The Horse And The Owl

16 Capítulo 16-E o Tempo Passa


Notas iniciais
Oi pessoas
Tudo bem ???
A história esta chata ???
não recebi comentário nos últimos capitulo :(
Bom esta ai mais um capitulo
Pode demorar para postar o outro capitulo ,pois tento eu e Araquel estamos de final de bimestre ou seja provas ,trabalhos e mais provas ...
espero que vc goste
beijoss

Cap. 16 – E o Tempo Passa (narração de Julia)


Eu só me lembro de estar correndo e de estar exausta. Mas não podia parar. Tudo aconteceu tão depressa, que fiquei horrorizada. Eu havia me perdido de Julia e dos outros. Estava escuro, eu não conhecia o lugar onde estava e havia alguma coisa vindo atrás de mim. Mas eu não fazia ideia do quê.

Eu corria e tentava ao máximo desviar dos destroços que estavam espalhados pelo caminho. Aquela explosão havia sido estrondosa. Não restou quase nada em pé, mas também não havia fogo. O ruído da coisa que vinha atrás de mim era alto. Tentei olhar, mas nada enxerguei. Era como se eu estivesse correndo de uma sombra na escuridão. Meu coração estava disparado e eu estava começando a ficar desesperada. Apertei o passo. O ruído se aproximava cada vez mais.

Eu gritei por ajuda. Deixei meu medo falar. Eu não trabalhava bem sob pressão. Lágrimas escorriam por meu rosto e isso só aumentou meu desespero. Eu gritava. E acabei caindo ao tropeçar numa pedra.

Assim, fiquei no chão, enquanto o ruído parava a minha frente. Mas eu não podia ver nada. O tal ruído não tinha um dono (pelo menos, não um dono visível) e ele ficava me circundando. Às vezes, ele até parecia com uma risada.

-- Me deixe em paz! – gritei para o vazio – Vá embora! Me deixe em paz! – e o riso retornava. Não conseguia ver nada, mas senti o peso da voz caindo sobre mim. Eu me abaixei e gritei alto.

Silêncio.

.....

-- Você vai mesmo continuar assim?

Abri os olhos, assustada. Eu ainda estava abaixada, com as mãos cobrindo minha cabeça do susto que aquela risada me pregara.

-- Ei, garota! Estou falando com você! Vai mesmo continuar assim?

Me sentei e olhei em volta. A escuridão continuava. E ela estava “falando” comigo?

-- Responda-me! – a voz gritou

-- O que? – retruquei – vou continuar assim... como? – pude ouvir um suspiro.

-- Vai continuar aí deitada? Você ainda não me devolveu meu amuleto. Onde ele está?

-- Amuleto, que... Amuleto? Espera, quem é você? Onde você está?

-- Eu sou aquela quem te pôs nesta missão. Assim como quem também colocou aquela sua amiga não-reclamada... Ah... E eu que pensei que vocês fossem conseguir...

-- Você ainda não me respondeu! Quem é você? – repeti, com força na voz, enfatizando cada palavra da pergunta.

-- Eu sou Afrodite! – a voz respondeu – E já não estou com paciência para isso... – a sombra a minha frente começou a se borrar de dourado, girando num turbilhão no meio do nada, e uma jovem deusa apareceu. Não conseguia descrevê-la. Sua aparência ficava mudando. Acho que Afrodite é mesmo como dizem: bonita para todos os olhos. Por isso, não tinha uma aparência só. – Onde está meu amuleto?

-- Ah... – engasguei – mas, senhora... Eu não sei de amuleto nenhum.

-- Ah, droga... Então acho que errei ao colocá-las nesta missão. Só agora percebo o quanto são fracas...

-- Eu não sou fraca! -- retruquei.

-- É sim – ela me interrompeu – Pelo que vi, era você quem estava fugindo agora a pouco, não era? Aqueles ruídos todos eram seus medos, e você sequer tentou enfrentá-los... E também não foi você quem fugiu e perdeu seus companheiros de missão lá trás, quando você explodiu o prédio por medo da criatura que os perseguia, não era?

-- O que? Eu não fiz isso... Mas se fizesse, seria para salvar meus amigos! E eu nem sei onde eu estou!

-- E onde eles estão? Você sabe?

Fiquei sem palavras, com medo.

-- Eu... não... sei.

-- Isso quer dizer que eles não podiam contar com você. Consequentemente, eu também não posso contar com você. Você não recuperou meu amuleto nesta missão. Você falhou...

-- Não! – eu soquei o chão, de raiva da deusa – Eu não quero... Eu não posso falhar! Eu quero cumprir isso! Quero provar que consigo, que tenho coragem e que todos podem confiar em mim!

A deusa me olhou de lado.

-- Tem certeza disso?

-- Absoluta!

Ela me encarou por um certo tempo. Parecia estar analisando as minhas emoções mais profundas. Tão profundas, que era capaz de nem eu mesma conhecê-las.

-- Está bem. – ela disse, por fim – Vou lhe dar esta chance. – Depois de dito isso, todo o cenário onde nos encontrávamos desapareceu. O que restou foi um lugar completamente branco e claro. Mas era estranho. Não sabia se tal lugar era frio ou quente e ali, sombras não existiam. Mas a claridade também não doía nos olhos. Mais uma vez, fiquei sem palavras.

-- Sabe o que foi tudo isso? – a deusa questionou. Acenei negativamente com a cabeça. – Foi um teste. O amuleto ao qual me refiro é um dos objetos mais precisos para mim. E, como deusa, tenho também o dever de testar semideuses para ver até quão alto podem ser suas capacidades. E quero semideuses capacitados para esta missão. E semideuses em quem posso confiar. Mas não queria chamar os mesmos heróis de sempre. A história perderia a graça de todos os grandes feitos fossem realizados sempre pela mesma pessoa. Por isso, procurei por novos semideuses do acampamento e encontrei você e sua amiga, que parecem ter uma ligação muito forte (porém estranha). E eu queria saber se poderia confiar esta missão a vocês. Será que posso?

Fiquei um tempo paralisada por estas palavras. Mas eu sabia que ela podia confiar.

-- Pode sim, Afrodite. – respondei com força na voz – Mas... – continuei – o que é tudo isso?

Ela sorriu.

-- Isso é ótimo. Passarei mais instruções a você e a sua amiga em breve. E... seria bom se você também falasse com ela. Afinal, pesadelos assim podem assustar, não é?

-- Pe-pesadelos? – gaguejei. Ela riu.

-- Ah, acho que já é hora de acordar, não é mesmo?

.....

Eu saltei da cama com um grito surdo. Annabeth, que estava em uma cama perto da minha, acordou.

-- Hey... O que foi? – Perguntou ela, sonolenta.

-- Ah... – eu não sabia o que dizer – Bem, eu... Eu preciso falar com a Li.

-- Agora?

-- Sim.

-- Mas ainda é de madrugada. Ela deve estar dormindo ainda...

-- Bem... não tenho tanta certeza disso...

Annabeth fez uma cara de interrogação, mas só o que disse foi:

-- Ah... está bem. – ela bocejou e voltou a dormir – Só tenha cuidado.

-- Certo. – Respondi e me levantei, pegando meu casaco e vestindo-o. Tentei sair o mais silenciosamente possível, mas o piso de madeira do Chalé não me permitiu fazer isso. Mas, pelo menos, cheguei até a porta e, depois que passei por ela, saí correndo em direção ao chalé 11, pensando em como eu chamaria a Lilian (que dorme no fundo do Chalé), sem acordar os outros campistas dali.

Bem, descobri minha resposta assim que quase dei de cara com a Li correndo em minha direção. Paramos uma em frente à outra, ambas ainda respirando profundamente.

-- Você... Você viu aquilo? – perguntei.

-- Eu vi. Foi muito louco.

Notas finais
ai esta o capitulo !
Espero que vcs goste
mande Comentário ,alem de deixar eu e Araquel feliz ,não custa nadinha
beijos ate o próximo Cap