The Hidden Truth
7 Burn It Down
Notas iniciais
you were there at the turn
Caught in the burning glow
And I was there at the turn
Waiting to let you know
Eram exatas 00h00min.
Percy e eu já estávamos seguindo Thalia por uma hora e nada. Eu não fazia ideia de para onde Thalia estava indo e quando perguntava a Percy e só franzia a testa, juntando as sobrancelhas como se soubesse que alguma coisa estava muito errada. Disso eu não discordava dele. Também tinha essa desconfiança. Thalia era uma doida rebelde, mas convivo com ela o suficiente para saber que ela não era de fugir de casa no meio da noite.
Até todas as vezes que ela fugiu sempre me chamava e na maioria das vezes sempre nos mentíamos e confusão. Já paramos na delegacia umas cinco vezes por causa disso.
Ri com esse pensamento. Faz tempo que não nos metíamos em confusão, a ultima vez ainda estudava na antiga escola.
– Dez dólares pelos seus pensamentos.
– Não precisa pagar Jackson, pra você esses são de graça.
Estava tão entretida com as lembranças das burradas minhas e de Thalia que me esqueci totalmente de Percy.
– Então?
– Ah sim, desculpe. Só estava pensando em quando eu e Thalia fugíamos de casa. Sempre acabamos em confusões.
Percy arqueou uma sobrancelha.
– Serio?
– Sim, já fomos parar na delegacia umas cinco vezes por causa disso.
– O que? Cinco vezes? – Percy olhou para mim espantado – Não sabia que estava namorando uma delinquente.
Ergui as sobrancelhas.
– E desde quando nós namoramos?
– Ahm... Desde hoje ué. – encostei minha cabeça no banco, soltando uma risada fraca.
– Ah é? – assentiu – pois não me lembro de nenhum pedido de namoro.
– E precisamos disso?
– Sim, com certeza precisamos.
– Então, Annabeth aceita namorar comigo?
– Não. – respondi olhando pela janela tentando descobrir onde estamos.
– Não? – Percy freou o carro bruscamente e se não fosse pelo cinto eu teria voado em direção para o para-brisa. – Como assim não?
– Olha Percy – disse já raivosa por essa discussão idiota – se você continuar desse jeito nós vamos perder Thalia de vista. E eu não namoro com estranhos. E antes que você comece a reclamar novamente, sim, isso se encaixa perfeitamente em você já que não te conheço há muito tempo e tudo o que aconteceu até agora foi rolar uns beijos. E isso não conta como conhecer uma pessoa para mim. Terá que fazer melhor que isso pra me convencer a aceitar seu pedido.
Percy voltou a dirigir normalmente, pensativo. Quase perdemos Thalia de vista. E eu estava muito brava com Percy. A qual é! ? Eu não sou qualquer uma pra ele simplesmente fazer comigo o que ele faz com as garotas da escola.
Se ele quer tirar vantagem desse corpo lindo que eu tenho, também vou tirar vantagem dele, porque com aquele corpo de deus grego. Oh meu deus. Eu ‘to feita pelo resto da vida.
Fico imaginando como esse gostoso da vida deve ser na cama. Se só o beijo dele já me deixa com um fogo daqueles. Imagina o resto então. Com esse menino eu vou onde você quer que eu vá. E eu tenho certeza de que não vou me arrepender dos meus atos, muito menos da minha decisão. Muito menos das vermelhidões e roxos que apareceriam sem explicação alguma pelo meu corpo.
– Que sorriso é esse Annabeth?
– Ahn? – automaticamente me aprumei no banco e tirei meu sorriso demoníaco pervertido da cara – Não sei do que esta falando. – Cruzei os braços rentes ao peito.
– Aham, sei.
– Garoto como você é irritante.
– Não sou eu que estava com um sorriso safado estampado no rosto agora a pouco.
Olhei pra ele com os olhos faiscando de raiva. Sorte a dele que olhei para frente e vi o carro de Thalia sendo estacionado em frente a uma boate. Ela, uma garota de cabelos pretos e outro garoto saíram do carro e entraram na boate.
Olhei para a placa. Olympus.
– Percy aquela não a boate de um ator famoso gostoso da vida? Apolo eu acho. Oh homem gostoso do viu. Já me sobe um fogo só de pensar nele.
Percy olhou pra mim com a sobrancelha esquerda arqueada.
– Que foi? Só falei a verdade.
– Você bem que poderia guardar seus pensamentos pervertidos só pra você, sabia?
– Não, é bem melhor compartilha-los com você meu querido Percy. – Dei-lhe um selinho. E baguncei seus cabelos, deixando-os ainda mais rebeldes. Nos separamos e Percy olhou no fundo dos meus olhos.
– Você tem que para de fazer isso.
– Isso o que? O que eu estou fazendo de errado?
– Nada, você não esta fazendo nada de errado. – disse olhando no fundo dos meus olhos. – O errado aqui, sou eu.
Franzi a testa, mostrando minha completa confusão.
– Você é bem confuso às vezes Percy.
Ele rolou os olhos e abriu o porta luvas pegando dele o envelope que se me lembro bem foi Nana que havia lhe entregado. Tirou de lá um papel, que me pareceu ser a ficha de alguém. Ele olhou atentamente para o papel, depois para a boate, de novo para o papel e voltou o olhar para a placa da boate. Seus olhos antes verdes claro como o mar agora estavam muito mais escuros e sua testa franzida. Percy estava pensativo. Está aí uma coisa que não se vê todo dia.
– Ela só pode estar brincando comigo.
– O que? Quem está brincando com você Percy? – Percy me olhou nos olhos e eles transmitiam preocupação? – Percy... O que esta acontecendo?
– Annabeth, escute com atenção ok? – Assenti – Preciso que fique dentro do carro...
– Ata, como se isso fosse acontecer.
– De maneira alguma entre naquela boate...
– Percy, o que você esta me escondendo?
– E se eu não voltar em vinte minutos, vá em bora. Vá para sua casa e corra, não olhe para trás. Vou deixar a chave do carro com você. Você sabe dirigir não é?
– É claro que eu sei, mas...
– Então pronto. Não me espere. Não importa o que aconteça, vá em bora.
– Mas que droga Percy, eu não vou ficar aqui dentro desse carro sozinha, não vou esperar vinte minutos e não vou ir embora sem você. Será que você não se lembra de que foi você que me chamou pra sair? – Ele me ignorou por completo e saiu do carro deixando o envelope e a chave do carro em cima do banco do motorista. Bufei.
Ficar aqui dentro mofando é que não ia. Mas primeiro tenho que saber o deixou daquele jeito.
Peguei e abri o envelope, revelando um papel. Mas não um papel qualquer, era realmente uma ficha. Uma ficha criminal? Não, não era uma simples ficha. Havia nome, horário e local. Era um planejamento. Não um planejamento qualquer. Continuei a ler a ficha.
Quanto mais eu lia, mais espantada ficava.
Não, não é possível. Percy não seria capaz disso.
Não. Não. Não.
Ouvi tiros vindos de dentro da boate e saí do carro o mais rápido possível indo em direção à entrada.
Sim, mais uma coisa para acrescentar na minha lista de coisas idiotas que já fiz. Quando se ouve tiros, o mais civilizado a se fazer é ou você correr ou então se abaixar, mas não ir em direção aos tiros. Eu vou ser taxada de louca, mas quem liga não é mesmo? O legal mesmo é você se enfiar na frente da bala perdida e: BUM! Tomar na cara.
Mas minha prima e Percy estavam lá dentro. Agora não era hora de ficar escondida dentro de um caro, ou atrás de uma caçamba apenas observando a multidão sair desesperadamente da boate e ficar apenas ouvindo os tiros e saber que minha prima, minha irmã poderia ainda estar lá dentro correndo risco de vida.
Sim, Percy também estava lá, mas não poderia suportar mais uma perda na minha vida. E nesse momento, Thalia era a pessoa mais importante pra mim. Não a deixaria sozinha agora, nem nunca. Não suportaria perde-la.
A multidão de pessoas saindo desesperadamente atrapalhava minha entrada. Fui me esquivando por meio delas. Pisaram tanto no meu pé, que ele deve estar roxo. Aquele tanto de pessoas molhadas de suor, gritando nos meus ouvidos e me empurrando já estava me dando nos nervos.
Finalmente consegui entrar. A música eletrônica alta ainda tocava, havia fumaça de gelo seco por todo perímetro da boate. As luzes ligadas e piscando cegavam um pouco a visão a minha frente.
A boate era grande. Ao meu redor, pessoas se escondiam outras nem conseguiam se levantar de tão bêbadas.
Fui andando afim de achar Percy e minha prima o mais rápido possível. Olhei ao redor e o encontrei entrando na área Vip da boate. Corri para alcança-lo sem olhar para os lados ou para os obstáculos a minha frente.
Tropecei e caí de cara no chão. Hoje definitivamente não é meu dia de sorte. Primeiro Percy me sequestra e passeamos pela cidade e detalhe, ele me deixou sem comer durante a tarde inteira, grande cavalheiro. Segundo chego em casa e me deparo com uma briga entre Jason e Thalia e Thalia vem atrás de mim querendo explicações. Cai da arvore, uma aranha agarrou-se a mim, Percy me chama para sair e me larga sem explicação alguma dentro do carro. Cavalheirismo não é com ele, disso tenho certeza.
Pare com isso Annabeth, agora não é hora para ironia.
Olhei para trás para saber em que tropecei. Um corpo, de terno. Um segurança. Ao redor de sua cabeça havia uma poça de sangue e ela se espalhava cada vez mais. Havia um furo no meio de sua testa.
Seja quem for que tenha feito isso, não foi por acidente. Foi proposital. Assisti muito CSI para saber disso.
Sim, eu gosto de CSI e daí?
Levantei-me o mais rápido possível, evitei olhar novamente para o corpo e fui em direção à área Vip. Não tinha nada lá em cima além de mais corpos, cinco seguranças. Todos mortos com uma bala na cabeça. Arrepiei-me ao passar por eles e ir em direção ao corredor.
Pelo corredor, encontrei mais três seguranças mortos. Novamente com tiros no meio da testa.
Parei ao perceber que de todas as portas por quais passei, nenhuma delas havia seguranças um de cada lado da porta. Dois seguranças. Mortos da mesma forma que os outros.
Contagem: Um na boate, cinco na entrada da área Vip, três no corredor e dois ao lado da porta. Onze seguranças, onze mortes. Todas da mesma forma. Um tiro no meio da testa.
Ao caminho daqui não avistei minha prima, o que me fez pensar. Será que ela conseguiu sair? Estava prestes a dar as costas, e ir para fora da boate tentar encontra-la quando ouço vozes muito conhecidas por mim.
– O que você pensa que esta fazendo aqui seu idiota?
– O que eu estou fazendo? O que você esta fazendo aqui sua punk? Esse trabalho é meu.
– Não, não é. Nana o entregou para mim. E sou eu que vou mata-lo.
– Deu muito trabalho para subir até aqui sozinho. Aqueles seguranças idiotas não queriam me deixar subir. Tive que matar um por um. Você não teve esse trabalho todo Thalia, então ele é meu.
Entrei na sala sorrateiramente. Ninguém pareceu perceber minha presença. Não era bem uma sala, era um quarto. Na cama duas mulheres, prostitutas, nuas estavam amarradas e com as bocas tapadas. Assim que me viram tremeram e se encolheram na cama. Levantei minhas mãos em sinal de rendição mostrando que não faria nada de mal a elas.
As duas relaxaram e imediatamente balançaram a cabeça em direção ao banheiro. Assenti e coloquei o dedo indicador nos lábios pedindo para não fazerem barulho algum. Elas assentiram com a cabeça e eu fui em direção à porta do banheiro.
– Não sonhe com isso Punk, eu vou mata-lo e você não vai me impedir.
– Não se eu atirar em você primeiro.
Entrei no banheiro. Eles estavam tão entretidos na sua discussão que nem perceberam que eu havia entrado. Espantei-me com a cena que vi.
– Você não teria tanta coragem assim.
– Você esta duvidando de mim cabeça de alga?
– Mas o que vocês pensão que estão fazendo aqui?
– ANNABETH? – Gritaram em uníssonos.
...
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OBRIGADA
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