– Nós raramente precisamos usar essa fonte claro, já que é muito difícil nascer alguém do qual não saibamos se é Bruxo ou Draken. – disse Rick.

– Tá, eu não ligo, agora vamos lá. – disse Matthew.

Os dois caminharam. Matthew sempre maravilhado com aquele mundo, cheio de flores, árvores e criaturas. É, as criaturas ele não gostava muito. Até que passaram de frente a uma “casa” muito grande, onde se lia: Escola de Seig.

– O que é isso? – perguntou Matthew apontando para a “casa”.
– É uma pamonha – disse em tom sarcástico –, não sabe ler sua anta?
– Eu vou estudar aí? – perguntou Matthew.
– Vai, – respondeu Rick – começa amanhã, claro, se você for um bruxo
– Espera aí, e seu eu não for um bruxo?
– Aí eu vou ter que te mandar pro outro lado e tu te vira moleque.

O silêncio tomou conta, agora se ouvia apenas o som dos pássaros e dos bichos. Os dois continuaram caminhando por muito tempo.

– Você não me disse que era tão longe – disse Matthew.
– Você não me perguntou. E além do mais, essa fonte é o ponto divisório entre a parte dos Bruxos e a parte dos Drakens. Tinha que ser longe mesmo.
– Já estou quase morrendo de cansaço.
– Já estamos chegando.

Enquanto eles andavam Matthew e Rick passaram várias coisas, um campo aparentemente de futebol, uma piscina um tanto quanto estranha a “água” dela era preta, entre muitas outras coisas que Matthew não foi capaz de identificar. E assim passaram-se duas horas.

– Num aguento mais andar não, por favor, diga que nós já estamos chegando – Disse Matthew.
– Só mais um pouquinho.

Quinze minutos depois Rick parou em frente a uma casa, e bateu na porta.

– O que você vai fazer aí? – disse Matthew.
– É apenas a casa de um amigo – respondeu-lhe Rick.
– Perguntei o que você ia fazer aí não quem aí residia
– Tá, tá, vou conversar um pouco, colocar o papo em dia, você não deve saber mas eu estava na terra há mais de 5 meses.

Alguém saiu da casa. Um homem velho só que menos do que Rick, o homem ainda tinha cabelos pretos – diferente de Rick que não possuía um só cabelo preto na cabeça – era alto e forte, o rosto um pouco enrugado, nada assombroso. O homem saiu e abraçou Rick.

– E aí Rick, quanto tempo não? Como você tem passado? – disse o homem
– Frank – disse Rick em tom de alegria–, é muito tempo mesmo, eu tenho tive uns probleminhas ali outros aqui e você?
– Eu por incrível que pareça estou bem, claro que tenho alguns problemas de saúde mas nada muito grave – disse Frank –, nós não somos mas como antigamente né Rick, ainda me lembro de tudo o que nós aprontávamos.
– Tenho muitas saudades daquela época.
– E quem é esse garotinho aí? – perguntou Frank
– Esse é um jovem Bruxo que eu encontrei por aí, ele será meu pupilo.

Matthew percebeu que Rick disse que ele era um Bruxo para evitar confusões.

– Olá, prazer Matthew – disse Matthew apertando a mão de Frank.
– Frank – disse Frank.
– Nós temos que ir agora – disse Matthew sussurrando no ouvido de Rick – quero saber logo se sou um Bruxo ou um Draken.
– Frank eu tenho que ir, vou resolver umas paradas com esse moleque. Tchau – disse Rick a Frank.
– Tá vai lá – disse Frank

Os dois caminharam por mais dez minutos e enfim chegaram à fonte. Matthew pode ver um grande muro e uma fonte pela metade, ele ficou se questionando onde estava a outra metade,

– A outra metade aparentemente está do outro lado do muro – pensou Matthew

– Antes que você me pergunte sim o outro lado da fonte está no outro lado, no lado dos Drakens. – disse Rick parecendo adivinhar a dúvida de Matthew.
– Além de bruxo é macumbeiro também? Vai adivinhar assim na puta que pariu – disse Matthew.

Rick riu.

– Como isso funciona? Essa fonte aí, eu me molho e daí? Acontece o quê? – perguntou Matthew franzindo a sobrancelha.
– Você se molha por um instante e se aparecer um chapéu pontudo em cima da sua cabeça, indica que você é um bruxo, se aparecer um pentagrama indica que você é um Draken.
– Pentagrama? Isso não é do demônio? – perguntou Matthew.
– Se você ver pelos olhos de um bruxo é sim. Não sei por que os humanos acham que o pentagrama é do demônio. Não sei nem se esse demônio existe mesmo.
– Hum. Tá então vou me molhar aqui, não aguento mais essa ansiedade.

Matthew pegou um pouco de água e passou no seu braço. Por dez segundos nada aconteceu, só que passados os dez segundos, aconteceu uma coisa inesperada, Rick ficou boquiaberto, Matthew olhou pra cima e viu aquilo flutuando sobre sua cabeça, agora tinha certeza que não era nem um Bruxo nem um Drakens por que o que flutuava sobre sua cabeça não era um pentagrama tampouco um chapéu pontudo. O que flutuava sobre sua cabeça era um raio verde.