The Horse And The Owl
4 Capítulo 4-As pessoas acham que estou louca!
Notas iniciais
Como prometido mais 1 capitulo para vocês :D
espero que goste !
beijos
Agradecemos todos os Reviews ! vocês deixarão nosso dia mais feliz :D
serio fiquei pulando de felicidade :)
Cap. 4 – As pessoas acham que estou louca! (narração de Julia)
Ver Lilian saltando para cima do monstro foi, ao mesmo tempo, uma das cenas mais legais e apavorantes que já presenciei. Claro, eu nunca teria metade da coragem que ela teve naquele momento. Mas se eu ficasse parada, talvez toda essa coragem se passasse em vão.
Dei um tapa em minha própria cabeça e forcei meu corpo a correr. O monstro nem prestou atenção em mim, já que tentava de maneira frustrada pegar Lilian sobre suas costas. Estava no meio do caminho quando percebi algo: as cabeças da besta não a alcançavam mas...
-- Lilian! A cobra! – gritei em desespero.
Lilian pareceu confusa, mas então sua expressão clareou e ela se virou para a traseira do animal. Sua cauda de serpente estava com as presas abertas, já pingando o veneno ácido. Lilian só teve tempo de atordoar a serpente com seu pedaço de cano e saltar para o chão, correndo imediatamente. A besta se virou e olhou para a garota. Começou a correr também
Precisava ajudá-la, mas não poderia fugir do plano. Cheguei ao hidrante e me deparei com um problema. Como iria acioná-lo?! Como pude ser tão estúpida a ponto de não pensar neste ponto? Não tenho essa força... Agora sim, estamos mortas.
-- Julia! – Gritou Lilian, se escondendo atrás de um carro, que a besta parecia estar prestes a devorar. Pessoas ali perto passavam e olhavam para ela, com um ar confuso. Passavam pelo monstro calmamente e seguiam seu caminho. Não entendi isso. Mas também não tinha tempo para isso. Procurei por alguma barra ou qualquer coisa que pudesse utilizar para bater no hidrante, até que ele abrisse sua boca lateral.
A única coisa que encontrei foi um pedaço de madeira que segurava um cartaz na loja atrás de mim. O peguei, jogando o cartaz no chão. E comecei a bater na boca lateral do hidrante. Nada acontecia.
-- Julia! – o grito estava mais forte, e Lilian corria em minha direção. Uma plateia começava a se formar nas beiradas do quarteirão.
Julia se juntou a mim e se virou, para observar o monstro saindo de cima do carro no qual se escondia segundos atrás. Ele estava vindo, a menos de uma rua de distância.
Os acontecimentos seguintes se passaram em tal velocidade que mal consigo descrevê-los. Lilian gritava desesperada, que iríamos morrer. Nunca senti tanto medo em minha vida! Lilian, xingou o hidrante por nosso plano furado e o chutou. Neste instante, ele explodiu. Água voou por todos os lados, mas especialmente na direção da besta. A pressão, a força da mesma retardaram a velocidade da corrida do monstro, o arrastando para trás, para o meio da rua. Pessoas gritavam. E foi neste momento em que um ônibus bateu de frente com a criatura, freando assim que o motorista viu a água.
Vimos os monstro sofrer com a pancada do veículo, caindo rolando no chão, atordoado pela água forte em sua cabeça. Ele começou a sangrar. Um sangue dourado, um pó, que se espalhava pela água e pela rua. Logo, não havia mais monstro. As pessoas ao redor olhavam horrorizadas e gritavam por ajuda à um cachorro atropelado... Cachorro?!
-- O que... O que eles estão vendo? Aquilo não era só um cachorro, era? – Lilian me perguntou, sua voz trêmula.
As pessoas procuravam por um cão, que diziam estar embaixo do ônibus. Eles não viram o animal desaparecendo em dourado? Muitos nos olhavam com um olhar acusador e cruel.
-- Aquilo... – comecei a falar.
-- Aquilo era uma quimera – Uma garota disse, chegando perto de nós. Seus cabelos ruivos caindo sobre os ombros pequenos – Vocês tiveram sorte de ser uma quimera pequena. Era fraca, e morreu rápido.
Olhamos atônitas para ela. Ela puxou o gorro de sua blusa, fechando o zíper.
-- É melhor não conversarmos aqui. E antes que tornem a perguntar, os humanos normais não enxergaram aquele monstro.
-- humanos ...? – Começou Lilian.
-- Aqui não! – repreendeu a garota. – Vamos sair daqui!
-- Não vamos com você. – disse eu. – Não te conhecemos... Por que confiaríamos em você?
Ela nos olhou. Seus olhos verdes, brilhando contra a luz do anoitecer.
-- Certo. – Ela finalmente diz – Meu nome é Rachel Elizabeth Dare. E agora que me conhecem, podem confiar em mim para sairmos daqui?
Olhei para Lilian e ela para mim. Olhares confusos e assustados.Deveríamos voltar para a escola o mais rápido possível, certo? Mas... Tinha a impressão de que esta garota nos traria explicações, mais perguntas e algumas respostas.
Notas finais
mande Reviews !
avisando
Só postarei um novo capitulo no final de semana ,para dar tempo de escrever .
beijos flores :D
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