The Hood
1 Prólogo
Notas iniciais
“A estirpe não transforma os indivíduos em nobres, mas os indivíduos dão nobreza à estirpe”. — Dante Alighieri
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– Música sugerida (Overture — Michael Kamen) –
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O ano era 1190... O povo se aglomerava em volta do comunicado expedido pela corte inglesa... Um pedido, quase suplica feito pelo Papa Gregório VII incitava os homens a marcharem em direção a Jerusalém após a tomada da cidade por Saladino... O burburinho em torno do assunto era geral, uma guerra estava para recomeçar... A quarta Cruzada, três reinos juntando forças, três reinos levantando a bandeira da retomada de Jerusalém a força pelos cristãos dizendo ser em nome de Deus...
– Em nome de Deus? Isso é ridículo... Todos sabemos que a igreja quer apenas se manter no poder. – Esbravejou o jovem sentado a mesa de jantar da grande casa.
– Seu blasfemador! – Soltou alto seu pai esmurrando a mesa.
– Por todos os santos Edward isso é heresia filho. – Disse sua mãe assustada e o rapaz de cabeça baixa já se imaginava deixando seu conforto e paz...
– Tu vais a essa guerra, não me envergonharás perante o rei e a corte, um Cullen não foge a luta. – Ordenou Carlisle Cullen III, senhor feudal de uma região com mais de 10.000 hectares, terra boa, com potencial agrícola invejável , a comandava com mãos de ferro trazendo a tradição de anos... A pequena cidadela de Carlisle levava o nome de seu fundador, o tataravô do atual senhor daquela região.
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Há um ano na cidade litorânea de Acre, Edward já tinha se habituado a vida de soldado cruzado... E não podia dizer que estava sofrendo ou passando privação... O jovem, tinha se juntado a pessoas digamos assim “espertas” que sabiam aproveitar uma oportunidade como ninguém... Havia batalhado inúmeras vezes, mas também havia aproveitado a liberdade de estar longe dos olhos do pai e ainda estava aproveitando...
– Que ancas... Tu és bela demais Zafrina. – Soltou o Cullen já embriagado e a jovem meretriz riu languidamente.
– Cullen... Edward... – Ouviu-se gritar e o rapaz bufou enfadado... Adentrou na sequencia o jovem que o procurava.
– Está com Zafrina. – Apontou Emmett o fiel escudeiro do Cullen, tão bêbado quanto seu senhor.
– Já era para ele estar pronto McCarthy. – Disse irritado, passando pelo rapaz... – Aí está você... Precisamos partir. – Declarou firme.
– Jasper, Jasper... Ir para onde se a diversão está bem aqui... Ao meu alcance. – Disse Edward agarrando Zafrina por trás fazendo a moça gritar e o jovem francês revirou os olhos.
– Pode não parecer, mas ainda estamos em uma guerra e para que conste essa cidade está sendo uma das mais atingidas... – Explicava e o era de fato, a região estava em alguns pontos sendo castigada, os mouros estavam a cada dia ganhando mais terreno e embora a relação do rei Ricardo Coração de Leão e Saladino fosse amigável ainda assim aquilo era uma guerra... – Vamos, se arrume, os homens nos chamam, vamos partir... Localizaram outro grande “X” e nesse parece ter muito mais material. – Afirmou sorrindo e Edward entendendo o sentido das palavras sorriu de volta.
– Uma vez templário, sempre templário! – Declarou afastando-se da mulher e vestido sua camisa... Whitlock, um francês filho de pai inglês manteve o sorriso como resposta, Jasper fora de fato a única e verdadeira amizade que o Cullen fizera assim que chegou ao caos que era a cidade de Jerusalém por conta da guerra, sem contar os homens que com ele já caminhavam e o tinham visto crescer...
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– Milady... Estamos em situação critica. – Falava o Clearwater.
– Se papai ao menos respondesse a minha carta. – Declarou a jovem inconformada com a situação de suas terras, o Condado de Swan, bem como toda a região estava sendo devastada dia a dia... Após o inicio da Cruzada, a partida do rei para a guerra deixara todo o reino a mercê de usurpadores... A família Volturi, nobres de origem italiana, aproveitando-se do fato de ter na esposa do rei o sangue Volturi, logo se achegaram a corte inglesa com a desculpa de ajudar a rainha... Berengária, uma jovem e inexperiente rainha achou a principio essa ser uma boa ideia, mas apenas ela pensou assim... Nenhum nobre inglês ficou satisfeito, tanto que muitos nobres resolveram ir para a corte tentar de alguma forma remediar o caos econômico que estava sendo instalado por conta da roubalheira feita pelos Volturi... Dentre esses nobres, Cullen e Swan se fizeram presentes, deixando suas terras e seu povo, acomodaram-se na corte com a inútil tarefa de conter Aro Volturi irmão de Berengária e como se não bastasse esse era um influente clérigo...
– Milady... A Talha, Corvéia e Banalidades não estão sendo devidamente pagas, muitos camponeses estão com problemas e bem... A corte vai bater a nossa porta... –
– Que morram, nenhum camponês de Swan sofrerá por isso... Ora essa não temos nem o que comer e ainda vamos exigir que paguem impostos... Absurdo isso é absurdo... – Esbravejava impaciente e ao lembrar voltou-se ao senhor de cabeça baixa. – Harry por falar nisso quanto temos de provisão ainda? – Questionou uma preocupada Isabella.
– Muito pouco senhora, mas eu fiz questão de abastecer bem o castelo, a senhora não passará privação. – Respondeu Harry.
– Não estou preocupada apenas comigo... Temos crianças e muitas por aqui... – Soltava Isabella.
– Não devias vossa senhoria uma nobre, se preocupar com vassalos ou criados... Seu bem estar deve vir em primeiro lugar. – Disse Rosalie Hale, dama de companhia da moça.
– Não existe nada de nobre no egoísmo Rose! – Afirmou olhando ao longe, pensativa...
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