The Hellmuths
3 Como ser atropelada em Los Angeles
Notas iniciais
LEITORES
NOVOS
QUE
LINDOOOOOOOOOOOOOOOOO *________*
Então, bem vindas TODAS :)
Fiquei MUITO feliz com os rewiens e gostei que vocês estão gostando (?).
É, vocês entenderam. KKKKKKK'
Ok, chega de enrolar Mariana.
Enjoy o capitulo!
Narrado por: Kimberly Kills
Ouvindo: A nona sinfonia de Bethovenn.
Eu estava farta daquela vida. Farta.
Toda a etiqueta. Toda a elegância. Toda a falsidade.
Tudo naquela academia de moças de tirava do sério. Desde os uniformes, as missas matinais, a comida esquisita e a aulas de francês.
Eu estava cansada de ir para a detenção por me recusar a usar meias até as canelas, ou por subir minha saia até acima do joelho. Eu estava cansada de usar aquelas tranças, aquelas camisas por dentro das saias plisadas e de não poder beijar garotos. Eu queria ter uma vida normal.
Eu queria sair dali. Custasse o que custasse.
Planos mal – realizados, descobertas e castigos me impediram por todo esse tempo, mas eu nunca desisti fácil. E eu estava decidida a fugir daquele inferno.
Eu vinha elaborando minha fuga há mais ou menos dois meses. Calculei os horários, subornei colegas de quarto e estoquei comida enlatada. Estava tudo planejado. Eu fugiria durante a apresentação do coral escolar.
Com a desculpa que queria usar o banheiro, sai rapidamente de perto das madres que ocupavam o assento perto do meu.
Desviei do banheiro para o meu dormitório. Puxei a mochila debaixo da cama e olhei para os lados, preocupada com qualquer movimento.
Discretamente, desci as escadas, até a cozinha, verificando qualquer barulho.
- Kimberly? – uma voz azeda me chamou.
Amaldiçoando o ser que me chamara, me virei dando de cara com Leslie Bronxs.
- Onde você pensa que vai? – perguntou desconfiada.
Franzi os lábios.
- O que você quer? – sussurrei em pânico.
Ela me mediu dos pés a cabeça.
- Não quero nada – sorriu vitoriosa.
Arregalei meus olhos. Ela mantinha o sorriso de deboche no rosto, se alargando cada vez mais.
Respirei fundo e contei até dez mentalmente.
- Quer saber? Dane-se – falei irritada – Vai lá, e conte para a madre superiora que eu estou me mandando!
Ela abriu a boca surpresa.
- Mas... Por quê?
- Por que eu odeio isso aqui – esclareci – Me dê licença.
A empurrei para o lado e corri até a porta dos fundos da cozinha, que dava para um enorme pomar.
- Você não pode fugir, Kim! – ela gritou em vão. Eu já corria pela grama molhada em direção ao nada.
A ultima coisa que ouvi, foi o alarme soar.
Iriam me pegar. Eu sabia. Leslie acionara o alarme de emergência. A vaca...
Numa atitude desesperada, me encaminhei até onde as madres deixavam o carro do padre, lustroso, usado apenas para visitas e ocasiões especiais, onde ele vinha nos ver cantar ou nos obrigar a rezar e confessar.
Roubar um carro como aquele não devia ser tão difícil. Como todo bom padre, seu carro não tinha alarmes ou trancas. Afinal, Deus proverá tudo.
Joguei minha mochila no banco traseiro e sentei no banco do motorista.
- Certo. Kim, ligue o carro – falei comigo mesma procurando um meio de ligar aquela coisa. Se Deus proveria tudo, por que ele levou a chave na batina, francamente?
Puxei dois fios. Eu já vira ladrões roubando carros assim em filmes. Era apenas encostar um fio no outro e...
Uma luz forte me cegou.
- É ela! Achamos ela! – uma voz fina berrou. Provavelmente a madre encarregada da cozinha.
O motor roncava. Pisei no acelerador. Ela gritou correndo para o lado.
Girei o volante. Minha adrenalina estava no auge.
EU VOU MORRER!
Sessenta quilômetros por hora. Derrubei alguns vasos, até sair com os pneus cantando pela estrada.
Eles não viriam atrás de mim. Disso eu tinha certeza. No maximo, rezariam um terço pela minha alma corrompida. Ou pelo meu espírito, se eu não guiar esse carro até Los Angeles.
Mas eu ia. Eu chegaria viva a cidade das luzes.
Sob o som de Bad Medicine gritando no rádio A.M do reverendo – um tanto irônico tocar hard rock num carro assim – eu passava pela ponte que separava San Francisco da Cidade dos Anjos.
Os vidros do carro aberto, meu braço acompanhado o compasso da bateria na porta do carro, eu imitava sem sucesso Bon Jovi atraindo alguns olhares curiosos.
- YOUR LOVE IS LIKE BAD MEDICINE! – eu cantava empolgada, arriscando o riff da guitarra com agudos.
Buzinavam para mim nos faróis.
- Manda ver, loira! – um cara gritou do seu carro. Devolvi meu dedo do meio e um sorriso cínico para ele. Assovios e vaias dos seus amigos acompanharam.
Sorri satisfeita comigo mesma. Quem diria, que a ingênua Kim Kills, criada em internatos e apertada em vestidos caros, mostraria o dedo do meio para tarados em Los Angeles?
Tranquilamente, segui por uma avenida menos movimentada, e decidi que seria o momento para acelerar um pouco e testar meus atributos como motorista.
O que eu não esperava, era atropelar uma garota.
...
...
...
- Você a matou! – a ruiva dizia em pânico.
- Eu... – gaguejei com os olhos arregalados. A menina que eu atropelara jazia no asfalto, com a cara nele e uma aparência de morta.
Ah ótimo. Eu mal chegara em Los Angeles e já matara alguém.
- Me ajude aqui! – a ruiva (que eu não tive tempo de perguntar o nome) disse irritada – Vamos tirar ela do meio da rua!
- Ah sim... – chacoalhei a cabeça, perturbada.
A ruiva levantou a amiga, a puxando e pondo um dos braços no ombro. Pus o outro no meu e a arrastamos até a calçada.
A garota estava péssima. O rosto cortado, sangue fresco nas bochechas e testa, e os braços arranhados.
- Ela está respirando – a ruiva confirmou para o meu alivio.
Suspirei tranqüila. A ruiva me olhou feio.
- Você não presta atenção? – brigou.
- Me desculpe – retruquei – Não percebi vocês atravessando a rua!
Ela bufou.
- Se você quiser, eu dou carona para o hospital.
- Ah, não, obrigada. Já tivemos muitos acidentes por hoje – ela disse irônica.
Franzi o cenho.
- Eu já pedi desculpas – reclamei – Pode, por favor, parar de ser idiota?
- Eu não sou idiota – ela cerrava os olhos. Arqueei a sobrancelha. Ela ignorou.
- Vou tentar acorda-la – ela disse – Por que você não vê se tem alguém nessa casa aí?
- Nessa casa? – olhei o sobrado a nossa frente, caindo aos pedaços – Acha que alguém vive em algo assim?
- Eu não sei! Vai ver!
- Tudo bem!
Ela cutucava a menina atropelada e chamava pelo nome. Fui até a porta daquela casa e bati receosa.
Se a mãozinha da família Adamms abrisse a porta, eu não me surpreenderia nem um pouco.
Bati mais um vez, com mais força. Nada.
- Acho que ninguém mora aqui, ruiva! – informei a garota, que revirou os olhos.
- Bate com mais força! – ela sugeriu nada gentil.
- Eu vou chutar essa porcaria, isso sim! – reclamei socando a porta. Ouvi um ‘Já vai’ abafado.
E a porta se abriu revelando um cara de uns vinte anos, com os olhos vermelhos e uma expressão demente.
- Oi...? – ele apertou os olhos tentando me enxergar. Parecia zonzo e cheirava maconha. Drogas. Não as use.
- Você pode nos ajudar? – perguntei, ele me olhava aéreo – Uma menina foi atropelada e precisamos de um lugar para por ela.
- Atropelada...?
Não. Esfaqueada, imbecil.
- É. Atropelada. Eu a atropelei – expliquei impaciente.
- Eu já atropelei um cara – ele disse desnecessariamente – Podem entrar...
Foi mais fácil que eu imaginava.
Corri até a ruiva e ajudei a carregar a garota até a casa do maconheiro.
A deitamos no sofá semi – destruído dele e a ruiva foi em busca de algum pano limpo para tirar parte do sangue da amiga.
O cara nos encarava perdido.
- Ah, eu sou Kim – me apresentei. Ele piscou.
- Kim... De Kimberly?
- Isso – confirmei mal – humorada – E você?
- Sou Phil Lassie. Mas todo mundo me chama de Doggy.
Continuamos nos encarando.
- Como elas chamam? – ele perguntou indicando a ruiva que estava no banheiro e a atropelada.
- Eu ainda não sei – confessei. Ele pareceu compreender.
- Legal.
Rolei os olhos. Maconheiros são pessoas difíceis de se manter uma conversa razoável.
A ruiva voltou com um pano e uma expressão de puro nojo.
- Sua pia é horrível, cara – ela disse sinceramente – Você treina macacos naquilo?
Ele riu. Ela o olhou feio.
- Macacos... – ele repetia e ria. Ela o encarava como se fosse espancá-lo a qualquer momento.
Ouvimos resmungos.
- Vivian! – a ruiva comemorou correndo até o sofá.
A tal Vivian que se remexia no sofá, abriu os olhos, confusa.
- Onde eu estou...?
- Hey Vivian... Você está bem?
- Dor de cabeça... – ela reclamou pondo a mão na testa e consequentemente a ensopando de sangue. A ruiva a limpou antes que ela visse o sangue e pirasse – O que houve?
- Eu te atropelei – falei sorrindo sem – graça. Ela me olhou num lapso de memória assustador.
- HEY! VOCÊ ME ATROPELOU! – apontou para mim furiosa.
- Sim, e eu sinto muito – continuei sorrindo sem graça.
- Pelo menos você não morreu – Doggy disse.
Ela deitou a cabeça no braço do sofá, bufando.
- Eu não acredito – disse completamente irritada – Mal chegamos e já tentam me matar.
- Vocês também não são daqui? – perguntei surpresa.
A ruiva assentiu.
- Chegamos hoje pela manhã. Viemos do Arkansas.
Doggy assoviou.
- Eu gosto das tortas do Arkansas – comentou.
A garota o olhou escandalizada.
- Você é inacreditável! – disse.
Doggy sorriu de leve.
Ela revirou os olhos.
Vivian continuava mal – humorada olhando o teto e resmungando coisas sem nexo.
- Eu esqueci de te perguntar... – chamei a atenção da ruiva – Como você se chama?
- Lollie. Lollie Pepper. – me respondeu – E você é a...
- Kim Kills.
- Vivian Poison – Vivian disse soturna – Caso queira saber.
- Bem, agora que estamos apresentadas, que tal me desculparem por atropelar a Poison e...
A porta foi aberta e alguém entrou xingando e batendo nos móveis.
- DOGGY, SEU CACHORRO SARNENTO! – uma voz feminina berrava possessa. Phil gelou.
- O que... – perguntei assustada. Uma adolescente incrivelmente bonita e igualmente perigosa vinha marchando até a sala e derrubando as coisas de Doggy.
Notas finais
Pequeno resumo: Ele realmente é inspirado num amigo meu. Na real todos os personagens (salvo o Guns) são.
:) Me amem, seus putinhos. É.
Nada muito a declarar, só que estou atoladinha em provas :(
MAS O MUNDO É BELO E AS FÉRIAS VÊEM!
2 SEMANAS :)
Assim as atualizações ficaram mais assíduas e tals. Me amem para sempre.
É isso Lolis Rangers :)
Kissus no cú :3
Lolis
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