The Hills
2 There's a stranger in my room.
o sinal tocou, uma alegria incomparável tomou conta de Angel. O toque para sair da escola era o seu som favorito, nada de professores, gritos, cansaço, números. Só o lindo caminho para casa. A morena estava organizando seu material para sair do ambiente escolar quando ouviu uma voz conhecida, a que tinha ouvido mais cedo. E seu mais novo apelido.
— Ei, Senadora!
Ele a chamou, ela já previa por isso. A garota se virou na direção dele e sorriu de forma gentil, ele era legal, só estava ficando muito... Íntimo.
— Ah, e aí, John.
— Eu estava indo embora e lembrei que você não me disse como te contratar. — O sorriso nos lábios do garoto parecia não sumir, será que ele fazia tudo sorrindo? Ou só estava tentando parecer simpático. O sorriso foi sumindo aos poucos e a garota percebeu que perdeu vários segundo admirando o sorriso alheio. — An... Angel? Você tem celular, não tem?
— Ah, sim, claro. Desculpe.
Ela balançou a cabeça para espantar alguns pensamentos e tirou o celular do bolso, passou seu número para o rapaz e o guardou novamente.
— Certo. Te ligo ou mando mensagem assim que chegar em casa... Vai ser divertido, vamos tirar 10 nesse trabalho. Não é querendo me gabar... — Ele falou em um tom de gozação — Mas sou um cara inteligente.
Angel riu e retomou a palavra antes de terminar de guardar seu material dentro da mochila.
— Não duvido nada.
— Agora é melhor eu ir antes que...
senadora...
A pergunta voltou até sua mente, tinha que perguntar aquilo.
— Espera. Por quê você me chama de assim?
— Assim?
Ele fez uma leve careta e ergueu uma das sobrancelhas em completa confusão.
— Sim, de Senadora...
— Ué, como assim você não sabe?
— Deve ser porque ninguém nunca me chamou assim antes (?)
Aquilo fez John rir, ele movimentou a cabeça em negação algumas vezes antes de começar sua explicação.
— É porque...
Antes que pudesse terminar a frase, John foi puxado por alguém. Augustus, o sociável. Ele e John viviam juntos, provavelmente eram melhores amigos. Gus era conhecido por namorar Sophie, uma das garotas do fundão e inventora dos palavrões que nunca foram ditos antes. Ver John ser arrastado dali a deixou frustrada, queria a resposta para aquela questão.
{···}
Angel havia chegado em casa rápido, tomou um banho e comeu um lanche. Seu pai haviam saído para "um jantar especial" e seu irmão tinha saído com a noiva, Luiza. A casa estava finalmente em paz, era tudo que a garots precisava, paz. Assim que terminou o sanduíche, sentiu o celular vibrar, ela tirou o mesmo do bolso e viu que tinha uma mensagem nova.
xxx — "Olá, senadora, boa noite. "
Ler aquilo fez Angel rir baixo, aquilo estava a deixando frustrada por não saber o motivo de tal apelido.
A — Olá, John, boa noite.
J — Como vai? desculpe por hoje cedo, Gus estava apressado.
A — Tudo bem e tudo bem.
J — Então, como vai ser?
A — Como vai ser?
J — Sim. O trabalho.
A- Ah, sim. Que tal rosas modificadas genéticamente?
J — Boa ideia!
A — Quando vai vir?
J — Posso ir amanhã.
A — Amanhã? Ainda temos uma semana toda.
J — É que eu... Preciso de uma desculpa para ficar fora de casa amanhã.
A — Posso perguntar o motivo?
J — Minha mãe e eu brigamos muito. O namorado dela traiu ela e... Amanhã vai ser um fia longo.
A — Entendi...
J — Pois é... Então... Vai estar disponível amanhã?
A — Sim, claro. Pode vir.
J — Te vejo em breve, logo.
A — Te vejo em breve, logo.
{···}
"Angel... Angel.... A porta! Seu amigo... Angel!"
{···}
— Ei...
Angel despertou aos poucos, não estava completamente acordada. Mas sentir dedadas em seu rosto serviu para a deixar cada vez mais irritada. Ela abriu os olhos de uma vez e deu de cara com John, uma corrente de adrenalina desceu pelo seu corpo e sua primeira reação foi socar o indivíduo no rosto.
— AH!
John cambaleou para trás e pôs uma das mãos no rosto. Ela havia o socado levemente, não o suficiente para machucar ou tirar sangue. Mas provavelmente estava doendo nele.
— Ai, meu deus! — A garota se levantou da cama rapidamente e correu para socorrer sua vítima, querendo pôr as mãos nele para examinar mas não sabia se tinha intimidade o suficiente para tocá-lo — Me desculpa, John, me desculpa.
Por incrível que pareça, ele estava rindo. Ele modificou a expressão algumas vezes antes de dizer:
— Você tem um bracinho forte, hein, Senadora?
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