Notas iniciais
Freedan confronta Valko Arachnea em um último combate. Um membro da guilda contra um vigilante.

[Cenário: Andelphon City, entrada da cidade.]

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=GSQ7M7ABvXU]

[No capítulo anterior, Freedan e Valko se enfrentam. Marius, Veronica, Eric e Porthos testemunham o embate dos dois.]

Freedan: Tome isso!

Valko: Seu miserável!

[Freedan e Valko continuam lutando. Os golpes se colidem mais uma vez, embora o chakram do Valko comece a ficar mais e mais frágil.]

Freedan: (Eu não posso desistir... Preciso salvar está cidade...)

Valko: (Eu não posso desistir... Não agora...)

[Freedan e Valko lutam várias e várias vezes, e o chakram de Valko está recebendo várias e várias rachaduras.]

Freedan: Oe! Me dê seu melhor golpe!

Valko: (Miserável... Não vou deixar...)

[Freedan e Valko então partem pra cima um do outro.]

Freedan e Valko: Oooaaarrrrrgggggghhhhhh!

[Freedan e Valko dão seus golpes decisivos. Ambos então sobrevivem aos ataques, mas o chakram de Valko é completamente destruído. A arma cai em vários pedaços, surpreendendo os amigos de Freedan.]

Marius: A arma dele...

Porthos: Completamente destruída.

Veronica: Agora ele tem a vantagem...

Marius: Freedan, é a sua chance!

Freedan: Hmph.

[Valko se irrita. Freedan então vai atacar Valko. Seus amigos então ficam surpresas com o que ele fez. A este ponto, eles esperavam que Freedan possa matar o vigilante. ]

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=8ZQZm8idZeI]

[Porém, ao invés de matar Valko, ele está apenas apontando sua espada pra o vilão, que fica surpreso com a reação.]

Valko: Porque... Porque você...

Freedan: (Mas o que está acontecendo? Eu nunca tive esta reação na minha vida... Porque minha espada não o...)

Valko: Você tinha esta oportunidade... De me matar...

[Freedan não diz nada.]

Valko: Pergunta... Você acha que no fundo, bem no fundo... Estou com uma certa razão?

Freedan: Huh?

Valko: Que a minha justiça... Vale a pena ser feita. Foi por isso que você não me matou, não foi?

[Freedan começa a ficar com medo. Ele então encara Valko. Marius, Veronica, Eric e Porthos observam os dois. Valko não tem mais o seu chakram, mas Freedan não parece querer matar o vigilante. Porque será? Ainda assim, existe algo em Valko que deixa Freedan inquieto.]

Freedan: (Valko... Quem é você!? Porque você se deixou corromper pela justiça!? E o que você está fazendo na Metamorfose!? E porque não consigo te matar!? Responda-me... Responda-me!!)

[O capítulo começa com Freedan observando Valko. Nenhum deles quer atacar. Todos os companheiros de Freedan discutem.]

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=5QY_dxb-J6Y]

Marius: Mas o que está acontecendo!? Porque Freedan não quer ataca-lo!?

Porthos: Talvez porque no fundo ele tenha visto algo bom no Valko... Pelo menos algo que não involva matar inocentes.

Veronica: Tch! Ele está perdendo seu tempo! Se ele não fizer algo a respeito...

Eric: Mas vejam só... Valko também não está lutando.

Marius: É claro... Seus anéis foram destruídos durante a luta.

Veronica: Mas ele também é capaz de fazer as tais magias de mimética, certo?

Porthos: Exatamente. E pra isso ele vai precisar de muita energia.

Eric: Agora só não entendo porque ele está sendo muito relutante, especialmente considerando o quão hipócrita a Metamorfose é em relação aos criminosos.

Veronica: Hmph. O Freedan é incapaz de jogar sujo. Ele só está esperando o Valko se recuperar para que os dois possam enfim ter um combate justo. Também, ele já é um cavaleiro e um clérigo, classes com uma reputação mais nobre.

Marius: Ou talvez no fundo, Freedan parece estar se sentindo mal pelo vigilante. Apesar de todas as nossas diferenças, nós temos uma coisa em comum.

Porthos: Exceto que nós não quebramos as regras para matar nossos alvos.

Eric: Mas infelizmente a Metamorfose provou ser abaixo da redenção. Não tem como a gente tentar salvá-la.

[Eric tem um flashback de Cattleya.]

Eric narrador: Cattleya, como você pode...

[O flashback acaba.]

Porthos: Agora vamos ver se Freedan vai conseguir vencê-lo... Ele não pode perder mais tempo com isso.

Marius: Pois é!

Veronica: Oe, Freedan! Quebra a cara deste arrombado!

[Freedan e Valko se encaram, mas ainda assim, nenhum deles parece ser capaz de matar o outro.]

Freedan: (Droga... Porque será que eu não consigo mata-lo... Talvez porque ele esteja desarmado? Ou é algo ainda maior? Algo que me faz pensar... O que estou fazendo com a minha vida?)

Valko: (Miserável... Porque será que eu não posso ataca-lo... Preciso fazer algo a respeito...)

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=an34HdHOoaE]

[Freedan e Valko continuam se encarando. Eventualmente Freedan decide tomar uma iniciativa e se aproxima dele.]

Valko: Afaste-se de mim, seu maldito!

Freedan: Já te dei várias chances e você recusou. Ainda assim, de repente, você parou. Talvez porque você tenha perdido aqueles seus anéis?

Valko: Fala dos meus chakrams? Hmph. Vamos dizer que eles são um presente do meu mestre logo depois de eu ter me juntado a Metamorfose. Eu sou grato a ele por ter me ajudado em uma situação difícil.

Freedan: Você realmente é leal a causa, certo?

Valko: Meu mestre me deu a chance de matar todos aqueles que se consideram acima da lei. Durante este tempo eu fiz um ótimo trabalho. Matar criminosos da alta sociedade foi algo que me fez ser recompensado.

Freedan: Valko... Você disse que seus chakrams... Eram um presente de seu mestre?

Valko: Sim.

Freedan: Se não se importa... Você pode me contar sua historia de vida? Antes de você ter conhecido seu mestre?

Valko: Porque eu contaria meu segredo para pessoas como você?

Freedan: Porque no fundo, eu sinto pena de você. Sacrificar suas horas matando várias pessoas consideradas acima da lei destruiu sua mente e alma, mesmo que seu corpo ainda esteja vivo. Porque você faria uma coisa dessas? O que Midgardia fez pra você?

Valko: Hmph. Você não entenderia...

[Freedan não diz nada.]

Valko: Aragozza... É um nome familiar pra você?

[Os colegas de Freedan, ao ouvir o nome Aragozza, ficam surpresos.]

Marius: Pera... Quer dizer que...

Eric: Talvez ele seja um dos sobreviventes do reino de Aragozza logo após Largand cometer um massacre lá.

Veronica: Mas isso é impossível! Ninguém sobreviveu ao Massacre de Aragozza!

Porthos: Não exatamente... Só porque Largand conseguiu destruir o reino há muito tempo não significa que não haja nenhum sobrevivente. Se este for o caso, talvez isso explique a razão porque alguém como Valko existe, não que isto justifique suas ações.

Valko: Entendo... Então você foi o miserável que conseguiu deter o responsável pelo massacre que ocorreu em minha terra natal. Até que você fez um bom progresso a sociedade.

Freedan: Belo elogio, mas isso não muda nada!

Valko: Isso não foi um elogio. Infelizmente você só foi capaz de vencer Largand quando o reino já foi todo destruído. E por causa disso, eu tive que lidar com o sofrimento e o desespero. Perdi minha família, perdi meu reino... E até tive que lidar com o fato de que eu perdi uma grande figura autoritária.

Freedan: (Tudo isso por um mísero casamento...)

Valko: Antes da desgraça acontecer, eu era uma pessoa cheia de esperanças. Meu pai não era apenas um cavaleiro qualquer, mas o comandante dos cavaleiros. E eu já tinha um objetivo em mente... Me tornar como ele. Minha família é muito grande, com quatro irmãs. E eu tinha tudo para ser uma pessoa de valor.

Freedan: Então era por isso que você leva seu conceito de justiça em uma novo patamar. Tem medo de que mais alguém pior que você sofra. Entretanto, quando entrou na Metamorfose, você eventualmente jogou tudo fora. Não se importava com nada exceto ver pessoas consideradas acima da lei serem mortas. E não apenas por justiça, mas por prazer. Isso é doente... Não é pior que um tolo que sacrificou tudo só porque não pode ficar com a pessoa que amava, mas ainda assim é terrível.

Valko: Você fala muito... De todas as pessoas que eu lutei você é a pior de todas. Me faz pensar como eu poderia ter vivido se minha família não fosse tirada de mim. Tem sorte de ainda viver com pessoas que amam e se importam com você. Quanto a mim... Eu só tenho apenas a Metamorfose como uma razão para viver. De fato... Eu até matei várias pessoas que você considera inocente. A este ponto... Eu não tenho mais volta. Se eu tenho que continuar vivendo... Devo continuar sendo um vigilante, e mantendo minha lealdade a Metamorfose!

Freedan: Miserável... Você não sabe o que é viver! Viver pelo bem das pessoas! Viver em virtude da lei e lutar por uma boa causa! Bem, eu ainda não sei o que é isso, mas ficar no Cisne Negro me fez perceber... A importância da lei!

Valko: Nunca pensei que eu tive que lidar com alguém irritante como você. Se tem uma coisa que eu tenho que agradecer é o fato de você me motivar mais e mais a acabar com você. Um idiota que reforça a lei é mais idiota do que um bastardo que está acima da lei!

Freedan: Então você ainda deseja lutar, mesmo sem seus anéis?

Valko: Não preciso dos meus Chakrams pra me vencer... Minha magia por si só já é o suficiente!

[Freedan fica enfurecido.]

Valko: Quando me tornei um membro da Metamorfose, eu também aprendi magia mimética. A princípio eu era apenas um broto, mas eventualmente conseguiu controla-la. Isso, junto com minhas habilidades de Chakram, me faz ser um servo formidável. Mas vamos acabar com isso logo. Está na hora de terminar o que você começou.

Freedan: Se você não tem nenhum arrependimento, eu também não tenho.

Valko: Hmph. Freedan e Valko entram em posição de combate.

Marius: Bem, agora esta é a chance de Freedan atacar. Pois se nada der certo...

Veronica: A gente pega eles de primeira!

Porthos: Vamos ver se Freedan realmente é aquele que conseguiu derrotar Largand junto com você, Eric.

Eric: Eu acredito no potencial dele. Ele vai conseguir.

Freedan e Valko: Vamos lá!

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=A1AecXjJ0oQ]

[Freedan usa sua espada para atacar, enquanto Valko desvia de cada um dos golpes do garoto.]

Valko: Acha mesmo que vai me atingir com isso?

[Valko se afasta. Uma aura azul emana no corpo dele e várias nuvens cinzas aparecem no céu.]

Valko: Mighty Storm!

[As nuvens cinzas soltam uma chuva com vários relâmpagos que atingem Freedan, mas ele consegue resistir ao ataque.]

Valko: Parece que você resistiu.

Freedan: Eu não vou me render pra você. Pois eu acredito nos meus amigos que acreditam no meu potencial!

Valko: Não brinque comigo!

[Valko lança um Aero Strike contra Freedan, que corta o tornado com sua espada.]

Valko: Seu tolo!

Freedan: Isso não vai mais funcionar comigo.

[Valko e Freedan continuam se enfrentando.]

Freedan: Dual Slash!

[Freedan ataca Valko duas vezes com sua espada, mas ele desvia do golpe.]

Freedan: Wind Slash!

[Freedan usa sua espada para criar um vento cortante para atingir Valko, mas é pego desta vez.]

Marius: Não acredito!

Porthos: Freedan não está se deixando mais levar pelos ataques do Valko!

Eric: De fato... Valko pode ser um usuário de magia mimética... No entanto, a experiência de Freedan como cavaleiro faz dele uma potencial ameaça ao vigilante. Agora que ele está desarmado, Valko não tem outra opção exceto atacar só com magia.

Veronica: É isso aí Freedan! Detone este arrombado!

Porthos: Mas também há outro fator vital. As habilidades especiais de Freedan também dependem do uso de sua energia. Ainda assim, o custo delas é bem mais barato se comparado com as várias magias de Valko. Sem falar que pelo fato de Freedan ter masterizado suas habilidades de cavaleiro, qualquer espada pra ele serve como muleta especial.

Eric: Hmph. Sendo assim, Valko não tem outra escolha exceto desarmá-lo... Ao que tudo indica esta é a única dificuldade que Freedan tem que lidar. Vamos torcer para que os resultados sejam favoráveis.

Marius: Aham.

[Freedan e Valko continuam se enfrentando. Espada contra magia, Freedan consegue resistir e desviar de todos os ataques de seu inimigo.]

Freedan: (A sensação de um cavaleiro contra um feiticeiro... Este é o momento no qual eu estava esperando... Agora tudo o que resta é tentar derrota-lo.)

[Freedan e Valko continuam lutando.]

Valko: Binding Thorns!

[Valko conjura várias vinhas espinhosas do chão nas quais prendem Freedan.]

Freedan: Que droga!

Valko: Vamos acabar com isso...

[Valko lança um Aero Strike contra Freedan, mas Porthos chega para salvá-lo com seu florete, cortando as vinhas que prendem seu amigo.]

Freedan: Muito obrigado.

Porthos: Considere isso como minha grande honra.

[Porthos então segue para encontrar seus colegas.]

Valko: Acha mesmo que você vai vencer com seus amigos? Você é um idiota sonhador.

Freedan: Talvez você esteja certo. Mas eu vou deixar claro uma coisa. Foram os meus sonhos que me fizeram chegar até aqui. Se eu não tivesse o desejo de me tornar um grande aventureiro, eu seria apenas uma pessoa comum. Chega até a ser engraçado ouvir isso de você. Não era você alguém que desejava ser que nem o seu pai?

[Valko se irrita.]

Freedan: Eu temo que seus planos já chegaram ao fim. Você não tem mais para onde fugir, Valko Arachnea!

[Freedan aponta sua espada para Valko.]

Valko: Eu ainda digo que você é um idiota sonhador. Acha mesmo que você vai realizar seu desejo estúpido às custas de vários criminosos soltos?

Freedan: Não... Mas se eu fizer tudo dentro da lei... Ninguém mais será ferido. Eu não vou realizar desejo com o sangue de pessoas inocentes... Mas com o espírito de luta que está dentro do meu coração. O espírito que ferve em mim, e que está disposto a proteger a todos!

Valko: Isso é o que nós veremos!

[Valko lança várias bolhas de suas mãos contra Freedan, mas este usa sua espada para estourar todas as bolhas.]

Freedan: É só isso?

[Valko se irrita.]

Eric: Parece que não tem mais jeito. Valko não tem outra escolha exceto se render.

Veronica: Como se ele quisesse...

Porthos: Mesmo desarmado, ele se recusa a desistir, ainda mais considerando que ele já é um vitorioso.

Marius: Oh...

Eric: Ele mesmo foi capaz de matar Cersei a sangue frio... O que por si só já é uma vitória pra ele.

Veronica: O que ele tem que fazer mesmo é lutar contra o Freedan, que não quer nem saber se seu oponente tem boas intenções ou não.

Marius: O problema é saber quem é o vencedor. Freedan é esperto o bastante para usar uma espada, mas a questão é que seu oponente é um tipo diferente de mago.

Eric: É isso aí. E olha que ele está fazendo o trabalho sozinho.

[Freedan e Valko continuam lutando. Freedan ataca todas as magias que Valko é capaz de jogar. Ele consegue cortar várias rochas flutuantes, bolhas e até as vinhas.]

Valko: Mas o quê?

Freedan: Draconic Rush!

[Freedan conjura uma silhueta de dragão de sua espada que ataca Valko.]

Valko: Tolo, eu ainda estou de pé!

Freedan: Não por muito tempo.

[Freedan ataca Valko várias vezes, mas o vigilante ainda desvia do golpe.]

Valko: Maldito! Você nunca vai vencer a Metamorfose!

Freedan: Não, mas eu vou vencer você. Pois meus amigos estão do meu lado!

Valko: Grrr...

Freedan: Wind Slash!

[Freedan usa sua espada para criar um vento cortante para atingir Valko. Valko lança um Aero Slash e os dois golpes acabam se colidindo.]

Veronica: Freedan!

Marius: Não desista agora!

Eric: Você ainda tem um longo caminho a percorrer!

Freedan: Tch! Eu não vou me deixar me dar por vencido!

[Freedan e Valko continuam lutando.]

Valko: Você é bem determinado.

Freedan: E isso me faz mais forte!

[Freedan e Valko lutam mais e mais.]

Freedan: Draconic Rush!

[Freedan conjura uma silhueta de dragão de sua espada que ataca Valko. Ele desvia, só para ser surpreendido por outro ataque do cavaleiro.]

Freedan: Dual Slash!

[Freedan ataca Valko duas vezes com sua espada.]

Valko: Bastardo...

[Valko conjura um Aero Slash contra Freedan, que dá um salto para desviar do golpe. Ele então ataca o vigilante com um golpe de espada.]

Valko: Isso ainda não acabou... Holy Hurricane!

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=QtfjIH0jRFY]

[Valko conjura um furacão com várias estrelas brilhantes, fazendo com que ele recupere parte de sua energia e que consiga se levantar.]

Freedan: Parece que vamos começar tudo de novo... Eu não me importo mais.

Valko: Vou te ensinar a não se meter com um vigilante!

[Freedan e Valko se enfrentam. Magia e golpes de espadas continuam sendo lançadas.]

Marius: Freedan...

Eric: Ele está dando seu melhor neste combate.

Veronica: Oe! Não deixe este arrombado te vencer!

Valko: Mostre-me o potencial do responsável que matou Largand!

Freedan: Eu vou... Espere só... Health Hunter!

[Uma aura rosada envolve a espada de Freedan. Depois disso, o cavaleiro ataca Valko.]

Valko: Argh... O que está acontecendo!?

Freedan: Health Hunter... Habilidade de espada que é capaz de drenar o HP do oponente. Não é muito efetivo, mas é prático.

[Valko fica enfurecido.]

Freedan: Eu até imaginava nós dois em uma luta de espadas, com nossas armas se colidindo... Se Aragozza não tivesse sido destruída, as coisas teriam sido diferentes. Você podia até ter se tornado um cavaleiro.

Valko: Hmph. E quanto a você?

Freedan: Eu continuaria seguindo minha jornada como um aventureiro. Explorar Midgardia, conhecer o mundo, me aventurar por várias regiões... Eu ainda tenho um longo caminho a percorrer.

Valko: É claro. Todo garoto que deseja ser um gênio ainda tem um longo caminho a percorrer.

Freedan: No entanto, uma vez que você se tornou um vigilante em uma tentativa de ajudar as pessoas, não foi capaz de aceitar as regras. Por isso que quando você tenta fazer o bem, traz uma pilha de destruição juntos.

Valko: Mas e daí? Eu matei o meu alvo que merecia morrer. Você não teria feito a mesma coisa se não tivesse outra opção?

Freedan: Hmm...

[Freedan e Valko continuam se enfrentando.]

Valko: Bastardo!

Freedan: Miserável!

[Freedan e Valko se encaram, e logo depois se afastam. Os dois eventualmente começam a ficar cansados.]

Eric: Parece que os dois já estão em seu limite.

Marius: Mas e quanto ao Holy Hurricane dele?

Porthos: O Holy Hurricane dele é uma boa técnica de cura, mas é inútil quando o usuário tem pouca saúde.

Veronica: Pera, está me dizendo que...

Eric: Se Freedan quiser vencer, ele terá que deixar Valko em uma situação crítica.

Marius: Isso parece ser fácil, ele até já quebrou aqueles anéis dele.

Porthos: Mas ele ainda vai ter que lidar com as magias dele.

Veronica: Bem, pelo menos o pior já passou.

Eric: Freedan!

[Freedan dá uma olhada em seus amigos.]

Eric: Ataque Valko sem dó nem piedade! Sei que parece besteira, mas isso pode ser capaz de neutralizar os efeitos do Holy Hurricane!

Porthos: A magia mimética de cura dele é capaz de fazer com que ele se regenere usando parte de sua saúde. Se Valko for pego com a saúde baixa, ele não terá mais chance.

Freedan: Isso parece ser uma tarefa difícil.

Veronica: Mas é por isso mesmo que você vai precisar de nossa ajuda, certo?

Marius: Não se preocupe. Vamos garantir que tudo dê certo.

Freedan: Pessoal...

[Freedan e seus companheiros então se preparam para o combate.]

Valko: Isso não vai ficar assim!

Freedan: Uma pena. Pois sua justiça nunca valeu a pena.

Porthos: Agora você vai sentir o que suas vítimas sentiram!

Veronica: Acabou o tempo! Hora de pagar com sua vida!

Valko: Que assim seja... Entretanto, vocês não vão ter uma vitória fácil.

Freedan: Pessoal! Está na hora de lutarmos juntos! Todos nós temos um objetivo em comum!

Eric: Se derrotarmos ele, vamos enfim acabar com este pesadelo.

Porthos: Bem, tomara que sim.

Veronica: Todos prontos!?

Freedan, Marius, Eric e Porthos: Prontos!

Eric: Nós temos apenas um alvo... E um objetivo... Que é deter o Valko.

Marius: É isso aí.

Freedan: Vamos lá!

[Freedan e seus amigos enfrentam Valko.]

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=uz87lvkf_K4]

Veronica: Double Dragon!

[Veronica invoca de sua lança dois dragões de cor verde que atacam Valko.]

Porthos: Firecracker!

[Porthos ataca várias vezes com seu florete no qual sai várias chamas. Valko usa seu Aqua Strike para neutralizar, mas é surpreendido pelo golpe do esgrimista.]

Valko: O quê?

[Marius ataca Valko com as suas duas adagas. Ele até que tenta desviar do golpe, mas Marius consegue pegar o vigilante.]

Veronica: Windmill Strike!

[Veronica gira sua lança criando uma rajada de vento, jogando Marius pra cima. Porthos pula para ataca-lo.]

Porthos: Southern Cross!

[Porthos ataca Valko com o seu florete, que acaba formando um céu noturno cheio de estrelas. Valko então cai no chão.]

Valko: Não pode ser... Não posso perder...

[Valko está prestes a conjurar uma magia, mas é surpreendido por uma silhueta de dragão que o ataca.]

Valko: O quê?

[Freedan então chega. Ele ataca o vigilante várias e várias vezes com sua espada. Depois de dar o último ataque, Valko cai no chão.]

Valko: Maldito...

[Valko tenta se levantar.]

Valko: Não vou deixar que vocês... Me humilhem deste jeito... Eu me recuso a perder!

Freedan: Eu já te dei várias chances de você desistir de sua carreira de vigilante e procurar por uma carreira melhor. Mas no final era sempre a mesma coisa. Nunca foi capaz de aceitar a lei como forma de proteção. Por causa disso você arranjou meios de fazer justiça sem depender dela. E no processo, matou um monte de inocentes. E ainda assim, dizia que estava fazendo justiça.

Valko: Tch... Maldito...

Freedan: E é por isso que eu mesmo decidi pagar com a mesma moeda. Não por vingança, mas porque não vou deixar que mais vítimas sejam feitas em nome de sua falsa justiça!

Valko: Maldito! Maldito! Isso não vai ficar assim!

[Valko então tenta usar sua magia, mas é surpreendido por duas silhuetas de dragão que o ataca.]

Freedan: Bem... Vamos lá!

[Freedan fecha os olhos.]

Freedan: Valko! Hora de terminarmos com isso logo! Pois este é meu último ataque!

[Uma outra espada aparece nas mãos de Freedan.]

Marius: Vamos lá, Freedan!

Veronica: Acaba com ele!

Eric: Termine com este ciclo de violência o mais rápido possível.

Porthos: Não podemos deixar que ele viva para continuar estas atrocidades...

Valko: Grrr... Maldito... Você e suas guildas merecem a morte!

[Freedan abre os olhos.]

Freedan: Tome isso!

[As espadas de Freedan se tornam espadas de luz.]

Freedan: Golpe especial! Rondo of Swords!

[Valko recebe várias espadadas. Neste mesmo momento, Freedan consegue perfurar sua espada no coração do vigilante.]

Eric: Vocês viram isso?

Porthos: A espada do Freedan conseguiu perfurar o corpo de Valko...

Veronica: Eu não acredito! Ele conseguiu!

Marius: Não. Nós conseguimos.

[Valko e Freedan se encaram novamente, mesmo com o vigilante prestes a morrer.]

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=8ZQZm8idZeI]

Valko: Hmph... Você pode ser forte o bastante para ter enfim me derrotado. Você pode ser esperto o bastante para ter escapado das minhas artimanhas. No entanto... Isso tudo teve um preço. Uma vida foi sacrificada, e foi por um dos seus. Estejam cientes disso. Além disso... A Metamorfose ainda está viva, e ela não irá ser derrotada tão facilmente.

Freedan: Você fala muito para um idiota que foi derrotado por mim.

Valko: Você pode ter destruído o meu corpo, mas minha alma ainda está intacta, junto com o legado da organização.

[Freedan não diz nada.]

Valko: Eu fiz tudo o que era preciso para proteger Midgardia. E então...

[Freedan então olha Valko com pena.]

Valko: Tch... Porque você está me olhando deste jeito?

Freedan: Porque... Porque você é um humano, acima de tudo. Você matou pessoas em nome da justiça porque você achava que estava fazendo o que é certo. Não é diferente de matar um monstro para conseguir experiência.

Valko: Você é um tolo. Monstros não são humanos.

Freedan: Não. Porém, durante minhas jornadas, já tinha testemunhado vários humanos que se transformaram em monstros por pura mesquinhez. Me pergunto se um dia irei me encontrar com alguém que tenha estas mesmas motivações...

Valko: Hmph.

Freedan: Sua alma está prestes a ser retirada de seu corpo. E então, o que você tem a dizer antes de morrer?

Valko: Já que você se importa tanto comigo... Eu vou ter o prazer de dizer... O meu maldito nome. O nome que eu abandonei logo após eu me juntar a Metamorfose.

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=ZUxHGR6ziz0]

[A tela então fica branca.]

“Você tem um talento para matar pessoas de má índole.”

“Quem é você!?”

“Eu sou apenas um cara de passagem... E que procura por pessoas que matam bandidos de diversas classes.”

“Você parece ser um cara interessante. Eu me chamo Glan. Glan Mothu.”

“Um nome como esse não da medo em ninguém. Você precisa de algo que ponha temor em seus inimigos. Algo que faça com que você seja respeitado.”

“Respeitado?”

“Estou em busca de pessoas que estão dispostas a sujar suas mãos com sangue de bandidos. Se você quiser, você pode se juntar a mim.”

“Bem...”

“De hoje em diante, seu nome é Spike Schwartz. Bem melhor do que Glan Mothu, você não acha?”

“Spike... Schwartz...”

“Vamos sair da cidade e fazer justiça do nosso jeito. Tudo bem?”

“Tudo bem. Vamos fazer justiça!”

[Minutos depois, outra voz familiar é ouvida.]

“Mas qual o seu nome?”

“Bem, eu já fui chamado uma vez de Ledel. Ledel Welber, pra ser mais exato. Eu cai em uma armadilha, e nem percebi que a garota que eu salvei armou contra mim e usou seu amante pra isso. Porém...”

“Não precisa dizer mais nada. Ledel Welber, certo? Parece que você tinha uma grande carreira, mas infelizmente você teve sua dignidade jogada no lixo.”

“Sim. Eu entendo a injustiça que você sofreu.”

“Bem, nós estamos criando uma organização de vigilante que mata pessoas desonestas que se aproveitam dos outros. Em outras palavras, fazendo justiça com as próprias mãos.”

“E então, quer se juntar a gente?”

“Se é pra superar toda esta injustiça... Sim.”

“Ótimo. De agora em diante, você será chamado de Saxespade. E então, gostou?”

“Saxespade... Muito obrigado a vocês dois. E então... Quais são os seus nomes?”

“Valko Arachnea, e este é meu parceiro na vigilância, Spike Schwartz.”

“É um prazer conhece-los!”

[Minutos depois, uma última voz familiar é ouvida – A voz de uma mulher.]

“Quem é você...”

“Eu sou... Não, fiquem longe de mim! Eu sou... Eu sou...”

“Seu cabelo... É incrível...”

“Sério?”

“Claro que sim! Nunca vi ninguém ter este talento!”

“Mas este cabelo...”

“Bem, isso é irrelevante para os nossos gostos. E então, você deseja fazer justiça sem ser presa a vontade das mais altas autoridades?”

“Si... Sim!”

“Parece que nós já temos nossa primeira dama no grupo.”

“E uma bem bonita.”

“Aliás, qual o seu nome?”

“Anise Lycoris. Eu fiz parte de uma guilda... E fui rejeitada pela minha família...”

“Que triste... Mas se você realmente deseja fazer justiça com suas próprias mãos, junte se a nós.”

“Obrigada.”

“Agora vamos precisar de um nome novo pra você.”

“Tá... Deixe me pensar... Licorice!”

“Não... Nada medonho.”

“Hmmm... Anisette!”

“Bah, tudo a mesma coisa.”

“Tem algum nome bom pra mim?”

“Bem... Que tal, Kittala?”

“Ki... Kittala?”

“É que nem gatinha, Kitty!”

“Ki... Kittala... É, este serve.”

“Ótimo. Bem, parece que nós já somos quatro, não contando nossos líderes.”

“Mas não se preocupe, eles são de boa. Eles sabem bem quais são nossos inimigos.”

“Certo.”

“Então vamos?”

“Pra onde?”

“Para nossa aventura em busca da justiça. Da verdadeira justiça.”

[Minutos mais tarde, uma última voz é ouvida.]

“E então... Qual o seu nome?”

[Voltando ao foco entre Freedan e Valko, o vigilante finalmente diz o seu nome.]

Valko: Meu nome é... Neil Ashford.

[Os olhos de Valko se fecham. O vigilante é finalmente derrotado. Freedan então coloca Valko no chão, e o olha pra ele com pena.]

Freedan: (Coitado... Ele teve sua vida destruída por um simples casamento. Não... Derrotá-lo era o certo a se fazer, considerando que ele já matou um monte de gente inocente. Mesmo as pessoas que nas palavras deles mereciam ter morrido... Felizmente, nós terminamos por aqui. Mas acho... Que ele não será o último vigilante que terei que enfrentar.)

[Freedan então segue para encontrar seus colegas.]

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=8ZQZm8idZeI]

Marius: Você conseguiu!

Veronica: Sabia que não ia nos decepcionar!

Eric: Parabéns. Finalmente conseguimos nos livrar de nossos inimigos. Não que isso faça alguma diferença pra eles a esse ponto.

[Freedan dá uma olhada em seus amigos. Nataly então aparece para ver seus amigos.]

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=4qOA5r-7AZM]

Nataly: Freedan!

Freedan: Nataly, onde você estava?

Nataly: Atrás de vocês! Depois de toda esta briga com a Metamorfose, eu achava que ia te perder! Procurei vocês por toda a parte!

Marius: Nataly! Temos uma boa notícia! Nós vencemos a Metamorfose!

[Nataly então vai dar uma olhada no local. Ela vê que Valko já está morto.]

Eric: Foi uma batalha difícil, mas nós conseguimos.

Porthos: Ainda que mais cedo ou mais tarde possam vir mais pessoas similares a ele.

Freedan: É. Sem falar... Que também perdemos várias vidas importantes.

Veronica: Mas quem se importa agora!? Nós vencemos esta batalha, e Andelphon está salva, não é mesmo, Nataly?

Nataly: Sim sim.

Eric: Porthos, avise aos guardas sobre o que aconteceu.

Porthos: Certo.

[Porthos e Eric saem.]

Nataly: O que vocês acham que vão fazer agora?

Marius: Eles vão avisar aos guardas que o inimigo foi detido. Com isso, as pessoas vão voltar para as suas casas, sem se preocupar com mais nada.

Veronica: O que!? Assim do nada?

Freedan: Pelo menos... Eles chegaram a cumprir sua meta. Se Cersei era o problema, não há mais motivo da Metamorfose poder voltar.

Veronica: Agora você me pegou.

Marius: Nós vencemos, mas a que custo?

[Freedan não diz nada. Ele então olha o corpo de Valko.]

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=sJtwqYl9F3Y]

Veronica: Porque você está olhando pra ele? Tá com pena? Esperava que ele tivesse uma segunda chance ou algo do tipo?

Freedan: Pra falar a verdade...

Marius: Perdas... Eu acho que elas fazem parte da vida. Mesmo que vocês sejam capazes de reviver a pessoa, as memórias não podem ser apagadas.

Veronica: Mas e daí? O que foi feito foi feito!

Freedan: Tem razão Veronica. O que foi feito foi feito. Mas pra ser honesto... Se Largand não tivesse invadido Aragozza naquele dia... As circunstâncias teriam sido diferente. Talvez nós dois tenhamos sido amigos. Ou talvez... Algo mais.

[Porthos e Eric chegam com alguns guardas de armadura dourada.]

Nataly: Chegaram bem na hora.

Eric: Este é o inimigo.

[Os guardas vão verificar Valko.]

Guarda 1: Parece que ele está inconsciente. Deve ter morrido.

Freedan: Eu assumo a responsabilidade. Fui eu que o matei. Não tinha outra escolha. Aquele homem...

Guarda 2: Não precisa dizer mais nada.

[Os guardas vão levar o corpo de Valko.]

Freedan: O que vão fazer com ele?

Guarda 3: Vamos incinerá-lo. Para que ele não possa ser encontrado. Criminosos não merecem uma segunda chance na vida.

[Freedan não diz nada. Algumas pessoas do vilarejo então aparecem e voltam a habitar a cidade. O céu escuro torna se claro.]

Nataly: Olhem!

Eric: Sim. Agora todas as pessoas podem voltar aos seus lares para continuar suas vidas simples. Sem a Metamorfose para incomodá-lo, eles agora podem ser felizes.

Porthos: Parece que enfim conseguimos cumprir nossa missão.

[Freedan fica calado.]

Marius: Algum problema?

[Freedan não diz nada.]

Marius: Você não pode contar se você não quiser. Mas nós somos seus companheiros.

Freedan: Ah...

Porthos: Algum problema?

Freedan: Quando eu estive lutando contra a Metamorfose...

[Freedan se lembra do momento em que ele viu Rigel se sacrificou para deter Saxespade.]

Freedan narrador: Eu não fui capaz de proteger tudo. Rigel sacrificou sua vida para tentar me ajudar.

[O flashback acaba.]

Freedan: Sem falar que ela...

Marius: Alguma coisa?

Freedan: Bem, eu...

Eric: Eu posso não saber direito o que ela passou, mas sei bem que ela lutou com suas próprias forças. Sua morte não foi em vão.

Freedan: É claro. Porque eu estou triste? Rigel morreu por mim... Pela cidade. A vida dela... Foi uma vida digna de se viver.

Veronica: Tem certeza?

Eric: O terror da Metamorfose foi expelido. No entanto... Isso é apenas o começo. Haverão mais e mais membros dispostos a destruir a cidade. E já que nós tivemos a audácia de nos opor a eles, é só uma questão de tempo para que nós sejamos os próximos alvos.

Porthos: Significa que temos que nos manter em vigilância.

Eric: Freedan, você sabe muito bem o que vai acontecer de agora em diante, certo?

Freedan: Certo.

Marius: Não se preocupe. Comigo aqui, a Metamorfose não será capaz de nos atingir.

Veronica: Não vai durar nem dez minutos.

Marius: Está dizendo que eu sou um fracote?

Veronica: Depende da sua interpretação.

Marius: Ora sua...

[Marius e Veronica começam a brigar.]

Eric: Bem, está na hora de começar a pensar em nosso futuro.

Porthos: É. Mais cedo ou mais tarde vamos ter que arcar com as consequências dos nossos atos.

Nataly: Mas o que importa é que tudo vai acabar bem.

Eric: Vamos avisar para o prefeito. Ele precisa saber de tudo.

Porthos: É.

[Eric e Porthos vão para a casa do prefeito.]

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=ANWw4MQU9VA]

Nataly: E então Freedan? Vamos contar pro prefeito as boas novas?

Freedan: Daqui a pouco... Assim que estes dois pararem de brigar.

Veronica: Sua mãe é tão feia que seu pai se casou por pena!

Marius: Não fale assim da minha mãe, e tire o meu pai da sua boca!

Veronica: Ah é mesmo? Pois você não pega nem resfriado!

Marius: Porque eu tenho uma boa saúde!

Nataly: Alguém vai ter que fazer alguma coisa a respeito...

Freedan: Se eu tentar fazer isso, eles vão se unir para sentar o sarrafo em mim. E adivinha, Veronica é a que tem mais chances de me matar.

Nataly: Que triste. E pensar que sua guilda é unida...

Freedan: Mas tudo bem. É difícil ser perfeito... Não, é impossível ser perfeito. Haverá sempre alguém disposto a estragar tudo ou por incapacidade ou por mesquinhez. Mas o que importa é que estamos fazendo o bem por todas as pessoas.

Veronica: Burro! Infeliz! Incompetente! Medíocre!

Marius: Feia! Fraca! Sem Talento! Gorda!

[Cenário: Casa do prefeito]

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=t1KwK6qwv5Y]

[Horas mais tarde, Freedan, Marius, Veronica, Eric, Porthos e Nataly estão na casa do prefeito tendo uma conversa com Remulus e seus dois filhos.]

Remulus: Bem, pelo visto vocês fizeram um bom trabalho espantando os membros da Metamorfose para fora da cidade.

Marius: Bem, não foi isso que aconteceu...

Veronica: Mas pelo menos a cidade está salva.

Remulus: Sinto muito isso não ter acabado do jeito que vocês esperavam.

Freedan: Tudo bem.

Eric: A traição de Cattleya era algo que ia acontecer mais cedo ou mais tarde. Quer dizer...

Porthos: Eric?

Freedan: Você sabia disso!?

Eric: Eu acreditava que Cattleya seria capaz de superar seus problemas, inclusive o fato de que ela era um dos membros mais leais ao Mestre Guerisseur. Mas infelizmente, considerando tudo o que aconteceu hoje...

Porthos: A miserável até chegou a trair Cersei para o Valko!

[Remulus fica triste e não diz nada.]

Erza: Pai, tudo bem com você?

Remulus: Não, está tudo bem. Eu tô ótimo.

[Marius dá uma olhada no prefeito.]

Marius: (Ele não parece se sentir bem... Será que é por causa da morte da Cersei?)

Ezra: A mamãe foi traída por uma covarde... Ela a jogou para os lobos!

[Remulus não fala mais nada. Erza também está calada.]

Eric: Algum problema, prefeito Remulus?

Remulus: Eu preciso falar uma coisa, se não se importam.

Freedan: Pode falar a vontade.

Remulus: Cersei... Quando eu me casei com ela, eu queria poder dar para os meus dois filhos uma figura materna... Mas com o passar do tempo eu comecei a perceber que minha nova esposa era uma má influência para os meus filhos. Classista e narcissista, sempre se achava superior aos outros só porque era rica. Inclusive...

Veronica: Essa historia já está muito manjada. Você só escolheu a Cersei porque ela era mais rica que você, certo?

Remulus: Bem...

Marius: Não foi a toa que a Metamorfose estava atrás dela...

Porthos: Mas como foi que eles conseguiram encontrá-la?

Veronica: Se tem uma coisa que eu sei sobre organizações, e que elas não são de um homem só. Eles devem ter um espião infiltrado na vila.

Nataly: Eh! Melhor torcer para que eles não tenham descoberto sobre os aldeões escondidos!

Freedan: Calma, tá tudo bem. A esse ponto a Metamorfose já teve sua primeira perda. O pior que pode acontecer é a organização aumentar ainda mais. E com a traição de Cattleya...

[Ezra fica enfurecido.]

Ezra: (Aquela desgraçada vai pagar por isso...)

Eric: Bem, parece que conseguimos resolver tudo.

Remulus: Quase tudo.

Marius: Pera... Tem algo mais pra se fazer?

Remulus: Bem, eu só gostaria de saber se vocês vão participar de um evento que vai acontecer amanhã.

Freedan: Evento?

Remulus: Uma festa de despedida em homenagem a vocês. Afinal, vocês conseguiram cumprir a missão de salvar Andelphon da Metamorfose, mesmo com algumas falhas.

Eric: Oh... Sei disso...

Freedan: Então a festa é amanhã, certo? Bem, vamos ter que nos preparar.

Remulus: Vocês podem ir para a pousada. Paguei uma estadia pra vocês seis.

Veronica: Tá ouvindo só fadinha? Até você tem uma vaga.

[Nataly fica feliz ao ouvir isso.]

Porthos: Depois de uma luta daquelas, eu vou precisar dormir e muito. Não se nem se vou conseguir acordar cedo hoje...

Freedan: Não se preocupe, todos nós tivemos que lidar com aqueles vigilantes maldosos. E aí, Marius, como vai?

[Marius não diz nada.]

Eric: Parece que Marius não quer dizer nada.

Remulus: Algum problema senhorito?

Marius: Bem, eu não vou poder ficar com vocês.

Veronica: Fala sério!?

Freedan: Mas o prefeito nos deu a chance de relaxarmos em uma pousada.

Marius: Eu vou ficar em casa com a minha família.

Nataly: Oh... Agora eu entendi.

Remulus: Você realmente se importa com sua família, não é?

Marius: Sim.

Remulus: Você tem uma família que te apoia, não tem?

[Marius não diz nada.]

Erza: Se não quiser dizer nada, tudo bem. As vezes temos que deixar nossas opiniões guardadas a sete chaves.

Ezra: Hmph. Você está perdendo seu tempo.

Veronica: Escute aqui senhor narizinho em pé, saiba que o Marius tem uma família aqui em Andelphon. Um pai, uma mãe e uma irmã, enquanto você está reduzido a um pai e uma irmã, pois sua mãe... Ou melhor, segunda mãe... É uma maldita classista!

Ezra: Está me dizendo que minha família é desajustada!?

Veronica: Leia os meus lábios se tiver coragem. Sua outra mãe é uma classista estúpida que é uma má influência para sua família!

Freedan: Oe, calma aê! Tenha modos! Precisamos respeitar a família do prefeito!

Veronica: Respeitar... Que respeitar o quê!? É por causa dela que Cattleya nos traiu! Se não fosse por ela...

Nataly: Peraí! Peraí! Se existe alguém que merece levar essa culpa, sou eu. Fui eu que trouxe vocês até aqui! Eu...

Eric: Nataly, não precisa se culpar por isso. Você não fez nada de errado.

Veronica: É claro! Você nem esteve ciente se existia uma mulher de má índole como a Cersei.

Nataly: Bem... Na verdade...

Freedan: Olha Nataly. O que foi feito foi feito. Não precisa se culpar mais pelo que fez.

[Nataly não diz nada.]

Remulus: Ele tem toda a razão. Eu cometi um erro ao se casar com alguém como a Cersei.

Ezra: Não diga isso!

Erza: Papai...

Remulus: Cersei merece todos os insultos na pós-morte. Ela é uma mancha negra para o meu legado. Como eu fui tão estúpido.

[Freedan e seus amigos não ficam muito felizes. Veronica, por sua vez, não tem um pingo de simpatia por Cersei.]

Marius: Bem, estou saindo. Tenho que visitar minha família.

Freedan: Espere.

[Marius se vira para encarar Freedan.]

Freedan: Promete que vai vir para o evento?

Marius: Me dê um motivo para que eu não possa ir.

[Marius sai da casa do prefeito. Freedan e seus amigos se preparam pra sair também.]

Freedan: Até mais. Nos vemos na festa.

[Freedan, Veronica, Eric, Porthos e Nataly saem. Remulus observa os seus salvadores, um a um, saindo de sua casa.]

Erza: E então papai... O que vai fazer?

[Remulus não diz nada.]

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=lWObW5mrz0Y]

[Cenário: Casa do Marius.]

[Marius chega em casa.]

Marius: Cheguei.

[Marius acaba se encontrando com seus pais e irmãzinha mais uma vez.]

Cosette: Irmãozinho!

[Cosette corre para abraçar Marius.]

Cosette: Como eu estava preocupada com você! Nem imagina como nossos pais nos sentiriam se você tivesse morrido!

Marius: Bem, deu tudo certo. Pelo menos eu estou inteiro.

Gervais: Ótimo. Fico feliz que você tenha cumprido sua missão de guilda.

Madeleine: E então, o que pretende fazer depois?

Marius: Bem, depois disso eu vou voltar para Miriallia para cumprir mais algumas missões. Membro de guilda quase não tem descanso.

Cosette: Você é muito levado.

Marius: Haha, imagina só você numa guilda.

Cosette: Papai, o Marius tá implicando comigo!

Madeleine: Marius, tenha modos com a sua irmã.

Gervais: Tomara que isso não seja má influência.

Marius: Não se preocupe, está tudo bem... Eu realmente sou levado mesmo.

Madeleine: E então, quando você vai voltar pra Miriallia?

Marius: Por isso que estou aqui em casa. Para passar um bom tempo com vocês até o dia de amanhã chegar. Eu poderia ter ficado na pousada com meus colegas... Mas preferi ficar com vocês para me sentir mais confortável. Afinal, faz um tempão que eu não me encontrava com vocês.

Gervais: Entendo. Já que você está aí, melhor que se prepare pra janta.

Madeleine: Vou preparar sopa de frango com alguns vegetais.

Cosette: Eba! Sopa!

[Cosette sobe as escadas.]

Marius: Muito obrigado pela janta. Vamos nos encontrar daqui a pouco.

[Marius vai subir as escadas.]

[Cenário: Casa do Marius, quarto do Marius.]

[Marius está em seu quarto escrevendo algo no papel. Cosette chega para vê-lo.]

Cosette: Oi irmãozinho!

[Marius fica surpreso e acaba por acidentalmente riscar a sua mensagem.]

Marius: Oe! Qual é o seu problema!?

Cosette: Só queria saber o que você está fazendo.

Marius: Eu tava escrevendo um relatório. Isto é, até você quase me atrapalhar. Agora vou ter que começar de novo.

Cosette: Isso é costume da sua guilda?

Marius: Não, mas eu gosto de fazer isso quando estou em uma missão importante. Especialmente considerando o quão longe eu fui nesta jornada.

Cosette: Longe? Por quantos lugares você andou?

Marius: A questão é que eu enfrentei um inimigo poderoso. Inclusive esta é uma informação muito importante. Ao que tudo indica, a guilda Cisne Branco tornou se alvo de uma organização que possui intenções moralmente ambíguas.

Cosette: O que é isso?

Marius: Te digo mais quando tiver 18.

Cosette: Mas eu quero saber!

Marius: A questão é que agora que sou alvo deles, é minha responsabilidade... E da guilda como um todo, de arcar com as consequências.

Cosette: Então a organização vai deixar você e o resto da guilda de castigo?

[Marius bate a cabeça na mesa.]

Marius: (Isso por si só já seria a punição mais fraca...)

[Marius recobre os sentidos.]

Marius: Bem... É complicado. A organização que eu estou enfrentando... Considerando o seu número de membros... É o tipo de organização que leva as coisas de um jeito mais extremo. O melhor que eles podem fazer a este ponto é me difamarem.

Cosette: Mas porque eles fariam uma coisa dessas com você?

Marius: Organizações fazem de tudo para conseguirem o que querem.

Cosette: Achavam que elas seguiam a lei.

Marius: Sabe de nada.

Cosette: Oe! Eu sei de tudo!

Marius: Então o que aconteceu no Reino de Aragozza?

Cosette: Bem, ele... Hmmm...

Marius: Tá vendo só? Você não sabe de nada.

Cosette: Mas eu sei muito bem que você veio aqui só para lutar contra uns caras maus.

Marius: Isso é só a ponta do iceberg. Aliás, o que está fazendo aqui?

Cosette: Queria poder ficar com você enquanto a mamãe não chama a gente para jantar.

Marius: Eu só tenho um foco hoje e é ver se escrevo este relatório antes do jantar.

Cosette: Tá bem. Mas eu também queria que você me contasse sobre coisas que aconteceram como aquela batalha que você teve com os bandidos.

Marius: Que tal se eu contasse pra você sobre a queda de Aragozza?

Cosette: Hmmm... Parece interessante. Então conta, vai!

Marius: Tá bom... Deixe-me ver...

[Enquanto Marius explica o que aconteceu no reino de Aragozza, e pega um outro papel e começa a reescrever seu relatório. Cosette fica sentada na cama de Marius ouvindo o que seu irmão tem a dizer. Minutos depois, Marius termina sua conversa sobre o reino caído.]

Cosette: Nossa, isso é incrível... Quero dizer, incrível para os vilões, porque para os outros não é.

Marius: Mas pelo menos eles tiveram um final feliz, ainda que seja as custas deles.

[Marius pega a sua mensagem e coloca na sua mochila.]

Cosette: Você pode me contar mais sobre o que aconteceu depois?

Marius: Eu vou descer. A este ponto a mamãe já deve ter terminado a janta.

Cosette: Legal saber. Vou com você.

[Cenário: Casa do Marius, cozinha.]

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=an34HdHOoaE]

[Horas mais tarde, a família do Marius está jantando. Tigelas de sopa de galinha com alguns vegetais enchem a mesa.]

Cosette: Meu irmão me contou mais sobre a queda do reino de Aragozza. Ele falou de todos os detalhes do que aconteceu, como se ele tivesse visto o evento.

Marius: Agora ela está exagerando. Tudo o que eu disse vieram da boca de um monte de gente que sabe dos detalhes que aconteceram.

Gervais: Isso é bom. Historia é algo que deve ser preservado para que futuras gerações possam aprender com o passado para prevenir tragédias no futuro.

Madeleine: No entanto, porque alguém teria a audácia de destruir um reino orgulhoso e próspero?

Gervais: Nem sempre precisamos saber da razão por trás de tudo.

[Marius não diz nada.]

Gervais: Pessoas más fazem isso pelos seus próprios vícios. Eu não sei bem quem a razão porque Largand, um ex-cavaleiro de Edievalm, destruiu um reino vizinho, mas com certeza ele tinha uma ambição por trás disso.

Madeleine: Tem razão. Ambição é algo capaz de envenenar as pessoas. As vezes eu me pergunto se as coisas podiam ter sido diferentes.

Marius: Eu também.

Cosette: Algum problema irmãozinho?

Marius: Não, nada não. Só queria dizer... Este Largand é mesmo um caso perdido, não é? Chega a ser lamentável o fato de que só depois da destruição do reino é que ele foi destruído.

Madeleine: Você parecia estar nervoso naquele momento.

Marius: Eu, nervoso? Que nada. Talvez seja a batalha contra aqueles vigilantes. Eles são irritantes demais, não são?

Cosette: É. Eles deram trabalho para o irmãozinho.

Gervais: Vamos torcer para que suas futuras missões sejam um peso leve pra você.

Marius: Como se eu fosse um peso morto. Tudo o que eu preciso é treinar mais um pouco e aí eu consigo melhorar minha habilidades. Monstros não são nada se comparado comigo.

Madeleine: Mas você também tem que dar uma chance aos seus colegas.

Marius: Bem, esta é a parte fácil.

Cosette: Hehehehe...

Gervais: Filho, eu honestamente gostaria que você algum dia levasse seu futuro a sério.

Marius: Mas eu tô levando a sério! Mestra Tamres está cuidando de mim!

Gervais: Eu me refiro a fazer alguma coisa que possa fazer um bom progresso para a sociedade.

Marius: As guildas também são de grande ajuda.

Madeleine: Talvez o que seu pai queira dizer é que sua profissão faz com que você pareça ser um mercenário glorificado.

Gervais: É... Você devia planejar para um dia poder sair da guilda e ter uma profissão nobre.

Marius: Mas eu gosto dos meus colegas de guilda... Bem, a Veronica é uma peste, mas tenho uma afeição pelo Freedan. E isso foi antes dele ter sido o responsável por ter salvo Edievalm daquele bastardo do Largand.

Cosette: Falando deste jeito dá a impressão que você só está aqui nesta guilda por causa da fama do Freedan.

Marius: Se este fosse o caso eu já teria entrado no Cisne Branco após souber das notícias de que Freedan salvou Edievalm. Para terem uma ideia, eu fui para a guilda apenas para ver se eu podia encontrar meu potencial. Só não me disseram que eu ia encontrar um garoto audacioso com o desejo de poder ser um aventureiro. E ainda tem mais, Freedan é um novato comparado comigo. Tch... Independente de que o Cisne Branco tenha uma reputação, eu só entrei na guilda por motivos pessoais. Nunca foi sua fama... Nunca foi.

Gervais: Eu entendo o seu ponto. Mas não precisa se comparar com o Freedan.

Marius: Eu não estou me comparando com o... Bem... As vezes... Eu me pergunto se as coisas teriam sido diferentes eu tivesse sido escolhido para matar Largand no lugar do Freedan.

Cosette: Aí você seria famoso.

Marius: Mais do que isso. Mas isso não vem ao caso.

Gervais: Não se preocupe. Nós não vou impedir você de seguir seu caminho, mas mais cedo ou mais tarde você vai ter que decidir o que é melhor pra você de verdade.

Madeleine: Seu pai tem razão, Marius. Você precisa tomar um rumo que te beneficie.

Marius: Eu entendo.

[Marius e sua família continuam jantando.]

[Cenário: Pousada de Andelphon, quarto com cinco camas.]

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=5LpBdURva14]

[Freedan, Veronica, Eric e Porthos estão na pousada tendo seus momentos de diversão enquanto Nataly observa tudo. Veronica e Porthos, por sua vez, estão brincando de pedra, papel e tesoura.]

Veronica e Porthos: Pedra, papel , tesoura!

[Veronica faz tesoura e Porthos faz pedra.]

Veronica: Tá de brincadeira!?

Porthos: Todo mundo sabe que tesouras são incapazes de cortar pedra.

Veronica: Maldito! Quero uma revanche!

Porthos: Beleza.

[Veronica e Porthos preparam seus lances.]

Veronica e Porthos: Pedra, papel , tesoura!

[Veronica faz papel e Porthos faz tesoura.]

Veronica: Miserável!

Porthos: Parece que sua sorte está contra você.

Veronica: Tch... Você é ainda pior do que o Marius! Quero uma revanche!

Porthos: Sério mesmo? Nós já estamos nesta parada sete vezes e você perdeu em todas. Me deixa descansar ou pelo menos ter uma boa conversa com meus amigos.

Veronica: Nem pensar! Eu quero vencer!

Porthos: Tá bom... Boa sorte com isso...

[Veronica e Porthos preparam seus lances mais uma vez.]

Veronica e Porthos: Pedra, papel , tesoura!

[Veronica faz pedra e Porthos faz papel.]

Porthos: Parece que não foi desta vez.

Veronica: Grrr... Você teve sorte! Mas vamos ver se você me enfrenta em um combate um a um! Minha lança contra seu florete!

Porthos: Não será diferente.

Veronica: Tolo! Saiba que eu já participei de várias missões relacionadas ao Cisne Branco!

Porthos: Muito engraçado, pois eu também.

Veronica: Sério!? Então prove!

Porthos: Se não acredita, bem, eu vou contar...

[Enquanto Veronica e Porthos discutem, Freedan e Eric tem uma conversa bem mais séria.]

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=44NBnb9dIn4]

Freedan: Mesmo depois de tudo, você pretende procurar informações sobre a Metamorfose?

Eric: De fato. Aliás, sinto que aqueles quatro eram apenas a ponta do iceberg.

Freedan: Huh?

Eric: Uma organização de apenas quatro pessoas não faz milagres. A esta altura do campeonato, a Metamorfose já deve ter recrutado mais pessoas para a causa dela. Inclusive, Cattleya irá seguir em busca da organização.

Freedan: Acha que a este ponto ela será considerado uma foragida?

Eric: Metamorfose já é uma organização foragida para algumas pessoas, mas o que resta agora é ver se ela já pode ser considerada uma ameaça pública. Se for este o caso...

Freedan: Parece que agora Midgardia tem um inimigo em comum.

Eric: Isso mesmo... Porém...

Freedan: Porém?

Eric: Eu ainda acredito que Cattleya é uma pessoa boa apesar de tudo. Não acho que ela se virou completamente para a Metamorfose.

Freedan: Tem certeza?

Eric: Metamorfose deseja justiça acima de tudo, mas usa de métodos extremos para conseguir o que deseja. Eles não se importam com regras ou autoridade. Pra eles, qualquer um que se oponha a causa deles é inimigo.

Freedan: Já deu pra perceber. Nossos oponentes foram muito zelosos em relação a sua causa.

Eric: Sim.

Freedan: Mas você acha mesmo que pode salvar sua amiga?

Eric: Não estou fazendo isso por mim, mas pela Carpa Bege. Cattleya pode ter seus métodos e ideais diferentes, mas ela ainda é minha amiga. Sei que ela deseja muito lutar por justiça, mas essa é a mesma coisa que eu desejo.

Freedan: Se este é o caso, porque não se juntou a ela?

Eric: Como eu disse antes, a Metamorfose usa de métodos extremos para conseguir o que deseja e não se importam com regras ou autoridade. Eles são nossos inimigos, mas ainda posso ser capaz de salvar a Cattleya.

Freedan: Mesmo depois de tudo... Mesmo depois dela ter decidido deixar uma pessoa morrer?

Eric: Acredito em segundas chances. Eu posso tentar salvar Cattleya. Não vou deixar que ela seja corrompida pelo extremismo da Metamorfose. É uma tarefa arriscada, mas é algo que eu tenho que fazer pela guilda.

Freedan: Eric...

Eric: Freedan... Eu quero que você me prometa uma coisa..

Freedan: O quê?

Eric: Quando você se encontrar com a Cattleya de novo... Você pode tentar dizer a ela que... Ela não pode seguir este caminho pra sempre?

Freedan: Bem... Eu não vou prometer nada... Mas vou fazer de tudo para que Cattleya não se torne completamente má.

Eric: Obrigado.

[Eric olha pra Freedan.]

Freedan: (Não sei por quanto tempo ele ficou na Carpa Bege, mas ele está confiando a mim para tentar salvar Cattleya. Mas será que ela realmente pode ser redimida? Existem pessoas que são capazes de mudar?)

Eric: Uma pena que o Marius não está aqui, porque se não nós teríamos uma boa conversa.

Freedan: É. Ele está ocupado com os seus pais em casa, com certeza botando o assunto em dia.

Eric: Também não sabia que ele morava nesta cidade grande...

Freedan: Nem eu.

Eric: Mas e quanto aos seus pais? Eles estão bem?

Freedan: Não sei. As vezes eu escrevo mensagens pra eles pra saber se eles estão bem. E as vezes eles respondem de volta. Uma vez eles me mandaram uma carta me perguntando se eles estavam bem. Eu sempre respondia sim. Mas no fundo...

Eric: Algum problema?

Freedan: Quanto mais eu escrevia minhas cartas, mais eu pensava no meu pai, que está viajando pelo mundo sedento por uma aventura.

Eric: Não importa onde ele esteja agora, ele já deve estar explorando novos locais de Midgardia. O mundo é cheio de mistérios, e é dever de um aventureiro explorar o desconhecido. É por isso que você quis se tornar um membro do Cisne Branco, certo?

[Freedan não diz nada.]

Eric: E a este ponto você até chegou a me ajudar a salvar uma princesa das mãos de um cavaleiro renegado. Eu, Homeros, Katrina... Me pergunto se um dia vamos nos encontrar mais uma vez.

Freedan: É... Eu também.

Eric: Que tal a gente ir dormir agora, para que a gente possa aproveitar o dia de amanhã?

Freedan: Beleza.

[Nataly então chega para ver seus colegas humanos.]

Nataly: Ouvi a conversa de vocês dois.

Freedan: E então?

Nataly: Eu também acredito que a Cattleya, apesar de ter nos traído, não seja tão ruim assim.

Freedan: Porque você pensa numa coisa dessas?

Nataly: Porque eu penso no melhor da humanidade. Sim, os membros da Metamorfose são pessoas meio doentes, mas vocês, por outro lado, fazem o que é certo com suas próprias limitações.

Eric: Você realmente tem uma visão bem suave do mundo.

Nataly: Eu não diria suave, mas é que eu não gostaria de ver mais um humano matando um dos seus por razões egoístas.

Eric: Eu também. Mas infelizmente tem gente que não sabe o significado da palavra limite. Apesar disso, eu vejo que a Cattleya não é completamente ruim. Sim, ela tem seus problemas e conflitos internos, mas isso é comum na humanidade. A questão é como vamos fazer para superar isso.

Nataly: Como você e Cattleya se conheceram?

Eric: Foi há muito tempo. Quando entrei na Fazenda Granbelm pela primeira vez para fazer um trabalho na Carpa Bege, eu fui encarado com desprezo por ela. Ela não parecia o tipo de pessoa que gosta de fazer amizades. Eu me dava bem com quase todos os membros da guilda, mas a Cattleya era a mais difícil de conquistar sua confiança.

Nataly: Hehehe... Agora que percebi.

Eric: Infelizmente Cattleya decidiu seguir um caminho arriscado, e agora estou preocupado com ela.

Freedan: Todos nós estamos.

Nataly: Bem, vamos torcer para que tudo acabe bem. Mas neste momento, nós conseguimos espantar os caras maus para longe de Andelphon.

Eric: Por enquanto.

Freedan: Tch... O que será que nos espera amanhã? Bem, eu vou dormir agora. Boa noite pessoal.

[Freedan então vai dormir.]

Porthos: Boa noite pessoal.

Veronica: Boa noite.

Eric: Boa noite gente.

Nataly: Boa noite.

[Os quatro vão dormir em suas respectivas camas, enquanto Nataly dorme perto da lamparina.]

[Cenário: Campos de Midgardia.]

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=8ZQZm8idZeI]

[Enquanto isso em algum lugar de Midgardia, dois bandidos vestindo trajes azuis-escuros que cobrem o corpo todo estão correndo com um grande saco. De repente, eles são surpreendidos por uma silhueta familiar, que pega uma espingarda.]

Bandido 1: Quem está aí!?

Bandido 2: Aproxime-se da gente agora!

[Música: https://www.youtube.com/watch?v=30Sog7gQetA]

[A silhueta se revela como Cattleya, que imediatamente atira nos dois bandidos. Ela se aproxima do saco e vê que dentro dele estão artefatos.]

Cattleya: Quanta mesquinhez... Então este é o limite de sua cobiça?

[Os bandidos ficam com medo dela.]

Cattleya: Onde vocês encontraram estes tesouros?

[Os bandidos ficam com medo de Cattleya e fogem.]

Cattleya: Hmph.

[Cattleya então olha para o tesouro.]

[Cenário: Um castelo qualquer.]

[Guardas usando armaduras de cor prateada com vestes roxas e amarelas aparecem, e se deparam com um saco grande.]

Guarda 1: Mas o que está acontecendo?

Guarda 2: De onde veio este saco?

[Os guardas abrem o saco e vêem vários artefatos.]

Guarda 1: Quem faria uma coisa dessas?

[Em cima dos telhados do castelo, está Cattleya, sentada e pensativa.]

Cattleya: (Metamorfose... Não tenho mais uma casa pra morar, então... Vou ter que viver com eles. Esta é a minha escolha.)

[Cattleya sai. A lua cheia brilha nos céus, e uma borboleta azul voa em cima dela, indicando que apesar de Freedan e seus amigos terem cumprido sua missão, a batalha contra a Metamorphosis está apenas começando.]

[Continua no próximo capítulo.]

Notas finais
E aí pessoal, vocês gostaram do capítulo de hoje? Pois é, este é o penúltimo capítulo da temporada. Nossa, já foram quatro temporadas para uma fanfic que fora lançada em 2022. E ano que vem teremos a quinta. Nossa, esta quarta temporada teve muita surpresa. Retorno de um velho amigo, quatro novos vilões prontos para infernizar a vida dos criminosos, novos aliados durante a jornada, traições, conspirações... Uau. Por essa nem eu esperava. E ainda tem aquele negócio de ideologias de justiça. Temos que fazer o que é certo ou o que é justo? E pensar que na temporada anterior Freedan só queria visitar um amigo... E olha que depois disso ele procurava por uma magia muito especial em Nefertari. Mas ainda assim foi uma jornada bem legal. Do sedento deserto a cidade grande, Freedan realmente teve uma viagem cheia de combates e aprendizados. Tomara que suas futuras jornadas sejam ainda melhores. Aliás, como é que será a quinta temporada? Uhh... Bem, eu não vou contar. Isso vocês tem que descobrir por si mesmos. Mas no geral, fico felizes por vocês terem lido esta fanfic. Se eu errei em alguma coisa, eu prometo que vou melhorar em futuras temporadas. Vamos ver o que nos espera em nossa jornada por Midgardia... Bem, é isso. Hoje é a nossa última conversinha, mas semana que vem (25/08) teremos o último capítulo: O sol nasce para todos. Não percam!