de nós.

-- O que? -- Lilian gritou a nossa frente.

-- Como sabe? -- questionei.

-- Os olhos dos cães infernais costumam ser vermelhos e brilhantes, como lava. Mas não os vejo neste.

-- É verdade -- completou Marcos – Também não os vejo.


De fato, quando a fera começou a correr em nossa direção, tropeços e esbarrões não lhe faltaram. Me surpreendia as pessoas ao redor não perceberem o caos causado pela criatura. Cada latido parecia um rojão. E suas patas esmagavam carros estacionados.

-- Vamos nos espalhar! -- dei a ideia.

-- Por quê? -- Lilian perguntou.

-- Ele se orienta pelos sons e pelos cheiros. Se nos espalharmos ele não saberá quem seguir.

-- Mas ele vai seguir alguém. -- disse Marcos.

-- Eu sei, por isso quero que se espalhem. Vou esperar um pouco e fazê-lo me seguir. E darei um jeito de matá-lo.

-- Ah, mas não vai mesmo! -- gritou Lilian – Somos uma equipe! Não vou deixá-la se arriscar ass...

-- Cuidado! -- Alice gritou atrás de nós. Por pouco não somos esmagados. O cão infernal pulara para cima de nós, mas graças a Alice pudemos nos desviar da criatura que deveria pesar umas toneladas e nos espalharmos. O monstro ficou um instante parado, farejando. Depois seguiu caminho correndo atrás de Marcos, que correra sozinho para uma rua.

-- Vão logo para a rodoviária! -- escutamos os gritos dele se afastando -- encontro vocês lá.

-- Aquele idiota não fica sozinho! -- rosnou Alice, sacando uma espada e indo em direção ao monstro. -- Vocês duas, vão! Garantam as passagens para oeste para nós.

-- Isso pode esperar! Vamos ajudar também. -- disse Lilian com um sorriso confiante no rosto.

Mas antes que sequer pudéssemos sacar nossas armas, ouvimos a criatura gritar muito alto e, logo em seguida, desfazer-se em pó dourado pela rua. Marcos ficou dourado e brilhante, assim como a ponta de sua espada.

Encaramos uns aos outros por um minuto.

-- Alguma outra criatura ou semideus deve tê-lo ferido nos olhos. Havia uma cicatriz enorme em sua cabeça. – Disse Marcos, tossindo devido ao pó. – Ah, ainda acho pó brilhante algo fofo demais para monstros. -- concluiu Marcos, tirando o brilhante dos cabelos. Depois nos encarou -- Vamos, então?

Notas finais
Bom o que acharam ?
beijos ate a próximo capitulo